Era
Lembrou a si mesma de que não haveria final feliz. Ela era um monstro, e ele era um herói. Todo mundo sabia como essa história terminaria.
O barco
Por um tempo era para brincar.
Nele levava amigos para passear.
Grandes ondas a navegar.
Era ágil como os golfinhos.
Sem medo, passou o mar a explorar.
Se vinha tempestades,
baixava as velas para não afundar.
Era um barco inteligente e destemido.
Nunca vivia escondido.
Enfrentava tufões e vendavais
sempre em mar aberto.
Singrava veloz, acompanhado pelas gaivotas.
Se fosse em outros tempos
a pirataria iria explorar.
Ancorou em vários portos.
Abasteceu-se de muito amor.
O tempo passou e sua madeira envelheceu
e com ele as aventuras e proezas do além-mar
Navegou até uma pequena baia
onde se dizia uma linda e sábia sereia morar
Lá se apaixonou perdidamente
e suas aventuras deixou de praticar.
Baixou sua ancora para nunca mais navegar...
Ainda que a racionalidade não seja grande coisa, por isso mesmo, era de se esperar do ser humano em geral, que fosse pelo menos racional.
"Seu amor por ela era imenso, porém seus destinos seguiram rumos distintos. Mesmo hoje, ela permanece como a lembrança eterna do seu primeiro e apaixonado sentimento."
É engraçado, hein, houve um tempo em que eu sentia algo tão intenso por você, era surreal. Mas você mesmo fez isso mudar e não foi pra melhor.
Offline
Era tanta desconex@o
Que os corpos se a f a s t a r a m
As vozes se calaram,
O amor acabou ent@o.
Livro: Poem@s em rede - A poesia está on
QUANDO TE AMAVA
Quando te amava, a poesia era saciada
Porque tudo nela cevava a doce melodia
Os versos eram cheios de farta fantasia
Ainda hoje, te tem, a estrofe apaixonada
Poesia dourando, tal doura a madrugada
O sentimento, puro e bom, de companhia
O olhar, o toque, amor, do poetizar vertia
E, tua carícia inteira toda ela tão delicada
Companheira favorita da bela inspiração
Confidente fiel dos desejos, dos ensejos
Aquele verso guardado dentro do coração
É, quando te amava, a poesia era festejos
Lampejos, onde tudo descrevia sensação
- Rimando o poetar com os nossos beijos!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11/08/2023, 20’59” – Araguari, MG
Ela sempre achara que o mundo era demasiado escuro e perigoso, para viver um dia que fosse, sem brilho no olhar.
O silêncio era a terceira língua das prisioneiras, depois do árabe e do curdo.
... este mundo sem amor era como um mundo morto e que chega sempre uma hora em que nos cansamos das prisões, do trabalho e da coragem, para reclamar o rosto de um ser e o coração maravilhado da ternura.
Sair da pobreza era minha meta desde a infância, e eu entendia que, até aquele momento, eu tinha sido um sobrevivente. Mas, com determinação, poderia me transformar em um vencedor.
Na tentativa de viver o que os outros queriam que eu vivesse, eu era o único que saía perdendo. E eu não estava mais disposto a deixar de viver emoções como aquela.
Uma esfinge que ainda finge. Eu me lembro que quando era pequeno, eu queria tanto o amanhã, hoje que cresci tenho tantas saudades do ontem. Mas afinal, qual é o sentido do momento? Sentir que nunca abandonamos o hoje, e essa é a insustentável leveza do agora. A vida é um enigma e um diário.
