Do nada

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ainda não inventaram
Um jeito certo de sorrir
Na hora triste
Não existe nada que faça
Passar a vontade de estar perto
daquelas pessoas que a gente gosta
E a vida insiste em deixá-las distantes
Mas já foi descoberto e até provado
Que o melhor coisa a fazer
É tentar e tentar e tentar
Tentar até aprender
A deixar permanecer, mesmo que distante
A aqueles que também gostam da gente
Amor sem retorno
É só dor e tristeza sem sorriso
E ainda não inventaram
Um jeito certo de sorrir tristeza
Mas existe com certeza
A garantia de que a escuridão se vai
Nasce outro dia ... e viver é preciso.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pode acontecer
de o tempo do dia-a-dia
Trazer-te a esperada alegria
Aquela que vem do nada
Como quem confere nuvens
No Céu da madrugada
Espere, mas não a acelere
Cada risada tem seu tempo certo
Assim, como nem toda nuvem chove
Não é tudo que o tempo apruma
Tem dias que o silêncio das folhas
Fere mais intensamente
Que todos os vendavais passados
A quietude é uma alma viva
Mas o vento sopra
e não existe alternativa de direção
No teu pensamento
Alguma opção de escolha
Não se desespere
A quilha do destino
Fatalmente faz mudanças
Mantenha manso o coração
Atrás das nuvens da madrugada
Te alcança os olhares de Deus
Um redemoinho, a dança
No nada, atente pro orvalho que brilha
do horizonte o recado do novo dia
Enquanto sentir-se perdido
Procure prestar atenção
À grandeza das coisas pequenas
Que sempre estiveram aí
E apenas você que não viu
ou mentiu pra si mesmo
ao fingir que não via.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

A nuvem no horizonte
Não diz, nem quis dizer nada
ou pode ser que hoje chova
E forme um canteiro de flores
Naquela sombra escondida
que existe por sob a ponte
No final da longa estrada
A Lua minguante à luz do dia
Quem sabe exerça influência
E revire totalmente
Esse oceano de melancolia
Trazendo outra flor
e outra semente
Pode ser que outra dor somente
Os pássaros voltam
Quando o Sol brilha mais forte
Assim como o copo de cristal
Emite um som diferente
Varia a tonalidade
Harmonia em lugar de ruido
nas cores da luz do dia
Festa em fundos de quintal
A luz do Sol na janela partida
Um arco-íris de cacos
Aquarela, mosaico, poesia
Um castelo no ar termina
Tristemente o cristal partido
As cores quentes
Algo a surgir das ruínas
Pode ser que a nuvem feliz
Quis ser sinal no horizonte
a chover por sobre a gente
Conforme o escrito e prometido
e antes que termine a tarde
A vida passe a fazer sentido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Nada
Nesta vida ou neste mundo
Nos pertence
Apesar de tudo que fazes
Ou que sabes
O sapato apertado
A alegria que não te cabe
Cada dia ... cada segundo
Os olhos inchados de tristeza
A promessa vazia
A gula engolida
A ira, orgulho, a vingança
Voz desafinada
Os passos errados
Na dança do dia-a-dia
Melodia do tempo
A travessa de salada
Cada passo apressado
A cara amassada de tanto descanso
Nem mesmo o descaso
Que usam pra te afligir.
Eu, quando em criança
Vencia a corrida
E pensava que os pés eram meus
Cada ordenado recebido
Por cada trabalho malfeito
Eu fazia de conta que era meu
Assim como tudo na vida
Cada elogio, sincero ou fingido
Que eu hoje em dia não mais eu espero
Por cada poema mal escrito
Seja ele feio ou bonito
Eu pensava ou fazia de conta
Que eram meus ou pra mim
Assim como cada coisa errada
E cada coisa na qual eu não quero pensar
Cada marca de pés sujos
deixados ao longe na estrada
A comida que ficou salgada
Cada culpa atribuida
A palavra que não foi escrita
As contas que não davam certo
Nas lousas da infância
Nas coisas da vida
A pedra que não alcançou a vidraça
Na verdade não passou nem perto
E agora eu não sei
Se foi erro
ou se errar
foi o certo
Cada mentira mal contada, que a mãe descobria
E a dor das chineladas que levei da vida
Agora eu sei
Somente as dores e as risadas são da gente
Não se leva culpa
Nem talento
A vida é uma mera ilusão
Arrastada no vento
Um dia você olha tudo isso
E fica feliz ou se arrepende
O mundo ensina coisas
Lições que jamais se aprende
Mas um dia ouve tocar
O sinal de saida
E percebe, no apagar das luzes
Que da vida
Não se leva nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não sei dizer quase nada
Sobre a beleza da vida
Também não sei falar de tristeza
Cada dor habita um dia
E mesmo que a dor seja dor
Ele sempre evita
Doer além do permitido
Pra que assim ninguém perceba
O corte, a ferida, a quase morte
Que permite transformar a vida
Em quase vida
Não sei dizer nada também
Sobre a beleza de uma quase vida
Também não sei falar de alegria
Cada riso habita um dia
Mas o riso jamais evita
Alegrar além do permitido
Pra que assim a gente perceba
O corte que sara
A dor que cicatriza
A alma que não se vendeu,
Jamais se entrega
E se nega
A prosseguir vivendo a quase vida
Pois sabe o valor que existe
Na simplicidade do dia que corre
O dia é um lugar no tempo
Onde a alma que se diz insatisfeita
Rejeita a alegria pequena
Porque quer sentir-se plena
Quando "plena" é plenamente
Uma palavra sem sentido, que a escraviza
E morre, sem fazer nenhum ruído.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não importa em nada
A intensidade ou a quantidade
Se é fútil a existência
Inútil o questionamento.
E quanto mais você quer e tenta
Com que as coisas sejam do seu jeito
Seja ele qual for
Parece que algo acontece
E o mundo, então
Amanhece imperfeito ainda
Com o tempo você entende
Que não importa em nada
A quantidade de pessoas
Que cruzem os vossos caminhos
Em algum momento
Elas vão querer
Estar sozinhas
E sempre terão ideias
Diferentes das suas
Discordarão de você
Pois, assim como a todo mundo
De vez em quando, elas se sentem
À beira de um imenso abismo
Escondido
No lado escuro e triste
Que existe dentro da alma
Penso que a vida é uma missão
E todos, sem exceção
Tem dívidas a ser resgatadas
Dúvidas não respondidas
E as respostas que procuram
Estarão, em parte, no mundo
E outra parte dentro de si mesmas
De repente você percebe
Que o fato de estar sozinho
Não significa exatamente solidão
Assim, como a fria presença
de quem só pensa em si mesma
Não chega a ser companhia
Por isso é desimportante
Que a gente pergunte ao mundo
Lembre-se que
Se você pudesse voar, voaria
Voava aos confins do Universo
Consumindo a si mesmo
Pra descobrir que a resposta
Jamais esteve escondida
Eis que uma porta se abre
À tantas perguntas
Que agora parecem-te tolas
Um dia a existência do nada
O lírio do campo, a migalha
Salta aos olhos
Quando a diferença
Entre um rei e o cretino
Não é ouro, nem vitória
ou batalha enaltecida
nascimento ou destino
e nem glória
A alma nobre e majestosa
Atravessa uma vida
E poucos serão os olhos
A que se faz reconhecida
Mas isso, é uma outra história.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

