Enquanto o Sol Brilhar
"Me encanto
E fico no meu canto
Quando canto, lembro do seu nome
Enquanto isso tudo
A chuva cai, molha e me espanto
Encho meus olhos d'agua
E de tão molhado, molha todo o pano
Canto na chuva seu nome
Enquanto no meu canto fico só
Molhado, gripado me espanto
Passa dia e noite, continuo em pranto
Hora triste, hora alegre, sigo adiante
Sem mais pano, me espanto quando não lembro mais do seu nome."
(Alexandre dos Reis)
Pela a solidão
Motivo único, solidão
Pedi para o vento me trazer flores,
Enquanto vivo.
Somente, flores.
Terê Cordeiro
Ares varam minha janela.
Fico teclando enquanto
o espaguéti não cozinha.
Eu quero mais chuva.
Pra lavar a terra
e a minha alma
empoeirada..
O erro só é bom enquanto somos jovens. À medida que avançamos na idade, não convém que o arrastemos atrás de nós nem sempre seguimos esse pensamento afinal de contas temos que ser jovens para sempre o certo assim e escutar os ventos e aprender a pedir desculpas.
Nos enquanto cientistas sociais integrantes das ciências humanas, somos diretamente responsáveis por pensar e influir nas transformações de que necessitam as sociedades, quer seja por ações e projetos específicos, quer seja por meio da implementação de estímulos nas práticas cotidianas que direcionam condutas e criam posicionamentos, e portanto geram estímulos aptos a realizar modificações ou transformação na área em que atuam as ciências humanas.
resistir ao pós-modernismo é como considerar que um grão de areia movimente o vento enquanto ele modifica as dunas
“Foi tão fofo o modo como ele se preocupou, o modo como ele me olhou enquanto eu chorava, me senti acolhida apenas com um olhar e isso é tão estranho.”
EU EM MIM
Virei a primeira esquina
e chorei a primeira lágrima
enquanto chovia no meu rosto.
São laços dessa união
eu em mim nos conhecemos
ficar presos, sentados no mesmo posto.
Descí a segunda ladeira
qual rua cheia de feições
e me encararam de um jeito.
Certo de que olhei pra você
era outro olhar que me fitou
então; fiz do modo que eu me aceito.
Pessoas ausentes, estranhas, vazias. Distraídas com o umbigo de fora alheio enquanto atravessam a rua ou até mesmo quando esperam a porta do ônibus abrir só pra acelerar a chegada em casa... "..Com licença vai descer no próximo? " Eu diria o mesmo.
Era segunda - feira e ela fazia bico enquanto mexia a cadeira, ao atravessar a rua. Mexia tanto que parecia cobra a rastejar, era um rebolado que não deixava a desejar. No seu olhar algo que dizia "Como eu amo o fim do dia." Me deixou mesmo intrigado aquele rebolado e a cabeça que mexia para todos os lados. Ah sim agora tá explicado não era qualquer rebolado era de uma negra mulher que confiada andava sem olhar pro lado. Ao terminar sua travessia percebi que a mulher sorria como quem dizia "Como eu amo o fim do dia."
Enquanto chove lá fora, dentro de mim instaurou-se uma tempestade. Não sei se em um copo de água ou numa bacia hidrográfica. Mas chove em mim água que inunda a todo momento meus sentimentos, limpa um pouco da minha loucura, refresca meus sonhos, leva em bora meus medos. E me dá sossego, ao menos um pouco pra fechar os olhos e silenciar o corpo pra ouvir a água correr, encher os olhos e o nariz contornar.
Tens um olhar lindo enquanto dança,
Não pude deixar de notar
Teus olhos funcionavam como meu eixo
Por mais que tudo girasse,
se desencontrasse e se perdesse,
meus olhos não queriam perder os teus.
Não podiam.
Não deviam.
Sempre atenta, concentrada em mim.
Totalmente tomada,
Não para com os meus hábitos à mesa
Na hora do almoço,
pro carro que dirijo
Ou pro modo como me visto.
Somente pro meu corpo
Pra onde a conduzo,
Pro modo como te desejo
Era como se o mundo
virasse do avesso,
e o palco não fosse mais perante a plateia,
mas sim, atrás das cortinas.
Num lugar só nosso
onde não há uma só crítica,
atenta aos nossos deslizes e gracejos,
um lugar onde exista apenas dois corpos,
suados, envoltos, encaixados
Pulsando, juntos
Sem nenhum repulsa
Sem qualquer pudor
A música termina,
e como um sol se pondo,
as cortinas se erguem
e nos devolvem à realidade.
Beijo seu rosto,
me despeço
e sigo para o outro canto do salão.
Paro por um segundo
para tentar lembrar seu nome,
e tentar me lembrar do aroma
tão adocicado do seu pescoço
Dança, não é só passo.
Talvez seja um universo
que nos devolva tudo aquilo que,
pela vida, nos foi tirado
É caso de amor com o seu outro lado
É aquele braço tão disposto,
firme,
Em que você tantas vezes
quis se deixar levar
É a possibilidade
de se apaixonar
cada vez que a música começa
E, se ela dura tão pouco,
É preciso que seja intenso
É preciso que seja pra sempre,
Até que a música acabe
Mas não há tempo para considerações
nem devaneios
A música vai começar de novo
E eu,
preciso me apaixonar novamente.
Enquanto existir a necessidade de se ter razão, haverá a falta de compreensão e de entendimentos. Muitas vezes, deixar o outro ir primeiro todo cheio de razão é livrar-se de um conjunto de conflitos e aborrecimentos. Quem fica em paz não perde nada (Nelson Locatelli, pensador)
Enquanto mais você se afastava, mais valor você parecia ter. Em minha mente nunca o deixei desfalecer! Pois a tribulação gera a paciência. E a paciência gera a experiência e a experiência a esperança. Então se estou passando por tribulação tenho a esperança que um dia o verei ao meu lado outra vez!
Enquanto a Lei do Olho por Olho vigorar,
Um mundo de zumbis e caolhos perpetuará
Rebates o mal com o Bem e só assim livres estarás!...
