Era
Tenho saudade de um tempo em que não havia responsabilidade, em que a parceragem era todos os dias, havendo chuva ou sol, estavamos lá batalhando por um objetivo, não por estatus, e sim por prazer, por nos sentimos felizes fazendo aquilo juntos. Dói saber que acabou, bate aquela falta de tudo.
Mas mesmo assim se tenho boas lembranças guardadas , a maioria são com voces, voces que me proporcionaram sorrisos e é por voces que sorrio hoje lembrando de tudo.
Era uma vez o AMOR, que se apaixonou perdidamente pelo ORGULHO e decidindo conquistar o ORGULHO, o AMOR ligava todas as noites se declarando falando as mais lindas palavras, e o ORGULHO sempre forte, ria, debochava e não estava nem ai pro que o AMOR sentia.
Um dia distraído o AMOR foi atropelado, No hospital esperando a hora de parti o AMOR decide ligar pro ORGULHO pela ultima vez, e mesmo assim o ORGULHO continuava a debochar do AMOR.
Depois de dois dias o ORGULHO descobriu que o AMOR tinha morrido...
Pois em sua sepultura o ORGULHO se declarou pro AMOR, mais já era tarde demais ...
Porque o AMOR mais forte que seja uma dia ele morre."
Fui tentando esquecer, tentando fingir que não ligava, alegando que você já era passado, enquanto não tinha jeito, querendo ou não, eu sempre te via no meu futuro.
Eu era melhor, já fui bem pior. Era bom ser alguém, quando não tinha ninguém. Hoje só consigo ser, se estiver com você. O passado é desejável, o futuro inevitável… Pensar em tudo é constante, pensar em desistir é viciante. Tentar voltar no tempo sem sair do lugar é normal, dizer a todos que eu estou bem é usual, imaginar como poderia ser é natural… Ser, não ser, você.
Era estranho, novo, mas era espetacular. Se a um dia atrás me perguntassem se eu seria capaz disso, com toda certeza eu responderia não e bem, daria risada da pessoa e nem pensaria nisso outra vez. Como tudo na vida muda, a um dia atrás acreditava ter a vida perfeita, acreditava ser completa, acreditava em coisas que hoje não parecem ter a menor importância. E eu sabia que algo havia mudado, quando comecei a reparar em todos os seus tipos de sorriso, nas suas piadas totalmente escrotas, no seu novo corte de cabelo, no seu humor totalmente irritável e insuportável. Eu sabia que havia algo errado. Eu contava as horas para te ver, e quando te via, queria fazer de tudo para chamar sua atenção, mesmo que isso significa-se continuar brigando com você, mesmo que isso significa-se apontar todos os seus defeitos, que com o tempo se tornaram a parte de você que por incrível que pareça eu parecia gostar bastante. Eu queria me livrar de tudo aquilo com a mesma vontade que eu tinha todos os dias de te ver pelo menos mais uma vez, eu estava estranha e totalmente fora de mim.Passava metade do dia pensando em você e na outra tentando me convencer de que eu não estava pensando. Meus dias sem você que antes eram bem comuns e agradáveis, se tornaram uma tortura sem fim onde meu objetivo era sair pelas ruas tentando ocasionalmente encontrar você. Comecei a mudar um pouco os meus gostos e quando fui perceber lá estava eu e você, cheios de coisas em comum. Menos uma é claro. Eu estava apaixonada por você e cada vez mais, você tentava deixar claro que você não.
O Sol, era o Sol. Pensou a garota. A segundos atrás lhe perguntaram o que mais lhe agradava no mundo. No exato momento, não tinha resposta, na verdade até tinha, era ele. Ele era a coisa que ela mais gostava no mundo. Mas não poderia responder isso, iria estragar tudo. Até que ela pensou no Sol, era o Sol, tinha que falar o Sol. Afinal ele provocava as mesmas sensações que ele nela. Provocava o calor que sempre se espalhava pelo seu corpo quando estava por perto, a deixava mais feliz que tudo quando aparecia, era belo, sim belo mas não se precisava olhar para ele por horas para entender sua beleza ela era bem clara, assim como ele o sol lhe dava conforto e segurança, lhe dava paz, ele era como o Sol passava a maior parte do tempo ao lado dela como seu melhor amigo, mas mesmo assim quando a noite vai chegando, o vazio vem junto, o calor vai embora, a distancia aumenta e o sentimento de falta se instala no corpo. Ele definitivamente era Sol, o sou dela. O que a mantinha viva, e ela estava prestes a tentar provar isso a ele.
