Do nada

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Não pretendo nada além do meu merecimento.
Faço um enorme esforço para entender o que não mereço quando os pontos nascem do nada.

Inserida por BALSAMELO

Se somos a energia liberada sorrir é a regra.
Nada diferente disso, pois a alegria deve convencer os tantos "gelos" que persistem com as caretas da indiferença.

Inserida por BALSAMELO

O dia nasceu e, aparentemente, revelando a repetição do seu ciclo... Mas nada é igual.
Somos novos indivíduos nesta grande ciranda da vida.

Inserida por BALSAMELO

Tem gente que sorri.
Que só ri.
Nada mais.

Inserida por BALSAMELO

Altere o que preciso for.
Arranque tudo ou até nada.
Recomece ou não apareça.
Entenda ou desentenda as minhas letras...mas, não mate o meu amor.
Ele não suporta o gelo da repetição.

Inserida por BALSAMELO

Queria não querer nada e, tampouco, sentir os pingos ácidos desta hora que me provoca repensar sobre a vida que se me passa.
Idílio complacente de tantos pingos caídos no rosto da biografia que se passa sem avisos.
O aviso é a própria vida que chega e me impele à vivê-la com o tempo (im)próprio para renascer querendo outros doces pingos de amor.

Inserida por BALSAMELO

⁠Cegos são aqueles que dizem que tudo veem, mas nada sentem.
São os indivíduos que se comportam como estátuas ambulantes.
Trombam em tudo.
Desastres enfeitados de gente.

Inserida por BALSAMELO

Sem antes e
sem ⁠depois!
Só o agora!...
mesmo assim ele será passado!
Vivamos inteiros e nada mais!

Inserida por BALSAMELO

⁠Vários fatos repetem supostas vivências!... mas, felizmente, NADA será idêntico!
Somos indivíduos novos em cada movimento!

Inserida por BALSAMELO

⁠Multidão estupenda e, nada, oferece lampejos de risos!
Reunidos os solfejos da hora anexados às saudades...latejam o coração!
Solidão!

Inserida por BALSAMELO

⁠Não viva na desculpa de não ter feito nada porque o tempo Dele não está congruente com o seu!
Seja coerente e assuma sua responsabilidade!

Inserida por BALSAMELO

⁠Faça diferença em sua vida!
Comece por dentro!
Afinal, nada está perdido lá fora e, possivelmente, encontrará em sua essência de vida!

Inserida por BALSAMELO

Quando tudo estiver obscuro!... não decida nada!
Acenda sua luz interior!

Inserida por BALSAMELO

⁠Viva sem esperar nada de outras pessoas!

Inserida por BALSAMELO

⁠#ANJO #AZUL

Era um capricho e nada mais...
Vestir-se de flores azuis...
E caminhar pela aurora...
Em paz...

Tudo o que há de melhor e de mais raro...
A realidade é simples...
É isso apenas...
Deixando naturalmente acontecer...
Durante seu querer...

Vestiu-se de azul...
Pois as ruas de azul não poderia pintar...
As pedras mudas, apenas lhe espiavam...
E o céu cinzento de dúvidas nesse dia...
Não chorou...

Sem vultos na rua...
Sem uma boca para ser sua...
Nesse curto intervalo que Deus preparou...
Sua vida, seus sonhos, tem o mesmo ardor...

Constante é sua busca...
Até mesmo quando esbarra no medo...
Um jardim florido, seu espírito...
Aos olhos de muitos...
Só mais um deserto...

Em tudo há um começo...
Um princípio, um fim...

E o anjo sem asa...
Quando a ilusão clama...
Chora...
Do que rompeu e quebrou...

E ele se vai, calmo...
Pelas ruas segue...
Enquanto morre a flor do seu amor...
Vestido de azul...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#LUA

Pergunto ao vento que passa...
E o vento nada me diz...
A porta está aberta...
E meu coração de poeta...
Banha-se com os raios do luar...

Olho pro céu e procuro...
Nesse mundo tão escuro...
Uma fonte de inspiração...
Um singelo sorriso...
Alguém que me dê a mão...

Vida a fora...
Toda paixão qual lua...
Crescente, cheia, radiante...
Chorando na minguante...

Vigio o amor...
Que em mim acanhado...
Silencioso e oculto...
Mas abrindo a porteira...
Será o maior do mundo...

Lua de muitos encantos...
Que enxuga os meus prantos...
Nos caminhos e estradas da vida...
Até quando?

Noites sem sono...
Meu segredo , vou contar...
O poeta se revela...
É você que amo...
E sempre irei amar...

Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Por vezes quando o tempo passa...
Em horas dentro de mim...
Passa um nada meio acontecido...
Uma saudade que não tem mais fim...

Na penumbra de minha casa...
Escondido sob o luar...
Na artéria estendida do silêncio...
No vão do patamar do tempo...
A procurar...

Pressupondo um olhar para trás...
Por tudo o que eu vi e sei...
No curso veloz da vida...
Corri, subi e voei...

Agora grito...
Para rasgar os risos que me cercam...
Insensatos...
Não me servem de consolo...
Tolos...
Inúteis...
Pueris...

Fartam-me até as coisas que não tive...
Fartam-me com tudo o que sonhei...
Fartam-me o tanto que desejei...

Outrora escalar os céus, imaginei...
Tudo era igual...
E tudo me ruiu...
E entrei abandonado na esperança...
Entreguei -me a ela e ela me possuiu ...

Em combustão secreta...
Ao silêncio me abri...
Hoje entre as pedras procuro...
Aquilo que perdi...

Não paro...
E se necessário volto atrás...
Quantas vezes necessárias forem...
Até reencontrar...
O que nunca esqueci...

Dizem todos que é loucura...
Bem isso eu sei...
E muito ouço e muito já ouvi...
Tenho um caminho marcado...
E se agora não encontro...
Vou procurar no passado...
Revolvendo as cinzas...
Até descobrir...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Nada passa mais depressa que os anos...

Quando mais jovem dizia...
Que ao chegar aos vintes livre seria...
Dali pulei para os trinta...
Já aos quarenta e nada sentia...
Cheguei aos cinquenta...
Sem fazer muito esforço...
Quem diria...
Deus me permita chegar aos noventa...
E ainda ter um coração de moço...

Pensava antes que os velhos eram bobos...
E disso eu ria...
Agora bem sei e compreendo...
Os mais jovens é que o são e não se dão conta...
Assim sigo aprendendo...
Poucas coisas me surpreendem...
E outras tantas ainda me amedrontam...

O tempo risca meu rosto...
Isso é fato...
Diante o espelho...
Ocasionalmente me embaraço...

E ainda que o destino seja cruel...
Já não me engana tanto a ilusão desse véu...

Meus cabelos ficarão brancos...
Minha pele perderá o viço...
O corpo, o vigor...
Estranho esse feitiço...
De tamanho rigor...

A sabedoria, quem diria...
Torna-se minha companhia...
Lentamente...
A cada dia...
E a cada noite que se anuncia...

Nem sempre escuto o que as pessoas dizem...
Geralmente não me interessam...
Às vezes me magoam...
Agora prefiro prestar atenção no que fazem...
E não no que apregoam...

O amor nos faz envelhecer antes da hora...
Mas também nos torna jovens quando a juventude passa...
Mas a paz...
Ah a paz...
É tão acolhedora...

Qualquer um pode ser jovem...
Envelhecer é um mérito...
Tudo é questão de espírito...
E de tudo que nos envolvem...

Embora tenha Deus como companheiro...
Que amanhã não seja ainda o dia de estar ao seu lado...
Mas na derradeira hora...
Farei parte desse céu estrelado...
E desde já ao Criador agradeço ...
Envelhecer é aprender a tudo ser muito grato...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...

Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...

Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...

Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...

Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...

Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...

Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...

Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...

Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Há entre as pedras um murmúrio de queixume...
E nada mais se ouve ao longo das ruas...
Ocultos, na agonia das casas, velhas saudades de olhos que fitam o nada...

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...

Destila-se de lágrimas as preces e a profecia...
Do que outrora havia...
Do futuro que se avizinha...
Tremem mãos...
Escondidas nas cortinas...

No abismo do pretérito foram-se os dias...
Caminhantes se vão da terra...
Perdidos na própria sombra...
Levando consigo seus sonhos e histórias...
Deixando para trás...
Apenas algumas lembranças partidas...

Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Anos após anos...
Seguimos aprendendo mais com os desenganos...
Meu ser traçado pelo som do vento…

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro...
Amanhã morro e não te vejo...
Amanhã morro e não te escuto...
Não demores tão longe...
Não se esconda em lugar tão secreto...

Todos passam...
As pedras não...

Queixando-se dias após dias...
Por serem ignoradas...
Dos que ainda ficam de vozes amargas...
Urdindo a grande teia... Sobre nós a vida...
Não demores tão longe amor...
Que amanhã eu morro...

Sandro Paschoal Nogueira