Epoca de Cora Carolina
Como paralisar o meu sol só olhe para mim
Derepente o mundo está melhor
Se você puder me ouvir, sentir
o coração
Batendo e tudo é perfeito
Wow wow wow wow wow aqui estes
Wow wow wow wow wow amor
Em cada verso, vem a dor
deixe-me dizer-lhe
O meu não é um jogo ou é o amor
Confesso
Eu quero um coração aberto
E nada é perfeito
Wow wow wow wow wow aqui estes
Wow wow wow wow wow amor
Amor
Amor
Amor
Eu não sei o que faço;
Se deixo ou fico;
Tenho muito medo das consequências;
Mas gosto dele.
Eu amo, mas não posso amar;
Mas acho que sua vida posso salvar.
É difícil, mas vou tentar,
Porque não consigo não pensar em você.
Na minha mente só vem você, e eu só quero te querer... e ter!
Só palavras não me satisfazem;
Passou essa fase e esse tempo já foi;
O que ainda posso acreditar é nelas, nas atitudes.
Parei de me comover com coisas fúteis;
Você só me serviu disso, só pra me fazer abrir os olhos.
Pras verdades e não acreditar em qualquer um.
O melhor de tudo isso foi que me desapeguei de um jeito fantástico.
"Porque será que eu te recusei, será porque não sentia realmente nada, ou será porque fui burra o bastante e não pensei o quanto eu te amava"
VALE A VIDA VIVER PRA VOCÊ.
Olhar pra você e não te querer:
É como sentir fome e não comer...
É como sentir sede e não beber...
É como ir ao rio no calor e não se banhar.
Tocar em sua pele e não te desejar:
É como colher amoras e nenhuma provar...
É buscar água na fonte e não se molhar...
É como ler Quintana e não se emocionar.
É como ver o horário eleitoral e não morrer de rir.
Tê-lo então e te deixar ir!!!
É loucura!
É insano!
É como ler um poema lindo e não imitar...
É como ouvir uma canção de amor e não cantar.
De todas as loucuras que tenho feito,
você foi a pior...
A mais fugaz...
A mais rude...
A mais lunática
E a mais dócil.
Mas tudo isso é pouco
Diante da grandeza de ter você.
Amo-te! Amo-te! Amo-te!
ATIREM A PRIMEIRA PEDRA
A chuva que molha as pedras
Nada sabe das pedras do meu caminho.
Das vezes que sequei meu sangue,
Das pedras que atiraram em mim.
Até fiz o meu castelo sombrio,
Das tantas pedras que me atiraram;
Ergui um muro a minha volta
E cobri-me das rochas que sobraram.
A minha alma virou pedra
E o meu coração em pedra se tornou;
Das tantas pedras que me mataram,
Nenhuma pedra a mim sobrou.
Refiz-me em rochas e pedras;
Tornei-me insensivelmente dura e forte
E cada impacto da pedra que vem, volta;
Pois sou uma fria pedra viva depois da morte.
“O PRIMEIRO OLHAR DA JANELA PELA MANHÔ
“O primeiro olhar da janela pela manhã” me chama:
O sol despontando através do nevoeiro,
E na praça ainda vazia, o sorveteiro;
E dá-se meu encontro definitivo com Quintana.
Vem andarilhando manso na brisa que vem do leste
E pousa na minha mão deslizando suave no papel;
Séculos de melancolias pincelando o azul do céu.
Em mim, lentamente, gotas de rimas descortinam o véu.
Posso senti-las em minhas células em travessias;
Trazendo à minha alma estéril o lirismo da poesia.
Eu que quase nada sei de amar...
Psicografo a alma usando os dedos com exatidão,
Da mais vil à mais sublime paixão.
Eu que nunca soube sonhar!
O QUE É O AMOR?
Amor não fala não se explica,
Não se vê e muito menos se apalpa;
Dimensão não cabível em sua própria palavra de definição;
É isento de ciúmes, egoísmo e não se exalta.
Amor sem palavras exatas que o definem,
Não se sabe o porquê nem o sentido de sua existência;
Não tem limites quantificáveis, nem padrões comportamentais;
Não é incógnito, mistério, mito ou crença.
Amor existe no real ato de personificação e euforia ;
Dele soletram-se palavras tão vazias de conteúdo!
