E o Tempo da Travessia e se Nao Ousamos Faze-La

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O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.

Inserida por LEandRO_ALissON

Meu coração ainda tem pressa, corre contra o tempo e energiza meu corpo como se o mundo fosse acabar amanhã, gritando: viva,viva,viva.

Inserida por Terciapaiva12

Com o tempo se consegue desejar que pessoas que lhe fizeram mal sejam realmente muito felizes. Quem sabe assim não tenham mais a necessidade/maldade de fazerem os outros infelizes!

Inserida por LiAzevedo

Passou tanto tempo sem alimentar o espírito que este o comeu em vida.

Inserida por WeberDomigues22

NADA

O vácuo, o nada,
onde o tempo é mudo...
No vão do nada,
onde cabe tudo...

Inserida por RemissonAniceto

Evolua com seu tempo aqui neste estagio de sua existência ,clareando mais sua ascensão.
Priorize seus bons pensamentos palavras e obras.
Quanto mais luz você assimilar menos trevas você sentira nesta jornada rumo ao seu infinito.
(Teorilang)

Inserida por ivan_teorilang

Tempo ao Tempo.
O cortejo.

Já vimos carro-forte transportando bens e dinheiro seguindo um cortejo fúnebre?

Somente por coincidência, seu destino não será o cemitério.

Inserida por FRabello

Tempo ao Tempo.
Autopaciência.

A paciência é uma grande virtude... principalmente quando a usamos conosco.

Inserida por FRabello

Valorize cada minuto de seu tempo.
Cultivando os bons sentimentos.
Seja a luz que ilumina seu caminho!

Inserida por SilLandarim

Tempo ao Tempo.
Cartão Felicidade.

Há um programa de milhagem pioneiro e muito antigo: usar o cartão felicidade e acumular vida.

Inserida por FRabello

Invista seu tempo e recursos somente em coisas que chamam de impossíveis.
Coisas fáceis todos fazem.
Coisas difíceis alguns arriscam.
Coisas impossíveis ninguém pensa.

Inserida por TheDolphin

"Detesto sorrisos sociais,feito capas de jornais que desgastam com o tempo.Feito bolhas de sabão,que esperanças põem no chão,que não resistem aos maus ventos!".
(Rodrigo Juquinha)

Inserida por RodrigoJuquinha

QUANDO O CIRCO SE VAI...

Quando o circo se vai,
tudo parece parar no tempo,
é como o pano que cai
no palco e por um momento
encerra tal espetáculo,
dissipando sonhos e ilusões:
esvazia o receptáculo
dos nossos álacres corações.

Quando o circo se vai,
deixa um rastro de saudade;
é o vácuo que não sai
da alma e aflige, na verdade,
saber que uma mágoa
chora no peito bem sentida:
é como a gota d’água
que não cicatriza uma ferida.

Quando o circo se vai,
deixa tristeza e tudo fica frio,
é a beleza que se esvai
dos olhos, tudo parece vazio,
a alegria já desaparece
como uma correnteza no rio:
varre a alma e esvaece
o riso ao naufragar do navio.

Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

Inserida por Garfield789

AH! QUEM ME DESSE...

Ah! Quem me desse voltar no tempo
os anos indeléveis de menino e correr
para o circo, brincar um passatempo,
renascer como a criança feliz e viver
no palco com meus famosos artistas,
ídolos da arena, campeões de rodeio,
funâmbulos, domadores e trapezistas,
ginetes de raça a voltear no picadeiro.

Ah! Quem me desse comer da pipoca
branquinha e algodão doce no palito,
chupar picolé, saborear a boa paçoca
da vovó, aplaudir e achar tudo bonito,
vibrar com a orquestra e o seu orfeão
de cantores sobre o palco iluminado.
Ah! Quem me desse estar no passado,
de volta ao circo alegrando o coração.

Ah! Quem me desse retroceder a vida,
e olhar o mágico de Oz com a cartola
cheia de pombos e coelhos de corrida,
além do inigualável palhaço Sapatola.
Ah! Quem me desse voltar ao regaço
da minha mãe artista, e bem risonho
ver meu pai por dentro dum palhaço,
seria bem feliz embalado neste sonho.

Do seu Livro "Sua Majestade, o Circo Lírico" - 2018

Inserida por Garfield789

Os sinais são claros e na maturidade você sabe que a despedida é questão de tempo.

Inserida por andrelina_lima

O idoso tem certeza que lhe resta pouco tempo. Pra quê apressar a partida?

Inserida por NinoCarneiro

Carta Curta 01: O Meu Tempo


Encontrei as belas palavras em ti! E acabo por mergulhar nos teus olhos, quando o coração quer ser solícito. Então, enquanto o espírito começa a sonhar com a vida...

Mostro a plena alegria de sentir a face sua, mas não posso me dá a liberdade para isso, já que sou um poeta a amar em secreto. A dificuldade transborda a mente, e arranca o meu tempo.

Inserida por ricardo_oliveira_1

Luz da Lua

Nas noites escuras
Eu ouvia
A iludida lua
Que chorava de alegria

Fazia tempo que não o via
Mas isso estava prestes a mudar
Porque estava próximo
O eclipse solar

Ela me dizia
Que estava ansiosa
E que contava os dias
Para o reencontrar

Eu concluía
Que a linda lua
Não mais a possuía
Pois somente para ele
Ela vivia


Tão preguiçoso
Que nem se mexia
Entretanto a Lua
Por ele morreria

No dia do reencontro
Ela percebeu
Que o olhar admirado do Sol
Não era somente seu

Foi aí que perguntou
E ele respondeu
Que haviam outras Luas
E a minha se entristeceu

O eclipse acabou
E uma parte dela morreu
Eu tentava lhe animar
Mas ainda assim adoeceu

O tempo se passou
E ela somente refletia
Porque aquela linda estrela
A mim me iludia?

