Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto
Fernão Capelo Gaivota
(Bach, Richard)
Esse belo livro, também transformado em filme, fala sobre a sociedade humana e nossos dogmas, conceitos, ?certezas absolutas?, restrições, e o mais importante, a busca pela perfeição. Algumas pessoas, assim como Fernão, não se intimidam com a opinião e os conceitos coletivos, e partem em busca da sua verdade, testam seus limites e os superam. O maior problema é que essa busca sempre acontece seguindo o caminho contrário à correnteza, é um ser indo em sentido oposto a grande massa urbana. Fernão encontra apenas críticas a sua tentativa de voar mais alto e mais rápido do que as outras gaivotas, chegando a ser banido do grupo. Mas sua felicidade em superar os próprios limites fala mais alto e ele segue o seu próprio caminho, quebrando barreiras e tabus pré-estabelecidos pelo seu bando. Logo outras gaivotas começam a seguir o renegado Fernão, aprendendo suas técnicas de vôo, o que incomoda os anciões do bando. Mas assim é a vida, os velhos morrem um dia, e os novos que não se renderem a grande massa terão maior liberdade e reconhecimento pelos seus esforços.Em certa parte do livro, Fernão sofre um acidente e morre. Assim ele conhece o paraíso, conversa com a ?Grande Gaivota? e volta ao nosso mundo para transmitir o que aprendeu aos seus semelhantes, passar uma mensagem de paz, amor e igualdade. Mas os velhos do bando, cegos pelo orgulho, acham que conhecem toda a verdade e não aceitam os ensinamentos de Fernão. Assim como na ficção do livro, na vida real sempre existem jovens abertos a novos conhecimentos, cientes de sua cegueira, que irão buscar a verdade e aceitar os bons ensinamentos que lhes são transmitidos.
Depois de ler esse livro, é importante pararmos para analizar como está nossa vida, se estamos acomodados com o mundo, aceitando tudo que está errado simplesmente porque é assim. Se isso estiver acontecendo, então está na hora de acordar e lutar pelo que é certo, mesmo que tenha que ir contra o resto do mundo. Devemos lutar por nossos sonhos e seguir sempre nosso ideal, sem fazer mal a ninguém, amando a todos. O que é errado sempre será errado mesmo que todos façam, mas o que é certo sempre será certo mesmo que ninguém o faça.
É noite.
Á noite os barcos
dormem as conchas.
Mas uma gaivota
de vestido branco
que não tinha sono
andava a voar
por cima do mar
poisou num barco
a espera
que
acordasse
o
sol.
Sol Napolin
Gaivota
Gaivota, trazida pelo vento,
Corta o ar envolta em brumas.
De tão leve aninha as plumas
E faz o mar unir-se ao firmamento.
Lança-se em vão no infinito,
Envolve-nos em sua dança.
Exibe-se com graça e avança
Ruflando as asas de um modo tão bonito
E da janela observo tudo a volta
Mas o que mais me encanta é a gaivota
No seu vôo alto e fiel.
Pássaro de brancura alva
Feito um brilho de estrela d’alva
A desenhar pela manhã a flor do céu.
O que dizer de uma gaivota pousando em um navio? Certamente há terra proxima, mas por que não dizer que simplesmente a exaustão e o cansaço fizeram que barreiras fisicas fossem rompidas? As falhas e defeitos alheios devem ser considerados irrefutáveis, como um balão em que pousa uma gaivota; certamente a terra está proxima, mas voce pularia do balão para chegar nela?
Flutuam sensações...
O cheiro da maresia.
o céu anil,
o voo da gaivota,
o sol morno,
a brisa nos cabelos...
Seria coisa dos sentidos ou o coração
que se finge de lembranças
para brincar comigo?
Cika Parolin
Gaivota
Óh gaivota que voas no céu.
Que observa tudo e a todos.
Procurando lugar para pousar.
Continuas segundo bolsões de ventos quentes?
Que a levam para cima. E ; descer, e; recomeçar?
Quando pensas estável. Para outro bolsão há de correr?
Estabilidade só acima. Mas acima do que?
Perguntou a si mesmo? Ostentas porque?
Se ; somente no chão pisado. Lhe trará bom grado,
Daquele sonho acontecer?
Mas, vive voado de lado?
