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VIVER
Viver é encarar o escuro sem saber ao certo o que poderá encontrar. Viver é pura adrenalina, às vezes nitroglicerina, um romance de amor e ódio, mas aos poucos a vida te ensina.
Viver é um risco. Mas prefiro correr o risco de tentar, do que ficar me lamentando sem saber onde poderia chegar.
Temos muito tempo é ao mesmo tempo quase nenhum tempo para se viver. Não vou esperar o tempo me dizer o que eu posso fazer. Eu farei meu próprio tempo, pois já estou no momento é já é tempo de renascer.
Lenilson Xavier (03/04/2016 às 21:45)
Ponto de vista.
Bem curta, a definição seria “a maneira própria de encarar uma situação.”
Como quase tudo hoje em dia, há dezenas de maneiras de definir “ponto de vista” mas para esse meu texto ela precisa ser breve, sem levar em consideração outros pontos de vista.
Ponto de vista é a visão que cada indivíduo tem a respeito de determinado assunto ou situação.
O ponto de vista pode mudar a maneira de ver as coisas como certas ou erradas de acordo com a criação, a cultura, o momento, as regras e a Lei.
Escrevo depois de ler um texto do amigo Valter Batista, cara inteligente, observador, guerreiro,excelente escritor de quem sou fã, onde ele examina uma questão na fila de um supermercado, situação com que me deparei várias vezes e com situações análogas onde a gente se pergunta:-Onde vamos parar?
Uma moça guardava lugar na fila do caixa para pagar as compras quando sua companhia chegou com o carrinho cheio de mercadorias.
Um senhor alguns lugares atrás revoltou-se contra a situação e começou a vociferar. Armado o barraco, um funcionário do mercado teria tirado o senhor da fila e cobrado seus poucos itens num caixa privado.
Valter relata entre outras coisas a postura, ou a falta dela, das demais pessoas envolvidas e observa que todos nós cometemos alguns deslizes mas estamos preocupados só com os dos outros. Finaliza com a exclamação:- Atirem as primeiras pedras...
Aí vão as minhas rsss...
A moça estava contrariando alguma Lei? Havia alguma placa proibindo a prática de guardar lugar? Essa seria uma postura antiética? Ela passou na frente de alguém?
Ainda que todas as respostas fossem respondidas, poderíamos ter vários opiniões de acordo com o ponto de vista de cada um.
Uma coisa é certa, há pouco-caso e comodismo de alguns estabelecimentos em não deixar claro as regras e sob meu ponto de vista o que faltou foi uma placa alertando que a prática de guardar lugar é proibida naquele estabelecimento.
Sob meu ponto de vista a moça não praticou ilegalidade, não feriu a ética nem prejudicou o direito de ninguém.
Não vou dizer que já não fiz isso uma vez ou outra, nunca mais do que meia dúzia, porque dificilmente vou ao mercado.
Contando esse caso para meu amigo Jair ele conta revoltado que na fila preferencial dos bancos alguns espertinhos pagam dezenas de contas fazendo os demais esperar para pagar uma só. Não sei se é ilegal, nunca fiz isso e acho um abuso, mas isso é sob meu ponto de vista.
E venham as pedras!!!
É pouco saudável deixar de encarar as redes sociais como aquilo que de fato elas são: Vitrines.
Tanto para quem as organiza - vitrines que são, como para quem por elas passa.
É porventura uma loja composta apenas por mostruários?
Entre por suas portas e irás descobrir seções outras, preciosas ou não, como a que foi percebida na primeira impressão.
É de causar incômodo, por outro lado, algumas coisas com as quais nos deparamos...:/
O que se deve expor em vitrines são "amostras", supostamente do melhor que há lá dentro; há, contudo, quem prefira colocar tudo amontoado, ali no início, sob o olhar de quem por ali transita, ávido ou não por "comprar".
E se a relação de causa e efeito é tão verdadeira, porque será que alguns "lojistas" reclamam tanto?
(Fabi Braga, 11/01/2015)
Ano novo!
Mas "Novo " por que? Existem tantas maneiras da gente encarar este ciclo que se fará presente em nossas vidas e com ele tantas esperanças.
Mas, por que não ter esperança todos os dias? Por que não renovarmos nossos sonhos cada semana que começa? Por que precisamos que o ano novo chegue pra repensarmos?
