Encontro
Prometi que não choraria mais
Mas, mais uma vez me encontro em grande solidão
Com o coração nas mãos, sem saber oque fazer
Diante desse terror que é o amor, diante dessa dúvida.
Porque tu me faz chorar? Será que um dia pode me amar?
Estou me desmontando pouco a pouco, pedaços a pedaços.
Você não percebe que o meu melhor estou te dando?
Sinto um pesar em te desapontar, mas já sinto que não sou do seu agrado.
Que não agradas mais do meu amor, me fazendo sentir se um grande tolo.
Pois amar é um erro, será que errei em ama la? Ou tu errou na escolha e eu só fui um erro?
Diante desse abandono ainda a amo por completo, mesmo sabendo que pode ser tolice.
Mesmo sabendo que irá me fazer chorar.
Diante dessa loucura que muitos chamam de solidão,
Me encontro como um violão sem afinação,
Embora sem perfeito tom, ainda sai algum som.
Por mais louco ou solitario eu seja,
Encontro nisso uma razão feliz pra viver.
Muitos consideram felicidade algo distante da infelicidade.
Assim como muitos consideram felicidade viver em pura infelicidade.
Como sempre é questão de opnião e não me importo com sua opção,
Se te faz feliz, no minimo será bom pra mim.
Se você ceder para o mal, não vai precisar procurá-lo, ele virá ao seu encontro. A essência do Amor é o contrário, se quiser achá-la terá que buscar de todo o coração.
Ainda sonho, as vezes, com você depois de tantos anos...
E meu encontro com você nestes sonhos são sempre mágicos mas ao mesmo tempo mostra um encontro impossível, sei que jamais tocarei novamente as tuas mãos e muito menos tocarei os teus lábios e não sei se um dia ainda meus olhos encontrarão os teus...
Mas esta manhã acordei mais atordoada pensativa e um tanto quanto perturbada pelas sensações que tive com você nos meus sonhos...
Ainda guardo uma foto tua 3x4 que roubei na tua casa naquele tempo...e não resisti a olhá-la.
Eu acho que ainda o amo...amor mal resolvido ao menos pra mim...depois de 16 anos!
Não o encontro a tanto tempo..e não sei como será minha reação ao vê-lo um dia.
Admito que não sei se quero te esquecer..as tuas lembranças são muito boas e gosto de relembrar mesmo que não pareça correto..
Enfim essa paixão veio pra ficar..cravada no meu coração e na minha memória...
Oi como sinto falta das nossas conversas noturnas!
Tudo mudou né...
E nosso encontro amigável não vai mais acontecer - é uma pena
Como queria ter a oportunidade de te conhecer melhor
Agora só raras conversas por mensagens que nem sempre são respondidas
Sei que deveria te esquecer, não mandar mais mensagens, mas é difícil
Já me afastei bastante mas ainda te vejo e isso é complicado
Ainda penso muito em você e quantas vezes escrevo e apago as mensagens
Devo pensar em mim e esquecer esse sentimento...vai passar
Talvez nosso encontro ainda aconteça..afinal é só uma amizade..
Boa noite 🌙
A Alquimia do Encontro: Raízes que Florescem no Silêncio das Estrelas
(por Diane Leite)
O tempo nos ensina que algumas histórias não são lineares. Elas não obedecem ao relógio, nem seguem a lógica previsível da vida. Algumas histórias são sementes lançadas ao acaso, brotando onde não deveriam, florescendo no impossível.
Jamile e eu fomos assim: duas raízes fincadas em solo árido, crescendo contra as previsões, sustentadas apenas pela força do que nos unia. No início, não havia teoria, não havia análise — só a intuição de que, de alguma forma, éramos feitas da mesma matéria invisível.
Mas o tempo passou. E hoje, olhando para trás, vejo o que não sabia nomear naquela época. O que nos uniu não foi apenas a amizade — foi a alquimia silenciosa que transforma dor em cura, que tece laços onde o mundo só vê desencontros.
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1. O Encontro Antes da Consciência
A maternidade nos reuniu. Mas não da forma convencional, onde se romantiza o milagre da vida. Nos reconhecemos no não dito, na exaustão, na solidão de sermos mães fora do roteiro esperado.
Jamile, com sua filha Bia — a menina que desafiou diagnósticos e estatísticas, que existia com a ousadia de quem ignora limites. Eu, com meu filho superdotado, que carregava uma mente à frente do tempo, mas sentia o peso de um mundo que não sabia acolher sua diferença.
Nós nunca dissemos "está tudo bem". Porque não estava. Mas havia algo maior entre nós: a liberdade de não precisar fingir.
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2. Entre o Silêncio e o Abraço: O Que Só o Tempo Revela
Na época, eu não entendia a profundidade do que vivíamos. Só sabia que, quando Jamile sorria, algo em mim respirava aliviado. Que, quando Bia ria, mesmo sem entender tudo ao seu redor, ela me ensinava que felicidade não precisa de autorização.
Hoje, sei que a nossa amizade era mais do que um encontro de afinidades. Era um espelho. Winnicott chamaria de objeto transicional — aquilo que nos permite existir entre o desespero e a esperança. Mas, para nós, era só um café compartilhado em meio ao caos, um olhar que dizia: "Eu vejo você".
