Doido
RESGATE PARA ANIMAIS
Hoje quase presenciei uma coisa muito triste na avenida...um doido empinando uma moto quase atropela um cãozinho que inocentemente atravessava com toda consciência justo na faixa de pedestres..ai pensei poxa se esse sujeito atingisse o animalzinho e se viesse a cair se arrebentando todo acho que alguém que não soubesse o motivo da queda acionaria o resgate...mais e o pobre animal como eu o iria socorre-lo ??...que tal implantação de uma U.R.A unidade de resgate animal..
RIVAL
O papai sempre gostava de dizer que “doido não tem juízo.” Eu, já digo que tem sim: apenas, em muitos momentos, “lhes faltam alguns parafusos.”
Há muitas histórias envolvendo esses personagens, com sofrimento mental; nas cidades grandes e pequenas, nesse mundão sem fim. Muitas delas, tristes; outras, engraçadas... Outras, nem tanto.
Em Campos Belos, conheci Rival; forte, de estatura mediana, usava cabelos longos, que nunca viam água. Ainda não totalmente brancos, afinal de contas ele só tinha cinqüenta anos; com uma pequena margem de erro, para mais ou para menos. E, uma imensa barba fechada.
Andava calmamente pelas ruas da cidade, sempre mastigando alguma coisa que a gente não sabia o que era. Andava e parava, ao longo de qualquer percurso que viesse a fazer.
Nessas paradas que fazia, geralmente eram para observar algo que lhes chamava à atenção; e sempre tinha uma coisa ou outra. Olhava os mínimos detalhes de tudo, com muito critério. - Como se tivesse mesmo fazendo uma vistoria minuciosa. E, em muitos casos, parecia discordar de algumas irregularidades que via: ao coçar, e balançar a cabeça negativamente, quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas.
Morava num quartinho isolado na residência de um parente de primeiro grau, na Rua Sete de Setembro, próximo do açougue do Juá.
No final dos anos setenta e início dos anos oitenta, houve uma exploração de Aroeira muito intensa na região. Tempos depois, eu soube que a aroeira fora extinta no Nordeste goiano.
Paulo (in memoriam), o genro do Seu Farina (o italiano do Restaurante), trabalhava no transporte e comercialização dessa nobre madeira; e geralmente o fazia no Sul do Estado de Goiás; Minas Gerais e São Paulo. Em forma de mourões e laxas, muito usados em currais e cercas; pela sua potencial resistência em se decompor, na natureza.
Um belo dia...
Como de costume, Rival, subiu a Rua BH Foreman, atravessou a Av. Desembargador Rivadávia, e chegou ao calçadão em frente à Prefeitura Municipal.
Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando a sua frente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Era o sacristão chamando os fiéis, para a “encomendação de um corpo.”
O curioso é que, naquele dia, ele não atendeu o apelo religioso, apesar de nunca ter perdido um enterro na cidade (tinha essa boa fama); mas, aproximou-se da Paróquia, e tomou a benção ao Seu Vigário, que estava posicionado à frente do Templo, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.
Riscou o dedo polegar direito na testa, três vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao Pároco, ao Santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num cordão feito de argolas, de lacres de latinhas de alumínio; confeccionados artesanalmente, pelos presos da cadeia púbica local;
Olhava ao longe, o esquife num ataúde com a Bandeira do Brasil sobre ele, próximo ao altar; era um filho ilustre que havia “partido antes do combinado.”
Rogou a Deus por ele em silêncio, estendendo as mãos unidas,uma a outra, e levantadas verticalmente, rumo ao céus.
Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas que insistiam em descer, lentamente dos seus olhos castanhos, se escondendo no emaranhado de sua barba; resultante do impacto da perda irreparável. – O Pároco lhe dissera o nome do falecido anteriormente.
Teve fome...
Já era meio dia e ele ainda não havia forrado o estomago.
Entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro. – “Não preciso de dinheiro: tudo o que vocês vêem, são meus...” deixava isso bem claro nas poucas conversas que tinha com as pessoas,digamos,normais.
A atendente lhe deu um pão dormido, sem manteiga mesmo - como sempre o fazia, e um café num copo descartável.
- “Capricha senhora!... É para dois tomar.” A moça colocou mais um pouquinho.
E ficou sem entender: pois não o viu acompanhado de mais ninguém!...
Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, parou diante do caminhão em que Paulo trabalhava; que estava encostado junto ao meio fio, logo à frente; e conversava seriamente com ele. Sim! Com o caminhão.
Que estava cheio de laxas de Aroeira. Com uma ponta de eixo quebrado. Na porta do Armazém de Seu Natã.
O proprietário do caminhão, já havia pedido ao papai que desse uma olhada no mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal, para comprar a referida peça. Pois não a encontrava na região, para repô-la.
Ainda que as faculdades mentais de Rival não funcionasse cem por cento; ele tinha um coração piedoso. Com certeza, aquilo era um Reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.
O sol estava a pino e não havia uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade.
Rival, por sua vez, continuava parado em frente ao caminhão, dando andamento na prosa...
Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançava a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação.
E conversava baixinho, de maneira que só o caminhão ouvia:
- “Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso!”...
Falava com sigo mesmo:
- “Coitadinho!... quanta judiação!... Quanto tempo sem comer e sem beber; já cheirando mal, e cheio de poeira, com esse calor tremendo que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho para refrescar; como tem sofrido!”...
“Não tenho mais tempo a perder: tenho mesmo de fazer alguma coisa.” Pensava ele.