O que há fazer? Senão acompanhar.
Outro bolsão vir juntar.
E ver em novos ventos se esconder?
Qual seria tua escolha?
Vontade que se desvirtua, desculpas.
Nada se constrói.
Decides teu agrado. Guarde-o bem direitinho.
E diga a ninguém. Seu lugar de repouso.
O que é de ti. A outro não importa.
Gaivota, segue a corrente. Em noite de vento quente.
Mas descubras o teu lugar. Nem todos podes agradar.
Mas pousa em tuas terras. Onde possas finalmente; descansar.
marcos fereS
Que o sol brilhe
A gaivota cante
E o vento sopre.
Que a maré se acalme
O vento aqueça
E o sol adormeça.
Você seja você
Eu serei eu.
Quando o outro dia chegar,
Que o vento não leve o que ficou
E a chuva não lave os restos. Pós o prometido chegou.
Que o tempo passe
Que o tempo passe de vagar
Que o tempo passe de vagar ,e eu, o acompanhe
Que o tempo passe de vagar ,e eu, o acompanhe, e, veja a gaivota voar
Que a gaivota voe sobre mar, fazendo com que o sol afaça uma com o ar.
E eu estarei na areia sem pretensões do nada.
Que a brisa traga
A lua admire
E as estrelas me contemplem.
Que a grama cresça e o tempo não perca!
Que o tempo não perca sua repleta compaixão na árdua missão em ensinar.
Que eu cresça
E a fome se acabe.
Que eu cresça e madureça com a sabedoria do tempo
Eu aluno
O tempo mestre
E o outro dia
Ah de chegar.
Sinto por ti uma ansiedade incógnita,um voo gaivota, uma chama trêmula,um arrepio na pele,o amor..?
Não sei...
Mas o desejo...
Gaivota do oceano
Gaivota,gaivota do oceano
Sois quem levita no espaço
Descança nas nuvens
Não vê o poeta?
Faz de ti musa, inspiradora
Ai!!!quem me dera acompanhar
Ao mar dourado,ver o cometa
O barco foge do pobre poeta
Gaivota, gaivota empresta-me as assas
Faz-me feliz,não deixa minha poesia assim
Em um vôo majestoso
Alcança o barco que foge de mim...
INTANGÍVEL
Guardei-te na gaveta das coisas novas,
arrumadas, qual gaivota que sobrevoa
a praia, antes de fechar a porta da tarde.
Guardei as razões que me deste
para te eleger. O teu gracejar constante
e aquele sorriso de inspirar poetas.
É tarde. A vitrola acusa cansaço
e os versos repetem-se na folha vazia.
Rendo-me à alegria de te sonhar
tão azul e tão presente como antes.
Sempre te soube interdito e breve.
Tão intangível, que magoa.
Gaivota
Eu ganhei uma gaivota.
em um voo perfeito, parece,
sobre o oceano, antes dos
recifes de corais que se fortalecem.
Olhando aquela cena
pensei na extrema
linha divisória entre o real
e o imaginário abissal.
Eu vi uns recifes nadando,
no oceano brincando,
onde, parada, uma gaivota alada,
se mostrava assustada.
Com a minha perplexidade,
diante da beleza simples,
do cotidiano e dos enganos
da inatingível complexidade.
Distante
A gaivota pisoteia a areia
(Olhos flébeis)
Triste,
como os dias cinzentos,
na beira de um mar
que, distante,
ondeia sem rumo.
Há uma âncora enferrujando
os tempos
e o horizonte vai escurecendo.
O crepúsculo náutico
é tedioso.
A gaivota sumiu
-Mas há o barulho das ondas -
O mar parece adormecer.
Eu canto, solitário,
sem cantos de sereias,
enquanto meus olhos,
úmidos,
esperam o amanhã.
Moacir Luís Araldi
(Do livro Abstratos poéticos)
Nesse céu de arrebol
Que a aurora afaga
Nasce majestoso o sol
A gaivota numa fraga
Ensaia o primeiro voo
E desenha poemas no céu
Eu na areia desenho...
Uma escada pró céu!
Liberdade
Tiraram-me as algemas da alma
Sinto-me em total liberdade
Como uma gaivota que alça voo
Ao mais alto dos ares.
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