Entenda como Quiser So Nao me Julgue
Dentro do Corpo
Há dias em que morar em mim é como habitar um corpo alheio.
O peito pulsa em golpes bruscos, como martelos sem compasso,
e cada batida ecoa por dentro como se o coração buscasse um rumo que perdeu.
O ar pesa.
Não é que falte oxigênio — é que cada tentativa de inspirar
parece empurrar contra um muro invisível.
O pulmão enche, mas a dor o esvazia antes do suspiro terminar.
Os músculos se tornam fios trêmulos,
sustentando um corpo que ameaça despencar a cada passo.
O cansaço não é sono; é um colapso silencioso
que pede desligar tudo, como quem reinicia uma máquina cansada demais para funcionar.
Por dentro, tudo treme.
Não é frio, não é medo — é um estremecimento que começa no centro e se espalha,
como se o corpo tentasse se desligar para proteger o que resta.
E, no entanto, permaneço.
Não por escolha heróica,
mas porque, mesmo perdido, o coração insiste em bater.
E eu sigo, acompanhando-o,
como quem atravessa a noite sem saber se haverá amanhecer.
Perspectiva e Profundidade
A maneira como vemos o mundo através da lente transforma completamente a narrativa de uma fotografia. Perspectiva e profundidade não são apenas conceitos técnicos: são ferramentas que guiam o olhar, revelam hierarquias e destacam o que realmente importa na cena.
Tecnicamente, explorar ângulos, linhas de fuga e planos diferentes permite criar dimensão e interesse visual. O uso da profundidade de campo, combinada à escolha de pontos de foco, faz com que o observador sinta espaço e contexto, como se estivesse dentro do momento capturado.
Mas mais do que técnica, perspectiva é sensibilidade: é perceber qual ângulo conta melhor a história, qual ponto de vista transmite emoção, e como a combinação de elementos no espaço comunica sensação e narrativa.
Quando utilizada com cuidado e percepção, a perspectiva transforma imagens planas em experiências visuais ricas, dando profundidade, movimento e vida à fotografia, mantendo a autenticidade do instante.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Crer sem ver é como dar um passo sem enxergar um palmo diante do nariz.
É caminhar sem visibilidade, sem clareza do que será o daqui a pouco, e ainda assim plantar algo no agora, acreditando que talvez, amanhã, você possa desfrutar.
Mas até para fazer o mínimo no presente é preciso força em meio à fraqueza, confiança em meio à dúvida, e fé — mesmo quando ela parece desfalecer, pequena como um grão quase invisível.
Ainda assim, digo: quem já foi alcançado pelo amor de Deus nunca se esquece de sua potência. Esses sobrevivem até no automático, como eu, que hoje sou sustentada pela fé e acolhida em um lugar que só Deus sabe explicar.
Passar pela escuridão da alma faz com que a luz do sol seja ainda mais preciosa. Faz parar para apreciar ou simplesmente revisitar imagens guardadas numa galeria de memórias únicas, que apenas meus olhos presenciaram.
Olhar uma fotografia é reviver cada emoção ali contida, congelada para sempre.
E ao mergulhar na magnitude de cada momento, percebemos, com delicadeza e dor, que o tempo… ah, o tempo… esse não volta.
O silêncio me olha de volta
como um espelho sem moldura.
Nele, o que cala fala mais alto:
pensamentos em desordem,
sentimentos sem abrigo,
palavras que aprenderam a sobreviver mudas.
A mente vagueia onde o corpo não foi,
repete cenas, refaz diálogos,
insiste em perguntas que não querem resposta.
E quando tudo ao redor descansa,
há um ruído íntimo e persistente
não é medo, nem dor exata,
é a alma pedindo escuta.
Talvez o silêncio não seja ausência,
mas o lugar onde a verdade
respira sem pedir permissão.
A gente vive projetando a vida para frente, como se o melhor sempre estivesse logo ali, depois da próxima curva. E enquanto ensaiamos o futuro, o presente vai escorrendo pelos dedos sem barulho, sem aviso.
Amizades verdadeiras, tais como a tua (sentirei falta).
Momentos de risos, alegrias, choro e longas horas de conversas.
Seguimos caminhos diferentes e nunca entendi ao certo o por quê.
Suas escolhas o levaram para um abismo sem saída.
Vá com Deus e o céu ganhará mais uma estrela.
Amor, assim como Deus, é uma palavra que foi muito distorcida. Muita gente usa essa palavra para expressar nada. Dizem “eu te amo” quando, no fundo, sentem raiva. Mas, se pudermos ser mais honestos com o uso das palavras, reencontraremos seu verdadeiro sentido. Amor no seu estado mais puro é sinônimo de doação desinteressada; é o desejo sincero de ver o outro feliz, de ver o outro brilhar. Essa capacidade de se doar, essa capacidade de ser um canal de bênçãos para o outro, é a fragrância do divino no ser humano. É por isso que eu digo que Deus é amor, e que o amor é Deus.
Hesitei horas
antes de matar o bicho.
Afinal, era um bicho como eu,
Com direitos, com deveres
E, sobretudo,
incapaz de matar um bicho,
como eu.
O sentimento de raiva deve ser evitado como se fosse fogo, pois ele é perturbador e devemos mudar nossa mente, nosso modo de falar e pensar a fim de evitá-lo.
“Quando sentir que a vida está perdendo a cor, vire a página e inicie uma nova história
Como um arco-íris, que sob a luz do sol em seu espectro contínuo, brilha
sobre gotas de chuva”
A expressão típica de um começo de amizade seria algo como: "O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único."
(Os quatro amores)
Num efêmero instante
Encantei-me por você
Música a nos embalar
Antes de o sol nascer
Como as brumas da madrugada
Misteriosas sobre o mar
Voaste ao sabor da brisa
Deixaste teu cheiro no ar
Sorrisos na chegada
Um olhar na despedida
Mistérios pairando no ar
Nos acasos e devires da vida
De ti que nada sei
Tenho a intensidade que senti
Da tua boca que beijei
A cor dos gemidos que ouvi
Assustar-te eu não quis
Quando falei de saudade
Dou-te o frescor do anis
E as canções de liberdade
Tenho a pureza dos poetas
Teço meus versos ao vento
Se voltares, à alegria brindaremos
Ao partires, fica o encantamento!
A verdadeira beleza é aquela que vem da luz que a alma irradia, de dentro para fora, como uma força magnética que encanta e atrai.
Se eu pudesse dar-lhe informações da minha vida seria para mostrar como uma mulher de capacidade muito comum tem sido liderada por Deus em caminhos estranhos e não acostumados a fazer em Seu serviço o que Ele tem feito nela. E se eu pudesse dizer-lhe tudo, você iria ver como Deus fez tudo, e eu nada. Eu tenho trabalhado duro, muito duro, isso é tudo; e eu nunca recusei nada a Deus.
Você é como uma borboleta, leve, linda e livre, por onde passa é admirada, encanta e deixa qualquer paisagem mais bela.
A vida é como uma onda. Tudo vem no momento certo. Chronos e Cosmos unidos... O tempo dirá! O universo devolve tudo na mesma medida, e o sol? O sol brilha todas as manhãs, sorri todos os dias não importa o que aconteça. O sorriso é colorido sabe? É colorido.
Assim Como o psicótico cria seu mundo, o neurótico pode criar o seu mundo virtual. E aí, até que ponto acreditamos ser este o nosso mundo?
