Epifania
Epifania qualquer ainda que Cesariana
Se eu pudesse nascer novamente, Gostaria de ter nascido poesia.
Não soneto, limerique ou haicai,
Apesar de apreciar a brevidade.
Gostaria de ser um prolongado
E magistral poema épico,
Em versos livres.
Escrito obviamente por uma Poetisa. Poetas, desconhecem a imaculada poeticidade.
São audazes amadores, neste campo de saberes,
Dominado inteiramente, pela sensitiva feminilidade,
Munida de empírica coragem inexaurível
E hipertrofiada na expressividade e sinestesia.
Se eu pudesse nascer de novo,
Gostaria de nascer POESIA.
Epifania do Belo
Ó, ser sublime, em quem fulge o alvor
Que às próprias estrelas ofusca o brilhar,
Teus olhos – jardins onde a luz faz fulgor,
E o tempo se curva, hesita a passar.
Teus cabelos, em brisas de aurora tecidos,
Ondulam suaves, sem ordem ou lei,
E dançam no vento, em áureos zumbidos,
Num ritmo oculto que só eu sei.
Eis que te vejo, em auréola celeste,
Mais belo que um sonho, mais alto que o sol,
Mas, ai! Não percebes, quão nobre, quão leste,
Teu porte, que às graças impõe seu farol.
Quando tu ris, ah, o tempo descansa,
E o mundo em silêncio se põe a escutar;
Teus lábios são versos, são rima, são dança,
São notas que à alma vêm embriagar.
Se acaso indagas: “Serei eu formoso?”
Oh, doce loucura, que cega e distrai!
Não vês que és divino, perfeito, radioso?
Um astro que à terra desceu de Assai?
Não mudes, não fujas do brilho que emanas,
Pois és um milagre, um hino, um altar.
Se o mundo duvida, que o tempo proclame:
És arte, és essência, és dom de amar.
Epifania no Rosto de Uma Mulher
Não sorri.
Respira.
Como se o tempo nela descansasse
e a luz, vencida, ajoelhasse.
Há alvorada em sua pele,
brancura que arde sem queimar,
sombra de flor que não murcha,
sede de quem sabe amar.
Olhos — dois portos antigos
onde o mundo ancorou seus espantos,
e as marés recuam em silêncio
para que ela permaneça intocada.
Sua boca é um poema contido,
um verso que ainda não se escreveu,
mas já vive nos lábios dos anjos
e no suspiro de quem a leu.
Ela não posa: revela.
Ela não chama: acende.
É beleza que não se explica,
é paz que surpreende.
E o poeta, órfão de palavras,
deixa cair sua pena no chão,
porque diante desse rosto
a única resposta é a contemplação.
"Que a prerrogativa de nosso algoritmo mental, não seja um impasse súbito de nossa epifania emocional, destruída por uma dissensão parva de frustrações e dúvidas, liame pela necessidade vênia de aprovações alheias, transmutadas pela dosimetria de nossa asma ignorância."
Enquanto me afogo em pensamentos, até então como um homem morto, a epifania me desperta. Eu ouço e sinto meu coração bater como jamais visto. Embriagado de inspiração, escrevo uma nota para a alma do indivíduo desvirtuado que trilha o caminho da perfeição. Enquanto passa pelas maiores dificuldades, que ele não se esqueça: existir é uma batalha ganha, mas não uma guerra, portanto que sempre busque seu caminho árduo com a confiança de continuar.
Quando o Toque se Faz Eternidade.
“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”
Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.
Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.
A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.
E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.
¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.
"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."
Epifania
"Há inspirações que nos chegam nos momentos mais inconvenientes, e são estas que geram os melhores pensamentos e versos. Independentemente das
opiniões, aproveite-os; estes momentos de
inspiração são para poucos."
Marcelo HB
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Boi de Reis
De casa em casa
na Epifania do Senhor,
seguimos os toques
do Boi de Reis,
Uns também chamam
de Reis de Boi,
Porque o Boi se junta
ao Reisado
em um momento
aguardado para ser
por nós celebrado.
Há Folguedos de Reis
ainda pelo Brasil
por todo o lado num
mundo que se esqueceu
que os Reis Magos
se chamavam Gaspar,
Melchior e Baltazar
e que a primeira
língua era o Menino
aprendeu era o arameu.
Lembremos da festa
que une a gente
da nossa amada terra
onde celebramos
o roubo do Boi,
a morte do Boi
e o Boi ressuscitado,
e que deixa uma boa
recordação no coração
de quem só pôde estar
até no meio da multidão
acreditando que pela
festa não será alcançado.
O Boi de Reis distribui
empolgação com
as cores e os toques
ainda até para quem
não acha que vai ser
capaz de ficar animado
com tudo o quê durante
o ano foi com muito
amor preparado,
É algo que não pode ser
explicado e que acontece
sempre que o Boi
se une ao nosso Reisado.
Não há mais como
apagar da nossa
memória que foi durante
o jogo de saias que
o seu olhar amoroso
cruzou com o meu,
E que pude perceber
o seu olhar brilhando
mais do que Ouro,
Para você eu digo sim,
porque você provoca
o melhor em mim.
Você me segurou com
delicadeza e cortesia
que até as catirinas
que estavam ao redor
perceberam o seu cuidado,
O seu perfume misterioso
que lembra algo de Mirra
ou Incenso desconhecido
ficou em mim grudado,
Percebi que você também
está muito apaixonado,
e que o amor está selado
como o Boi unido ao Reisado.
Amigo (a) não é aquele que passa a mão pela sua cabeça para te agradar, e sim aquele que fala a realidade que a gente não consegue enxergar!
Paciência, o negócio que eu não sei dominar, mas auxilio com minha força de vontade, alcançando onde eu quero chegar! Enfim...💆
As minhas rugas e olheiras, são marcas de expressão do meu rosto, elas representam a beleza da passagem pela vida, apagar essas marcas seria rasgar o livro existencial de cada um, então o meu sorriso é como um livro que deve ser aberto sempre e lido com felicidades, e desfrutar de um bela arte da natureza.
O brilho e a humildade de um homem muitas vezes podem causar inveja e raiva daqueles que já tem tudo!
Sabe...🤔
Ser solteiro não é um estado civil. É um estado de paz! Não é exagero, e sim, não abrir mão de mim, e não querer leva uma vida de sempre agradar alguém. As melhores coisas da vida, acontecem naturalmente.
