Do nada
Harpas
De tudo que conheço
Nada mais puro e íngreme que a altura de tua alma
Nada mais esquivo que as lembranças que não se fizeram
Perguntaria apenas se me existo.
Na noite das grandes luas
Tenho como companhia o uivar de cores berrantes
E as chamadas pastéis, não me satisfazem a fome
Ouço mais suave a cor de tua alegria.
De tudo que reconheço
Ainda me falta o ar puro do seu arfar
ao tocar leve as cordas de uma harpa eólica.
Ventos uivantes!
Caminho sempre em círculos
Evitando ângulos que possam distorcer minha visão.
Antes certo de ser o centro de algum alvo.
Tudo,porque tudo desconheço!
Jaak Bosmans 7-5-2008
"Amo tanto que esqueço de lhe esqueçer...
JUKA voce é tudo pra mim e sem VC não sou nada nesse mundo...
Só quero que lhe disse que te amo alem da minha alma....
Nada além de simples contornos inusitados,
Fazem-se súbitos os pensamentos que despencam da minha ignorância, assim, desprezo anciosamente as palavras que não me chegam a boca.
Porque depois de tantos porquês não há nada mais justo que a felicidade simples, ainda que ela dure pouco, ainda que enlouqueçamos depois dela, ainda que faça sentido só por aqueles segundos e depois não mais.
Dentre todas as coisas que podemos denominar de
valiosas; está uma que não existe nada o qual
podemos comparar. A cabeça de um pessoa que
tem a capacidade de refletir, e planejar.
Não tenho medo do nada, pois um dia poderei ser tudo. Porém, tenho medo do tudo, porque sei que nada sou...
Nada é eterno...
Sonhos se vão...
Coração que chora...
Ansiedade que não acaba...
Sofrimento que machuca...
Eis aqui a nossa vida...
Espinhos que permanecem em nossos corações...
Que alguém um dia partiu...
Sorriso na cara...
Mas por dentro chorando...
Com isso tudo...
Que um dia irá para sempre...
Em um sono eterno...
Devemos afrontar essa trégua entre o nascimento e a morte. Ulitizando desse nada para elegermos nós mesmos... assoalhando assim as nossas autenticidades.
Caleidoscópio
Porque pode até me adiantar escrever, mas o que vale tudo isso se nada é isso?
Porque eu ainda não cresci ou já cresci tanto que não sei o que é crescer.
E não há nada tão desigual quanto o caleidoscópio que é ser.
Talvez um dia tudo seja igual.
Corre tanto, e não encontra nada.
Fala tanto, sem dizer nada.
Segue um ritmo desritmizado.
Se entrega e tem pressa.
Se alarde, se acalme, se aqueça.
Tenha calma, tenha paz, desapareça.
Segue junto, sem assunto, enlouqueça.
Traz barulho, fico surda, permaneça.
Leve a vida.
Leve com amor.
Segue tranquila.
O mundo a seu dispor.
Encontre saídas.
Mesmo que por muito tempo fique perdida.
Sua alma está partida.
Encontre seu verdadeiro olhar.
Se alucine, se encante, disponha.
Cante.
Seja leve.
Mesmo que vôe.
Pra longe.
Me leve.
As palavras se cruzam.
As respostam não chegam.
Tudo se confunde.
Nada me deixa.
Quero não querendo.
Me iluso, me fascino.
Não sei da verdade.
Não sei oque sinto.
Arrisco sem certeza.
Arrisco com medo.
Mas mesmo assim.
Algo me dá forças para continuar.
Tudo me atordoa.
Me encontro sem saída.
Mas algo me dá forças para recomeçar.
A vida segue.
E me coloca encurralada.
E eu fico louca.
Não consigo fazer nada.
Penso, mas nada faço.
Desisto.
Piro.
Atordôo.
Fico aqui o tempo todo.
Questionando o lado da verdade.
Onde estou?
Oque me espera?
Oque faço?
Olho pro céu.
E me entristeço.
As respostas deviam vir de lá.
Das estrelas.
Mas não vem...
E tudo continua do jeito que sempre esteve.
Sem mudanças...
E eu..
Sempre igual.
Perdida num eterno vazio chamado Saudade...
Às vezes eu converso contigo como converso com o nada, com o escuro do quarto, da noite, dos seres invisíveis. Às vezes eu falo contigo como quem solta garrafas ao mar, como quem faz uma prece, como quem recita uns versos que perderam o fio da palavra na repetição desmedida. Às vezes eu te conto do dia, da luz estranha no entardecer do corpo e do rio, da paz de uma janela aberta sobre prédios recheados de desesperos microscópicos felizmente inaudíveis à distância, do sono da gata sobre os nossos livros, da tua falta caminhando, caminhando ao lado meu numa estrada branca. Às vezes te confesso a dor como quem vomita a si depois de tanto tempo a se guardar na boca, depois de tanto a tentar se engolir e choro alto, soluço como criança, abraço as pernas e me encolho bicho, ínfima, e durmo derrotada no cansaço da impotência e da resignação acachapante. E então emudeço quase em susto, silencio como se tapasse a boca dos meus pensamentos na esperança que não tenhas me escutado, que a ti tenha passado despercebido meu secreto e constrangedor ofício de dividir a vida com tua ausência, na esperança de que penses em mim numa outra, a ti alheia e longínqua, tão mais alta e tão mais rara, tão menos humana e triste e patética e pequena e desamparada, tão menos acompanhada da multidão de memórias das tuas minúcias, das dobras dos teus dedos, da quase imperceptível descoloração do teu lábio, da cor de avelã dos teus cílios, das rugas de sorriso guardado ao redor dos teus olhos.
