Dor seu Silencio
Silêncio no rádio
Estão escrevendo mais um poema de amor.
Perdão! Silêncio no rádio
Estão escrevendo mais um poema de dor.
É um poema tão quente
Que as vezes me faz muito calor
Ou um poema tão doloroso
Que as vezes causa muita dor
Silêncio no rádio
Não quero ser seu resplendor
Silêncio no rádio não quero mais essa dor
Silêncio no rádio
Perdão se meu tema é amor!
Nem mais voz,
Nem silêncio,
A taça quebrou-se em mil partes,
Não faz mais sentido,
Não olhar ou olhar,
O fato é que não se controla o que sente,
Meu coração bate na dualidade da vida,
Entre encontros e desencontros,
Sua energia ainda está em mim,
Eu só queria poder voltar no tempo,
Naquele dia de domingo,
Onde a paz,
Harmonia,
Alegria,
Reinava nessa casa,
Agora é só lamento,
Vazio,
Sofrimento,
Aonde foi que a gente se perdeu?
Não quero mais me perder em outros copos,
Outros corpos,
O fato é que não sei mais como dança essa música,
O Universo se recusa,
E eu não sei lidar.
Gritei em silêncio
Gritei por dentro
Deixei as águas salgadas do meu mar particular rolarem para fora da minha canoa devagar
Se não
Se não iria afundar
Meus olhos?
Meus olhos ardiam
meu peito?
Meu peito apertado cada
vez mais
Cada vez mais frio
Dói duas vezes
Descrever a dor.
Samba / Canção
Paz nas Copas
Há uma paz que mora no silêncio das copas
Sempre altas a dançar
Acima do sofrimento
Embaladas pelo vento
Acima do bem e mal
Não se pode ter paz
Onde há um coração
Batendo acelerado
Em um peito encurralado
Sob ordem da emoção
Há uma paz que mora no silêncio das copas
Sempre altas a dançar
Acima do pensamento
Embaladas no sereno
Com orvalho a gotejar
Não se pode ter paz
Onde há um coração
Batendo sempre inflamado
Em um peito limitado
Feito de carne e ilusão
Se eu fosse como as copas
Eu dançaria em paz
Balançando com o vento
Sob a chuva e o sereno
Eu nunca almejaria mais
Mas não posso ter paz
Quando tenho um coração
Batendo sempre acelerado
Em um peito encurralado
Sob ordem da emoção.
tricotando palavras
Sentada no banquinho que coloquei na beira do abismo.
gosto do silêncio que ele traz.
Gosto da solidão que nele há.
Gosto de estar.
Na fúnebre sensação de ser somente o vazio incondicional
De ser o eco daquilo que quis ser e não consegui
Do meu medo enraizado
Do sorriso disfarçado
Do meu grito silenciado.
Sentada aqui
Não descobri nada de novo
Abismos não trazem respostas
Somente a proposta indecente
perfeitamente atraente
Para um desesperado...
Hesitação.
Mesmo que não haja o novo
A dúvida me corrói
O infinito é tão lindo!
E pertence-lo me parece uma boa opção
A medida que tricoto minha nova personalidade
Percebo que estou aqui só por vaidade.
Entrelaçada como malha... Tricoto minhas falhas...
O silêncio é sempre a melhor opção.
Seja ele de escárnio, de desprezo ou até mesmo do mais profundo amor.
GRITOS EM SILÊNCIO
Sinto-te carente de gente
Com alma viva
Que te dê mais vida
Na vontade
De viver o presente
Como um presente
De conectar com gentes
Que te encostem bem
Na tua costa
Com abraços verdadeiros
Sincronizados
Looongos, quentes
E intensos
Sinto-te, com vontade
De no rio e mar, mergulhar
Despida, de corpo e alma
Na tua intimidade
Deixando que as águas correntes
Te atravessem, abrassando
O teu corpo e arrefecendo
A tua braza 🔥
Na totalidade
Sinto-te, num vazio
Contudo, carregada de amor
Fulgor
Para dar e receber
Abertamente e
Com mente aberta
Sinto-te envolvente
Rodeada de gente
Porém, numa ilha deserta
Com desejo de uma alma
Encontrar, para com ela
Partilhar
Os teus medos
Receios
Vontades
Gritos d'alma
E os barulhos
Grudados no corpo
Poder entrementes
Ultrapassar os teus limites
Politicamente correctos
Expressando a alma
Na sua essência
Sinto-te excitada
De tudo e do nada
Almejando
Ser escutada em silêncio
Sinto-te sedenta
De conexões enérgicas
Que garantem prazeres longos
Sem evadir o que existe
E em silêncio
Te reencontrares
Sendo
Verdadeiramente Tu
Sem tabus
Nem fingindo qualidades
Extraindo dessa dor
O ardor sem pudor
Toda Tu
Dona do teu mundo
Inteiramente
Em gritos de silêncio
Porque tudo que te faz bem
Fazes em silêncio.
