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Era

Cerca de 25314 frases e pensamentos: Era

1466
"Não se fala mais de Livros nem de Leituras nem de Autores, como era até bem pouco. E cresceu o número de livrarias fechadas. Insisto em dizer que não foi só a Internet a responsável por isso. Foi, também, mas não só!"
TextoMeu 1466

1487
"Vou surpreendê-la! Vou dizer tudo o que penso por meio de carta (conforme era hábito no passado). Será que irei mesmo surpeendê-la?"
TextoMeu 1487

1491
"Desejar a alguém comer 'Todas as Porcarias do Mundo" era usado no passado, por crianças, no sentido figurado. Hoje tem adulto que quer usar a expressão, mas no sentido literal. Que feio!"
TextoMeu 1491

"Aos 14 Anos de idade, eu era adepto da 'Literatura do Cotidiano', com as obras do Grande Carlos Zéfiro. Até que um Professor me recomendou ler o livro que me fez conhecer Minas Gerais. Sou grato àquele Professor. Eternamente grato!"
1496

"Desde garoto (e até hoje), Carnaval não era para eu 'brincar' ou 'pular'. Carnaval me atraía pela Explosão de Cores, de Sons e de Felicidade nas Pessoas e, claro, as Meninas eram ponto alto nessa Minha Atração. Era assim... E continua sendo!"
1498

1577
"Sabia que poderia fazer mal mas, vez por outra, era o que Eu queria comer (quer dizer Ele queria, o meu 'Alter Ego'). Refiro-me aos 'hambúrgueres' com ou sem queijo, 'bacon' gorduroso, batatas fritas e Coca-Cola bem gelada! Que perigo (e que delicia)!"

1766 "Sonhei que EU era um pássaro alado, como alados parecem ser todos os pássaros. Ao acordar continuei voando, ou melhor: continuei sonhando!"

0134 "Ele não era metido a ser o melhor. Ele era (e ainda é) o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Vi Pelé jogar (e ainda vejo)!”

0183 "Nunca bebeu mate, antes dos 80 anos de idade. Isso era ser precavido!"

0264 "São tantos os Discursos na Política, contra Fulano e Beltrano que já era tempo para Beltrano e Fulano terem perdido os cargos, não é mesmo? E por que não perderam?"

0277 "Quando minha namorada me levou ao teatro, eu percebi: A peça era diferente, o público, não! Gritinhos, suspiros, sussuros, pipocas mastigadas, celulares tocando, conversas intermináveis e... E aquela coisa de ter que aplaudir, de pé, no final."

1857📜 "Vencedores destruíram e mandaram para o limbo o EraMITO. Apropriadamente conhecido agora por JáEraMITO, Amém! Obrigado, Vencedores!"

Era a mim que precisava conhecer.

A Era da Euforia Limpa não é um manifesto moral, nem um guia de abstinência, nem um elogio à disciplina rígida. É um retrato de época. Uma leitura crítica — e profundamente humana — de uma transição cultural em curso, na qual clareza, movimento, saúde mental e longevidade deixam de ser exceção e passam a ocupar o centro da vida cotidiana.

O futuro está cada vez mais parecido com aquela casinha do lado da praça, na cidadezinha que era tudo.

O Sócrates quase nada sabia, por isso era desperto.

A melhor parte de mim nasceu do que eu observei quando era criança, depois me encheram de palavras e eu me transformei num robô.

Quando eu era criança, eu degustava a água, agora vou engolindo para matar a sede. Comer sem prestar a atenção no alimento é não se alimentar. Viver sem sentir o gosto da vida, não é viver.

Cego


Deus chegou a um ponto em que percebeu que era Deus. Acordou-se de fazer tudo automaticamente, de criar mundos sem saber. No fundo, nunca admitiu ser estúpido, pois acreditava que era onipotente, onisciente, não um idiota. Nem o universo triste e sem sentido que inventou o convencia da sua fraqueza. Gostava da sua onipotência e fingia acreditar que era um pequenino. O mundo era um teatro que criava sonhando e não era responsável pela maldade e pela dor. Imerso no seu poder imenso, era presa desse mesmo poder. Bêbado de vaidade, o seu medo era o medo de realizar as suas aspirações, medo do terror que desejava. Então se manteve inconsciente, anulando a racionalidade, até que chegou o momento em que teve de admitir as suas limitações e perguntar o que, acordado, faria em seguida. Deus sabia que esta história não poderia ser apreciada por ninguém mais, fora ele próprio. Não havia quem lhe dissesse o que era certo e o que era errado, ou o caminho a seguir. Era a própria imagem da solidão. Quando descia ao mundo dos homens e abandonava o seu mundo das ideias, ficava confuso porque o mundo inferior o adoecia com o nada. Grande era o medo da concussão que viria pelo desejo de abandono, pelo desejo da morte. Na verdade, era a preguiça de tudo recriar, como das outras vezes, e também pelo apego aos seres, que não sabia reconstruir fielmente: Ah, nunca seriam como antes! Ele gostaria de falar e chorar, mas as criaturas nunca poderiam entendê-lo, jamais conseguiriam se colocar na sua posição. Assim, era o responsável por se fazer apreciado. Tudo o que inventava, ele achava aquém de si próprio, justamente porque era o máximo. Ao se ver, podia perceber as suas falhas: o tempo, o movimento, a repetição, a vontade, que o impulsionavam para o abismo, pois, embora não houvesse o futuro, ele não tinha completa consciência da ordem de tudo.

Pobre figura


Deus era um guri que vivia aqui em Porto Alegre. Era franzino e bobo e não imaginava o que era. Criar o universo era a sua diversão, mas não tinha ideia da profundidade e das consequências do seu ato. À medida em que o tempo passava, as coisas que criou foram se voltando contra ele mesmo. A inércia fazia com que os pensamentos malignos se acumulassem, e o mundo virou um inferno, graças à sua tendência negativa. Assim, sofreu por incontáveis eras, prisioneiro da realidade que criara. Quando ele percebeu que o mundo era apenas um reflexo dele mesmo, se viu na maior solidão que poderia haver. No entanto, como tinha criado o mundo por diversão, ele viu que era bom. Foi um empreendimento e tanto, as ideias presentes nas mais variadas formas, a repetição para que não se esquecesse da sua condição, impedindo que mergulhasse na ignorância do esquecimento, o passado construindo o presente, sempre atrasado, mas antevendo o futuro. Pobre Deus, uma criatura insignificante e perdida que já se achou o todo-poderoso.