Mas, somos todos assim e não deveríamos ser. O mudar de ano apenas uma troca de números, de data, de tempo. Mas, a gente corre pra o ano virar por que o que passou não foi do nosso jeito.
Então...Será que fizemos certo? Será que exercitamos o nosso melhor lado? Será que fomos a luta ou simplismente nos acomodamos esperando que o destino mudasse nossa vida, nossa sorte, nosso sucesso?
Acredito que cada ano que recomeça é o continuar do que passou.Nós precisamos pensar nisso. Mas, existe uma chama de Fé em cada um de nós que parece que é pra remendarmos os retalhos daquilo que ficou por fazer, de um projeto que empurramos pra frente ou que não deu certo neste ano e a gente espera com fervor que aconteça no que está chegando.
É verdade!!! Ano novo é uma espécie de "vida nova" ou então "vamos viver de outro jeito".
Precisamos jogar as sementes boas para o que chega e olhar pra o que passou pra ver se as sementes plantadas eram de boa qualidade.
O futuro é o novo ano, mas não deixará nunca de ser presente.
Então, nos permitamos a sonhar mais, a colorir mais aquilo que está cinza, a observar as coisas mais simples, a sermos mais parceiros, do que solitários. E esta parceria está na nossa forma de olhar quem está em nossa volta. Será que aquela pessoa precisa de um ombro, de uma mão estendida, de um sorriso apenas, de um pedaço de pão?
Esqueçamos o egoísmo de que "Se estamos bem, o resto que se dane". Porque se pensa assim, e não são poucos os que pensam.
Vamos amar muito, amar sem pedir nada, mas apenas sabendo que o fato de voce amar alguém não lhe tira do direito de exigir pelo menos respeito pelo sentimento doado. Doação! Que resgate bonito dos afetos.
Comecemos o ano com palavras positivas, com pensamentos otimistas, com vontade de viver mais 365 dias de forma diferente, mas sem esquecer que o que muda apenas é o calendário. O ano nunca mudará, mas depende de como seguiremos. Da nossa vontade, anseios, desejos.
Não perder o foco, não deixar que a luz se apague antes da gente rabiscar num papel aquilo que precisamos realmente "tirar deste papel".
Sejamos sábios em não esperar que governos salvem o mundo. Não existe isso e jamais existirá. Nós somos grandes pra mudarmos o que queremos, e fortes pra resistir ao que não possa ser mudado.
Não seja escravo da mesmice.Viva intensamente, não tenha vergonha de SER o que voce é, mesmo que te digam ao contrário.Se aceite, se permita, mergulha no que te faz de verdade feliz esquecendo dogmas e dedos apontados.
Construa uma ponte entre voce e as pessoas. Se aproxime mais, se achegue a quem te abre as portas e não exite em dar meia volta quando encontrar alguém com as fechaduras trancadas.Lembre-se: Voce merece o melhor e voce sabe o que é o melhor.
Acredite que aquele cursinho que voce acha não ter mais idade pra fazer, na verdade o preconceito é seu, pois voce é que vai precisar adentrar sala de aula e marcar sua presença. Sem se importar se a sua hora já está muito atrás dos outros.
Comece o ano admitindo erros e prometendo acêrtos. Sorrindo mais e deixando a cara franzida pra uma ocasião em que voce esteja sozinho contigo no espelho.Afinal, ninguém é obrigado a aceitar seu mal humor. Pense no que voce não quer pra voce, então não queira aos outros.
Trabalhe como se o seu patrão fosse a melhor pessoa do mundo e pense que o que voce escuta durante o dia, é sempre recompensado quando chega a noite e lhe tem sorrisos , e no final do mês seu salário.Todo mundo tem um patrão que um dia comeu pimenta.
Ao mais, repito. O ano novo nada mais é que o continuar do ano passado. cheio de novas pretenções.
Não esqueça dos que partiram e deixaram saudades, mas lembre-se que a saudade é o sentimento que prova que alguém foi importante na sua vida.
Seja mais generoso. Conte menos dinheiro e mais estrelas.
Reclame menos do calor, e observe a beleza do sol.
Que este ano, assim como os outros em que depositamos tantas esperanças, nos faça perder a cabeça de tantas alegrias e um alívio dentro de nós, por descobrirmos que evoluimos como seres humanos. Olhe pelos animais jogados à sorte.; Voce tambem é responsável por isso.
