Dizem

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Dizem que o mundo tenta silenciar as mulheres, e que a jornada de criar um filho sozinha é um caminho solitário. Quem pensa assim só enxerga a superfície. Nunca cometa o erro de subestimar uma mãe solo decidida a crescer.Ela não carrega apenas o peso do presente. Ela carrega o combustível do futuro.Cada noite em claro, cada escolha difícil e cada gota de suor não são marcas de cansaço. São tijolos. Ela está construindo um império silencioso, onde a fundação é o amor e o teto é a liberdade. Ela sabe que as palavras ensinam, mas é o exemplo que arrasta.Por isso, ela não quer apenas vencer. Ela quer que a filha assista à sua vitória.Ela quer que a sua menina cresça sabendo que uma mulher não precisa de permissão para ser gigante. O maior legado que essa mãe vai deixar não é um bem material ou um sobrenome. É a certeza gravada na alma da filha de que, se o mundo fechar as portas, ela mesma terá a força necessária para derrubar as paredes.Subestimar essa mulher é esquecer que ela aprendeu a ser terra firme em meio à tempestade. E uma mãe que luta por sua filha não sabe o que significa desistir. Ela já venceu, antes mesmo do mundo notar.

Há palavras, há dizeres que se dizem sem jamais serem falados.

"Algumas pessoas de alma estreita dizem: "Por isso ou aquilo, que é meu objetivo de vida, eu abro mão de tudo..."

Abrir mão de algo é se negar a plenitude da existência, assim estas pessoas não vivem, só existem, por um curto período de tempo....

DISCUSSÃO

Dizem os sábios,
talvez com justa razão,
que não se deve discutir,
política e religião

Penso que tudo isso é utopia
pois o homem não viveria
sem uma boa discussão.

Somos bons com as palavras
para ferir e acalentar
assim como a natureza
temos dom de destruir
e também de recriar.

Eu sou bom com as palavras
tenho a fagulha certa
para um fogo iniciar
sou capaz de trazer paz
para um coração sofrido
ao passo que sou perito
para flechas atirar
naquele que não comunga
do meu modo de pensar

Eu sou bom com as palavras
todavia, a culpa não é minha
não fui eu quem as inventou
a culpa é da humanidade
que tantas armas forjou
fez do verbo a lâmina fria
e a minha garganta cortou.

"Deus abençoa a todos, porém, só alguns tem o dom de enxergar, outros dizem que foi sorte é competência de si mesmos"

Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.

"Nem tudo que dizem é verdade - às vezes as pessoas fazem de tudo para não perder seus privilégios."

pródigo.

Eu não pareço com ele.

Pelo menos não quando me olho.

Algumas pessoas dizem que sim.

Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.

Eu escuto.

Talvez elas estejam certas.

Talvez exista alguma coisa.

Mas eu nunca soube enxergar.

Quando olho para mim, não vejo ele.

Vejo a mim.

E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.

Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.

Foram os vícios.

Os malditos vícios.

Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.

E é estranho pensar nisso.

Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.

Não herdei conselhos.

Não herdei lembranças de infância ao lado dele.

Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.

Mas herdei isso.

E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.

Eu tento parar.

Consigo por um tempo.

Depois volto.

E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.

É aí que ele aparece.

Não na minha frente.

Dentro da minha cabeça.

No subconsciente.

Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.

Uma reação.

Um impulso.

Uma escolha.

E, por um segundo, eu paro e penso:

“Isso veio de mim?”

Ou veio dele?

Eu odeio não saber.

Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.

Não é só pela ausência.

É pelo que a ausência deixou.

Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.

O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.

Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.

E eu não quero ser ele.

Nunca quis.

Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.

Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.

Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.

Mas talvez eu precise admitir uma coisa.

Talvez algumas pessoas estejam certas.

Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.

Só que não é isso que me define.

Porque eu também carrego tudo o que veio depois.

As pessoas que me ensinaram.

As que me machucaram.

As que eu amei.

As escolhas que fiz sozinho.

As vezes em que consegui ser diferente.

As vezes em que falhei.

Tudo isso também sou eu.

E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.

Ele pode ter deixado os vícios.

Pode ter deixado perguntas.

Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.

Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.

Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.

Talvez um dia consiga.

Hoje eu não sei.

E talvez eu não precise saber.

Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.

Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.

Ele não esteve.

Isso também faz parte da história.

E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.

Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.

Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.

Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.

Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.

Não para provar que sou diferente dele.

Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.

Porque eu não sou ele.

Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.

Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.

Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.

Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.

Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.

E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:

eu não escolhi o que herdei.

Mas ainda posso escolher o que fica.

Parei de dar tanta atenção ao que os outros dizem quando percebi que, ninguém estava inteiramente feliz com a vida que tinha, foi ai também que percebi que, era um erro achar que eu tinha conselhos para dar quando, deveria cuidar da minha própria vida.

"Tudo aquilo que os meus alunos dizem sobre mim, sobre a forma como lecciono e vivo o processo de ensino e aprendizagem da Matemática, é apenas a metáfora que a vida escolhe para falar de mim quando já não estou presente." (FURUCUTO, P. D., 2026).

Dizem que o ambiente pode até influenciar, mas ele não vai determinar sua vida se você não deixar! 06/09/2026

Onde os Tempos se Tocam


Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.

Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.

Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.

Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?

A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.

Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.

Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.

Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.

Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.

E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.

Agora, pare.

Respire.

Sinta o tempo tocando você por dentro.

E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?

M. Arawak

Dizem por aí que tenho uma alma antiga
Que bebe vinho
Dança bolero
Acha graça na vida


Dizem por aí
Que esse meu inesperado com a poesia
Nasce de uma confusão de afetos
Que como as estrelas se chocam e se estabilizam⁠

Todos os os dias as pessoas dizem: Fique com Deus pra cá, vai com Deus pra lá... e mesmo assim elas têm grande dificuldade de admitir um poder potente e divino, em detrimento de um reconhecimento da magia da natureza, pois nesta com menor temor, pode-se tentar um domínio aparentemente possível. Se contentar com o aparente tem sido, o massageamento do ego de um caráter medíocre.

Ao contrário do que dizem, caráter não vem pronto; é conquista!

Ainda se o céu fosse tão infinito quanto dizem ser


Em cada estrela procuraria você


Poderia até ser tão romantico, de nível quantico


Que até atravessaria o atlãntico


Só para te declarar este cântico


E dizer o clichê mais gigântico.





Falando em clichê


parece até triste em dizer


Mas cabe tão bem em você


Que faz até eu me prender





Teu jeito de se expressar


Teu jeito de falar


Sempre me deixa timido


Igual morcego


Mas se deixar por muito tempo


Eu fico até perder o medo


Mas olha, sem segredo.





Por fim,


Neste poema ruim


Guardo-o numa gaveta escura


Até chegar nossa Hora de aventura

"Alguns dizem ser religiosos e tementes a Deus, mas mantêm as mãos tão fechadas no fundo dos bolsos que não deixam escapar nem o vento para ajudar o próximo. Isso é fé, ou apenas maquiagem?"

"Dizem que a verdade não merece castigo, mas se ela gera dor de cabeça, a mentira vira o remédio."

"Dizem que o escorpião se faz de morto e só morre no próprio veneno. Certas pragas se autodestroem. Nem perca o seu tempo com elas."

Dizem que a vida é uma longa caminhada por estradas de terra, ora sob o sol manso da manhã, ora sob o peso de tempestades que não avisam quando chegam. E nessa jornada de poeira e horizonte, o ser humano não foi feito para andar sozinho. Para amparar os passos e dar sentido ao caminho, Deus nos costurou quatro nós sagrados na alma: a amizade, o amor, a irmandade e a fé.
A amizade é o descanso na beira da estrada.
É aquela sombra de árvore frondosa onde a gente senta sem precisar tirar as botas, sem precisar de disfarces.
Amigo é quem aceita o nosso silêncio e decifra o nosso olhar.
Não há cobrança na amizade verdadeira; há apenas o pacto silencioso de que, se o mundo lá fora estiver barulhento demais, ali haverá um porto manso para partilhar o pão e o riso frouxo. É a certeza de que a vida, mesmo quando severa, guarda uma leveza que só se encontra na conversa jogada fora com quem nos quer bem.
Dessa calmaria, às vezes brota o amor. O amor é o mistério que incendeia o peito e faz a caminhada virar dança.
É a escolha consciente e diária de entrelaçar os dedos com outra alma e dizer: "O teu norte agora também é o meu".
É o sentimento que nos despe de todo o egoísmo, fazendo-nos enxergar no outro um universo inteiro que merece ser protegido, cuidado e reverenciado. O amor maduro não prende; ele dá asas para voar e um ninho firme para onde sempre dá vontade de voltar. É a faísca que transforma a rotina em poesia e os dias comuns em milagres partilhados.
Mas há dias em que a estrada é íngreme demais e as pernas fraquejam.
É aí que se manifesta a irmandade. Esse laço, que às vezes vem do sangue e tantas outras vezes nasce do barro da vida, é a fortaleza intransponível. Irmandade não é apenas estar perto nas horas boas; é o braço forte que se estende no escuro do abismo. Um irmão, seja de ventre ou de escolha, é aquele que carrega o nosso peso quando as nossas próprias forças se esgotam.
É a lealdade gravada na rocha, um juramento implícito de que, não importa o tamanho da queda ou a gravidade do erro, haverá sempre alguém para nos puxar de volta e nos colocar de pé.
Por fim, alinhavando todos esses afetos, como um fio invisível e indestrutível, está a fé. A fé é o par de olhos que nos faz enxergar o caminho mesmo quando a noite é retinta e não há lua no céu. É ela que nos diz que nenhuma dor é eterna, que nenhum inverno dura para sempre e que há um propósito maior desenhado pelas mãos de Deus.
Ter fé não é ter a certeza de que não haverá pedras no caminho, mas sim a convicção absoluta de que nunca estaremos desamparados.
É a fé que alimenta a amizade, que purifica o amor e que sela a irmandade, transformando as relações humanas em um reflexo do próprio sagrado.
Quem caminha a vida munido dessas quatro virtudes não teme o tempo nem a distância. Sabe que as amizades guardam o coração, o amor aquece a alma, os irmãos protegem o corpo e a fé sustenta o espírito.
E assim, de nó em nó, a existência deixa de ser apenas uma passagem e se torna uma colheita bonita de tudo o que vale a pena ser vivido.
Adriana Rezende de Oliveira