Epígrafes de Direito Tributário

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Condenar sem prova é transformar suspeita em Direito.

O Direito transforma a liberdade individual em responsabilidade socialmente reconhecível.

O Direito civiliza o poder quando transforma sua vontade em limite jurídico.

O Estado de Direito começa quando até o Estado descobre que também está submetido à lei.

O Direito não deve perguntar no que o cidadão acredita, mas quais direitos lhe pertencem.

O dogma transforma uma hipótese em certeza; o Direito deveria exigir razões.

A liberdade religiosa protege tanto o direito de crer quanto o direito de não crer.

O Direito torna-se perigoso quando passa a proteger certezas contra perguntas.

O Direito é a tentativa desesperada de colocar ordem no caos que o coração escolheu ignorar, transformando o perfume da juventude em tinta de carimbo e o suspiro em cláusula penal.

O Direito que não dialoga com o futuro torna-se obsolescência.

O Direito é uma tentativa elegante de domesticar o caos humano sem jamais conseguir deixá-lo em silêncio.

A integridade do Direito não exige que todos os processos terminem iguais; exige que nenhuma diferença de resultado permaneça sem uma diferença jurídica capaz de justificá-la.

O que acontece com o Direito quando a realidade humana começa a mudar mais rapidamente do que as categorias jurídicas conseguem acompanhá-la?

O Direito começa onde a liberdade de um indivíduo encontra a existência igualmente livre do outro.

Compreender o mundo exige atravessar as fronteiras do conhecimento: unir Direito, ciência, filosofia, comportamento, tecnologia e cultura até que suas diferenças revelem, entre si, uma mesma arquitetura humana.

A ciência explica o mundo, a filosofia interroga seu sentido, a arte revela sua beleza e o Direito procura ordenar a convivência daqueles que o habitam.

Há verdades que somente aparecem quando a ciência conversa com a filosofia, o Direito com o comportamento e a razão com a imaginação.

Quando o conhecimento rompe suas fronteiras, a ciência encontra a filosofia, o Direito encontra o humano e a razão descobre que a realidade sempre excede seus mapas.

O progresso científico amplia aquilo que podemos fazer; o Direito deve perguntar, antes, aquilo que devemos fazer.

Se o conhecimento científico expande continuamente as fronteiras do possível, o Direito precisa expandir, na mesma proporção, as fronteiras da responsabilidade.