Era

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Na época em que era criança eu chorava quando caía e me machucava, hoje não choro nem com meu coração despedaçado, é realmente devo ter crescido.

"Eu não conseguia respirar, e a alegria era uma emoção esquecida. A palavra 'amor' carregava um peso que eu não compreendia... até você me resgatar. A partir daquele momento, você não só me devolveu o fôlego, como também me ensinou o seu significado mais puro e lindo."

Esta certeza veio da alma e não da razão: era o nosso destino, e ele se cumpriu. Não houve escolha, apenas a rendição à única verdade que eu deveria abraçar. Você é a única pessoa que conseguiu me fazer sentir a plenitude e a beleza deste amor.

Hoje, a saudade bateu forte e doeu um pouco. O meu desejo era que você estivesse aqui, comigo. A sua falta fez-se sentir em cada instante deste dia.

​"Ah, a doce lembrança de um tempo onde o nosso amor era a melodia constante... Recordo-me com ardente saudade de quando eu fazia do nosso romance uma narrativa diária, enviando-lhe novas histórias de amor, ou de quando a urgência do meu desejo me impulsionava a atravessar distâncias, movido unicamente pela necessidade irrevogável de a ter nos meus braços."

Vivemos em uma era de fachadas, onde a conveniência vale mais do que a verdade. O que antes era motivo de vergonha — ser alguém de duas caras ou não ter palavra — agora é encarado como "estratégia" ou "jeito de viver". O silêncio honesto foi substituído por frases prontas e sorrisos ensaiados, criando um vazio onde a confiança raramente consegue criar raízes.


​No fim, quem mantém a essência e a integridade acaba sendo visto como o "estranho", num mundo onde ser falso virou o padrão de sobrevivência. Mas a verdade é que, por mais que a falsidade esteja na moda, nada substitui o valor de poder olhar no espelho e reconhecer a própria verdade.

"" Silenciei quando tinha que gritar
Gritei quando o silencio era a única companhia
E no eco desse vale, minha alma ouvia
Vai...""

"" Feliz era eu, e tanto que até hoje procuro aquela felicidade...""

Quando eu te senti
Com aquela barriga enorme
Entendi o que era amor
Obrigado, mãe...

"" Era para ser um jantar a luz de velas e ela trouxe duas amigas...""

"" A última vez que estive em Paris era verão
nas ruas lembranças de nós dois
e pombos a revoar
no olhar a saudade simplificava sua falta
e nada se igualou ao desejo de retornar
meu lugar é ai
dentro do seu coração...""

" Nem tentei desviar da pedra, ela era preciosa...

Quem ficou com o que era para ser teu, terá a vida inteira para se arrepender, pois saberá através do tempo, que apenas teve o que quis, nunca o que mereceu...

"A dor bateu à porta. Quem saiu para atendê-la já não era o mesmo."

"A dor me enterrou sem saber que eu era semente."

⁠Quebram os nossos braços quando apenas era para apertarem firme as nossas mãos...

sinto saudades de quem eu era antes disso tudo...

Trapézio


No palco vazio da minha memória
um sopro acendeu teu nome no ar
era só ensaio, mas virou história
um tropeço da alma querendo cantar.


Te mandei um áudio, foi quase oração,
palavras nuas, sem máscaras, sem véu,
teu silêncio virou multidão
meu peito virou carrossel.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Tua resposta foi espelho quebrado,
metade verdade, metade invenção,
um truque barato de ator ensaiado
pra esconder do público a contradição.


Mas eu não sou plateia perdida,
nem boneca esperando aplauso.
Eu sou corda bamba erguida,
sou estrela cadente que risca o espaço.


E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.


Entre palhaços, luzes e cortinas,
aprendi que a solidão é camarim.
E quem não sabe ler suas próprias linhas
não pode escrever um final em mim.


Hoje desamarro as fitas do destino,
não carrego amarras, nem cordéis.
Se um dia tua alma buscar o caminho,
vai me encontrar voando em outros papéis.

Sobre Amor


Amor não era apenas fogo,
Era também janela aberta, chão de jogo.
Era a brisa que entra e não se explica,
Era cama, lençol, poesia que fica.


Nos cantos da casa ecoavam risos,
Nos tapetes da vida, sonhos indecisos.
Era o café que espera pela manhã,
Era a mão que acalma, não só a chama vã.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




Não era tempestade, nem relâmpago que corta,
Era música suave, chuva que importa.
As janelas rangiam como livros antigos,
Histórias guardadas em sorrisos e perigos.


Era o silêncio que fala, e a noite que escuta,
Era fogo que ilumina, mas também a escuta.
No relógio da vida, marcava lento o tempo,
Era lar em cada gesto, era amor em movimento.


Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.




E se o mundo lá fora insiste em ruir,
Dentro de nós, a chama não deixa sumir.
Entre livros, lençóis e acordes de violão,
Amor é abrigo, é casa, é coração.




Amor não é só brasa que queima,
É chão que sustenta, é lar que te chama.
Entre paredes e versos, encontramos a calma,
Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.

Ela vestiu azul, azul da cor do céu,
que estava lindo, parecia pintado
era a imagem dela num desenho de Deus.