Eu era assim: egocêntrica se preciso. Um tanto falsa com os invejosos. Divertida com os amigos. Leal quando se tratava de amor. O ambiente faz a pessoa. E as pessoas constroem nosso caráter. O meu sorriso ou o meu dedo do meio vai depender de como você é comigo.
Um belo lugar
Havia uns sons dentro de mim, fazendo um burburinho, era meu coração batendo as asas, querendo voar. Voar para um lugar sereno, com ares suaves. Onde eu pudesse abraçar a natureza, conversar com ela, contar todas as minhas aflições. Na verdade, eu desejaria sentar-me num balanço em um jardim florido, admirando o encanto daquele lugar.
No surgir das manhãs, quando o sol ensaia-se seus primeiros passos lá por trás das montanhas, eu cantaria junto aos pássaros, uma melodia alegre. Daria bom dia ao majestoso astro rei, que nos ilumina no alvorecer das manhãs e, no crepúsculo quando ele dá adeus ao dia, com todo seu charme, com sua luz intensa.
Eu faria uma festa todos os dias, chamaria as pessoas queridas e dividiria a paz daquele lugar, onde a natureza ainda respira um ar puro, onde os animais não são agredidos, e a gente consegue ser feliz apenas sentindo a presença de Deus e os sons das suas palavras ecoadas no coração. Admirando o sorriso das pessoas que amamos, semeando a paz, vivendo a vida, sentindo o doce sabor da felicidade, sem presa, sem perturbações.
Se por acaso, esse lugar existir eu desejaria passar pelo menos uns dias. Sentindo a real presença do amor, trazendo calmaria, transmitindo o verdadeiro sentido de viver, de se doar, de ser feliz, amando as pessoas com o coração, sem hipocrisia, sem medo de se jogar na vida. E quando eu volta-se à realidade, eu estaria com alma limpa, totalmente livre de qualquer dor e totalmente abastecida de felicidade e amor divino.
(Como uma parada cardíaca)
Tudo que eu mais queria
Era só ter você
Mas nem isso posso ter.
Me dói ao saber que acabei a te perder.
Sorrisos que antes, me traziam alegria
Hoje só me faz ter agonia.
Agonia de não poder te falar
Ou de muito menos poder te abraçar
Queria poder ter demonstrado
O quanto você significa pra mim
E o nosso amor, não iria ter um fim.
Estou muito infeliz
Por saber que não irei tê-la como sempre quis
Me sinto fraco e desmotivado
Mas com o passado
Eu aprendi, eu evolui...
Mas agora, só tenho a me desculpar
Por não ser o suficiente
Tentei de várias formas, te conquistar
Agora só me resta seguir em frente...
Sinto meu coração murchar
E meus membros a adormecer
Parece até que vou falecer
Mas antes que isso aconteça, quero te falar.
Eu sempre agi com meu coração, por mais que alguma das vezes eu não soube fazer as coisas direito, como esse poema, eu sempre fiz com boa intenção, sempre fiz com amor, tudo... Pena que não foi como eu sempre quis...
Meu coração dispara só ao te ver de longe, só ao ouvir a pronuncia do seu nome, parece até que vou ter uma parada cardíaca...
" A gente era... a gente queria... a gente seria... Doloroso falar no PRETÉRITO com alguém que está PRESENTE no nosso coração e nos nossos sonhos para o FUTURO."
Você pediu demissão, seu cargo era o de presidente, era membro honorário do conselho, tinha tapete vermelho e eu me vestiria até de secretária se te agradasse. E você pediu demissão, sem aviso prévio nem nada.
