Enquanto o Sol Brilhar
Não importa o temporal
O sol nasce mais uma vez
E tantas outras vezes...
Em dias de chuva, ser poesia !
24/06/2020
Vi de longe seu olhar infindo
Aproximei-me e você sorria
Nada pode ser mais lindo
O Sol em ti refletia
Tu és um oásis no meu coração deserto
Em tuas águas quero mergulhar
Deixe seu sorriso sempre aberto
É por ele que o amor costuma entrar
O sol do meio dia beijava-me o corpo ansioso, se existisse a possibilidade de personificação dos elementos da natureza em seres humanos, diria que neste domingo silencioso, o calor dos amarelos raios de sol tentavam confortar-me ao esperar por ele. Observava os carros passarem de forma apressada, sem me importar muito com a vista, era a primeira vez que me encontraria com alguém para um possível sentimento de carinho e afeto após alguns meses (pareciam anos) os quais me senti abandonada, humilhada e insuficiente. Tive meu tempo para a recuperação e também para me sentir uma mulher incrível. Apesar de tudo isso, parte de minha cabeça me dizia coisas terríveis, ainda podia sentir o sabor amargo da secura na garganta, duvidei por uns segundos se tudo sairia bem, afinal, me sentia influenciada por palavras grudadas no passado as quais se me esforçasse poderia me recordar do tom e da cor acinzentada que vinha de um amor do passado.
Uma mão me toca com cuidado nas costas, uma voz soa a seguir receosa, disse-me um oi tão delicado que estranhei de primeira vista tamanho cuidado. Seus olhos sorriam para mim, olhei para trás empurrando duas mechas do meu cabelo atrás da orelha. “Me enganei” penso, mas depois ele me diz o quanto estou linda, os ombros relaxam e me contento ao perceber que em seus elogios não vinham complementos como: mas, falta ou você deveria...
Tudo isso era tão novo e excitante. Ser olhada novamente, estava surpreendendo, estava sendo retribuída. Fomos a uma barraquinha de sorvete. Brincamos de quem pagaria a conta, demos um real cada um por cada sorvete que pedíamos, ele nem sequer olhava para os lados, já eu, lançava olhares para algumas meninas que caminhavam na rua e retornava o olhar a ele que nem sequer notava qualquer outro acontecimento a não ser nosso encontro. Perdi a conta de tantos sabores que me fez experimentar, depois do terceiro, suspeitei que fazia isso só para ver minha expressão a cada novo gosto. Cheios, deitamos nossos corpos na grama quentinha do parque, conversávamos sobre nossos interesses ao som das risadas enérgicas das crianças ao correrem ao redor dos brinquedos.
Demonstrava interesse por todas as minhas histórias e dava loucas ideias para que eu experimentasse ousar. Ainda me sentia tímida, ele percebeu, parecia entender de mulheres. Seus dedos subiram pela minha nuca, fazia-me um carinho vagaroso, tocava em meus cabelos suavemente, como se quase tivesse medo de me tocar, retraí meu maxilar, as bochechas esquentaram como há muito não fazia, ele podia não ser o novo amor da minha vida, afinal, não procurava por aquilo ainda, mas naquele domingo senti as cócegas amortecerem meu corpo e gosto agridoce de um carinho. Como era bom um singelo desejo de uma pessoa de fazer a outra se sentir bem. O fato é que a cada minuto sentia-me cada vez mais mulher, um ser humano digno de prazer e de sentir, de compartilhar e de ser cuidada. Então, respirei fundo e em sincronia sentamos, mas ainda estávamos com os joelhos semi dobrados. Imaginei voltando a adolescência, com ansiedade e uma vergonha pouco infantil, seus olhos castanhos eram iluminados pelo sol em metade de sua face, já que o sol se punha. Sorríamos, pois, sabíamos que estávamos com caras engraçadas e expressões bobas, algo incrível iria acontecer.
