Epígrafes sobre Marinheiro
Depois de todo companherismo, no final o marinheiro foi deixado para trás, esquecido e a deriva, a desculpa o bote era pequeno demais não tinha espaço para mais um. Cuidado muitas vezes tua dedicação e fidelidade não seram valorizadas no final.
Sempre ouvi falar que, bons marinheiros jamais serão conhecidos em águas calmas.
As vezes, é necessário passarmos pelo bravio mar da vida, pois só assim iremos conhecer o quanto somos fortes.
Fazer política de oposição é sempre mais fácil que estar em frente a governar, pois, os marinheiros se opõem sempre ao curso que o comandante indica, mas, quando atingem o Porto Seguro, todos reclamam pelo mérito, por fazerem parte da embarcação.
Neste mundo somos marinheiros,
vivemos todos no mesmo barco,
no mesmo oceano e sempre em
busca de um porto seguro...
As Vezes, são necessários os ventos em alto mar, para saber se a pessoa é um capitão que sabe velejar, ou se é ainda, um marinheiro de primeira viagem.
Navegar
em mar azul...
É também uma forma
de sonhar...
Ali vão sonhos...
Contando as ondas.
Enfrentando as marés.
Ali existem marinheiros,
carregados de amor...
Em busca de um
porto seguro!
Para que possam atracar!!
Ela é como um mar de poesias
Ondas fortes e cheia de mistérios
Um mar revolto longe do cais
E eu corajoso marinheiro que sou
Com meu barquinho remo ao encontro do seu porto
Que é o seu corpo.
De acordo com um antigo provérbio de navegação, abaixo da latitude 40° Sul não há lei, e abaixo de 50° Sul, não há Deus.
Como não acreditar em seres místicos se sempre que fecho os olhos eu posso escutar o canto da minha sereia?!
SOBRE MENTIRAS E ENGANOS
Qualquer pescador que afirma não ter medo durante uma tempestade em alto mar, ou é um mentiroso ou não tem imaginação.
Ora bem, uma agulha encalhada num viciante
arbusto no momento em que vai começar a cair
representa nada mais que psicológicas represálias
em guerra com as aveludadas lagoas coladas ao aço
de teus nervos alcoviteiros.
Tão transparente como morderes os ramos dos
arbustos e apaixonares-te p’lo seu interior
comovedor.
Visto-me na colónia do medo
porque já nada sei ser senão medo desmembrado
com a sensação presa de me aprofundar
num remoinho golpeante
p’los vidros em derramamentos que me tocam
até aluar escarpas em lágrimas mil...
Quando será que vou poder tactear
a infância para descalço brincar?
Tenho tantos medos
quanto medos!...
Foste abatida por flocos de perfume branco porque
te deixaste ir à deriva das rupturas combatidas p’los lábios
de granizo no franzido céu. Não tive outra chance senão
aprender com torpor a fácil arte de estudar a luz de todos os cometas,
subterfúgio do meu vivo crime!
Ó, novíssimo crime!
