Encontro
Preciso me cuidar para não me indispor. Vivo me perdendo e me indispondo e isto tem me deixado um pouco exposta. Estou sempre me buscando. Quando me encontro, me supero. Quando me perco, me disperso do mundo real.
A humanidade está carente de amor, de paz e principalmente de serenidade. Carente de saber buscar a essência. Carente delas mesmas. Lá no fundo do vazio, há uma luz. Esta, nos levará a um caminho para o encontro com o nosso verdadeiro Eu. Saibamos buscá-la e tudo ao nosso redor mudará.
É muito bom partir. Ir de encontro aos nossos planos, sonhos e desejos, porém, voltar é muito melhor. A volta revigora, nutre, preenche. Dá-nos a sensação de aconchego, de partida com gosto de chegada, de abraço apertado. A volta, é uma referência de que temos um paradeiro e isto nos conforta. Partir é bom, voltar é necessário.
Transfira teu potencial para um relevante momento e deixe que a busca deste memorável encontro seja eterna.
Geralmente, não estamos preparados para enfrentar certos “nãos”. E quando um “não” vem ao nosso encontro, nos frustramos. Por que isto acontece? Porque esquecemos de que as inconstâncias da vida fazem parte de todo o processo. Esquecemos de que nada é nosso. Tudo tem um prazo de validade.
O encontro se tornou desencontro, mas a atração continuou mental. Nada mais foi dito. Apenas aquele silêncio abissal, profundo e distante.
O Encontro no Ônibus
Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.
Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.
Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.
Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.
Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.
Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...
Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.
— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.
Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.
Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.
— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.
Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.
Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.
Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.
Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.
Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.
No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.
E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.
Entre pensamentos, entrelaço fios de saudade, contemplo as horas qual estrelas cintilantes, aguardando nosso encontro. Nos recônditos dos sonhos, serás minha constante luz... Boa noite, meu amor!
Há algo de misterioso na maneira como as almas se encontram, como se fossem fios de um mesmo tecido entrelaçados pelo destino. Desde o primeiro momento em que te vi, senti uma força inexplicável nos unindo, como se, em meio a bilhões de estrelas, nossas luzes fossem destinadas a se reconhecer e brilhar juntas. Não sei ao certo de que matéria são feitas as almas, mas sei que a sua e a minha compartilham a mesma essência, uma conexão que transcende o tempo e o espaço, ecoando nos recessos mais profundos do nosso ser.
Em cada gesto seu, percebo fragmentos de mim, como se estivéssemos redescobrindo pedaços perdidos um no outro. O som da sua voz ressoa como uma melodia familiar, tocando as cordas mais delicadas do meu coração. E nos seus olhos, vejo refletida uma história que parece tão antiga quanto o universo, uma história de duas almas que sempre pertenceram uma à outra, navegando por vidas e épocas diferentes, mas sempre se reencontrando, como se fôssemos feitos para estar juntos.
Nosso amor não é apenas um encontro de corpos, mas um reencontro de almas. É como se o universo, em sua infinita sabedoria, tivesse escrito nossos destinos em linhas paralelas, que finalmente se cruzaram para jamais se separar. E agora, à medida que seguimos juntos, sinto que estamos cumprindo um propósito maior, vivendo uma verdade que poucos têm o privilégio de experimentar. Porque, no fim das contas, nosso amor é mais do que uma simples união; é uma celebração daquilo que sempre fomos: duas almas gêmeas, destinadas a compartilhar uma vida e uma eternidade juntas.
Distante dos insatisfatórios pares imperfeitos, toda extrema beleza se atrai naturalmente pela inteligencia e pela intensa sensibilidade.
Para quem lhe quer receber um olhar é uma das melhores frases a dizer e com um breve sorriso responder.
Nem toda arte criação que está na dimensão de fora é reflexo exato criativo da dimensão do imaginário linguagem do artista que está dentro. Muita coisa se perde, durante o processo, desde a imaginação e a criação. Só com a experimentação e com o exercício cotidiano que a verdadeira arte e o artista pleno podem alcançar está coesa e única metalinguagem.
A gente nunca sabe. Se a hora é certa. Quando o encontro é errado. Se tudo é só uma simples hora em que é sim puro acaso. A gente não entende a razão de querer estar junto. E que pode também ser melhor ser separado. A diferença que pode fazer desencontrar para sempre por segundos ou ter a sorte de ficar junto por anos. Nunca vemos que pode até existir uma certa razão ...no que não queremos ou planejamos. Que no que insistimos por pura teimosia pode não ter sentido nenhum. A gente nunca vai certamente saber. O que vem depois. O que precisava ter vindo antes. O agora. Ou aquilo sem o que poderíamos realmente existir melhor e diferente. A gente pensa que sabe, porque só quer saber se for pra ser assim. Tudo isso faz parte de aprender a existir aqui. Confiar sem saber é que é o complicado. Mas se alguma coisa me cabe, acho que prefiro decidir que vou confiar sim. Virá sempre, na hora certa, o que for melhor pra mim.
AMOR VERDADEIRO
Quando fecho os olhos
Viajo dentro de mim
Encontro paz no abandono
O amor no exagero
A fartura no desapego
O desejo no meu corpo
... encontro você no meu seio
O doce no teu beijo molhado
O prazer no teu toque
O perfume na mistura do teu corpo no meu
Na certeza que tudo que é meu é seu
O pensamento abraça o sentimento
Que flutua no calor do nosso amor
Quando abro os olhos
Encontro você ao meu lado
Velhinhos de mãos dadas
Amando e sendo amada
O verdadeiro encontro com a Alma Gêmea, caso venham a se encontrar fisicamente nesta vida,pode se tornar, instantaneamente, numa missão de serviço ao mundo.
Que o vento te sopre todas as palavras que eu sussurro quando te penso e que o nosso encontro preencha cada segundo da ausência elevada pelos nossos pensamentos, assim farei dos meus braços a tua morada e os teus olhos me serão alento de felicidade. Assim para ser. E seremos. E somos.
Um poeta
Encontra na natureza
A essência pra poesia
Eu encontro em seu sorriso
O brilho do amor.
Carlos25#0;82011
As pessoas são Cristãs até que se vá de encontro as suas convicções pessoais, se transformam em verdadeiros lobos por fora mantém o disfarce de cordeiro.