A distância entre nós se encurtava, o hálito fresco remetia os vários sorvetes que provamos juntos o que trazia uma sensação de intimidade e comédia, quando em um de repente o qual já esperava e ansiava aconteceu: Seus lábios tocaram os meus, parecia que os meus pulmões só inspiravam antes do beijo, e quase que como aquele alívio reconfortante, meus músculos relaxaram, brisas leves ricocheteavam nossas bochechas em chamas, cada sensação sentíamos juntos, era clichê dizer o quanto parecíamos sermos um só, mas era só o que conseguia pensar no momento. Queria mais, sentia meu peito exigir dele um pouco mais, levantei apressada segurei sua mão e nos acomodamos a uma parede rindo de alegria verdadeira. Puxei sua camiseta para trazê-lo a mim quase sem ar, mas ainda exigindo um pouco mais. Enlaçou seus braços em minha cintura, ficava a cada minuto com mais água na boca, por assim dizer, desejando-o como ele me desejava, a reciprocidade aquecia meu coração e ali permanecemos, não só em carne, um estado de entrega total, seguido de risos e conversas. Fui deixada no ponto de casa, já fazia frio. Nos abraçamos, gostava de moletons, o abraço era mais quentinho e acolhedor. Se o veria de novo, eu não sabia, Arthur, era um nome doce como sua personalidade, o mais importante foi o momento incrível com ele, não se igualaria a nenhum outro, pois era um momento com uma pessoa e nenhuma pessoa é igual a nenhuma outra e ele representava a minha coragem de me permitir sentir de novo, não pensando em futuro e finalmente, esquecendo o passado, deixando pra trás a mulher que não se reconhecia mais e dando lugar a mulher do presente, cheia de oportunidades e possibilidades de adquirir cada vez mais confiança, que sentiu se desejada e digna de ser amada por si e qualquer outro, não importava, naquele dia senti-me confiante para isso. Em um último olhar sorri novamente, já era noite estrelada, cruzamos olhares uma última vez, corremos um para o outro em um beijo estalado, para mim significava uma saudade gostosa de um dia incrível, viramos os dois de costas um para outro, seguimos nosso caminho. Gostaria de prever sua expressão após se virar, tudo isso porque ria silenciosa enquanto seguia meu caminho, com a mão tocando os lábios e um sorriso nostálgico.
Criado no paraíso,
Assistindo maravilhas,
pôr do sol tom laranja,
contrastando na mata,
refletindo no rio,
Desenhando traços
da ilha, na praia.
Criado no paraíso,
Assistindo maravilhas,
pôr do sol tom laranja,
contrastando na mata,
refletindo no rio,
Desenhando traços
da ilha, na praia.
Quando menino,
tardes a fio...
saltando e virando salto,
no flutuante à beira do rio..
O Açaí da terra,
cor maravilhosa,
sempre doce, muito açúcar.
colher molhada,
farinha de tapioca mergulhada.
O tucumã sempre fresquinho,
farinha amarelinha,
e a preguiça de descascar...
A igreja matriz,
Aquele escuro cantinho,
onde pela primeira vez,
provei o sabor de uma boca..
A Praça e seus bancos,
o suco fresquinho de cupuaçu...
Os ensaios das lendas,
som que ecoava final da tarde,
as meninas dançando,
e meu olhar acompanhando atento,
o bailar dos corpos...
O som do Flamengo,
que invadia a casa de madrugada,
atrapalhava o sono,
agitava a cidade.
Era assim Novo Aripuanã,
nos meus melhores tempos.
Apenas um sonho
Em meio aos devaneios
Viu-se uma bela imagem
Flores enfeitando o caminho
O sol iluminando a paisagem
Um par de olhos castanhos
Era o mais lindo poema
Entre linhas havia um mapa
Mas, a passagem era só de ida
Toda vez que mudava o passo
O chão ia se fundindo
De repente acabou-se o chão
Lindas asas foi se abrindo
Esvoaçou em busca do olhar
Quando finalmente pode tocar
Percebeu a distância entre eles
Despertou com sol surgindo
Poema: #Andrea_Domingues©
Todos os direitos autorais reservados 28/06/2020 às 18:00
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Da noite vejo estrelas do Sol vejo o amanhecer, no final do dia encontra os dois o qual me faz eu viver
PÔR DO SOL
Cores alaranjadas- fascinação
Asas abertas sobre o mar- despede o dia
Paz no entardecer afaga o coração
Beleza em pinceis ou rabisco de uma poesia...
Não há no mundo riqueza mais sublime
Do que um pôr do sol no mar
Acaricia a alma nos faz sonhar
Qual palavra melhor se exprime? ...
