Do nada
E eu te conheço tanto, você me conhece tanto, e a gente não sabe de nada. E é tudo estranho e familiar.
CRIAR EXPECTATIVAS
Não espere nada de ninguém…
Nem fique criando expectativas sobre a vida.
A expectativa é o primeiro passo para o sofrimento.
Quem fica esperando algo, não vive,
E quem vive, não fica esperando.
Quanto mais você espera de alguém,
Mais se decepciona quando o outro não corresponde.
A frustração é sempre proporcional as nossas expectativas.
A vida nunca te prometeu nada, ela apenas é o que é.
Somos nós que projetamos nela sonhos e ilusões,
Que desde que foram criadas, já estão fadadas ao fracasso.
Quem fica esperando retribuição, sofre mais por não ser retribuído.
Quem fica esperando atenção, sofre mais por não ganhar a atenção.
Quem fica esperando afeto, sofre mais por não receber o afeto esperado.
Criamos um ideal de como as coisas devem ser,
E ficamos sempre na expectativa de que esse ideal se concretize.
Mas todo ideal é sempre destituído de realidade
Criar expectativas é abster-se do real e viver na ilusão.
O ideal é, por definição, inalcançável.
Nunca uma coisa estará exatamente como nós esperamos,
A realidade estará sempre ao menos levemente diferente do ideal.
O tolo cria muitas expectativas,
O homem comum ainda espera ao menos um pouco da vida.
Mas o sábio, nada espera, e por isso, nunca se decepciona.
Quem vive sem nada esperar ganha a cada segundo.
Quem vive esperando perde a cada segundo.
Quem não cria ideais e nada espera, vive melhor.
“Não espero nada, o que vier é lucro.”,
Este é o melhor lema para nossas vidas.
Esse se satisfaz com pouco, e esse pouco se torna suficiente.
Quem não cria expectativas, não cai em desilusões,
Vive sem esperar pelos frutos de suas ações, e assim, está satisfeito.
""Levo a minha vida 1 Km de cada vez, nada mais importa, durante aqueles 10 segundos ou menos eu sou livre!""
A pureza do pensamento exige a pureza da alma: eis uma verdade geral que nada poderá abalar.
Estou triste
Sem motivos
Apático
Procuro algo pra comer, mas nada me da o apetite.
Estou fazendo um café e pretendo comer umas bolachinhas
Sinto falta de algo.
De mim mesmo?
De Deus?
Talvez seja falta das minhas vitaminas
Que alias ainda hoje não as tomei.
Vou toma-las agora
Entre um texto e outro.
Entre um devaneio e outro
Entre uma arte e outra
Entre uma confissão e outra
Entre um tempo e outro
Entre um mim, e outro
Entre eu e eu
Ou ...
Entre nada e nada de nada
Só nada e mais nada
Tudo acaba em nada
Tudo? Não é tudo, nem nada
É só é
E nem é
Pode ser?
Sei lá!
O tempo é implacável
mas nada a reclamar...
Vivo cada dia como se fosse o único,
não conto anos, dias, horas...
Até aboli o relógio! Vantagens da maturidade!
Também não confiro as rugas,
prefiro observar o sorriso, o brilho no olhar.
Enquanto estiver sorrindo de dentro para fora,
enxergando beleza na vida e amando
serei feliz e grata pelo precioso dom de viver!
Histeria não tem nada a ver com ter chiliques e dar gritinhos, embora essas coisas às vezes aconteçam. Histeria basicamente é mentir para si mesmo, é autopersuasão forçada, é criar um falso personagem e acreditar nele.
Cultivar o deserto
como um pomar às avessas:
então, nada mais
destila; evapora;
onde foi maçã
resta uma fome
onde foi palavra
(potros ou touros
contidos) resta a severa
forma do vazio
Nada nos limitava, nada nos definia, nada nos sujeitava; nossas ligações com o mundo, nós é que as criávamos; a liberdade era nossa própria substância.
Que seu amanhecer seja cheio de luz, seja de um sol bonito aí dentro... que nada lhe tire a paz e a esperança!
Rita Maidana
Não consigo olhar pra frente e seguir sozinha. To cansada. To enjoada. Não aguento mais nada. A única vontade é de fugir pra bem longe. Longe de tudo isso. Simplesmente sumir, esquecer tudo e alguns. Não deixar vestígios de muita enorme saudade. Vestígios de um grande amor.
O grande problema do nosso sistema democrático é que permite fazer coisas nada democráticas democraticamente
Nada é em vão...
Nada acontece por acaso....
Não cai nenhuma folha da árvore se não for por permissão de Deus!