" Quando alguém conquistar tua confiança à primeira vista, desconfia... pois à vista, nada se fia. E o que existe pra ser eterno, não se conquista em um dia"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Se um pobre pode sentir-se rico
Sabe ser mais rico que um rei que não sente nada"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Mar
Nada mais
Que deserto
Apesar
de tudo que a gente pensa
A única diferença
Entre Mar e deserto
é a água e a sua ausência
Tudo mais
é Sol por cima
há vida por sob ambos
e dispersos caminhantes
Tudo mais
Assim como era antes
Compara-se a isso
A única diferença
É estarmos atentos
ou não
No momento certo
A própria vida
Ilusão concreta
Algo errado
Que deu certo
ou não
Tudo mais é atravessar
O Mar
Deserto
Solidão!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Me espanto
Muito
pois tudo que é muito
É um monte de nada junto
Juntando de tudo um pouco
É o todo
Só que oco
Assunto de outro dia
O conto e o espanto
Inverdade
Com prazo de validade
E os pés fora do chão
Quando esqueço do preço
O desconto
Acalanto esquecido
Num canto da vida
Noite estrelada
Aborrecida
Guardada no inconsciente
Nada inteligente
Quando um monte de nada é muito
Tanto faz
Olhar pra trás ou pra frente
Se olhando pro lado há muito
Mas muito
É um monte de nada junto.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não existe nada no vazio
Além do frio
Que faz arrepiar
Até a alma
Toda vez que foge a calma
Na mais pura paz da madrugada
Não faz mal
Cada qual sabe a dor que lhe cega
No calar madrugada
E ela traz
Uma dor de cada vez
Escondida, bem guardada
Pesada e desembrulhada
Não precisa assinar
Nem nada
Se ela tem que entregar
Ela entrega.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu conheço uma estrada
Que um dia
Ela foi aberta
Perto de lugar nenhum
Lá no meio do nada
Com o tempo vieram ruas
Chegaram pessoas
Criaram boas e más verdades
Plantaram absurdos...calamidades
Era vida que seguia
A cada dia mais gritante
Galáctica, estratosférica
e emudecida
Nada que lembrasse como era antes
Enquanto isso
Nos limites da cidade
O mato crescia ...crescia
Até hoje continua
Desde que Deus criou o mato
Ele cresce e cresceu de fato
E todo dia um pouco mais
e mais e mais e continua
E mesmo assim
Ele nunca, nem sequer
Jamais chegou perto da Lua

