Encantamento
aos verdadeiro poetas.
existe uma porta estreita
por onde entra o encantamento
porta que por um descuido ficou aberta
em hora improvável, não foi proposital
que o dono da casa permitiu tal vacilação
a alma estava satisfeita, não reclamava por atenção nem por sossego.
o encanto é um espírito magnético
que não pode fugir das algemas da beleza
um espírito que habita nos amantes da arte
e da poesia do mundo, são presas fáceis
que trocam suas vidas por um instante
de encantamento e paixão.
"Encantamento,
não é assédio moral
nem desejo de conquista,
contudo, a maior expressão
de encanto é o espanto,
é a admiração
pelo dom, pela alma do artista."
Oh amor, que mistério tão profundo!
Existe em ti um poder de encantamento,
minha existência se transforma em alento,
feito canção, te exalo em cada segundo.
Ao pensar em ti, a luz do dia é mais brilhante,
e ao anoitecer, tua imagem me acalenta,
pois tua presença em mim se faz constante,
e minha alma de felicidade se alimenta.
Com tua beleza, incendeias minha alma,
teu olhar forte, que me invade sem pudor,
e me consome qual labareda amável.
Tudo em ti é poesia, divina e glória,
e com teus beijos, me envolves sem rancor,
e me levas ao céu como uma alada história
O Encantamento
A princípio, ele acreditou tê-la visto entre as colunas do templo. Não um templo de mármore — mas o da própria mente. Ali, onde as musas habitam como sombras antigas, ela surgiu. Seus olhos, tão serenos, pareciam conter os astros. Seu gesto mínimo, de afastar os cabelos do rosto, era um ritual solar. Ele pensou: É Ariadne. A filha dos deuses. A que guarda o fio do caos.
Ele era artista. Não dos que vendem quadros em feiras nem dos que frequentam coquetéis. Era daqueles que se perdem no traço de uma linha, ou em uma frase que nunca termina. Vivia no exílio da lucidez, no limiar entre o sagrado e o delírio.
E ela apareceu assim. Simples. Com um vestido qualquer. Mas para ele era sacerdotisa. Musa. Mistério. Sua mente parecia dançar sobre os abismos como uma acrobata dos ventos — e ele se encantou por aquela inteligência sem nome, por aquele silêncio que parecia conter todas as palavras do mundo ainda não ditas.
— Você não é daqui — ele disse, certo de que falava com uma mulher vinda de outra esfera.
Mas os dias passaram. E o que era véu foi tecido. O que era bruma, forma. A musa, aos poucos, se revelava humana. Com certezas comuns, opiniões previsíveis. Não havia abismo: apenas convicções. Ela acreditava em causas, em partidos, em fronteiras morais. Entre o sim e o não, ela nunca hesitava. Entre o bem e o mal, escolhia com pressa.
Ele, que vivia das nuances, das contradições, do absurdo, sentiu uma dor sem nome.
— Ela é binária — pensou.
E doía. Não porque ela fosse assim — mas porque ele havia amado nela o que ela nunca fora.
E então compreendeu: sua arte sempre fora isso — um esforço patético de ver divindade em quem só carregava o peso da humanidade.
O Encantamento
A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.
Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.
E ainda assim, ele a desejava.
Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.
Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.
Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.
Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.
— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.
Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.
Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.
No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.
O Amor
O amor, sublime e profundo sentimento,
Que nos envolve em seu doce encantamento.
É a chama que aquece nossos corações,
E nos guia por caminhos de emoções.
No amor, encontramos a mais pura conexão,
Um laço que une alma e coração.
É um oceano de ternura e compreensão,
Que nos enche de alegria e gratidão.
O amor é um bálsamo para as feridas da vida,
Uma luz que ilumina nossa jornada tão sofrida.
Ele nos ensina a amar e a perdoar,
A enxergar o melhor em cada olhar.
No amor, descobrimos a força do cuidar,
A importância de estar presente e amparar.
É um abraço acolhedor que nos envolve,
E nos faz sentir amados e resolvidos.
Que o amor seja o guia em nossos caminhos,
Que nos inspire a sermos melhores, mais carinhosos e mansinhos.
Que ele floresça em nossas vidas, sem cessar,
E nos faça felizes, em cada novo amanhecer.
