Bryan Feitoza

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“Eu não morreria por ti”

Não, eu não morreria por ti.
Viveria por nós.
Tentaria por nós.
E quando tudo parecesse difícil,
faria o impossível, o possível e até o inexplicável,
só pra ficar ao teu lado.

Nos momentos mais sombrios, te ajudaria.
Nas tuas crises, te acalmaria.
E nas tuas águas, mergulharia.

E em um poema que jamais verás,
escreverei meus sentimentos mais profundos,
meus pensamentos mais secretos.
E se um dia, por acaso do destino, os leres,
perdoa-me por ser tão tolo...
tão tolo por ti.

Às 23h47 da noite, me pego pensando em nós.
Pensando em como poderíamos ser.
Amei-te, e ainda amo, por quem tu és.
E, mesmo com todos os teus mil e um defeitos,
vos amarei também.
Cada
um
deles.

Mas tu ficastes cega,
e meu amor não enxerga
que aos teus olhos,

não passa de uma simples paixão.
que logo desabrochará e morrerá.

E assim, como meu último ato de amor,
eu vos digo:

Sim, eu morreria por ti.

“Eu não morreria por ti” Parte 2.


Não, eu não morreria por ti.
Pois morrer é o fim, e eu busquei o começo.
Viveria por nós, se houvesse um "nós" inteiro.
Tentei por nós, até que o cansaço
se tornasse o único laço
que ainda me prendia ao teu lado.


Nas tuas águas, mergulhei sem fôlego.
Nas tuas crises, fui o porto que não tive.
E nos teus silêncios sombrios,
tentei iluminar caminhos que você insistia em apagar.


E em um poema que agora se transforma,
escrevo o que sobrou de mim.
Se um dia leres estas linhas,
não me chames de tolo por ter partido...
chama-me de corajoso por ter desistido
de quem já havia desistido de si.


Às 23h47, não há mais o peso da espera.
Amei-te por quem tu eras,
mas não posso amar quem te tornaste
para justificar o vazio que criaste.
Teus mil e um defeitos eram aceitáveis,
mas a tua cegueira tornou os meus esforços invisíveis.


Tu escolheste ver apenas o raso,
enquanto eu te oferecia o oceano.
Trataste o sagrado como uma simples paixão,
algo que desabrocha no tédio e morre na primeira confusão.


E assim, como meu último ato de cuidado — por mim:


Não, eu não morreria por ti.
Eu escolhi viver sem ti.

Inserida por bryan_feitoza

Ainda se o céu fosse tão infinito quanto dizem ser


Em cada estrela procuraria você


Poderia até ser tão romantico, de nível quantico


Que até atravessaria o atlãntico


Só para te declarar este cântico


E dizer o clichê mais gigântico.





Falando em clichê


parece até triste em dizer


Mas cabe tão bem em você


Que faz até eu me prender





Teu jeito de se expressar


Teu jeito de falar


Sempre me deixa timido


Igual morcego


Mas se deixar por muito tempo


Eu fico até perder o medo


Mas olha, sem segredo.





Por fim,


Neste poema ruim


Guardo-o numa gaveta escura


Até chegar nossa Hora de aventura