Encontro entre Amigos
Inserido em um evento celestial num instante imaginado, poético, voando entre as nuvens pela liberdade de um céu grandioso, sentindo-me amado por um amor próprio mais leve, uma emoção incomparável, tendo uma experiência surreal, fora do alcance desagradável dos problemas, da pressão frequente da vida adulta, desfrutando de uma oportunidade especial, intensa, simplesmente, transformadora, onde a loucura é bem vinda, o mal não chega, sonho desperto que fortifica a minha sanidade, que incentiva a minha resiliência, que traz um pouco de estabilidade para a minha complexa consciência.
Poderosa sincronia existente entre os raios de sol e uma natureza esplendorosa, rara euforia, pele iluminada, amor veemente de uma arte majestosa, sublimidade delicada, força na sua essencialidade, fervor em demasia na profundidade da sua alma, uma poesia calorosa, arte inspirada na liberdade, musicalidade sedutora, espontaneidade intensa, singularidade desafiadora por conseguir transformar em sonho alguns instantes da realidade, proporcionando uma brevidade emocionante através de curvas acaloradas, do brilho de uma essência singular, da sua verdade clara, do entusiasmo solar, o destaque celeste, viveza sincronizada, resultado imponente, que na mente se instaura e logo em certos pensamentos, aparece.
Vivemos momentos de teorias da conspiração ocorrendo quase que diariamente entre o judiciário e o legislativo brasileiro... Algumas delas são tão férteis quanto os solos encontrados no deserto do Saara!
"A política externa dos EUA não busca a reciprocidade entre povos parceiros, mas a manutenção de uma dependência econômica, tecnológica e militar. Agem com seus aliados como um banco que empresta o guarda-chuva em dias de sol, mas o retoma assim que a chuva cai, deixando-os vulneráveis e dependentes."
"Há uma linha tênue entre ajudar e virar escravo voluntário! Ser parceiro é dar uma força quando alguém precisa de ajuda, mas é algo bem diferente quando nos anulamos querendo carregar o mundo nas costas, deixando que folgados abusem de nossa boa vontade. Dizer "não" para o abuso alheio não nos torna pessoas ruins ou egoístas; nos faz indivíduos com amor-próprio e saúde mental em dia. Quem se acostumou com a nossa escravidão voluntária sempre vai achar ruim quando decidimos nos libertar. Aprender a colocar limites na nossa vida é a verdadeira libertação da caridade abusiva!"
Na dimensão mais rara da alma, a Catedral permanece erguida como uma utopia esquecida entre o tempo e o infinito.
É curioso como algumas pessoas chegam à nossa vida pela porta mais improvável. Ela chegou entre ofensas, provocações, brincadeiras e aquela vontade infantil de sempre ter a última palavra. Era quase uma disputa, dessas que fazem a gente rir enquanto finge não se importar. E talvez tenha sido justamente assim que ela foi ficando. Primeiro, nas conversas. Depois, nos pensamentos. E, quando percebi, já existia nela um lugar que eu não sabia explicar. Há um carinho que cresce sem fazer barulho. Uma vontade de estar perto que aparece mesmo quando não é chamada. E existe, ainda, essa parte amorosa que, sem pressa, parece crescer um pouco mais a cada dia. Não sei se algumas coisas precisam realmente de um nome. Talvez certas pessoas simplesmente aconteçam dentro da gente, e isso já seja suficiente. Ela, entre tantas coisas, acabou se tornando uma delas — talvez a mais difícil de explicar.