Opoetadafogueira 🔥
Hoje eu gritei, e em cada palavra ardente de raiva e ódio, encontrei apenas silêncio e desilusão. No eco das lembranças e promessas quebradas, percebi que uma parte de mim morreu, consumida pela dor, sem jamais entender por que me deixaram gritar.
🌒 "Te penso, te espero"
Eu era vento livre, riso sem medida,
hoje sou silêncio preso, alma consumida.
Te penso no escuro, te espero no dia,
e mesmo sem toque, tu és minha guia.
Não fui feita de espera, mas aqui estou,
a cada mensagem que não vem, me refaço e vou.
Teu nome ecoa onde o mundo cala,
e a falta que tu faz... meu peito embala.
Tua ausência dança no meu travesseiro,
e eu me perco em sonhos, de janeiro a janeiro.
Se a dor é poesia, eu rimo o que sangra,
e com cada palavra, meu coração desanda.
O Silêncio Molhado Que Permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Cap. Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Por que dói o que sentimos
quando o amor ultrapassa o corpo
e procura um abrigo que já não existe?
A noite se estende sobre nós
como um véu que conhece o peso da memória
e recolhe, na escuridão, tudo o que ainda brilha.
Caminhamos entre lembranças antigas
como quem atravessa ruínas vivas,
segurando uma pequena chama,
um pedacinho de coragem,
trêmulo como o próprio peito.
Há nomes que não estão na pedra,
mas gravados no tempo interior,
onde nenhum esquecimento alcança.
Perguntamos ao que perdemos
por que continua a nos habitar,
e o eco responde com suavidade cruel:
o amor, quando excede o mundo,
aprende a sobreviver no silêncio,
e o silêncio é o que nunca parte.
Choramos por quem se foi,
mas uma voz sem forma nos revela
que o luto é por nós mesmos,
que ainda não sabemos deixar cair
as partes antigas que nos impedem de seguir.
O instante suspende o ar.
A noite respira.
A ausência se ilumina por dentro.
E o que surge
não tem contorno, nem rosto,
mas reconhece o que somos.
És tu?
Não.
Sei que restamos do nosso absoluto silêncio e lágrimas.
quando todas as respostas se calam.
E entendemos, enfim,
que amar é sempre caminhar
entre o que fica e o que falta,
entre o que se perde
e o que se recusa a desaparecer.
Por isso dói.
Porque o amor verdadeiro
não sabe ser pequeno
nem sabe morrer.
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
O ENCONTRO.
“O silêncio profundo não é vazio: é o espaço onde a consciência se reconhece sem máscaras.”
O muro
Ergueu-se imponente outra vez
Pois dantes por mim derrubado
Agora me fita em silêncio cruel
Com tijolos frios e passado selado
O que um dia tornou-se ruínas
Assombrou-me com sua ausência
Vulnerável ao vento frio da noite
E a solidão soprou sua sentença
Eis que ergue-se por instinto
Pois caído ao chão não protegeu
Recolhe triste os cacos do tempo
E guarda a dor de quem cedeu
Seja seu grande amor,
Floresça sem dor.
Ame além,
Partilhe o que tem,
O que vier, convém.
Dance feliz,
Ame quem diz
Que você a faz mó bem.
Sabe aqueles dias de tempestade de areia?
Aqueles dias que seu coração parece um deserto e que sua cabeça uma ventania.
Nesses dias que você fica tão deprimindo, tão ansioso, tão irritado, aqueles dias que tem tanta coisa morando em você que você parece até que nem está ali?
Mais um daqueles dias que parece que você tem tudo que quer, mas não quer nada do que tem. Sim esses dias.
Aqueles dias que não admira a vida pois tem medo dela, toda rua, toda janela, toda passarela a cada onda, tudo e todos são perigosos pois tudo está contido num pensamento indescritível, num turbilhão de vento, em uma tempestade onde um ventinho pode mudar tudo.
Esses dias de tempestade, esses dias de deserto esses dias em que não sou desse mundo mas dentro de mim está tão inóspito que nem de lá eu sou... esses dias de tempestade...
vou me abrigar e esperar passar é só o que posso fazer, a cada vendaval sofro calado ou me calo de dor...
Muita das vezes acordo pensando em você, sinto sua falta noite e dia, uma dor em silêncio que nunca acaba.
Cheguei a conclusão que,
Assim, como a dor do meu silêncio!
Como tanto fizeram
Como tanto fiz...
E, o que deixei de fazer
Tão próxima ou até distante,
Ou como o meu grito causou eco...
Senti que tenho que viver
sem aqueles que podem viver sem mim...
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