Relato da noite em que tudo somente, era.
A mão era gélida e pequena. Magra. Posso senti-la enquanto escrevo. Sempre virando o rosto, fitando a porta. Procurando alguém. A mezinha e as cadeiras onde estávamos sentadas eram nojentas. As garrafas de cerveja estavam quase vazias, e os copos caídos. O lugar era apertado e barulhento. Muitas pessoas. Muita energia infeliz concentrada num lugar só. Posso sentir estas coisas. Eu era a única estranha ali. Estranha que digo é, saber certamente o que estava acontecendo no local. Minha irmã também tem uma percepção digamos que, boa. Mas estava desprendida, em termos de fragilidade, completamente. Todos estavam infelizes, mas eu era a única que não conseguia esconder este fato. A menina é magra, olhos castanho claro, creio que eles ficam às vezes verdes. Muito pequena. Insegura. No momento não estava sóbria. O banheiro deste lugar era pequeno e cheio de adesivos rebeldes na parede, pelo que eu me lembro. Havia dois homens suíços pagando bebidas para mim e para a minha irmã. Eram altos e tinham um cheiro de perfume caro. Antes de avista-la eu estava criando laços de uma noite só, deixando que o homem, loiro e alto, chamado Heitor, pegasse em meus seios. Ele parecia ser alguém de confiança. Era turista então não iria me ligar no dia seguinte, nem tentar criar vínculos. Antes quando tentamos conversar, tentamos, porque o português dele era péssimo e eu não sei falar a língua dele. Eu disse que tinha dezoito anos, ele compreendeu. Eu disse que era uma artista, e que não sabia direito como dizer coisas sobre mim, pois não sabia bem quem eu era. Ele me entendeu, fiquei besta. Quando fomos para este bar, onde disse que o banheiro tinha adesivos, ele ficou exitado com a música e resolveu dançar, já que todos estavam fazendo o mesmo. Eu como já havia trancado meus pensamentos num armário onde só permanecia, Ela. Não conseguia me importar com mais nada. E Heitor gritou: Levante-se, eres una artista, no? (Talvez tenha sido diferente, mas foi mais ou menos assim que aconteceu) Foi aí que uma mulher o beijou. Feia. Uns dez anos mais velha que eu. Adulta e baixa. Fiquei imaginando ele querendo ao envés dos lábios dela, os meus, rosados e com gosto de cigarro. Mas eu nem fumo. Fiquei por uns segundos pensando, de onde este homem veio, qual é a estória dele. O fato é que nos conhecemos. Nunca mais irei revelo. Nunca mais irei esquece-lo. A menina apesar de ter uma postura autosuficiente e um tom arrogante, sempre deixava escapar uns sinais de insegurança e infelicidade. Como por exemplo, o uso de drogas, e isto sempre tem uma porção de motivos. O efeito momentâneo é apenas uma desculpa. Ela praticamente é vítima de “suicídio inconsciente”. Isso é provocado pela baixa auto estima, mas como ela se protege deste fato em publico, se tornou orgulhosa até quando esta a sós consigo mesmo. Creio que alguém de sua família também tenha os mesmos aspectos. Sua mãe, talvez, não pelo uso de drogas, mas, pelos aspectos, somente. Problemas familiares e diversos costumes foram implantados em sua mente. Coisas que afetam o inconsciente e fazem com que a pessoa não saiba direito o que ocorre ao seu redor. Percepção inútil. Semelhante a uma criança que necessita ver imagens para entender um livro, pois não consegue criar imagens sobre o que esta escutando dentro de sua própria mente. Mal sabe o que esta ouvindo. Eu a vi na porta, olhando discretamente para trás. Tentando reparar em mim e no homem ao meu lado. Eu estava sorrindo. Quando ele se afastou ela veio me cumprimentar. Começamos uma conversa inútil ao pé do ouvido, inevitável pois o lugar estava contagiado pelo som alto. Pude encostar meu rosto brevemente no dela. Era fria e branca. Olhava para o nada e bebia a cerveja rápido como se fosse água, com uma vontade incontrolável