Ensinar
A dor não me visitou para me quebrar, veio para me ensinar a reconhecer, no que sangra, a única verdade que não sabe mentir.
Algumas pessoas entram na nossa história para permanecer, outras entram apenas para nos ensinar que permanecer nunca foi a missão delas.
É necessário e urgente ensinar a Serenidade em todas as Escolas Básicas do Mundo como Estratégia de prevenção e combate dos crescentes casos de Ansiedade e Depressão no Mundo!
FORJA DA HUMANIDADE
Quantos Gênesis serão precisos para ensinar ao homem o valor da própria criação?
Quantas auroras deverão nascer sobre mares recém-formados, quantas sementes romperão a terra, quantas vidas serão sopradas pelo fôlego da esperança?
Um Gênesis não bastou.
Erguemos cidades, mas também muralhas. Criamos ferramentas, mas também correntes. Descobrimos estrelas, mas ainda tropeçamos na sombra dos próprios passos.
Vieram dilúvios, vieram desertos, vieram profetas, vieram cruzes, vieram lições escritas em pedra, sangue e memória.
Ainda assim, o homem insiste em reinventar o erro com a mesma criatividade com que reinventa o progresso.
Quantos Gênesis serão precisos?
Talvez um para cada guerra. Talvez um para cada preconceito. Talvez um para cada criança que nasce acreditando num mundo melhor e encontra um mundo inacabado.
Mas a criação não desistiu.
A cada nascimento, um novo capítulo é escrito. A cada gesto de bondade, uma luz acende nas primeiras páginas do amanhã.
Porque a verdadeira forja não acontece no fogo das estrelas, nem no coração dos vulcões.
Acontece dentro do homem.
É ali que o ferro da ignorância enfrenta o martelo da experiência. É ali que a consciência é aquecida pela verdade até transformar-se em sabedoria.
Talvez não sejam necessários novos Gênesis.
Talvez seja necessário que a humanidade finalmente leia o primeiro.
E compreenda que a criação ainda não terminou.
Ela continua sendo escrita em cada escolha, em cada encontro, em cada geração.
Pois a maior obra do universo não foi a criação do mundo.
É a lenta e interminável Forja da Humanidade.
"Mais tolo do que aquele que ignora, é quem não tem a humildade de ensinar. Nem mesmo a maior das formações ou a inteligência mais brilhante protege um professor da ignorância, se ele for despido de empatia e simplicidade."
A ausência de amor na infância não condena ninguém ao vazio, mas pode ensinar a alma a amar com medo.
As pessoas em geral estão sempre querendo te ensinar ou aprender algo com você; basta humildade para enxergar e perceber.
Tudo de ruim que acontece na sua vida tem um único propósito: te ensinar; ou você aprende, ou tudo se repete.
A dor nos faz focar nela para ensinar algo. Ela desaparece quando você aprende a curar, e a cura vem do processo de conhecer a si mesmo. Ou seja, você elimina a dor do seu próprio jeito, através do que aprende e entende sobre si.
Aprender a escutar mais do que falar e ensinar o que aprendeu são fatores elementares na busca pela sabedoria.
Através da literatura, nós podemos ensinar absolutamente tudo!
No meu último texto, falei sobre a força do brincar na Educação Infantil. E quando unimos o brincar ao universo dos livros, a mágica ganha asas. A literatura infantil não serve apenas para silenciar a sala; ela serve para dar voz à infância.
Na prática, como transformamos histórias em aprendizado real? Deixando que a criança saia do papel de espectadora e assuma o controle da própria jornada.
Aqui estão três ferramentas que defendo e aplico no meu dia a dia pedagógico:
• O Autor Mirim (Eles sendo o próprio personagem): Quando contamos uma história e permitimos que a criança se enxergue no personagem — ou até crie o seu próprio rumo —, despertamos o protagonismo. No meu conto "Leo e a Ferrovia dos Sonhos", por exemplo, a criança compreende suas próprias características de forma lúdica. Ela se torna autora de suas superações.
• O Cesto da Imaginação
A literatura precisa ser sensorial. Um cesto no centro da roda, repleto de adereços simples, lenços e objetos, convida os pequenos a materializarem o que ouvem. Conforme a história avança, eles buscam no cesto o acessório que encaixa na cena e dão vida ao teatro. A palavra vira ação, e a ação vira memória.
Maquetes sobre Folclore e Natureza:
A imaginação também ganha forma nas mãos. Criar maquetes para ilustrar nossas lendas brasileiras e o cuidado com o meio ambiente transforma conceitos abstratos em texturas, cores e formas. Trabalhar a natureza e a nossa cultura com elementos reais (folhas, gravetos, argila) conecta a criança com a terra e com as nossas raízes.
A literatura na infância é o solo onde plantamos a empatia, o respeito e a criatividade. É no toque, no faz de conta e no envolvimento de corpo e alma que o conhecimento se consolida verdadeiramente.
E você, qual história marcou a sua infância? 💭
Com carinho,
Rosana Figueira | Educadora & Escritora
Gratidão pela oportunidade de aprender e ensinar com o universo que conspira para o bem de todas as coisas.
Resfriamento Mental.
Por que ensinamos mulheres a reconhecer o perigo, quando também deveríamos ensinar os homens a não serem o perigo?