No Tempo de Agora
Senhor, sou um viajante estelar em experiência em um planeta
Entre mares, céus, estrelas e cometas
Experimento a mente num corpo de carne, sangue de gametas
Que anda, pula, salta e se movimenta
Que tem por dentro construção imperfeita
Minha memória guarda flashes do que dizem ser ontem
Lembranças de uma vida de um tempo mais longe
Nem sei onde nem sei de onde
Saudades do que não vivi
Sem saber qual lugar foi lar de verdade
Aqui ou em lugar que não se compreende
O que chamam de avós, pais e irmãos
Me acrescentam apego, apreço e comunhão
A tal história da evolução
Tal qual pede o livro na parte da ressurreição
Não compreendo as lutas, as guerras, o ruim e o bom
Os falsos, os exatos, o mal e o bem
A fábula do belo, do feio e de mais quem
Sem nunca ter certeza de nada também
O que chamam de tempo contei
Até o ponto em que não é bom mais contar
Pois com ele perdi tudo
O que lutei pra juntar
E quanto mais o tempo passa
Mais difícil é entender
Se a vida foi longa demais
Ou se faltou tempo pra viver
Meu apego a uma mãe que me fez existir
Mas partiu sem nunca mais voltar
E nem deu tempo de me ver formar
Agora é o tempo de irem embora
Um a um, os amigos, irmãos e minha história
Meu coração que é de carne dói, recorda e só chora
Mas penso nas vidas que cruzaram a minha
E nas pessoas que pude ajudar
Talvez eu nunca tenha sabido
Quantas vezes minha palavra
Pôde fazer um caminho ser do bem
Quantas vezes proteger, ensinar e cuidar
Foi importante na parte da vida de alguém
E quando alguém parte
O que resta não me parece só saudade
É também a pergunta que ninguém responde:
Fiz o melhor que podia enquanto esteve aqui?
O que aprendi, ensinei, só ficou na memória
E o tempo também apaga as paredes do abrigo
Mas talvez alguma coisa permaneça
Na história de quem caminhou comigo
Mesmo que eu nunca saiba
Pois até o saber é sopro impreciso
Talvez viver seja isso
Ser passagem e companhia
Cruzar outras vidas
Por algum tempo, algum dia
Não saber de onde viemos
Nem saber para onde vamos
Mas poder fazer melhor
O tempo em que nos encontramos
Senhor, se existe um sentido
Que eu ainda não consigo entender
Talvez esteja no instante
Que ainda posso viver
Pois o ontem virou memória
O amanhã ninguém pode contar
E se existe algo sagrado
É acordar e ainda estar
Quando me despertar para ir embora
Que eu possa então recordar
Não tudo o que consegui juntar
Mas aqueles que pude amparar
As vidas que tocaram a minha
E o bem que pude deixar
Pois que viver é só um ato
Breve, imperfeito e humano — alma que implora por tempo
Uma passagem entre dois mistérios
No tempo de agora.
Todo pedido de desculpas merece ser ouvido e considerado.
No entanto, o tempo entre o erro e o arrependimento diz muito sobre a sinceridade de quem pede perdão.
Há quem ofenda de forma intencional e premeditada, e por isso, jamais se retrate, pois o objetivo de ferir o outro já foi alcançado. Nesse caso, não há arrependimento, apenas a satisfação de ter machucado o alvo.
Há também quem reconhece rapidamente que feriu alguém, reflete sobre suas atitudes e busca reparar o dano por convicção, demonstrando maturidade, responsabilidade e respeito.
E por último há quem só procura se retratar depois de perder o acesso a você, à sua presença ou aos benefícios que sua relação proporcionava, o que desperta um questionamento inevitável: o arrependimento é pela dor que causou ou pelas consequências que sofreu?
O verdadeiro pedido de desculpas nasce da consciência do erro, não das consequências que ele provoca.
Existe uma grande diferença entre arrepender-se por ter machucado alguém e arrepender-se pelo desconforto de viver sem aquilo que a presença do outro proporcionava.
O Silêncio da Afinidade
O distanciamento entre as pessoas funciona como um movimento natural da jornada, que muitas vezes independe de brigas ou conflitos. Almas se atraem pelo que precisam aprender juntas, mas também se afastam quando os ciclos de aprendizado mútuo se completam. Quando a afinidade silencia, o esforço para manter o laço passa a ser um peso desnecessário para ambos os lados. Não há culpados no afastamento; há apenas caminhos que tomaram rumos diferentes em busca de sobrevivência emocional e auto reencontro. Compreender essa dinâmica nos dá a vigilância espiritual necessária para aceitar as despedidas sem o amargor da rejeição, entendendo que abençoar quem parte é o maior gesto de maturidade e respeito pela evolução do outro.
Sou inteira
não há fronteira
entre a vida pessoal e o trabalho.
O tempo me pede cuidado:
distinguir o urgente
do importante.
Pergunto a mim mesma:
até onde quero ir
ao custo do esgotamento?
De que vale consumir mais,
se o preço
é a saúde ou a sanidade?
Antes que a natureza imponha sua resposta,
preciso aprender
a impor a minha.
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
... entre nossas
infindáveis expectativas
e o que nos possibilita o destino,
subsiste uma vasta, porém momentânea distância, que somente a experiência
e o adquirido autoconhecimento,
abreviam!
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