Epigrafe Arte
Aritmética é a Arte de somar, subtrair , dividir e multiplicar.
Usando puramente números um resultado vamos encontrar e se tudo estiver correto significa que estamos compreendendo essa ciência milenar.
A atmosfera e os locais da arte e da cultura na sociedade contemporânea à partir da gestão cultural deixa de ser tão artística, filosófica, educacional e estética para se tornar paulatinamente um meio e ferramenta da administração econômica, politica e financeira pública e privada.
A arte e a cultura não pactuam com os partidos políticos quaisquer. São sempre parte e ferramentas do estado para promoção e edificação da crítica e do pensamento da construção educacional de um governo livre e de uma atenta justa sociedade.
A arte fala sobre os sonhos, da poesia e da divina harmonia entre todas as coisas mas quando ela grita e chora está comunicando e profetizando os possíveis mais terríveis pesadelos.
A gravura na arte não é uma plataforma menor e muito menos de menor valor. É sim uma expressão mais ágil e direta mas quando realizada com responsabilidade de tiragem e cuidados próprios de impressão pelo autor.
Toda vez que ouvir uma opinião taxativa muito exata sobre uma obra de arte, muito cuidado, pois todo aquele que assim o faz deve ter muito mais interesses de cunho matemáticos e financeiros que principalmente artísticos e históricos sobre a arte.
Trabalho com arte e por conta disto não tenho a menor possibilidade de competir com a beleza ao meu redor. Só mesmo internamente.
Em educação, arte e cultura existe uma expressão máxima de um profundo conhecimento, grande ética e autoridade, que é, eu lhe confesso que eu não sei.
Acredito na arte na sociedade contemporânea do seculo XXI que também desempenhe o papel transformador como plataforma de massa para educação, inclusão social e de gêneros, diminuição da miséria e fecunda cidadania.
A verdadeira arte no seculo XXI não é só fantasia e imaginação. Ela é vida e realidade, plataformas de oralidade para dentro da sociedade.
A verdadeira arte contemporânea no mundo inteiro nas diversas plataformas não dão mais velhas respostas mas sugerem novas perguntas, convidam ao pensamento livre e propiciam as revolucionarias reflexões, é a arte fora dos clássicos museus, nas ruas em dialogo permanente com toda a sociedade.
A arte e a cultura brasileira de raiz ainda pouco compreendida nas praticas e institucionalmente por tantos classicismos. Deveríamos ser menos greco-romana e oriental e muito mais xavante, macuxi, tupi, ianomami, pataxó e carajás.
O Brasil do seculo XXI, índio-descendente ainda pouco se reconhece como resistência, arte e cultura.
Quem é de Marte é de Marte mas quem é de Arte vive generosamente fazendo arte sem parar em todo o lugar.