Tente pensar um pouco nos que vivem nas ruas, não por que querem, mas porquê suas histórias os levou a isso. Dê sua mão, escute, ofereça o que puder.Todo mundo pode dar o mínimo.
senão não tem o máximo, mas pelo menos prova assim que o seu coração não bate à toa, existe nele muito mais.
A gente precisa compartilhar mais emoção e viver menos o material. Por que o material acaba, a emoção permanece.
Que nossas oferendas à beira mar sejam acompanhadas de uma prece por todos nós e pela humanidade que está tão desgastada e infeliz.
Quando colocamos à frente bons pensamentos e fixamos nosso ollhar não apenas nos fogos, mas na clareza que eles oferecem, nossa vida com certeza será muito mais gratificante.
Por que não existe estouro de champagne que se compare a um coração batendo descompassado, cheio de vontades e abraços e beijos, de desejos e anseios, de borbulhas de sedução, de dividir e somar....de amar.
E quando falo em amar, falo no amar rasgado, exacerbado,exagerado, contagiante, extasiante.
Amar até não poder mais. E existe "não poder"? Amar não tem freio, não tem compostura, exige mais loucura que razão , mais "quereres"....mais "dizeres" que silêncio.
A gente pode ter certeza que o encanta o ano novo que chega é a coragem e a Fé.
E eu te pergunto: Quem pode com a FÉ quando ela está pulsando em nós? (Denise Lessa)
Feliz ano novo meus amigos....Recomeçar e continuar....Vivendo diferente, mas cada um com alguma coisa em comum.
Ano novo!
Mas "Novo " por que? Existem tantas maneiras da gente encarar este ciclo que se fará presente em nossas vidas e com ele tantas esperanças.
Mas, por que não ter esperança todos os dias? Por que não renovarmos nossos sonhos cada semana que começa? Por que precisamos que o ano novo chegue pra repensarmos?
Mas, somos todos assim e não deveríamos ser. O mudar de ano apenas uma troca de números, de data, de tempo. Mas, a gente corre pra o ano virar por que o que passou não foi do nosso jeito.
Então...Será que fizemos certo? Será que exercitamos o nosso melhor lado? Será que fomos a luta ou simplismente nos acomodamos esperando que o destino mudasse nossa vida, nossa sorte, nosso sucesso?
Acredito que cada ano que recomeça é o continuar do que passou.Nós precisamos pensar nisso. Mas, existe uma chama de Fé em cada um de nós que parece que é pra remendarmos os retalhos daquilo que ficou por fazer, de um projeto que empurramos pra frente ou que não deu certo neste ano e a gente espera com fervor que aconteça no que está chegando.
É verdade!!! Ano novo é uma espécie de "vida nova" ou então "vamos viver de outro jeito".
Precisamos jogar as sementes boas para o que chega e olhar pra o que passou pra ver se as sementes plantadas eram de boa qualidade.
O futuro é o novo ano, mas não deixará nunca de ser presente.
Então, nos permitamos a sonhar mais, a colorir mais aquilo que está cinza, a observar as coisas mais simples, a sermos mais parceiros, do que solitários. E esta parceria está na nossa forma de olhar quem está em nossa volta. Será que aquela pessoa precisa de um ombro, de uma mão estendida, de um sorriso apenas, de um pedaço de pão?
Esqueçamos o egoísmo de que "Se estamos bem, o resto que se dane". Porque se pensa assim, e não são poucos os que pensam.
Vamos amar muito, amar sem pedir nada, mas apenas sabendo que o fato de voce amar alguém não lhe tira do direito de exigir pelo menos respeito pelo sentimento doado. Doação! Que resgate bonito dos afetos.
Comecemos o ano com palavras positivas, com pensamentos otimistas, com vontade de viver mais 365 dias de forma diferente, mas sem esquecer que o que muda apenas é o calendário. O ano nunca mudará, mas depende de como seguiremos. Da nossa vontade, anseios, desejos.
Não perder o foco, não deixar que a luz se apague antes da gente rabiscar num papel aquilo que precisamos realmente "tirar deste papel".
Sejamos sábios em não esperar que governos salvem o mundo. Não existe isso e jamais existirá. Nós somos grandes pra mudarmos o que queremos, e fortes pra resistir ao que não possa ser mudado.