Versos traçados que contagia
Esse espetáculo sobre o universo
Só rabiscando alguns versos
Mar e o pôr do Sol em poesia...
Irá Rodrigues
Oitava Maravilha do Mundo
Teu sorriso é como o sol da manhã
Que alegra minha vida
E me esquenta depois de
Uma noite vazia e fria
Me ilumina com sua luz
Faz brilhar a escuridão que há em mim
Teus olhos são como
Um outro universo
Que me faz flutuar
E alcançar as estrelas
Teu corpo me tira o fôlego
É quente como a brasa de um incêndio
E delicado como pétalas de uma rosa
Quero contemplar cada curva sua
Cada linha que desenha você
E o que falar da sua beleza?
É tão bela que me faltam palavras
Sua beleza é como um poema que não quero
Parar de ler
É como a pintura mais linda do mundo
Nem mesmo a deusa Afrodite
Chega aos seus pés
E então fico aqui
Como um mero mortal
A admirar a tua perfeição
Que se revelada ao mundo
Seria considerada a oitava maravilha do mundo
Os olhos dela parece um mar
Onde qero mergulha
Seus cabelos são tipo sol
Me deixam com calor
Cheia de qualidades poisé
Então respeita não é mais menina
Ja é mulher feita indepente
Todas que ja conversei
Tu é diferente a gente sente
Tem uma energia foda
Quando tu chega o mal sai fora
Demorei moh tempão pra te achar
Não some, não vai muito longe
Promete estar sempre ai pra nos conversa
E num piscar de olhos tudo muda. Não entendemos os motivos, o sol se pondo no fim do mar e o escurecer da noite vem. O dia amanheceu triste, nublado, como se despedindo de alguém. Em um mundo tão terrivelmente triste e cinza, teve a sensatez de trazer risos e alegria, amor e serenidade. Serenidade de poucos. Poucos conseguem criar uma base tão bela e profunda nessa terra. Mas existem aqueles que vale à pena conhecer, amar e dedicar uma vida. Será sempre um dia cinza. Em todos anos, todos os momentos e recordações virão à tona. Mas é preciso recordar a grandeza desse alguém que se foi, que na alma levava a marca dos amores que cultivou. Porque suas raízes eram tão grandes que a terra não poderia dar conta, e enraizou-se eternamente em nossos corações.
Em memória do Sr Marcelo.
Pai amoroso, marido dedicado e carinhoso, homem exemplar e ser humano Ímpar.
Descanse na certeza de que aprendemos suas lições.
Escolinha de tábua,
Das brechas na parede via o rio,
Brilhando com o sol,
Ventinho batendo na cara,
Folheando o caderno da folha amarela.
Dó Ré Mi na janela
Sol, Lá na janela
Si fá-z presente
Veio Dó-Mi-nar
Ré-luzir
Iluminar
De Lá da janela.
Agradeço...
Aos primeiros raios do sol, agradeço
A toda manifestação de vida, agradeço
Ao meu levantar, agradeço
Às batidas do coração, agradeço
À capacidade de sorrir em meio a dor, agradeço
Às oportunidades, agradeço
Ao abrigo, agradeço
Aos amigos, agradeço
Ao amor, agradeço
A cada passo, agradeça e engrandeça.
O sol novamente voltou a tocar minha pele. Sobre minha cabeça um céu de esperanças e sob meus pés um chão para ir. Na alma, carrego a certeza de que tenho feito tudo para andar no caminho certo, por vezes erro, mas muito mais acerto.
raiando como a lua entorno do sol
aquela dança de cigana.
iluminada de reíki
toda feliz , toda alegre , dançando
com seu espiritos.
incendiando meu coração.
sou para seu amor
como você és para mim.
desde criança sabia que
você era minha.
você dançava para mim com
suas palavras doce .
quando segurava em minhas
mãos e dançava-mos,
alegres sendo um do outro.
dançava-mos na praia alegres.
cantava-mos ...aquele vinho.
os risos .
num toque de mão em uma
magia .
o nosso amor é magico.
é como beber da fonte do amor.
esse vinho nos deixa
com o fogo da paixão.
as nossas historia é amor.
nossa familia , nosso amor.
