Era
Eu perguntei a vida qual era a sua arte, ela me disse: O amor! Porque? E as outras artes? As outras artes só aguçam os sentidos humano, mas o amor o Sentido da vida.
Hoje o meu verdadeiro eu viu o falso eu, que era o mais certo para mim, o verdadeiro eu me mostrou o caminho para a chegada de uma nova vida, uma nova esperança, vida nova graças ao meu bom eu verdadeiro
Você sempre pensou que o amor era lindo? Ele realmente é, mas quando correspondido. Caso contrário, ele é assustador.
Antigamente eu pensava que educação era simplesmente tomar reguada da professora. Hoje descobri que o lance era escapar dela.
Com o tempo eu percebi que aquilo que eu dizia sentir, não era amor. E quando doía, não era o fato de te amar, o que doía era saber que eu insistia em querer amar alguém que não dava a mínima pra mim.
Achava que esse sentimento era algo passageiro até que ele me surpreendeu impregnando-se em minha alma, tomando conta de meu coração e invadindo tudo aquilo que eu chamava de vida, e destruindo o que eu chamava de “superação”.
E a única coisa que eu queria era que fosse menos doído, mas logo eu percebi que enquanto houver amor haverá dor !
Descobri que eu era forte, quando me senti sozinho, chorando por dentro mas com o sorriso de sempre rosto...
Às margens do passado um suspiro
Lembranças do tempo em que glorioso era chamar seu nome
Vidas que se foram em vão
Batalhas que cessaram sem vitória
Razão sem existência comum
Exigindo o fitar dos olhos justos, vidrados da compreensão.
Eles não acreditaram, a loucura era tanta que já não diferenciavam os loucos dos outros loucos. Eu tinha que ir mais além, então eu fui.
A única diferença entre nós é que eu descobri algo que você nunca irá descobrir debaixo dessa sua capa de realidade satisfatória.
Descobri logo cedo que não posso escolher, eu sou um resultado de uma soma na qual os números usados eram praticamente negativos. Mas eu não poderia reclamar havia muitos outros resultados em piores situações do que eu, era um equilíbrio perfeito, seria legal se todos aqueles que seguem aquele que morreu na cruz, seguissem também aqueles que morrem nos becos e nas ruas injustamente. Mas eu não posso fazer nada, até agora.
Ele era como uma brisa suave no fim de uma tempestade, daquelas que fazem a pele arrepiar.Com um sorriso encantador e um olhar que desmanchou toda a minha couraça ao me observar.
Adorei aquela sensação de perigo, das palavras que faziam o estômago gelar.
Lábios rosados, eram um tanto venenoso e instigantes. Chamavam meu nome mesmo sem pronunciar uma só palavra.
Lembro-me que suas mãos eram firmes, seu hálito quente.
Tinha um cheiro amadeirado, não muito forte, mas o suficiente para impregnar na minha pele e em meu cabelo.
Ele era como um lobo na pele cordeiro, cabelos negros, pele bronzeada, dentes afiados e sentidos aguçados.
Um vacilo era o suficiente para cair em suas garras, não creio eu que já foi realmente amado, e quem se importa, mas alguma coisa além da tentação me prendia a ele.
Quando perto, sempre me causava pensamentos impróprios ou adequados a ele, não sei.
Quando longe me dava uma saudades de todas as sensações. Nunca vi nada igual a ele. Nunca tive nada igual a ele.
Não era um romance, era melhor do que isso.
Era sujo, impróprio, indecente. Era real. Era meu.
Quando ela era apenas uma garotinha, ela sonhava. Toda vez fechava seus olhos, e criava uma imagem, se transportava para outro mundo. Prometeu que perseguiria esse sonho até sua última gota de suor. O tempo foi passando, a vida ficando pesada, e a garotinha foi crescendo. Sonhava. Tinha todos os problemas de um jovem adulto, não era fácil. Desistir? Nunca foi uma hipótese. Sua esperança estava ali, naquela imagem de garotinha. Prometeu com juras de uma criança que encontraria o lugar, por mais louca que fosse a ideia de um paraíso na terra. Paraíso. Que alma de pureza a garota tinha. A sua vida foi se seguindo conforme o manual da rotina que todos têm. Exausta, só realizava seu sonho quando fechava os olhos. Em duas pestanas, percebeu que tinha encontrado seu tão esperado paraíso. Seu sonho estava nela. No modo de ver o mundo, de perceber os detalhes, de encarar a vida como ninguém fazia. Ela sonhava acordada, por isso não entendia como todos criticavam tanto a vida. Não entendia como passou todos esses anos cega, tentando encontrar algo que ela já tinha há muito tempo: amor a vida.
