Efêmera
Nosso ciclo se desenrola entre sombras e suspiros. O nascimento, um lampejo de alegria efêmera, contrasta com a partida — um adeus silencioso que dilacera a alma, um momento sombrio que nos prende ao medo e ao sofrimento.
Vivemos à mercê dessa hora cruel, atormentados pela dúvida que corrói o peito: como será o último suspiro? O mistério da saída nos envolve em névoas densas, onde perguntas ecoam no vazio e respostas se escondem na escuridão.
O medo, companheiro inevitável, nos sussurra verdades dolorosas. A vida, tão bela e luminosa, é também um prelúdio para a ausência. Sabemos que a morte virá, silenciosa, para levar tudo embora — sonhos, risos, amores.
Resta apenas o consolo amargo de que, após ela, cessarão as dores, os lamentos e o vazio; um silêncio eterno onde nada mais existirá.
Oh, efêmera existência humana!
Tão breve é a vida tão plena de dor
Ela é frágil como uma rosa que murcha
Que fenece antes do seu esplendor
Nós somos como a areia da praia
Que vai e vem com as ondas do mar
Pois a nossa existência é passageira
E o tempo é o nosso algoz a ceifar
Mas, ainda assim, seguimos adiante
Construímos nossos sonhos com afinco
Regamos com suor cada planta, cada cante
E vamos em frente, sem desanimar
Porque sabemos que somos uma centelha
Na Vida maior, que nunca vai cessar.
A vida humana é mais breve que um sonho
Um sopro, uma brisa tão efêmera
É breve, como um caminhar medonho
Mundo cheio de escuridão e estranho
Do nada, crescemos no tempo veloz
Aprendemos a amar, grandeza e fama
A glória é curta, uma brisa estanque do oz
Alma voa, deixando para trás a montanha
Somos como móveis na roda do tempo
Enganando-nos com riqueza, poder e brilho
A verdadeira riqueza está no amor, lamento
Tolo é não vê que a vida é um trem curto
Efêmera existência humana, um mito
Ah, quem dera podesse ter mais tempo
Ela me convida a perder-me na fragrância efêmera, celebrando a beleza fugaz que a natureza gentilmente nos oferece.
A vida é efêmera e não deve ser desperdiçada à espera. É fundamental agir e concretizar seus objetivos. O verdadeiro segredo da vida reside não em possuir tudo o que desejamos, mas em valorizar e amar tudo o que já temos. Não permita que outras pessoas o desmotivem ou o façam desistir das suas aspirações mais profundas.
O tempo é um mestre implacável que nos ensina,
Que a vida é passageira e efêmera como um sopro de vento,
E que devemos valorizar cada segundo, cada sorriso, cada abraço,
Pois são essas pequenas coisas que fazem a vida valer a pena.
A vida é tão efêmera para todos, mas a riqueza e o egoísmo cegam alguns que acham que o agora é para sempre.
Ôh, vida tão efêmera quanto expressiva, feita de suspiros, palavras, silêncio,
encontros e despedidas,
desapegos, afetos, desagrados,
atos impulsivos, calculados,
falsos e verdadeiros,
então, mesmo que não acompanhe
o ritmo do tempo, não pára um minuto sequer, está em constante movimento,
por isso que o viver deve ser intenso e contínuo, do contrário, será desperdiçado e a vida perderá seu sentido.
A Vida é efêmera e por ser assim,
deve ser vivida de forma consciente
e intensa,
ir além do existir, caso contrário,
dificilmente valerá à pena.
Ao meu ver, algo sensato pra refletir.
Disciplina do Breve
Agilson Cerqueira
Na vida efêmera, o mundo imenso fica,
Portanto, deixarei o norte em cada frase dita.
Limpe os sapatos, firme o passo ao chão,
Lace o cadarço com a própria mão.
Entenda a moda como um surto passageiro,
E no suor do rosto, encontre o seu dinheiro.
Domine a mente, o medo a ansiedade,
Compre apenas o que for necessidade.
Aprenda o fogo, o tempero e a cozinha,
Cuide do espaço, pois a paz é sua e é minha.
Se algo quebrar, não jogue fora, tente o conserto,
Cuide dos seus resíduos, não deixe o mundo pelo avesso.
Dê de comer aos animais, estude o pensamento,
Plante o saber, espalhe o conhecimento.
No altar da paciência, aprenda a esperar,
E seja seletivo no que deixa à porta entrar.
Mantenha o controle do que está ao seu redor,
Mas guarde o silêncio, pois assim é o certo e melhor.
Se a vida mudar e o padrão se transformar,
Seja fibra que se dobra, mas não vai quebrar.
Ter é desejo, mas ser é fundamento,
Controle a urgência de cada momento.
O mundo continua sua marcha sempre presente,
Mas o que eu deixarei, viverá
dentro de ti firme e consciente
A vida pode ser comparada a uma fumaça que perfuma a felicidade efêmera, desprovida de substância eterna, e que é repentinamente dissipada pelo vento do esquecimento, conduzida pelo sopro do julgamento divino.
Uma crença inabalável em nome de uma fé perpétua é capaz de transformar uma simples vida efêmera em uma existência imortal
Quando a vida insistir em afirmar que o sofrimento é para sempre, não recue, pois a vida é efêmera e o tempo voa.
EU SOU A POESIA...
Debruçada no papel
De noite, lua e estrelas
De dia, teu favo de mel
A mergulhar em cheiro
No pomar de flores no céu.
Eu sou a poesia...
Sinônimo que tira o teu sono
na efêmera madrugada
te levando ao êxtase
do mais intenso prazer.
Eu sou a poesia...
Que ludibria os teus sentidos
E em algumas doses de vinho
Embriago a tua alma
E viro musa no paraíso.
Eu sou a poesia...
Que ao se despir pra ti
Transforma o teu olhar
E fala com o teu corpo
No insensato pensar.
Eu sou a poesia...
Que te faz dormir
No acalanto dos seios
Cobrindo o perene amor
Dos dias forasteiros.
Eu sou a poesia...
Que arranha os teus versos
Beijando-te em palavras
Vorazes, completas
Em poema, derramadas.
Eu sou a poesia...
Que ao acordar te faz poeta
De rimas, versos e estradas
Dantes vida jamais trilhada
Nas vias da tua jornada.
(Celeste Farias, BH, 20/11/2013)
