Era
Mari antes Ana
Era tempo de novos ares, a escola toda formava um imenso enchame de alunos abelhudos sedentos por curiosidade e imersos numa onda modista daquelas benditas canetas coloridas, com que a maioria das meninas carregavam milhares delas nos seus estojos esdruxulos de cores proeminentes das mais sutis e delicadas. Encontrava-se no final da fila mas não era a última, uma muleca sorridente e abusada com a cabeleira cheia de luzes mal feitas, tênis all star e unhas roídas. É verdade que tinha em si uma certa inteligência conhecia o Egito melhor que Tutacamon mas era um relaxo de menina em suma quando o assunto era o esporte. Mas em meio a tudo isso e por trás daquele corpo todo desajeitado havia um coração ingênuo e puro.
Faz parte, em parte...
Questionei-me, por muitas vezes, se de fato o que eu sentia era amor.
Aprendi com as decepções que a felicidade está em mim e não nos outros.
Me ergui todas as vezes em que pensei que a vida havia colocado um ponto final na minha história.
Sofri, gritei, chorei por coisas que perdi. Hoje compreendo que ainda tenho as lembranças, e isso ninguém me tira.
Passei a enxergar as pessoas como seres humanos, não mais como objetos.
Fui sincero e me desprezaram. Fui falso e me amaram.
Sempre me entreguei por inteiro, hoje consigo enxergar os meus limites.
Aprendi que sofrer por antecipação faz um mal danado. Viver um dia de cada vez é o suficiente.
Quis voltar no tempo e apagar algumas coisas do passado, hoje entendo que o meu passado, em grande parte, é responsável por quem eu sou.
Tentei decifrar mistérios, compreendi que alguns são indecifráveis e outros não valem apena saber.
Me ensinaram que as coisas são como são e que eu tenho que aceita-las. Descobri que eu faço a minha história e cabe somente a mim o momento de alterá-la.
Confesso que sempre preferi enxergar o que é evidente, mesmo sabendo que as pessoas existem muito além das aparências.
Já ouvi falarem que viver não é fácil, que a vida exige muito da gente. Ah! Tenho que concordar, apesar de saber que também exigimos muito dela.
Sim! É assim... Sentimentos que me afloram a alma,
vontades que me corroem a calma, costumes que internalizei. Coisas que eu sei, segredos que guardei, verdades que omiti.
Faz parte, em parte, faz parte..
Se fez então uma aparência mais agradável
Era a luta por uma transição
Mesmo não sentindo-se confortável, continuou
Lutou e continua à pelejar
Saiu à procura de sementes
Encontrou
Várias
Agora ele está com uma ninfa em seu quarto
Desejando-lhe sorte
Espera que esteja viva
Para que possa renascer como cigarra e cantar
Semeou então algumas sementes
Buscou encontrar novas
Colheu-as
E agora percebe que este trabalho
Não é para um único solitário
Ele deseja um alguém
Quer ouvir o canto da cigarra
Ver a terra se levantar
Semear novamente suas sementes
Por ele
Por ela
Por eles
A nova metamorfose mostrou-lhe a face
Sai do casulo as costas de uma cigarra
Nasce e luta em si uma virtude nova
Esta enciuma, pois causa medo
E ele está mais agradável
Jovem
Neste mês ele está dez anos mais novo.
"Era imprescindível não pensar em você, é claro que eu sonhava, por muitas noites ao acordar chorando já não me reconhecia, era um coração partido, um copo quebrado, as partículas de poeira que se separaram. Impossível se serem restauradas."
"Era difícil acreditar, quase não dava pra perceber olhando seu rosto. Mas ela estava em um caminho sem volta, seu coração a deixava sem escolhas, ela dormia e sonhava com seu rosto, e acordava novamente com aquela dor. Ela queria se destruir, te fazer sentir ódio dela, acho.
Ela não sabia o que fazer pra te afastar, era inevitável a sua presença diariamente, ela sabia que aquilo era um erro, e que seu amor nunca seria correspondido, queria optar por esquecer, então, passou a preencher o vazio com seus erros e notou que nada adiantaria, seu coração estava tomado pelo sentimento do amor."
Não sei... Não sei se foi a voz, o cheiro ou o sorriso. Só sei que quando eu soube de algo, já era tarde demais.
Não sei se foi o olhar, o toque ou o jeito de arrumar o cabelo. Eu não sei...
Não sei se vai durar ou se ela sente o mesmo por mim. Porém, sei que oque sinto agora, nunca mais irei sentir.
Não sei se ela pensa em mim, se o coração dela acelera ao me ouvir ou se ela ainda dorme agarrada com a minha camisa. Sei apenas, que se o ''pra sempre'' não existir eu vou inventar; eu vou fazer o impossível pra vê aquele sorriso ao meu lado todos os dias quando eu acordar.
Percebemos que realmente era amor, quando depois do fim as melhores lembranças são os momentos mais bobos ...
E de repente, era melhor estar ciente?
Será que será convincente?
Estaria eu, consciente?
Queria poder, nessa hora, estar ausente..
Ou sempre estive?
Quanta sentença pra se falar o que sente!
Não sei mais se te amo pra sempre...
(07/12/2009)
A vida era um livro aberto, hoje será um livro a guardado a sete chaves! Onde todas as paginas que estava escrito seu nome seram queimadas! E as cinzas perdidas no tempo!
“Lunna... Deusa Romana da Lua...
Já sabia-se que você era uma deusa.. deusa da beleza.. uma deusa menina mulher..
Um Deusa que adora a noite... pois a Lua é sua aliada..
Assim como a lua, você tem um brilho que faz nós homens ativarem nossos lobos internos e assim uivarmos ao te vermos...
Lunna... Deusa Romana da Lua...
Nascida para alegrar com o seu humor...
Para prestigiar a todos com sua amizade..
Sempre otimista e comunicativa pela própria beleza que carrega...
Lunna... Deusa Romana da Lua...
Lunna.. uma Deusa que encanta.. que é realmente apaixonante e apaixonada....”
...já se acostumara ao parco quinhão que lhe era destinado, e empurrava as horas, os dias e as semanas com a indiferença e o tédio com que um preso se acostuma à sua prisão. Acordar, pensar em ser realmente feliz, em chegar à janela do seu cárcere e olhar a paisagem, era quase uma violência que a fazia estremecer toda...
A maior tristeza do convencimento é a decepção quando se descobre que o que tanto pensava não era a realidade.
Eu estava sentindo aquelas borboletas no estômago novamente, e era tão gostoso, era tão bom. Havia tanto tempo que não sentia aquela sensação gostosa de “É hoje que eu vou vê-lo!” ou aquela saudade de tudo aquilo que eu não havia vivido.
Oh meu bem.
Era tão bom te ver sorrir
Era tão bom quando tinha você aqui
Tão pertinho,
E eu ficava contemplando seu sorriso
Em seus braços feliz com seu ninho
Eu ainda me lembro
Quando eu ia ai para conversar
E você sempre me forçando para entrar
Bons tempos
Que não volta mais
Agora sem você, nada me satisfaz.
Oh meu bem!
Era tão bom te ver sorrir
Era tão bom quando tinha você aqui
Tão pertinho!
E eu ficava contemplando seu sorriso
Em seu braço feliz com seu aninho
Eu ainda me lembro !
Quando eu ia ai para conversar
E você sempre me forçando para entrar
Bons tempos!
Que não volta mais
Agora sem você, nada me satisfaz.
