Efêmera
A felicidade não existe, o que temos nesta efêmera vida terrena são momentos felizes. Como ter felicidade em meio a tanta maldade?
Efêmera vida que me seduz
Fraquejante sigo contemplando a cruz.
Que seria de minha vida, sem o Senhor Jesus?
A permanência da existência por vida e por voz nesta dimensão é efêmera. Logo é imperativo que antigas palavras e questões existenciais, amorosas, familiares e amistosas estejam sempre bem resolvidas. Uma das maiores frustrações, é ter que posteriormente falar no vazio e viver na cruel incerteza da duvida do perdão.
Tenho um medo terrível da sanidade, triste, previsível e efêmera. A loucura imaginativa das cores e formas me alimentam todos os dias, diante dos desconfortos da vida, como ela é. Sinceramente creio na maior liberdade do hospício muito mais que entre o zig zag dos autômatos fantasiados de gente nos escritórios contábeis, enforcados e engravatados.
Efêmera
Sou quem planta a planta dos pés
no fundo do rio das ariranhas
na poeira cósmica
no vértice do kilim
Nada me enaltece
nada me tortura
para cada sensação
revolvo as quimeras da infância
É volátil o voo da emoção
é como seguir os rastros que deixei
nas infinitas dunas em que caminhei
Todo elemento com o seu movimento
cada momento, enriquecimento
os meus fascínios, passatempos.
"A vida é efêmera, não há tempo a perder. O importante é aprendermos a amar sem esperar nada em troca. O amor é livre, mas essa liberdade tem um preço, cumplicidade é indispensável. O que fazemos para algumas pessoas ingratas embora pareça ser inútil, tem um impacto muito grande na existência de um ser. Amar alguém que não é digno do nosso amor não nos torna pessoas frágeis, mas mostra para o mundo que cada um oferece o que tem."
A vida é tão efêmera para todos, mas a riqueza e o egoísmo cegam alguns que acham que o agora é para sempre.
Quando a vida insistir em afirmar que o sofrimento é para sempre, não recue, pois a vida é efêmera e o tempo voa.
Uma crença inabalável em nome de uma fé perpétua é capaz de transformar uma simples vida efêmera em uma existência imortal
Nosso ciclo se desenrola entre sombras e suspiros. O nascimento, um lampejo de alegria efêmera, contrasta com a partida — um adeus silencioso que dilacera a alma, um momento sombrio que nos prende ao medo e ao sofrimento.
Vivemos à mercê dessa hora cruel, atormentados pela dúvida que corrói o peito: como será o último suspiro? O mistério da saída nos envolve em névoas densas, onde perguntas ecoam no vazio e respostas se escondem na escuridão.
O medo, companheiro inevitável, nos sussurra verdades dolorosas. A vida, tão bela e luminosa, é também um prelúdio para a ausência. Sabemos que a morte virá, silenciosa, para levar tudo embora — sonhos, risos, amores.
Resta apenas o consolo amargo de que, após ela, cessarão as dores, os lamentos e o vazio; um silêncio eterno onde nada mais existirá.
A vida é efêmera e não deve ser desperdiçada à espera. É fundamental agir e concretizar seus objetivos. O verdadeiro segredo da vida reside não em possuir tudo o que desejamos, mas em valorizar e amar tudo o que já temos. Não permita que outras pessoas o desmotivem ou o façam desistir das suas aspirações mais profundas.
A vida pode ser comparada a uma fumaça que perfuma a felicidade efêmera, desprovida de substância eterna, e que é repentinamente dissipada pelo vento do esquecimento, conduzida pelo sopro do julgamento divino.
EU SOU A POESIA...
Debruçada no papel
De noite, lua e estrelas
De dia, teu favo de mel
A mergulhar em cheiro
No pomar de flores no céu.
Eu sou a poesia...
Sinônimo que tira o teu sono
na efêmera madrugada
te levando ao êxtase
do mais intenso prazer.
Eu sou a poesia...
Que ludibria os teus sentidos
E em algumas doses de vinho
Embriago a tua alma
E viro musa no paraíso.
Eu sou a poesia...
Que ao se despir pra ti
Transforma o teu olhar
E fala com o teu corpo
No insensato pensar.
Eu sou a poesia...
Que te faz dormir
No acalanto dos seios
Cobrindo o perene amor
Dos dias forasteiros.
Eu sou a poesia...
Que arranha os teus versos
Beijando-te em palavras
Vorazes, completas
Em poema, derramadas.
Eu sou a poesia...
Que ao acordar te faz poeta
De rimas, versos e estradas
Dantes vida jamais trilhada
Nas vias da tua jornada.
(Celeste Farias, BH, 20/11/2013)
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