Muitas vezes não encontramos respostas para tantos acontecimentos em nossa vida !Muitas vezes aquilo que parecia impossível acontece,o sonho se torna realidade,a benção chega quando a gente menos espera!Outras tantas vezes aquilo que parecia que não teria fim acaba sem nem menos ter tido um aviso prévio! Vale a pena lembrar que a nossa vida pertence a Deus,os planos que fazemos tem que passar pela mão do nosso Pai,nada passa desapercebido aos olhos dele,nenhum plano que ele sonhou pra mim e pra você é frustrado,tudo está lá anotado e no tempo certo ele vai agir,ele entrega a vitória,libera a benção,realiza seu sonho! Traz de volta o que foi perdido,restitui em dobro e muito mais bonito,não faça tantas perguntas,não questione a vontade de Deus,não murmure,não blasfeme,apenas aceite de bom grado tudo o que Deus te oferecer,muitas vezes ele permite a investida do inimigo mas ele jamais vai te abandonar,jamais falhará,tenha certeza que se você tiver que passar pela prova,passa glorificando o nome de Deus porque ele vai te entregar a vitória!Lembra de Jó ele aguentou tudo calado e Deus restituiu tudo o que ele tinha perdido,ele não blasfemou,não reclamou,e sempre acreditou que Deus estava com ele e no final Deus o honrou!Não aceite que o Diabo sussurre no seu ouvido que você não pode,que você não vai conseguir apenas creia que lá em cima existe um Deus que não vai te abandonar e no final ele vai te honrar!Fica firme aguenta porque a vitória vai chegar! se Deus mandar você ir vai,se ele mandar você fazer faz! Aprenda a viver na dependência de Deus e você vai ver sua vida mudar!Quanto maior for sua luta maior será a sua vitória!
Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos.
Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos – ou precauções — úteis a todos. O mais difícil: evitar a cara de Fernando Henrique Cardoso em foto ou vídeo, sobretudo se estiver se pavoneando com um daqueles chapéus de desfile a fantasia categoria originalidade… Esquecê-lo tão completamente quanto possível (santo ZAP!): FHC agrava agosto, e isso é tão grave que vou mudar de assunto já.
Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu – sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antônio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.
Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques — tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas – coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter de mais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco.
Uma breve Indefinição do Eu
I
Nada pior, afirmo nada menos importante do quê, o deixar-se enganar pelas idéias de toda gente, não é mesmo? E cujas debilidades dos nossos pensamentos são como velhos sapatos furados, por onde entram desagradáveis pedrinhas.
II
Embora eu não seja depositário de palavras delicadas para com as pessoas cuja mediocridade sobrepuja as montanhas, e não possua nenhum escrúpulo se não aquele de não agradar a ordinária gente, e quase que insuportavelmente falando para não agradar a vaidade alheia; penso: - em não mostrar-me a vós, gratuitamente.
III
Pois, para não relevar aqueles segredos que todo mundo esconde: - a nojeira de nossa própria personalidade; agradeço enfim, o intuito daqueles que lêem minhas palavras com olhos de um Judas.
Se me entendes ou não, a traição da consciência é o pensamento pré-concebido. E muito pensamos por antecipação, sem nos apercebermos, não é mesmo?
IV
Aliás, evito pouco “tornar-me” claro no palavreado monográfico, pois, deixar-se enganar pela falsa noção de que as idéias que temos a respeito de uma dada coisa são verdadeiras, já é prova de tamanha estultice. Não é verdade?
V
E se és tu, “amigo” leitor, que “ais” de ler o que te escrevo agora; como um curioso: - deve-me suportar todos os perigos, se me queres conhecer.
VI
Garanto, pois; e não confiai tanto em mim!... não sejas mais um tolo no mundo; mas, assim mesmo, garanto não magoar-te nas chagas menos dolorosas. Sou bastante incauto para não tocar nas feridas da alma, quando estas ainda estão tão inflamadas.
VII
Sou como o tubarão a comer os cardumes do pensamento desprevenido.
E custo a ser diferente de uma idéia que se faz de um ácido e da sua corrosão.
VIII
Embora novamente, isso pareça ser um mal, eu assim tão braviamente instável e corrosivo; e de não ter deixado nada de sólido e entendido em teus pensamentos; sabes, pois: - que “o Sábio sem conceito”, sabe quê, igual ao fogo a acender as madeiras mortas, servindo de aconchego na noite fria ao valdevino passante, ou igual ao tubarão a equilibrar os ecossistemas marinhos, às vezes, o que te feres demasiadamente levar-te-á a compreender como manusear aquele ácido corrosivo e desentupir as valas da ignorância.