Não seja escravo da mesmice.Viva intensamente, não tenha vergonha de SER o que voce é, mesmo que te digam ao contrário.Se aceite, se permita, mergulha no que te faz de verdade feliz esquecendo dogmas e dedos apontados.
Construa uma ponte entre voce e as pessoas. Se aproxime mais, se achegue a quem te abre as portas e não exite em dar meia volta quando encontrar alguém com as fechaduras trancadas.Lembre-se: Voce merece o melhor e voce sabe o que é o melhor.
Acredite que aquele cursinho que voce acha não ter mais idade pra fazer, na verdade o preconceito é seu, pois voce é que vai precisar adentrar sala de aula e marcar sua presença. Sem se importar se a sua hora já está muito atrás dos outros.
Comece o ano admitindo erros e prometendo acêrtos. Sorrindo mais e deixando a cara franzida pra uma ocasião em que voce esteja sozinho contigo no espelho.Afinal, ninguém é obrigado a aceitar seu mal humor. Pense no que voce não quer pra voce, então não queira aos outros.
Trabalhe como se o seu patrão fosse a melhor pessoa do mundo e pense que o que voce escuta durante o dia, é sempre recompensado quando chega a noite e lhe tem sorrisos , e no final do mês seu salário.Todo mundo tem um patrão que um dia comeu pimenta.
Ao mais, repito. O ano novo nada mais é que o continuar do ano passado. cheio de novas pretenções.
Não esqueça dos que partiram e deixaram saudades, mas lembre-se que a saudade é o sentimento que prova que alguém foi importante na sua vida.
Seja mais generoso. Conte menos dinheiro e mais estrelas.
Reclame menos do calor, e observe a beleza do sol.
Que este ano, assim como os outros em que depositamos tantas esperanças, nos faça perder a cabeça de tantas alegrias e um alívio dentro de nós, por descobrirmos que evoluimos como seres humanos. Olhe pelos animais jogados à sorte.; Voce tambem é responsável por isso.
Tente pensar um pouco nos que vivem nas ruas, não por que querem, mas porquê suas histórias os levou a isso. Dê sua mão, escute, ofereça o que puder.Todo mundo pode dar o mínimo.
senão não tem o máximo, mas pelo menos prova assim que o seu coração não bate à toa, existe nele muito mais.
A gente precisa compartilhar mais emoção e viver menos o material. Por que o material acaba, a emoção permanece.
Que nossas oferendas à beira mar sejam acompanhadas de uma prece por todos nós e pela humanidade que está tão desgastada e infeliz.
Quando colocamos à frente bons pensamentos e fixamos nosso ollhar não apenas nos fogos, mas na clareza que eles oferecem, nossa vida com certeza será muito mais gratificante.
Por que não existe estouro de champagne que se compare a um coração batendo descompassado, cheio de vontades e abraços e beijos, de desejos e anseios, de borbulhas de sedução, de dividir e somar....de amar.
E quando falo em amar, falo no amar rasgado, exacerbado,exagerado, contagiante, extasiante.
Amar até não poder mais. E existe "não poder"? Amar não tem freio, não tem compostura, exige mais loucura que razão , mais "quereres"....mais "dizeres" que silêncio.
A gente pode ter certeza que o encanta o ano novo que chega é a coragem e a Fé.
E eu te pergunto: Quem pode com a FÉ quando ela está pulsando em nós?
Feliz ano novo meus amigos....Recomeçar e continuar....Vivendo diferente, mas cada um com alguma coisa em comum.
A fonte da minha energia
é encarar os problemas,
às vezes com lágrimas e dor,
mas, principalmente,
com o sorriso no rosto.
Se você está disposto a desbravar novos caminhos, vai ter que aprender a encarar e ultrapassar alguns desafios ... não tem outro jeito! Abrir mão de algumas coisas, somar-se a outras, e entender que só chegaremos onde quisermos se deixarmos pelo caminho o que não nos cabe mais ...
Bati de cara com teus olhos
recuei,
medo de te encarar de novo
me fiz de desentendida
de quem não viu nada
Mas tava lá
tu, celular na mão
trajando camisa preta,
perdido em teu silêncio
tão lucido,
calado.
Olhei de relance
rápido,
sair disfarçando batidas...
coração a mil
voando em pensamentos
vontades
Parecia um Deus grego
só, vivendo em seu mundo
diferente...tão real !