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3. Quando a Vida Ensina o Que os Livros Não Contam
Prosperidade nunca foi sobre dinheiro para nós. Era sobre rituais pequenos: dividir o silêncio sem precisar preencher o vazio com palavras. Sobre saber que podíamos reclamar, chorar, dizer que estávamos cansadas, sem medo de sermos julgadas.
Bia, com seus 20 anos e o desejo de um namorado, nos ensinava algo que nenhum manual de psicologia poderia: a vida não pede permissão para existir. Ela amava, queria ser amada, ria com a mesma intensidade com que desafiava a medicina.
Na época, eu via isso como um milagre. Hoje, entendo que era muito mais: era a materialização do que Freud chamaria de pulsão de vida. Era a prova de que a existência não se resume a estatísticas, mas ao desejo inquebrável de viver.
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4. Opostos que Dançam: Eu, Nuvem. Ela, Chão.
Eu, a sonhadora. A nuvem sem direção, movida pelo vento da curiosidade infinita. Jamile, o chão. A mulher prática, que transformava sonhos em planos concretos.
No início, eu achava que éramos opostas. Mas o tempo me mostrou que éramos complementares. Jung falaria sobre animus e anima — a fusão entre o impulso e a estrutura, entre o voo e a raiz.
Ela me ensinou a construir pontes onde eu via abismos. Eu a lembrava de que até as pontes precisam de espaços vazios para existir.
E nessa dança dos opostos, descobrimos que coragem não é a ausência do medo. Coragem é a arte de caminhar com ele.
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5. O Futuro que Já Nasceu Dentro de Nós
Hoje, Jamile criou três filhas em um mundo que ainda hesita em aceitar o diferente. Eu sigo voando, mas agora sei que até os pássaros precisam de um lugar para pousar.
E Bia?
Bia continua rindo.
Bia continua amando.
Bia continua desafiando o destino, provando que algumas almas não seguem regras. Elas simplesmente existem.
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Epílogo: Para Jamile, Minha Irmã de Alma
Se eu pudesse voltar no tempo e falar com a mulher que éramos há 20 anos, eu diria:
Resiliência não é virtude. É verbo.
Amor não é posse. É ato revolucionário.
Prosperidade não está em números. Está no som das risadas de Bia, ecoando além do tempo que lhe foi roubado.
Porque agora eu sei.
Não foram 20 anos de amizade.
Foram 20 anos de constelação.
Duas estrelas que se encontraram no caos cósmico e decidiram iluminar juntas a escuridão.
Porque algumas histórias não cabem em diagnósticos.
Elas simplesmente acontecem.
E isso já é toda a teoria que precisamos.
Volto do brilho colorido do nordeste.
Encontro vários tons de cinza.
Voo. Do avião, para a imaginação.
Cinza não é a cor do dia.
É só sombra das nuvens.
Acima delas todo dia brilha azul.
Toda noite brilha estrelada...
Quando encontro a minha solidão, fixo o olhar no silêncio e consigo ver-te. Nesse meditativo momento, reparo que intimamente não estou só.
Tudo
Toda vez que eu te procuro e não te encontro é como se as horas não passassem, tic, tac, Tic...
Certamente essa saudade corrói por dentro, deixando marcas difíceis de apagar e tudo fica escuro, inerte, como um pesadelo
Por que por mais que eu tente não te procurar, meus olhos te buscam a todo instante, e a tarde sou sombra de um amor que não aconteceu.
Todos os dias são assim, fico no tempo perdido sem você...E choro, por tudo o que não pudemos ser.
Sempre acreditei na pureza e beleza do teu amor, do teu sentimento, mas ledo engano, cai num abismo fatal , sem você pra me ajudar, me colocar de pé
Preciso sangrar ainda mais até poder me libertar desse amor que até agora só me fez sofrer...
Sinto muito não ser teu sonho bom, era tudo que queria, mas sinto que sou apenas um ou nenhum pra você e isso dói demais.
Lembro seus olhos me prometendo, e por eles sou capaz de tudo, até mudar o impossível para fazer possível, a beleza desse amor. Preciso que decida por nós, por nosso futuro, por nosso amor
Eu sei que agora talvez não queira me olhar nos olhos, mas eu sei que os seus são apaixonados pelos meus...""
Estréia.
Ele estava lá me esperando
Como um encontro marcado
Cheguei de nada e aos seus pés tremi
O palco agora opaco e frio me convidava a subir
Um pensamento, dois. E os pés, degrau por degrau subiam
Uma angustia de estréia tomou conta e subitamente pensei em desistir
Mas estava só... Quem seria testemunha de meu fracasso ou sucesso?
E continuei firme como quem quisesse conquistar algo mais.
No meio do palco o microfone desligado e a platéia de bancos vazios e silenciosos, parecia dormir.
Então o recitador emulou a primeira palavra e num ato seguinte toda penumbra se fez poema, ditando um dilema...Pra quem?
A euforia tomou conta do espetáculo e silenciosamente os versos foram a todos os cantos e como num encanto.
Nos bancos as almas solitárias e emocionadas se levantaram
e aplaudiram em pé.
Aqui na sua casa
Onde encontro tanta paz
Eu sei que o seu amor
Vai sempre me encontrar
Sou grato e canto a ti
senhor
Eu nasci pra te adorar
Nasci pra te louvar
Nasci pra te querer
Meu coração
Entrego a ti senhor
Receba meu louvor
E a minha adoração