E, lhe sobreveio uma iluminura, procedente do seu coração grandioso: então, deu o seu lanche para o caminhão comer.
Antes de despedir-se, balbuciou quase imperceptivelmente, algumas palavras:
- “Tenha um bom apetite! Voltarei amanhã para ti ver.” E, foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.
Repetiu o gesto de alimentá-lo, durante mais de quinze dias.
Todos os dias, sempre nos mesmos horários, ele deixava próximo à placa, um pão e um cafezinho, para o aquele pobre e faminto caminhão, alimentar-se; porque a “fome é negra”.
- 13.04.16
Não foi o choro mais doído, nem o desesperado. Foi o choro baixinho, na saída do trabalho. Eu, com minha bolsa pesada e meu par de brincos bonito, chorei com o caminhão de lixo. Nenhuma ideia, nenhum projeto bom, nenhum roteiro bonito pra me confortar. O caminhão recolhia o lixo e deixava seu rastro fedorento. Olhei no retrovisor meu batom desbotando, meu queixo sujo de rímel, o esmalte descascado. Eu olhei o gari de cabelo loiro e sua cara de comigo vai tudo bem. Olhei o outro, despretensioso que atravessava a rua com cara de sonso. Pensei nas esposinhas que os esperavam, limpas. Pensei em limpar toda a sujeira do lixo desmoronando, mas virei a cabeça pra pensar em outra coisa.
Ui , como dói martelada na unha
Como é doído bater de cara no chão
Virar o pé , destroncar o dedo , ai como dói
Pedra no rim, dente estragado , dor ouvido , ui
Mas dói como dói a vontade de ter você aqui comigo
Desejo e saudade do tempo que já foi , como dói...
A arte de ser doido, maluco, louco, sinônimos tais que são privilégio de poucos que esquivam-se de paradigmas sociais, medidos a partir de equivocados princípios de ética absurda e princípios morais equivocados.
Muito fácil o julgamento de outros, determinante e prova de coragem é julgar-mo-nos, isso sim, é saber lidar com suas próprias facetas e máscaras.
Ignore, é só solidão
Não ignore o meu peito
deslumbrado feito doido
amarrado
ao teu
E teu sorriso
de menina
transborda
minha falha rotina
de fumar sem companhia
em noites
e tardes frias
Fica
ajeitei teu banco
sem pernas
mas com os prantos
de juras eternas
de mudas conversas.
E se eu disser que
to entregue?
E que a doce solidão
não tem graça
nem disfarça
se for outra mulher?
Teus lábios
resmungaram as palavras
que vibram no mesmo tom
das notas
que saem do meu coração.
Chegue mais perto
sente mais certo
que eu não desaponto, não
só desaponto o lápis
das poesias
que te escrevi
e o sonho
da lápide
com o epitáfio agradecendo a ti.
Fica
não tens obrigação
mas fica
aqui é sem graça
se não fica
Bucólico
aos teus encantos
melancólico
em todo canto
sou eu
a parte que foi minha
mas que agora é linha
pras frases de Romeu
Ah, morena que me enfeitiça.
Me deixando doido de paixão, com o coração ardente de paixão.
Ah, morena que quando passa pela avenida deixa rastros de cheiro de rosas.
Ah, morena, me dá seu coração.
Que te transbordarei seu coração de emoção e paixão.
Dedicado a minha amiga Milena Dias.
Hoje meu coração está muito doído, estive próxima de pessoa que me julga muito mal. É triste quando essas pessoas são da nossa família, isso é o que mais dói. Que triste sina é essa que nos faz nascer entre inimigos! Eu me pergunto o porquê. Não sei em que momento da história de nossas vidas esse sentimento de raiva e ódio nasceu, procuro em memória os anos de nossas infâncias, e nada me vem em lembrança. A verdade deve estar em outro espaço e tempo, que DEUS não nos permite lembrar, eis aí uma das provas de vidas sucessivas, quem de nós tem como contestar?
Só quem já amou sabe o quanto e doido ter que aceitar a partida de alguém,e uma dor que coração nenhum suporta, e ele chorar e sangra em formas de lagrimas em forma de saudade e uma dor profunda na alma que nenhuma outra e capaz de comparar,só que já amou sabe como e amar.
Papo de doido
Quando hoje me vejo, tudo pouco me importa.
Tudo é tudo, e tão pouco é, e quão quanto insignificante seres seremos.
Esse papo de normal num a, mas quem doido um pouco varrido não o é?
Meu coração é um depravado!
Nasceu torto, marrento, folgado!
Um doido varrido, um abusado, mas no fundo, até que é um bom sujeito!
É que apesar de tudo, o desgranhento, é mole feito manteiga derretida, um bundão, um sofredor, cuja maior fraqueza ... é o amor!
Não sei se sou doido, um genio ou filósofo, só sei que não mudarei por nada, serei essa pessoa confusa e quem não gostar tudo bem, não posso fingir ser quem não sou, mentiras só piora a vida😁
Se modificar é muito doído, continuar na mesma coisa é mais doído ainda. Apenas escolha uma dor. E não reclame.
SEGREDOS
Há
tanto
tempo
tento
domar
os teus
medos,
no ardente
e doido
intuito
de romper
os teus
segredos.
DIA-A-DIA
No rigor implacável da batalha do dia-a-dia suas marcas são proeminentes, corpo doído, cabeça que não aceita nada além da janela do coletivo para sonhar, com uma realidade menos árdua, e a misericórdia dessa gente onde se esconde? Na fé que conforta mas engana ou na esperança, que está a cada dia mais distante, no horizonte sem promessas e sem ninguém.