O chamado
Quando a Morte me encarar
Face a face
E sorrindo
Invocar meu nome
E o Destino me disser:
- Eis seu último minuto!
Abrirei meus olhos
Levantarei meu corpo
E, encarando a Morte
E o Destino,
Direi:
Meu último minuto
Pertence ao Senhor;
Quem vem me buscar
Não é a Morte...
Mas a Vida!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
PENEDO OU ESPUMA?
Penedo ou espuma?
Vaporosa formação granítica
Rocha para correntes espumantes
Espuma ao contato das tempestades.
Quem és na essência
Se flutuas como tênues flocos
Se envergas trajes de matéria densa?
Na noite de teus mistérios
Ao esvoaçar de asas
Ensombrece o penhasco
Em enigmático mutismo.
Nos escaninhos de teu ser
Procuro espuma
Encontro penedo
Esculpo rochas
Desfaço espumas.
Que porta se abrirá
Ao chamado da dúvida?
Penedo e espuma
Dois estados do mesmo elemento
Encontro a ambos
No mesmo cenário:
Penedo é coragem
Espuma é indecisão.
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
C R I A Ç Ã O
Meus versos, minha poesia
Não me pertencem:
Faço-me instrumento
De vidas alheias
De alheios sentimentos.
Sento-me no Banco da Vida
E transcrevo o grande poema
Dos homens
E dos deuses!
Minhas linhas são minha efígie
No anverso e reverso
Da moeda do tempo;
Crio vidas já nascidas
Sou senhor de alforriados
Pastor sem rebanho.
Meus versos, minha poesia
Não me pertencem:
Sendo a vida luz
Sou iluminado
E ilumino
Por minha vez!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
EM BUSCA DE UM CARNAVAL
Minhas ruas da infância
Estão vazias de sonhos e de confetes.
Os espirradores coloridos se esvaziaram no tempo,
Molhando requebrantes serpentinas.
Os pierrôs se fizeram mais tristes:
Suas colombinas perderam as fantasias
E em mulheres se transformaram;
Meu bloco virou a esquina
E o Bloco da Alegria
Em Bloco da Agonia se tornou;
Os mascarados tiraram as máscaras
E seus rostos outras máscaras se tornaram.
Meu carnaval menino
Em que espelho da vida
Escondeu seus foliões!?
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
CONVITE AOS SONHOS
O sono, traído pela inspiração,
Parte, contrariado,
A cerrar outras pálpebras
Insugestionáveis.
O poeta, atraído pela inspiração
Ressurge, reavivado,
A perder segmentos de sua alma,
Manchando alvos papéis
Com a cor perene
De seus voos de Ícaro!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
INTRINSECAMENTE
Esta é uma noite minha,
Intrinsecamente minha!
A estrela mais brilhante
Reflete em meus olhos;
O vento brando que beijou
As flores noturnas
Minhas narinas entorpecem;
A melodia do universo sussurra
Em meus ouvidos atentos;
Os sonhos contam segredos
Decifrados por mim.
Esta é uma noite minha,
Intrinsecamente minha!
Todo o universo
A mim se ofertou
E igualmente
A mim arrebatou!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
APELO
Quero humanas criaturas a me amar
Além do baço reflexo de minh’alma
De minha fisionomia, que ri e que chora,
Em sentimentos puros ou contrações involuntárias.
Quero humanas criaturas a receber
Meu coração púrpuro
Fresco de sangue,
Que é morte... mas também vida.
Quero humanas criaturas a soprarem
O hálito de sentimentos
Em meu coração pequenino
Querendo crescer, ao sabor da vida.
Quero humanas contradições
Alimentando meu coração
Quase sumindo...
Meu coração quase crescendo
Vertido de uma alma entorpecida
Buscando a humana vida:
Pequenino brilhante imerso
Nos desejos humanos!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
ESPELHO
Quando o tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E o espelho refletir minha imagem
Tão estranha aos ares da mocidade
Que verão meus olhos cansados?
Uma vítrea personagem sem alma
Dublando um resto de vida?
Uma alma esculpida em bronze
Afrontando, sobranceira,
O inevitável Mistério?
As linhas tão profundas
Sulcando minha matéria frágil
Aumentarão a luz
De minha candeia íntima
Transformando minh’alma
Prenhe de liberdade
Num candeeiro sem fim?