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Falta quinze
Para as sete da manhã
Tá tudo bem
Tá tudo cinza
Fica assim
Por mim, não falta nada
Espero
Embora a cabeça cansada
Ainda possa pensar
Agora eu não quero mais
Eu quero a paz que vem
No ar
Que não me vem
Peço aos olhos que guardem
A medida desse espaço
Existente e escondido
Entre o início dessa vida
Até que ela chegasse
A esse fim de tarde
Enquanto a vida me esquece
E eu sei que o Sol se curva lá no alto
e desce lá no céu
Oculto sob as nuvens sem chuva
Doutra tarde cinza
Cujo novo invento
É alguma espécie
de brisa que anuncia o vento
Peço aos meus ouvidos
Que guardem esse ruído
A sussurrar
Por entre os dentes dessa noite
Quente e fria, sem fazer alarde
É tarde, é prece, é cinza
Falta quinze para as sete
Mas na vida é madrugada, ainda
Madrigal, tão linda
Não falta nada
É o fim da vida
Esquece...não faz mal!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quer saber?
O tempo passa tão depressa
Sem que nada aconteça
Sem que se perceba
Que as horas fizeram fila
Organizadas
Caladas
E que cada uma passou sozinha
Isolada
Pela sua vida
Pela minha
Sem dizer nada
Qual se tudo fosse essa mesmice
Lentamente apressada
Que a gente quase que não teve tempo
Pra viver
Uma estrada
Uma porta jamais atendida
Apesar das batidas
Por isso foi só vivendo
Sem ver que o tempo passava
Por isso
Não viu
Não falou
Tampouco ouviu
Quase nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O tempo passa
pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Passa, com destino ao nada
Enquanto eu passo pela porta
Passa a hora pelo lampião de azeite
Passa pela chama de uma vela que minh'alma aceite
A luz da aurora, a fresta da janela, o dia acorda
Nada mais te resta, que senão viver
Passa pelo leite derramado
Passa e não pelos ponteiros
Fica ali, no tosco vidro mostrador
Que, fosco, perde o brilho
Passa...e dessa vez digo depressa
Não se faz passado como antigamente
E mesmo que as luzes iluminem
As vitrines do mundo já nem chamam mais tua atenção
O tempo passa pelo coração que bate
O tempo passa e não pelos ponteiros
Passa pelo lado avesso, aos olhos de meu pai
Depois vai lá, ter com meu filho, que mora distante
Corre pela gente, mas de modos diferentes
O tempo passa como um raio pela água do café, fervente
A gente nem se lembra mais
Quantas colheres colocou de quê
E quando vê
Tá bebendo por engano
Aquele, que era de ontem
O tempo passa lento aos apressados
Que por mais quaisquer segundos que eles contem
Perdem momentos aos montes, milhares, sem sequer saber
Que a semana de amanhã foi mês passado
O tempo passa lento aos infelizes
Que impõe crises à felicidade
E moldam fatos concretos
Pra poder ser infelizes
O tempo traz relatos
Dando conta sobre um cínico egoísmo
E desde que o mundo é mundo
Este sim, sempre subiu de patamar
E há de durar pelo tempo...que o tempo há de durar
Infelizes sim, de fato e até o fim
O tempo
Passa pelos meus sapatos
Na calçada, feita em pedra e lama
Ando devagar de medo, pode acontecer
de eu escorregar e de cair, cair como a noite
Porém
Além de perder compromisso
O cuidado é todo em vão
O preço disso é o passo em falso, o tropeção futuro
Abjeto ser, que vem devagarinho, ele vem
Não ponho a culpa em ninguém
Os caminhos do mundo nunca foram, nem jamais serão
Perfeitos como os cegos olhos a trilhar
O rumo escuro e fácil, rumo à perdição
Esse sim, tem prumo reto, argúcia, perfeição.

Edson Ricardo Paiva..