Para se reerguer
Ela inventou um jeito
De superar a dor
Enfrentando-a com respeito

No início ela era cheia
De vida e de amor
Mas aí diminuiu
Culpa do seu rancor

Ela decresceu
E eu a chamei de minguante
Foi aí que se aborreceu
E totalmente se escureceu

Fiquei dias sem a ver
E preocupado eu estava
Preferiria esquecer
Mas somente nela eu pensava

Dias depois ela voltou
E começou a se reerguer
Foi no período de solidão
Que veio a se conhecer

Foi nesse momento
Que eu a nomeei nova
Pois é ali
Onde tudo se renova

A forte Lua
Cada vez mais crescia
E nesse período
Já não mais se entristecia

Então sem demora
A chamarei de crescente
A Lua dolorida
Porém mais consciente

E mais dias se passaram
E ela cada vez mais cresceu
Se enchendo de amor
E tratando aquilo que a adoeceu

Numa noite eu testemunhava
Estava ali para ver
toda iluminada ela estava
Eu mal consegui reconhecer

Conversamos por horas
E ela me contou
Que precisava passar
Pelo que passou

E com humildade
A nomeei cheia
Por toda sua totalidade
E por tudo que semeia


Lua amadureceu
E começou a observar os humanos
Foi então que percebeu
O quanto se enganam

Por fim decidiu
Que dos humanos iria cuidar
E as mulheres
Iria influenciar


Minguante, nova, crescente e cheia
Suas fases ela vem mostrar
Para que eles possam aprender
A se amar e respeitar

PARADIGMAS DE UM NOVO TEMPO

Os quintais estão desprovidos de hortaliças, crias domésticas, galinhas e outras aves. Os herbicidas garantiram largas produções de frutos e vegetais, atropelando o mutualismo da cadeia alimentar e a sustentabilidade ambiental. Hormônios dobraram os lucros das carnes bovinas e dos galináceos, mas ampliaram o câncer humano. Supermercados e feiras livres inflacionaram os alimentos naturais indexando a esses o custo das estufas. Na seleção nutritiva, antes dos cereais híbridos, alguns preferiram o fast food, enquanto lanche rápido de poucos nutrientes; outros, não obstante, adotaram coquetéis de pílulas mágicas no afã da dieta rápida ou do balanceamento ideal no universo das proteínas e carboidratos.

Colibris e abelhas resistem heroicamente aos pesticidas humanos e a confiança das palmeiras e flores permanece nas praças e jardins, no afã da polinização, para engravidar frutos novos. O céu se escurece, mesmo sem eclipse, coberto pela combustão dos veículos, fumaças das usinas e fábricas. Lua e estrelas permanecem no céu. Elas acolhem o casto strip-tease das estações, para, em galanteios, romperem a escuridão, consolando os terráqueos, sob o prisma de suas constelações, com o recado de que há outros mundos no mundo. No chão, de onde o olhar se volta para o infinitivo, há, em torno de tudo, o lixo, filho do marketing intenso, que encarde o asfalto, entope esgotos, desgasta a imagem, desde que locuplete os caprichos da cultura de consumo, filha bastarda da globalização.

A educação superior é banalizada por meio de cursos à distância, que articulam superar o indispensável professor na didática e pedagogia humanas. O ensino médio é descredibilizado com regras de proibição de reprovar. Diplomas vendidos nas esquinas retratam os pseudobacharéis portadores de títulos acadêmicos e de pouco conhecimentos. Eles possuem graduações acadêmicas, livros nas prateleiras, mas, apesar do acervo, apresentam diálogos em águas rasas e restrita prática do conhecimento assimilado. Em decorrência disso, os investidores vão deixando o País por falta de mão de obra qualificada.

As músicas de qualidade perderam espaço, mas afiguram-se gratuitamente na internet para download ou nas playlists de preços acessíveis para os ouvidos de escutar. Noutro lado, os desarranjos sonoros que se ouve em bares, lugares, automóveis com decibéis estridentes de sons, são espólios de alguns agropecuaristas, donos da terra ou reis da soja, que alienaram as mídias divulgadoras em nome do vil metal, atropelando as canções de se ouvir.

A inversão de valores na sociedade achincalha as estruturas familiares, que se perdem com a ausência do lícito, ético e moral. Criminosos são realçados em suas práticas, ofuscando homens de bem. Nas relações humanas há muita pressa e estresse. Casamentos rápidos, divórcios céleres. Mansões suntuosas cheias de descartáveis e vazias de afeto.

As academias de fisiculturismo estão lotadas na busca do corpo ideal. Aparência é tudo no novo tempo! A busca frenética de muitos para serem exaltados nos primeiros lugares disso ou daquilo outro, num referencial de super-homem ou super-herói, contrapõe o espírito coletivo enquanto silogismo insuperável numa sociedade de diversidades. De outro lado, a jornada existencial segue garantida, mormente pelos simples e humildes, a exemplo dos lavradores, faxineiras, serventes, pedreiros, dentre outros. Na consciência, a sábia lição cristã ainda repercute o legado insuperável do sermão do monte: “bem-aventurados os humildes de espírito porque deles é o reino dos céus.”

Durante muito tempo da vida experimentei explosões de sentimentos mesmo sendo inteiramente racional, descobri que as decepções nos tornam pessoas mais experientes e fortes, aprendi a valorizar os bons amigos porque eles se vão de pressa, aprendi a apostar no amor que o coração queima e a colocar Deus na frente de todas as coisas. Porque a vida é um flash e no final quando você percebe é apenas uma foto.

Inserida por nicolas_toledo