Estabelecendo apenas uma forma verbal que o identifique;
Conteúdo que nem dele sabe falar em sua plenitude.
Amor é mais que isso; mais que palavras e conceitos;
Vai para além das teorias e conversas abstratas;
Não estabelece pontes entre impossíveis,
É superior ao desejo humano egoísta e burocrata.
Não tem cheiro, cor, raça ou religião;
Pode ser todas as cores ao mesmo tempo
E nesse mesmo tempo não ser nenhuma cor
E mesmo indisposto a senti-lo, a gente sente.
JUVENTUDE PERDIDA
Na colina, a lua abre sua janela
E solta o vento a galopar.
Ouvem-se gemidos das árvores entorpecidas
Por atrever-se em suas dermes tocar.
Cá da janela também estou
Entorpecida pelo frio da brisa a passar;
Olhos vendados pelo vestido dourado
Que trás o bordado de São Jorge a lutar.
Jogo-me da sacada na garupa de um tufão
E num galopar imaginário,
Adentro castelos e armários,
Gavetas e diários
Um pouco de quem fui, saudades!!!
Num móvel emaranhado
Entre teias, empoeirado,
Um papel amarelado
Dependurado na parede ao lado.
Vasculhei o passado.
Tudo aquilo estava ali:
As frases que não falei,
Os versos que não mandei,
Os amores que não vivi.
“E o retrato? Ah o retrato! Não era eu.
Aquele rosto não era meu!”
Definitivamente, não era meu.
E eu chorei...
A vida passou encilhada
E eu não montei.
A porta se abre, ao longe?...
Entre cá e lá, um som real:
- Vó, a lua já tem namorada.
Primeiro de Abril
Hoje é o único dia do ano em que as mentiras
são desmentidas com sorrisos
Bom seria se todos os outros dias fossem assim.
A vida proporciona momentos tão especiais
que nem sempre é possível registrar em uma câmera.
Mesmo assim, ficam fotografados para sempre,
dentro do coração de quem os vivenciou.
Fica tranquilo, eu vou ficar bem. Não aguentava mais te ligar louca para contar algo e você não atender. Correr atrás e não sair do lugar, porque você corria muito mais do que eu. Cansa, sabe? Fazer tudo e ver esse mesmo tudo ser transformado em nada para você. Eu fui persistente, mas sempre soube que não ia conseguir. Você era muito para mim. Muito covarde e muito medroso. Logo você que vivia cercado de garotas, não aguentava passar minutos ao meu lado. Eu via os seus olhos tentando me ler e seu corpo chamando pelo meu, mas você sempre fugia. Você sabia que não seria capaz de me amar, sabia que seria um problema para você se ver aos pés de uma garota não popular do seu bairro. E quando eu percebi que o problema estava em seu coração, tão fechado e escondido das pessoas, eu sabia que não teria jeito. Nem com cirurgia eu conseguiria trazê-lo para mim. E sabe, não era isso que eu queria. Não forçado, não cheio de correias e um milhão de chaves para uma só fechadura. E muito menos com você tão incerto, tão assustado e sem vontade para entrar em um relacionamento. Não, não é assim que as coisas devem ser. Sabe aquele lance de quando um não quer, dois não brigam? Quando um não quer amar, dois não são felizes. E longe de mim ser infeliz! Eu espero, sem pressa nenhuma, por alguém corajoso e de coração aberto para entrar nessa aventura comigo.
Simplesmente aconteceu
Não tem mais você e eu
No jardim dos sonhos
No primeiro raio de luar
Simplesmente amanheceu
Tudo volta a ser só eu
Nos espelhos
Nas paredes de qualquer lugar
Não tem segredo
Não tenha medo de querer voltar
A culpa é minha eu tenho vício de me machucar
De me machucar
Lentamente aconteceu
Seu olhar largou do meu
Sem destino
Sem caminho certo pra voltar
Não tem segredo
Não tenha medo de querer voltar
A culpa é minha eu tenho vício de me machucar
De me machucar
Ninguém ama porque quer
O amor nos escolheu você e eu
Não tem segredo
Não tenha medo de querer voltar
A culpa é minha eu tenho vício de me machucar
De me machucar
Simplesmente aconteceu
Quem ganhou e quem perdeu
Não importa agora
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