Do nada
Às vezes pensamos que nossa luta diária não nos levará a nada além do cansaço, mas toda e qualquer forma de esforço um dia nos trará recompensas.
Eu só tive coragem quando tive medo, pois de uma coisa eu sabia: com o medo eu não queria continuar.
Estava cansado de perguntas que me rodeavam há mais de um mês. Nada perdura tanto em minha mente, já que me conhecem por meu aparecido esquecimento. Afinal, quem sou eu? Ora alguém que desperta. Menino, poeta, outras vezes, ninguém. Se contar com a mesma mente, sou gente. Momentâneo, mas sou. Olho à porta alta, penso ser astronauta, mas findo como o Zé que cansou do codinome. Cansado do farto de escrever como poeta. Miro a janela incerta. Corro e me jogo como um pássaro deve ser. Não me restou tempo nem para gritar. Caí na grama, não fraturei uma perna! Me atirei do primeiro andar.
"No meu mundo, sorrisos, cores... nada de dores - não as desnecessárias. Só há espaço para a reflexão do que é bom. E quando eu falo 'bom' digo 'para o bem' - o meu, o seu, o de qualquer alguém. Para o resto, bom... bem... ando construindo lixeiras".
Felicidade é paz de espírito, é amar sem querer nada em troca, é sorrir pra natureza, é cantar para o mundo o quão grande é sua grandeza!
Saulo Couto
Me mataram hoje
Eu sorri
Perdi o que não tinha
Estranhamente o nada faz falta
Sorri de novo
Parece que eu queria o que não gostava
Não gostar diminui a incerteza
Define alguma coisa
Coisa...
Eu consumia paredes para me referenciar
Livre, eu não sabia ser
Só sabia covardia
Tinha medo de morrer
Mas morri
Essas palavras são póstumas
Na morte desanuviamos
Nuvens são nadas que parecem alguma coisa
Mas esse nada consegue molhar e apagar teu giz legado
Na morte teus pecados não contam mais
Açoites e culpas são despejados
O mandado de desintegração de posse se cumpri
A carne se desfaz
Eram só átomos invisíveis ligado por ideias
Ideias de viver retroalimentadas por Wal Disney e seus amigos multicoloridos
Viver é morrer as poucos
E de pouco eu já tô vazio
Vivendo, você somente consegue estar
Morto você é
E se é pra ser, que seja
Viver é o dogma de quem quer ser alguém
Escute um conselho de quem já é ninguém
Morra todo dia
Palavra de defunto
E a noite...
Não há nada mais cruel que estar a dois e não estar ninguém em ninguém...
A conversa diminuída, cortada ao meio
O barulho do chuveiro
As folhas apressadas da revista
Tensão na intenção de pazes...
O que houve?
O que deu errado essa noite?
Não iríamos apenas jantar e ser feliz?
Quais caminhos pegamos errados no meio do caminho?
Quando foi que sua mão se afastou da minha que eu nem vi...
Você...
Que nem vi chegar...
Tá indo.. sem ao menos avisar
Me levando contigo... pouco a pouco...
Um beijo na testa de boa noite...
Te cubro
Pra mais uma vez não dormir...
Só clarear...
Nada poderá defender-te com tanta segurança além da fé e o caráter, pois... Um irá liga-lo a Deus e o outro, Deus a você.
“Sou dessas que não se importa muito com nada” – ela disse.
Quantas vezes ela enfatizou que pouco se importa com o que dizem, ou pensam, ou fazem.
Por quantas e quantas vezes ela repetiu que tinham que a aceitar à sua maneira.
Inúmeras vezes abriu a boca pra dizer que só se importava com o que ela achava dela mesma.
Poucos sabiam que ela se fazia de cega pra não enxergar cicatrizes que já existiam ali dentro.
Ninguém sabia, na verdade, que ao dizer que não tava nem aí pra nada, engolia um final que ela jamais dissera – “um dia me importei e fingiram que eu não estava aqui.”
De repente ela surge,do nada sem avisar,cabelos pretos solto ao vento,calça bege creme sei lá! meia alegre,meia séria,com um gosto de equilíbrio. Em meio à este equilíbrio,sinto à emoção à emoção de te tocar e sentir seu coração,à cada toque do seu corpo,me transformo em um vulcão,misturando Meus sentimentos entre carinho e paixão.
Nada além da tua graça, Senhor. Ela é suficiente para me libertar do pecado, me dá força para vencer o mal, e para fazer o bem às pessoas. Quero a Tua graça, Senhor!
Pensando sobre a vida... Perdas e ganhos, mas nada substitui nada....
E a vida segue e nem se percebe... Ou o espanto, o pranto e o encanto
E eu no meu canto observando passarinhos voando...
A vida não tem sentido
Concebendo a vida nada sou
tom eu tenho dela
mutável eu sou com ela
vida és minha marca
é timbre por ser efêmera,
ó vida que tu não tem sentido,
pois lhe dei vários.
Quão visceral é dentro de mim
és assim sem sentido algum
para eu ser dependente da minha razão
para ser um mero severo exagero meu,
sofri com o abrolho existencial
fundamental da razão
que só eu poderei escapar da escravidão
com a contundente reflexão.
Contemplei os lírios e as montanhas,
senti a solidão dos eólicos ventos,
naveguei o mar
conheci os milênios movimentos
que iniciou os desenvolvimentos
em pequenos seguimentos que ficou
e assim nada sou.
