Engano

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⁠A desinformação provoca o engano e a depressão, aos que buscam apenas o que agrada aos seus ouvidos.

Deixe eu errar, deixe eu cometer esse engano; pois aí, no final do meu verso, eu consigo dizer que te amo.

"Existe uma diferença abismal entre o tropeço e a negação. O engano faz parte da nossa natureza limitada; somos seres em constante aprendizado e, por vezes, as ilusões da vida nos desviam do caminho."

Deus não é responsável pela maldade, egoísmo, ambição e engano dos homens. Suas mentiras transformaram-se em “verdades” que lhes são convenientes.
Atila Negri

Trégua armada

Não é pela data, não pelo brilho vazio,
nem pelo símbolo, o engano ou o ritual.
É só por ser o dia em que é feriado,
o único em que cabem todos, afinal.

Reúno a mesa, o vinho, o gesto lento,
a carne assada e o doce já sem cor.
Mas vejo nos olhares o alinhamento
de uma guerra antiga, de uma antiga dor.

Sempre respiga algo. Um riso que se quebra,
uma pergunta acesa, um tom a mais.
A mãe que chora o filho que não volta,
o irmão que bebe o vinho dos sinais.

E o brinde soa oco como um sino
rachado no rigor do tempo morto.
Natal é o ensaio do sepulcro em família,
Páscoa é a traição de um beijo torto.
Ano novo passa a ferro as cicatrizes,
aniversário é a idade do desgosto.

Eu queria apenas juntar mãos e restos,
mas a união já vem com seu escombro.
E o que deveria ser festa é trégua armada,
onde o amor respira o mesmo ar do monstro.

Então celebra o rito, o calendário,
a desculpa maior que o sentimento.
E se outra família diz que é diferente,
mais verdadeira em cada acontecimento,
não mintas: isso é a farsa transparente.
No fundo, toda família é o mesmo vento.

Costuma-se dizer que crises destroem dinheiro. Essa frase é enganosa. O que crises destroem é acesso, não moeda.


Durante crises, pequenos negócios quebram, famílias perdem renda, ativos populares se desvalorizam. Ao mesmo tempo, grandes grupos com acesso a crédito barato, informação antecipada e proteção institucional compram tudo a preço de liquidação. O dinheiro não desaparece. Ele muda de mãos. Volta para os mesmos circuitos de sempre.


O Estado emite, os bancos distribuem seletivamente, grandes grupos recebem contratos, guerras e reconstruções movimentam indústrias específicas, e o custo é socializado via dívida, inflação ou austeridade. O ganho é privatizado. A perda é coletiva.


A crise funciona como um filtro. Ela não pune: A crise seleciona.

Engano


Um dia eu já fui tão triste, e fui mesmo infeliz, por acreditar no amor verdadeiro, hoje sei que foi um grande erro, total engano. Em minhas ilusões ainda romantizo o amor, ainda acredito em algumas fantasias, mas já me dói a realidade triste de saber, que amor, amor mesmo, só de mãe... e nem todas são dedicadas.

"Todos erram, minha gente! Todos! Mas só eu me engano! (E não quero mais falar sobre isso, ohquei?)."
0843 | Criado por Mim | Em 2016


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

“Se não é Verdade (ou Engano) é Mentira. Nem tente, pois não há outra opção!"
Texto Meu No.1048, Criado em 2021


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

1679
"Para ser verdade basta não ser engano, erro, mentira ou intenção de mentira. Tão simples!"

Amor Enganoso


Chegou com voz mansa
e promessas que pareciam abrigo.
Tinha forma de cuidado,
mas peso de ilusão.


Me ensinou a confundir presença
com posse disfarçada.
Eu chamava de amor
o que já era controle.


Quando abri os olhos,
me vi menor dentro de mim.
O afeto cobrava preço alto
e nunca trazia paz.


Hoje recolho meus pedaços
sem pressa de amar de novo.
O amor verdadeiro não engana —
ele liberta.

O coração é enganoso...



O coração é enganoso quando jura eternidade, bate forte por promessas que o tempo não confirma.
Ele acredita em olhares como se fossem verdades, e transforma um simples toque em destino.


Ele se perde fácil entre silêncios e esperanças, confunde ausência com saudade, distância com amor.
Insiste em enxergar luz onde só há lembranças, e chama de escolha aquilo que foi dor.


Ainda assim, é nele que mora a coragem de sentir, mesmo sabendo que pode sangrar em segredo.
Pois amar é aceitar o risco de cair,
é caminhar de mãos dadas com o medo.


E mesmo enganoso, eu sigo o coração, porque sem ele a vida seria vazia demais.
Se amar é errar, que seja por paixão,
pois só erra quem sente
— e sente quem é capaz.

Só cansado...




Já fui louco, até descobrir que foi um engano,


Já estive triste, até entender que era somente uma passagem,


Já fiquei preso, até entender que as chaves estavam nas minhas mãos,


Já corri muito olhando para o espelho sem entender que era o sentido contrário o verdadeiro caminho, então parei e entendi que eu estava simplesmente cansado.

⁠“Induzir um vulnerável com intenções vis ou enganosas é um dos maiores crimes que se pode cometer. A manipulação disfarçada de promessa é uma violação silenciosa da integridade alheia.”

O engano coletivo é poder; quando muitos deixam de pensar por si, poucos passam a pensar por todos.

Você luta como um homem mais jovem, sem nada a esconder. Admirável, mas um engano.

Bane
O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012)

“Quando alguém trai quem o ama por quem só o usa, descobre no fim que o castigo do engano é acordar só no próprio vazio.”

“Valores reais incomodam quem vive de enganos.”

“Quem vive de engano chama a verdade de ataque.”

O ESPÍRITO QUE TENTOU ENGANAR KARDEC.
QUANDO A LUZ É PROVADA PELO ENGANO.
Há um equívoco recorrente entre os que apenas tangenciam o estudo espírita. Supõem que o contato com o invisível, por si só, confere autenticidade às comunicações. Entretanto, a experiência metódica demonstra o contrário. O próprio Allan Kardec, ao erigir os alicerces da Doutrina, enfrentou não apenas a ignorância dos homens, mas também as sutilezas dos Espíritos imperfeitos.
Durante o período preparatório que antecedeu a publicação de O Livro dos Médiuns, Kardec submeteu-se a um rigor investigativo incomum. Recebia comunicações de diversos grupos mediúnicos na França, analisando-as com método comparativo, crivo moral e lógica inflexível. Foi nesse contexto que emergiu um episódio emblemático.
Um Espírito, revestido de linguagem refinada e aparente elevação, passou a manifestar-se com frequência. Suas mensagens eram adornadas por elogios dirigidos ao Codificador, insinuando uma proximidade intelectual e moral que, à primeira vista, poderia seduzir os incautos. Prometia revelações inéditas, como se a verdade pudesse surgir isolada, apartada do consenso espiritual superior.
Todavia, havia um elemento dissonante. Sob a superfície elegante, insinuava-se a vaidade. A mensagem não irradiava a serenidade característica dos Espíritos verdadeiramente elevados, mas antes uma necessidade velada de aceitação e autoridade. Kardec, fiel ao princípio da vigilância racional, não se deixou enredar pelo fascínio da forma.
Aplicou então o princípio que se tornaria uma das colunas epistemológicas do Espiritismo. O chamado controle universal dos ensinos dos Espíritos. Nenhuma comunicação deveria ser aceita isoladamente. A concordância geral, obtida por meio de múltiplos médiuns sérios, em diferentes contextos, era a única garantia contra o erro.
Ao confrontar aquelas mensagens com outras provenientes de fontes independentes, surgiram contradições inequívocas. O suposto mensageiro não sustentava coerência doutrinária. Sua fala oscilava, revelando intenções pessoais disfarçadas de ensinamento superior.
Nesse ponto, manifesta-se a grandeza moral do Codificador. Não houve indignação, nem vaidade ferida. Houve lucidez. Ele identificou tratar-se de um pseudo-sábio, um Espírito ainda preso às ilusões do orgulho, que buscava legitimar-se por meio da associação com um nome respeitado.
Como ele próprio registra em O Livro dos Médiuns, capítulo XXIV:
“Os Espíritos superiores nunca se ofendem com a dúvida. Somente os Espíritos imperfeitos querem impor suas ideias.”
A reação de Kardec não foi apenas rejeitar a comunicação. Ele a estudou. Dissecou-lhe os mecanismos. Transformou o episódio em ensino. Demonstrou que a mistificação espiritual não é exceção, mas possibilidade constante quando falta critério.
Essa vivência deu origem a uma das advertências mais sólidas da Doutrina. A de que nem todo Espírito instruído é moralmente elevado. Inteligência e virtude não caminham necessariamente juntas. Um Espírito pode possuir vasto conhecimento e, ainda assim, estar moralmente comprometido pelo orgulho ou pela ambição.
O caso também reforça um dos pilares mais seguros do pensamento espírita, consagrado em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIX:
“A fé raciocinada é o único meio de não ser enganado.”
Não se trata de ceticismo estéril, mas de discernimento ativo. A fé, para ser legítima, deve submeter-se ao exame da razão. A aceitação passiva é terreno fértil para a ilusão, tanto no mundo material quanto no espiritual.
Esse episódio, longe de diminuir a figura de Kardec, engrandece-a. Revela um método que não se curva à autoridade, nem mesmo à autoridade invisível. Mostra que a verdade, no Espiritismo, não se impõe. Ela se confirma pela universalidade, pela coerência e pela elevação moral.
Assim, permanece uma lição de vigilância perene. O intercâmbio espiritual não dispensa o julgamento criterioso. Pelo contrário, exige-o com ainda maior rigor. Pois, se na Terra as aparências enganam, no mundo dos Espíritos elas podem ser ainda mais sutis.
E é precisamente nesse crivo severo, onde a razão interroga e a moral julga, que a luz deixa de ser promessa e passa a ser conquista.
Fontes
KARDEC, Allan. Le Livre des Médiums 1861. Capítulo XXIV. “Des contradictions et des mystifications”.
KARDEC, Allan. Revue Spirite. Agosto de 1861. “Les Esprits trompeurs”.
KARDEC, Allan. L’Évangile selon le Spiritisme 1864. Capítulo XIX.