de se afogar ali. E logo depois olhava para a porta. Quando segurei sua mão, ficamos em silêncio, pude compreender que nosso próximo encontro, será introspectivo. Ela não é arrogante, só parece ser. Ela sabe confundir os outros. Mas comigo ela não obteve sucesso. Das poucas vezes que eu a vi, pude interagir com seu lado interior, seu lado perdido, seu lado frágil sem que ela percebesse. Pois sei que tenho o dom da camuflagem, sei ficar invisível quando necessário. Não seja idiota. Invisível que digo, é ficar invisível interiormente. Nada me afeta quando uso o poder da camuflagem. Se no momento me perguntassem o que estou sentindo. Iria responder:
Sinto fome e uma enorme vontade de abraçar alguém. Sinto também um pouco de sede, e um frescor apesar do dia estar ensolarado. Ontem choveu. Eu estava cantarolando a música “Crying in the rain” quando começou a respingar as primeiras gotas em mim pela minha janela. Mas ao contrário do que diz a música, não sou orgulhosa e também não chorei na chuva. Também sinto o cheiro de comida vindo da cozinha. Ouço o miado de um gato e o latido estranho do meu cachorro. E ouço também um som extravagante de um carro que acabara de passar em minha rua. O barulho do ventilador. A voz da vizinha gritando. Celular tocando. Pássaros.
Retomando ao lugarzinho infeliz onde toquei o rosto da menina brevemente com o meu, posso acabar dizendo que ela não foi pra pousada onde os homens estavam hospedados, ela não foi comigo e com a minha irmã, mas foi com certeza cometer mais um “suicídio inconsciente”. Voltei pra casa chorando. Emfim. Se perguntassem o porquê da minha extravagante ilusão de querer entrar em frequência com os sentimentos dela, eu responderia: Porque ela é igual, igual e faz parte de mim. Não passou despercebida por mim, como muitos costumam passar. O que me chamou atenção foi o fato dela não ter nada de especial. Ela não se parece comigo, provavelmente não entraríamos em uma boa concordância verbal. Ela não tem conhecimento sobre nada do que eu acredito. E eu particularmente costumo dar valores em pessoas que me entendem, e que possuem algo em comum com as minhas loucuras. E ela não tem nada em comum comigo. Mas com certeza nos conhecemos talvez em um outro plano, tal plano que ela estivesse consciente e não tão perdida e exausta.
Emfim. Era fria. Como se tudo em volta de si fosse desimportante. Estamos todos no mesmo barco, eu diria a ela. Não me importo, ela diria.
Quando eu era apenas uma menina você dizia não me amar, me tratava com indiferença e desprezo.
Agora que me tornei uma mulher, você passou a me querer, não para de me olhar e diz que precisa de uma chance.
Só o que você não entende é que, sendo uma menina ou sendo uma mulher, meus sentimentos sempre foram sinceros e verdadeiros.
E com isso aprendi que não devo mendigar amor e carinho de quem não está nem ai pra mim.
Eu sou muito mais do que você merece e pode ter, aliás, sempre fui, só que antes até eu não percebia isso!
Foi-se o tempo em que ser ou não ser carioca era apenas uma questão geográfica. Hoje em dia se resume á habilidade de colocar ao menos três palavrões em qualquer frase proferida.
Eu imaginava esse dia, só que era utópico...Quando te vi assim, perguntando de mim, e do meu amor, aquele amor, que eu sentia por ti, me vi sem saber o que fazer... Porque eu ja tinha na mente que isso nao aconteceria. E agora, você vem para os meus braços me perguntando de 'nós'. Você, perguntando de nós... Estou sem entender nada, porque eu já tinha apagado a vela que queimou enquanto eu te esperava para o nosso jantar. E agora, depois desse atraso, tu me apareces com essas rosas na mão essa aliança... Querendo um compromisso. Você, que era tão livre, querendo compromisso. É bebê, o mundo dá voltas, e eu acho que eu não quero mais você.