ARTE NAÏF, ENCANTAMENTO, CORES , INGENUIDADE, CONCEITOS E DIVAGAÇÕES
Os artistas Naïfs, com sua criatividade e imaginação, foram criados por Deus para ignorarem a escuridão da existência humana. Eles criam através da magia extraordinária dos seus pincéis e tintas coisas belas e felizes, nos dando uma excelente visão do mundo sem abrir mão do equilíbrio e verossimilhança, em uma verdade ainda mais profunda de calma, paz, cura e redenção.
E como é agradável portar-se diante das obras coloridas desses artistas que dominam suas expressões a ponto de permitir-se uma estética cuja conseqüência é relaxar o observador e deixa-lo à vontade para perceber a obra em sua especificidade, tomando consciência das relações que com ela desenvolve.
O artista naïf materializa na sua arte os seus reais pensamentos e sentimentos, eternizando no espaço e no tempo os significados para o mundo das suas palavras e das suas emoções.
A arte, em todas as formas de expressão, me fascina, me encanta, transcende a minha surdez, traz um colorido especial a minha vida, traz luz ao meu mundo silencioso e faz pulsar intensamente o meu coração vibrando em um compasso harmônico e em uma sintonia inenarrável.
A arte é a expressão mais doce e suave, mais sublime do momento de cada artista, que se perpetuará no tempo, que se eternizará, levando a todos o sentimento e a energia de cada um por meio das suas criações.
A arte para mim é a minha vida, onde se exulta a felicidade e o amor que se expressam por meio de suas cores vibrantes e que se entrelaçam em perfeita simetria.
Deixarei meu legado para gerações futuras, marcas de minha existência terrena e a demonstração de que, como protagonistas nesse grande espetáculo que é a vida, todos devem deixar fluir a criança que reside dentro de cada ser".
Militão dos Santos
Vida
O encantamento com o passar do tempo sofre mutações. A sensualidade perde campo. A prolusão se sucumbe diante da fúria do arremate fugaz.
170822
O ENCANTAMENTO E A ESCRITA
A escrita me encanta mais do que a fala. Ela perpetua as pessoas através dos pensamentos, ideias e convicções.
Enquanto as palavras quando expelidas oralmente, também podem ser inesquecíveis através de duas vias:
O romantismo e o realismo; O segundo muito mais intenso que o primeiro!
230922
"Não sei viver sem encantamento.
Não sei viver sem emoção.
Sou movida por sentimentos...!"
☆Haredita Angel-05.09.13
"Você se tornou tão dona de si
e nem percebeu que o seu
encantamento acabou!'
☆Haredita Angel
07.01.20
"Vítima de macumbaria? A igreija está sobre encantamento? Pode escrever, Deus é Especialista em desfazer obras do diabo."
—By Coelhinha
Era apenas um encantamento a ponto de confundi-lo com um sentimento puro, mas comprovei que não era na primeira decepção. Eram apenas emoções irracionais e desnecessárias que logo desapareceram.
SHER.....
Quem te vê leva o encantamento,
da tua formosura....
Quem te toca, sente tua ternura...
Todo homem de uma forma ou de outra,
te deseja...
Delira, sonha que te beija...
Nem preciso no teu nome tocar...
Todos sabem que tu és charmosa...
E este humilde poeta, com certeza
pode falar...
És a Rainha do Jardim,
a mais linda Flor...a ROSA...
Sérgio o Cancioneiro...
Encantamento
sensual do coração,
É o amor fazendo
a revolução,
Um bocado de doçura
Que só faz bem ao corpo,
alma e coração.
Aprecio o teu
jeito másculo,
Ousado e deliciosamente
abusado,
Aprecio a tua confiança
de quem sabe,
Que este coração
foi por ti tocado.
Uma só porção,
uníssona canção,
Não tememos
a escuridão;
Todos os dias vamos
nos dando as mãos
Para vivermos intensamente
a nossa emoção.
Todo dia é um bom motivo
Para pedir por teu abrigo,
Está mais do que claro:
Que não te quero só como bom amigo,
Quero você inteiro aqui comigo...
Encantamento, entusiasmo e simpatia andam de mãos dadas, quando perco um dos três os outros dois saem correndo. Sou assumidamente fresca
e hipersensível.
O encantamento de amor surge com o seu toque de simplicidade,
Bate na porta trazendo ternura e o vigor da mocidade...