Inserida por edsonricardopaiva

Nada
Que te pode ser tirado
Te pertence
Não pense que Deus fez a vida
Pra te dar alguma chance
ou uma oportunidade.
Deus é um Deus de decisão
e de boa vontade
Fica tudo que se faz na vida
Conta mais o que se fez da vida
É semente de flor que não germina
É palavra certa na hora errada
De nosso na vida... é a vida
Luz do Sol, sopro da brisa, o cantar de um pássaro qualquer
a hora à toa... e algum tempo de vida
A Luz da vida é um sopro, um canto
Um pranto à guisa da vontade alheia
Volta e meia dando asa à vida
Hora inexata, imprecisa
A vida era assim, quando era boa
de uma hora pra outra ...ela voa!
Amor bom, sem destino
Era puro em tempos de menino
Amor só...só de espera
Claro, cristalino
Ele era de alguém?
Não, não era!
Era crer e também bem querer amar alguém
Todo aquele que não, também.
Pois o coração da gente é uma casa
Não tem porta e nem portão
Só tem duas janelas
O nome de uma é Amor
O da outra é Espera
Talvez nosso amor seja pouco
Pode ser que a espera seja tanta
O resumo da vida
São só sementes que germinam
das flores que a gente planta
Muitas serão esquecidas
Outras serão lembradas
Teu, é o fica
Da vida não se leva nada!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando a gente esquece
É que a verdade vem
Talvez eu possa até
Não ter opinião formada
Sobre nada
Isso eu julgo uma conquista
Porque há tanta coisa além do que se vê
Quando a gente não se lembra
As velhas sombras se dissipam
Fica mais fácil de verdade
Enxergar a luz do Sol
Quando é fim de tarde...e a noite cai
Aquela hora à toa
Em que o elo entre a vontade e a fantasia
Flutua ao vento e foge até o dia de hoje
Momento entre o querer... e o que queria
Tem dias em que as horas passam lentas
Contudo, nada muda
É tudo uma questão
De ter ou não ponto de vista
Um lugar pra ir
E vários, onde nunca mais voltar
Quando a luz do fim de tarde clareia a visão
Eu posso, então... e enfim
Dizer aqui, só para mim, a direção
Pra onde cada ponto de luz irradia
Os raios de Sol se cruzam, se vão pro fim do mundo
Eu saio pra ver o Céu, abandono as ilusões
Vem invernos e outonos
Deixando atrás de si a certeza
Que o mundo esta aqui ainda
A visão que cada um, pode ou não, perceber
A imensa maioria nem se importa, ela pode até ser linda
Mas nem todo mundo que a olha, a vê
As horas continuam parecendo passar diferentes
Quando a gente nem se lembra
Nem se quer lembrar data nenhuma
A vida, ela precisa ser vivida
Não adianta perguntar porquê
Um dia depois de outro dia é mais provável
Pois a ordem do tempo é imutável
Pra tristeza ou alegria
No mais, tudo são névoas
Visões pela metade
São coisas que obscurecem
E não há como viver pra sempre assim
Porque a verdade vem sentar na flor lá da janela
Vem quando a gente nem se lembra mais
Qual era mesmo a versão que queria ouvir
Qual era mesmo a verdade
De quem não tem ponto de vista
Mas tinha sempre opinião.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante
Sob um pé de pensamentos
Entremeado de dimensões
Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco
Só que esse era mudo, era atroz qual num galope
Mas não tinha voz
Era feito de espera, era quase perfeito
Penso que quem não o conhece
Pode ser que pense que era e o compre
Pois o som não se propaga no silêncio...o rompe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Aqui na minha rua
Tem uma casa que fica
No quintal de um pé de nada
E mora debaixo da lua
Quem a vir, de olhar distante
Na hora em que brilhar de iluminada
Nem nos seus melhores sonhos
Desconfia da alegria que morava lá
Mas mudou-se, escondeu-se igual
Só que ora, distante."

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Nunca se prenda a nada
Nem prenda nada a você
Aprenda que o certo é deixar partir
Que teu coração seja deserto
E que tenha saída
Mantenha sempre aberta
Uma porta de entrada
Mas, lembre-se
Que pra tudo existe sempre
Um outro ponto
Este, o de partida
Assim como toda criança
Que se despede pra brincar na rua
E que nem sempre te escuta
Até que um dia, ela nem te ouve mais
E dessa vez ela parte, mas pra vida adulta
Aquela que você foi um dia
Nem essa jamais foi sua
Mas há de sempre regressar
Por aquela porta aberta que você deixou
Deixe-a
Deixe que ela venha pelo menos de manhã
Mesmo que ela venha cada vez menos
Assim como há pureza
No café que sempre fica
No fundo de uma xícara que você põe
Debaixo da torneira que goteja
E que vai perdendo a pureza
A cada vez que uma gota cai
Que teu coração seja assim
Porque no fim, tudo muda
O ponteiro, a goteira, o movimento de rotação
Algo sempre oferece ajuda
A planta cresce, a folha cai...tudo se vai
Exceto a sua essência, a parte mais bela da vida
Permita que ela sempre volte pra te falar das coisas
Se ela ainda é ou se não é mais aquela
Que teu compromisso seja sempre em deixar partir
Assim é a vida, no fim a gente compreende
Que isso não chega a ser tão triste
E que não existe outra opção
Mas deixe uma porta aberta pra ela
Pra que assim as coisas venham
Sejam belas
e depois se vão.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva