Encontro entre Amigos

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“Entre o nascimento e a morte existe o território do Direito: o espaço onde a existência procura não ser injustiçada.”

Entre o crime e a sepultura, o Direito gasta os dias tentando imitar a eternidade.

No intervalo entre o nascimento e a morte, construímos histórias para convencer a nós mesmos de que nossa passagem pelo mundo possui significado.

Entre aquilo em que acreditamos e aquilo que podemos provar existe o território infinito da dúvida.

A paz social não é ausência de direitos, mas equilíbrio entre direitos que poderiam entrar em conflito.

Rousseau percebeu o conflito entre indivíduo e sociedade; o Direito vive exatamente nesse território.

A transparência é uma janela aberta entre o poder e aqueles em nome de quem ele existe.

A competição entre ideias jurídicas pode produzir inovação onde o consenso produziria acomodação.

Entre a vingança e a permissividade existe um território chamado justiça.

Entre o altar e a fogueira existe um abismo chamado tolerância.

Entre aquilo que sabemos e aquilo que tememos existe um território onde a religião frequentemente constrói seus deuses.

Entre o silêncio do universo e a necessidade humana de encontrar um sentido, talvez a dúvida seja a forma mais honesta de liberdade.

Entre a fé que afirma e a razão que investiga, existe a dignidade de não pronunciar um veredicto sobre o infinito.

Entre o dogma e o ceticismo absoluto existe um território mais difícil de habitar: o pensamento livre.

Não acredito em tudo o que desejo, nem nego tudo o que não compreendo; entre essas duas tentações, construo minha liberdade.

O agnóstico não escolhe entre Deus e o nada; escolhe não mentir sobre aquilo que não pode demonstrar.

Entre a certeza de que Deus existe e a certeza de que Deus não existe há um espaço intelectualmente raro: a coragem de suspender o julgamento.

O consentimento é a ponte entre autoridade legítima e liberdade individual.

Nem toda sequência de acontecimentos demonstra uma relação necessária entre eles.

O Direito deve regular a convivência entre crenças, não decidir metafisicamente qual delas possui a verdade.