Dor de um Homem
"O espinho está lá ...bem afiado e bem visivel.
Uns evitam-no, não se picam e continuam a jornada.Outros, e saberá Deus porquê teimam em se picar, aumentando a sua dor, como se isso fizesse o espinho mais culpado."
Há momentos em que a vida parece ser um vasto oceano de desafios, e você se sente à deriva, sem rumo. A dor, o desalento e a desesperança podem obscurecer o horizonte, fazendo-nos crer que não há saída. Mas é justamente nesses momentos de escuridão que a centelha da transformação se acende.
''O conhecimento traz verdades que machucam.''
E do que adianta vivermos uma mentira? ser apenas mais um que atua num idealizado mundo perfeito? o conhecimento realmente traz dor e sofrimento, mas é ele que soluciona isso também. Nem todos gostam de atuar.
Ter algo ou alguém que seja exclusivamente teu, que lhe traga o prazer de existir, não há nada melhor. Assim como não há nada pior de o mesmo ser lhe roubado.
Numa Hera de histeria, trovões eram calmaria
Nasce então, aquele que está sempre em guerra
Independente do clima:
Ares de paz
Ares de amor
Ares de trevas
Ares de dor
Mas sempre Ares!
Um dia há de produzir a harmonia.
A ÚNICA SENSAÇÃO PRAZEROSA, ONIPRESENTE, CONFORTANTE E ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA, É A AUSÊNCIA DE DOR.
09102023
Bastou uma perda física ou moral e entramos aqui e experimentamos em nosso espírito o efeito dessa mutilação.
A cor do giz no quadro não importava mais. Naquela selva amarga - onde a loucura era somada aos aprendizados da dor - restou viver da saudade, se lembrar da vontade, e refletir sobre o amor. ✨
O que pensar de um médico? Facultativo que outros mais ensina o modo de operar com precisão; sanar a dor, operação divina, mas somente quando é feito com amor e devoção. Da medicina os novos podem se tornar mestres; é teu meio de vida e não negócio; e sempre ao atuar com o coração, fará do seu amor um puro sacerdócio. A mão que cuida e examina com tanta eficiência é produto de estudo e inteligência e, obviamente, dos esforços. Mas há, no movimento desta mão, grande impulso que vem do coração, e que não vem do pensamento no dinheiro, vem de Deus. O nome disso é vocação, é missão. Médico, estranho nome... Bem mais difícil e pior é a tal da dengue. Se for seu caso estar nesta enrascada não perca a calma e evite correrias. A cura é certa e a dor eliminada, se procurar um doutor "da antiga". Esculápio famoso e moço ainda, as enfermarias já atolam na berlinda, por ser um "doutor diplomado", e por assim dizer "de verdade". Mas o que torna o médico grande e respeitável é o seu jeito cordial e o trato amável; o ar de mago, de mágico, ao trabalhar a cura e espalhar bondade.
A da um tempo. Eu sei que meu coração poderia ter se apaixonado por corquer outra pessoa. Mais foi por você que ele se apaixonou. Então não fique com raiva de mim. Descuta com ele corquer relação. Eu não tenho culpa. E não sei o que aconteceu pra ele se apaixonar por você. Só sei que algum motivo você deu
Tudo que sobrou em mim. São apenas incertezas e aflições do meu amanhã. Já sinto meus membros corroídos pelo muito tempo sofrido. E poucos vividos. Não sei por quais dos céus terão ido minhas orações. Talvez tenha se perdido nas minha própria maldições.
Jose A Nascimento
Nossas costas são como páginas brancas e macias dadas aos carrascos deste mundo para escreverem com chicotadas profundas e insanas todas as tristezas, medos e fracassos que a vida lhes chicoteou.(Walter Sasso)
Não me arrependo
Houve amor
Não me arrependo
Houve um jardim florido
Não me arrependo
Houve beleza
Não me arrependo
Houve cheiros doces
Não me arrependo
Houve lágrimas de emoção
Não me arrependo
Houve lágrimas de felicidade
Mas também houve dor
Houve dor e lágrimas de luto
Não sei se fragmento-te ou guardo-te. Se penso saudoso ou esqueço-te. Mais vil que tal dúvida, é este silêncio, que vocifera bradando por tua ausência. Ainda dói, teu cheiro e beijo são o que me destroem, mas eis que como a erva humilde, debaixo dos teus pés, eu ei de morrer sob doce agonia. Tento esvaziar-me de ti, tento distanciar-me dos teus caminhos, mas não importa o quanto o tempo rugir, não importa o quanto a tua ausência lancetar, não importam os adiamentos, as distâncias ou muito menos as impossibilidades. Tudo isso o meu amor por ti deteve e mesmo que consiga esvaziar-me por completo, é muita saudade pra pouco eu. Eis que transbordo apenas isso e de tão grandiosa que é tal ausência, não sinto mais, me tornei ela.
Coisas ditas a ti que flutuarão no vácuo do nada, pois tua atenção ao que te oferto do melhor de mim que ainda tenho, está embriagada pela escuridão do que sentes do passado. Eu danço com teu desprezo, abraço tua indiferença, argumento e dialogo com teu silêncio, pois ainda é você, até a última gota de ti que ainda há em mim. A ti, me reservo no silêncio, me despi de todo ego para ocupar-me somente de ti, mas ainda sim, sou morada simples e humilde. Se desejas palácios, eu sou ruína, porém erguendo os olhos para cima, verás as estrelas, pois o que te cobre não são pedras e sim o que me representas: O infinito em sua mais profunda e interminável imensidão, onde clara ou escura, ainda te fazes bela e sublime.
E nesse canto, onde meu pranto atingiu o ponto, me embriago e canto dentro deste labirinto a canção do meu tormento, que ruge violento como o sussurro do vento. Minto a mim mesmo que estou pronto, sedento e faminto para que habites esse recinto e seja unguento.
Intensa como fogo perene e furioso, faminto por consumir tudo o que há pela frente. Teus olhos dilaceram os céus, sob a cólera das luzes das tempestades violentas, tal como um ensaio da fúria divina. Queimas, consomes a ti mesma, por teus amores, risos e dores, mas a violência da tua existência, como uma força da natureza, me lembra que existes e me questiono, livre de medos: Seria sadismo, desejar em doce agonia, infligir a minha própria carne e espírito esta doce pena, abraçando tuas chamas?
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
