Do nada
Nada é tão fácil, nem tudo é tão difícil; cada conquista carrega suas dificuldades — algumas leves, outras mais pesadas — mas todas nos ensinam a crescer e a seguir firmes em direção ao propósito.
Todo conhecimento evolui se sobrepõe, completa se indefinidamente. Aceitar como definitivo e absoluto qualquer definição é categoricamente mentir para si mesmo, acomodar se, iniciar se na morte temporal das possíveis infintas possibilidades do pensamento.
Deus Altíssimo misericordioso infalível e a Vida por natureza perfeita agem exatamente sem logica alguma, de formas inquestionáveis sobre suas vontades.
Não sou mais que um pequeno e frágil pé de bambuzinho verde, que quando passa a suave brisa da manhã eu me curvo até o chão mas meus irmãos e amigos, eles sim são gigantes, fortes e poderosos, são como arvores centenárias frondosas e me protegem sempre das piores ventanias e tempestades.
Os falsos poderoso vivem a risco de suas próprias mediocridades e com isto vivem no medo de no próximo momento não serem nada. Para se manterem no poder por mais tempo, homenageiam excessivamente os que estão a seu lado e fecham os olhos para os que por mérito deveriam ser homenageados.
A depressão muitas vezes pode vir de um ponto camuflado do vazio, que esconde se no tudo, desvia se de todos e permanece desordenado e angustiado, sem objetivo e direção.
A sanidade da auto preservação da vida e da espécie, nos acalma todas as manhãs, perante aos possíveis tenebrosos e insensatos desastres humanos, provocados sem sentido, pelos imbecis no poder.
A maior promoção que o mundo e a sociedade podem dar, a um grande erro e a uma humana covardia, é o esquecimento e a obscuridade.
Um mais um é bom, o terceiro é o resultado da união, muito mais do que isto, perde se o controle e já é multidão.
Um único caminho para iluminação verdadeira, ser, estar, ter e aguardar receber, cada vez menos. Só no vazio que encontramos o todo. As virtudes são na verdade vícios do ego. Assim como toda bondade dada por troca, merecimento e retribuição.
Eu sou bem menos do que muitos imaginam, eu sou verdadeiramente pequeno e sei muito pouco de tudo, frente a um mundo moderno de aparências digitais, onde a maior parte da humanidade optou escandalosamente e vergonhosamente, não ser nada.
Não preciso que me diga o que fazer, se eu não perguntar para você.
Se não estou fazendo nada, é porque percebi, que não fazer nada; também é fazer alguma coisa. ...e é isso que quero fazer.
(Nepom Ridna)
Ninguém sabe de nada, tudo que conhecemos é uma convenção e o jogo de influências políticas, culturais, religiosas, academicas, etc.
Construção subjetiva da nossa compreensão em relação às oportunidades que tivemos de absorver do mundo antes do tempo da morte.