Ó Tempo, eterno coletor de débitos!
Que me cobrará teu aguçado desígnio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E minha imagem diluída no espelho
Perder o alento de quem se mira
Indagarei aos anos idos:
Que espectro me reveste o presente:
Anjo ou demônio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E no espelho não houver imagem
Que me cobrará a Vida?
Com que peso ou leveza
A Pena da Eternidade
Lavrará minha sentença?
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
V a t i c í n i o
Enquanto o belo
For estandarte;
O ideal
Profissão,
O canto do poeta
Será semente
Fecundando
A escuridão!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
Vértice divino
Durante milênios
Sentei-me na relva do mundo
E perscrutei as estrelas
Em busca de outros seres.
Durante milênios
Ao lado de pequenina semente
Reguei minha imaginação
Buscando formas
Procurando respostas.
Durante milênios
As estrelas cintilaram
E a roda do universo girou
Mas meus olhos cegos
Somente viram sombras
Da realidade tão perto.
Durante milênios
Voei o voo raso
Dos desencontros
Sentei-me no topo do mundo
E somente vi desolação.
Durante milênios
O mundo sulcou minh’alma
E descerrou minhas ilusões
E a semente da vida
Agora em botão
Mostrou-me os seres
Que há muito
Davam-me as mãos.
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
VOO TRANSCENDENTAL
Sou pássaro encerrado
Nas grades das ilusões
Cantando canções de liberdade.
Minhas asas querem o voo
Das grandes alturas
Alcançar a Fonte
Das águas cristalinas.
Além, onde os pássaros voam livres,
Quero mergulhar no Oceano da Luz
Planar nas correntes da paz
E mitigar a sede
Nas águas do conhecimento.
Finalmente consegui dormir. Algumas horas da prazerosa fuga da realidade antes de encarar minhas duvidas de novo: Quem sou Eu e de onde venho?
Na vida você terá muitos desafios para encarar;
Que se quiser chegar no fim é melhor rezar e lutar;
Mas eu só digo:a cada um que passa,pior ficará;
Cada desafio é uma nova aventura;
Que precisa de tempo para se aproveitar;
No meio de cada um também haverá emoções;
Ditas e feitas como se fosse de muitas ações;
Sabendo que precisa de preparo paras as reações;
E nada melhor que um preparo com algumas orações;
Se acreditas que um dia conseguirás;
Em alguma hora você chegarás;
Onde sempre quis um dia estar,agora você estarás;
Se soube aproveitar cada momento,é porque uma hora ensinarás;
Que cada emoção que sentiu durante a vida valeu cada segundo;
Que cada ação que conheceu a cada minuto teve a sua reação;
E que para conversar com Deus basta ter vontade de fazer uma oração;
Jotta.Peersch
Hoje tem manga, pés descalços para encarar a subida, alegria do doce na boca, o melado no rosto e a brusca sensação de ser moleque; hoje tem manga, ontem teve manga e amanhã é mistério.
Encarar a vida com naturalidade?
A vida dos tempos é a vida das fases.
A vida das vidas é a vida da nossa vida.
É a vida que nos aproxima.
O que quero da minha vida?
O que tu queres da tua vida?
O que queremos da vida que nunca nos separou?
Tristeza é coisa pra se encarar. Não adianta tentar fugir, sem olhá-la, sem reconhecê-la, sem chamá-la pelo nome, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Não adianta enxotá-la porta afora, sem ouvir o que quer nos contar. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, sem dar um pio, deixando que continuemos a mentir um bocado para nós mesmos. E quando a gente está todo prosa achando que ela já foi, ela surge diante de nós e nos pergunta se já podemos lhe dar um pouco de atenção.
Tristeza é coisa pra se assumir. Não adianta colocar-lhe à força um nariz de palhaço para disfarçá-la. Enchê-la de purpurina, confete e serpentina, e exigir que sambe no pé o último samba-enredo da escola do coração. Não adianta tentar embriagá-la, porque, depois da ressaca, ela costuma acordar ainda mais chata. Chatíssima, aliás. Não adianta tentar seduzi-la com rodízios de pizza, feijoadas e churrascos. Ela vai comer tudo, empanturrar-se, e depois do café e da soneca vai bater em nosso ombro, a pança cheia, e nos dizer que ela não é boba nem nada.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá, olhando pra gente com aquele olho comprido de quem quer colo. Com aquele ar de passarinho com dor de garganta. Com aquela cara de dia cinza em que não bate sol no nosso quintal. Podemos não gostar do clima que ela tem. Das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Do itinerário dos seus dedos, que apontam dores que ainda não foram curadas. Não dá para ignorarmos que também faz parte da vida. Que, querendo ou não, em algumas circunstâncias vamos mesmo encontrá-la.
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com os recursos mais absurdos. Alguns, até patéticos. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa. Sobretudo, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, das armadilhas, das limitações, tem lá o seu lado positivo, desde que a gente não exagere nessa prática como uma forma a mais de escapar do sentimento.
Tentamos abafar a voz da nossa tristeza em diversas circunstâncias. Da tristeza e também do medo, da carência, da raiva, da sensação de que estamos separados das coisas. Tentamos fingir que não estamos percebendo. Que não é com a gente. Dispomos de uma série de fórmulas testadas e aprovadas para fazer isso com eficiência. Algumas ainda dão certo; outras, não mais. O problema é que quando ignoramos a tristeza ou algum desses outros sentimentos embaraçosos, conseguimos apenas potencializá-los em nós.
A única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvi-la e acolhê-la. Para saber porque está doendo. Para lhe oferecermos olhar e cuidado. É assim que ela começa a esvaziar e a se transformar na ação às vezes necessária. A coragem de assumir que estamos tristes, quando a tristeza chega, não implica permitir que ela nos escravize, a não ser que essa seja a nossa escolha. Ela é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
SIMONE SANTIAGO BERNARDO
NUVEM QUE PASSA...CÉU QUE FICA
Tristeza é coisa pra se encarar. Não adianta tentar fugir, sem olhá-la, sem reconhecê-la, sem chamá-la pelo nome, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Não adianta enxotá-la porta afora, sem ouvir o que quer nos contar. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, sem dar um pio, deixando que continuemos a mentir um bocado para nós mesmos. E quando a gente está todo prosa achando que ela já foi, ela surge diante de nós e nos pergunta se já podemos lhe dar um pouco de atenção.
Tristeza é coisa pra se assumir. Não adianta colocar-lhe à força um nariz de palhaço para disfarçá-la. Enchê-la de purpurina, confete e serpentina, e exigir que sambe no pé o último samba-enredo da escola do coração. Não adianta tentar embriagá-la, porque, depois da ressaca, ela costuma acordar ainda mais chata. Chatíssima, aliás. Não adianta tentar seduzi-la com rodízios de pizza, feijoadas e churrascos. Ela vai comer tudo, empanturrar-se, e depois do café e da soneca vai bater em nosso ombro, a pança cheia, e nos dizer que ela não é boba nem nada.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá, olhando pra gente com aquele olho comprido de quem quer colo. Com aquele ar de passarinho com dor de garganta. Com aquela cara de dia cinza em que não bate sol no nosso quintal. Podemos não gostar do clima que ela tem. Das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Do itinerário dos seus dedos, que apontam dores que ainda não foram curadas. Não dá para ignorarmos que também faz parte da vida. Que, querendo ou não, em algumas circunstâncias vamos mesmo encontrá-la.
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com os recursos mais absurdos. Alguns, até patéticos. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa. Sobretudo, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, das armadilhas, das limitações, tem lá o seu lado positivo, desde que a gente não exagere nessa prática como uma forma a mais de escapar do sentimento.
Tentamos abafar a voz da nossa tristeza em diversas circunstâncias. Da tristeza e também do medo, da carência, da raiva, da sensação de que estamos separados das coisas. Tentamos fingir que não estamos percebendo. Que não é com a gente. Dispomos de uma série de fórmulas testadas e aprovadas para fazer isso com eficiência. Algumas ainda dão certo; outras, não mais. O problema é que quando ignoramos a tristeza ou algum desses outros sentimentos embaraçosos, conseguimos apenas potencializá-los em nós.
A única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvi-la e acolhê-la. Para saber porque está doendo. Para lhe oferecermos olhar e cuidado. É assim que ela começa a esvaziar e a se transformar na ação às vezes necessária. A coragem de assumir que estamos tristes, quando a tristeza chega, não implica permitir que ela nos escravize, a não ser que essa seja a nossa escolha. Ela é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
