E Ponto final
Num remanescente final de século as portas do passado começam a se fechar e as do futuro nos entregam suas chaves. Um velho ideal sobe as escadas rumo à utopia e vê um gigante imóvel lá no horizonte olhando firme para a entrada, sua sombra esconde um vasto passado violento e remonta-se sobre pilares instáveis, nada mais é confiável e aqueles heróis que nossos pais orgulhosamente nos mostraram deixam suas máscaras caírem, nada mais é belo. Emaranhado pelos caminhos da origem um pássaro pondera os lados da humanidade, nada mais é justo. Longe de toda vontade, em cima da sexta prateleira, tão sujo pela poeira que já não se vê mais o nome encontra-se o grande livro da verdade, suas paginas velhas e rasgadas mostram o que ninguém vê: a veracidade sobre a virtude humana. Nada mais é verdadeiro, tudo é permitido. Livre-se de todos os antigos tabus sociais.
Hoje eu to bem
Hoje eu to normal
Já toco minha vida
sem pensar no final
Aquela dor já passou
Mas eu sei que ta guardado
O que sinto não acabou
Ainda te quero do meu lado
Já não penso mais em você
Demorei muito pra te esquecer
Mas eu sei que tudo vai voltar
Na próxima vez que te olhar
Ele não se assume
Mas eu sei o que faz
Eu sei por que faço igual
No final também prefiro esconder as mãos
Quem dera a vida tivesse, pelo menos, uma resposta inicial ou final. Mas não existe nada! Somos o meio, o contínuo e infinito meio.
E no final... ele ainda te amará? E se ele não te amar mais? Você ainda irá acreditar que ele sempre vai te mandar flores? Que ele ainda vai te ligar? Você vai sofrer? Só se divirta... Se alguém falar que te ama pela primeira vez, ainda não acredite; Ele pode estar só levando a brincadeira, e você levando a sério, e no final... ele nunca te amou.
Não parece assustada. Talvez exista final feliz até para aqueles que não acreditam nele. Eu quero que saiba de uma coisa: eu nunca amei ninquém desse jeito. Eu nunca
olhei para uma mulher e pensei: se a civilização fracassar, se o mundo
acabar, eu ainda vou entender o desejo de Deus, se eu estiver com ela.
Aquele final feliz
Ao invés de pensar em milhares de coisas diferentes, coisas que não tem sentido entre elas próprias, é melhor começar a agir. Não , agir sem pensar é claro , mas agir pensando sem ficar matutando na cabeça isso e aquilo.Nunca há sentido naquilo que pensamos, talvez seja a hora de parar e enxergar o mundo como realmente é.Mas como é para mim é para você também ?
Acho que isso que leva tudo ser tão perfeito, eu não ser como você, ver as coisas diferentes nem ter tudo certinho e nem todos os momentos ser do jeito que esperamos. Eu gosto, eu amo o inesperado. Surpresas como eu gosto delas .
Uma mensagem, uma ligação, um e-mail, um scrap tudo inesperado. Você brigar e ouvir um eu te amo, você estar triste e sem saber ouvir um estou aqui para cuidar de você.São esses detalhes, são essas coisas inesperadas que eu guardo na minha memória
Por que esses detalhes?
São esses detalhes que tornam todos os outros momentos importantes, torna tudo o que aconteceu significante na minha vida.Ter a certeza são mais importantes porque quando houver aquele momento você vai lembrar de todos os pequenos detalhes que trouxeram você a esse grande momento
Eu diria que é o inesperado que nos leva para ‘aquele final feliz’
A Amizade é fácil para começo, mas poucos conseguem levá-la até o final e torná-la sincera e verdadeira!
"Pensava perder tempo esboçando as hasteies da buganvília,
Mas no final desta temporada percebi a chegada do solstício..
E minha vida se envolveu de paixão."
"Sobre o "marketing" tenho muito a falar..
Ele é o produto inicial e final de toda sua personalidade,.
Logo é preciso de uma personalidade como escopo da idéia.
Deste gera ramificações e cria novas personalidades..
Afinal nem todos tem uma para chamar de própria."
Foi em uma rara noite chuvosa de dezembro, final de ano, fim do ensino médio. Eles foram deixados, propositalmente, para trás, e riram, satisfeitos com a situação. Martini, cereja, moedas, sorriso, silêncio.
- Vam'bora daqui? Esse cara cantando tá me deixando doida!
Passos incertos em meio a calçada deserta, chuva, vento, liberdade. O silêncio fez mais pelos dois que qualquer frase ensaiada, era mútua a confiança, a cúmplicidade. Passaram juntos por mil situações ao longo do ano, sem jamais precisar falar demasiadamente sobre nenhuma delas, era o olhar, era o sorriso, e bastava. Riram de tudo, deixaram-se enxarcar e chover também, nessa noite não era só do céu que caíam as gotas, a presença dele coloria o céu nublado e aquecia a outra alma deserta, fugitiva. Contaram passos, casos, passado. Cantaram, sentaram no meio da madrugada da cidade. Relembraram, planejaram, enterraram.
Tiveram chance e até intenção de ir além, por instantes imaginaram soltar-se e deixar os instintos e os impulsos agirem, e quem sabe, um leve toque de lábios, uma leve mudança de hábitos, de quem-sabe-o-quê, porque isso é normal, sentiam que era, mas sempre existe alguma coisa, alguma voz lá no fundo que insiste em lembrar que consequências não desistem, e que nenhum dos dois estavam dispostos a arcar. Não havia medo, receio, teor algum de desconforto diante da presença um do outro. Havia só a chuva, o tempo correndo numa outra dimensão, não contabilizada pelos relógios de pulso, um tempo que contava um sentimento nutrido por anos em algumas horas na madrugada chuvosa daquele final de ano, inseguro e confuso.
Não sabiam, não pensava, apenas sentiam.
Cheguei em casa com cabelos, corpo e alma lavadas, o guarda-chuva que carreguei a noite inteira, continuava fechado e agora divertia a lembrança da madrugada mais livre, simples, e justamente por isso, mais incrível do meu ano.
Na nossa vida inteira nós fazemos escolhas, mas no final não temos escolha, a morte persegue a todos
