Distraído
“Estava andando distraída e criei uma peça que falava: até no zombar da filosofia nos aprendemos a filosofar, até porque filosofia significa amor a sabedoria e para adquirirmos a sabedoria temos que ter a humildade de saber ouvir a todos aqueles que tem sempre algo a falar, que venha a ser útil na escola da vida. Falei peça porque a vida consiste num errar humano, para se tornar uma belíssima apresentação”.
Aquele simples oi,
Que fez cruzar nossos caminhos
Eu que distraída vinha vindo,
Não te veria passar.
E quando o teu sorriso abriu as portas,
Eu passei a encabular.
A tua voz me prendia atenção,
E tudo era um jogo intrigante.
A cada encontro o aumento da inquietude.
Nós que tínhamos mil razões pra ter acertos,
Mas nos irritamos por qualquer razão.
Foi cada um juiz da própria sentença,
A estupidez teve resultado garantido.
A penitência são todos arrependidos,
Na mágoa que não há perdão.
As vezes o amor da sua vida bate a porta
Distraída você não nota
Mais quando ele vai, você sente falta
Quando ele fala com você, você sorri
Quando ele está com você o tempo voa
Quando ele está com outra pessoa sentes ciúmes!
Se liga, por que a vida
Passa muito rápido e amanhã
Talvez já seja tarde para perceber
Que o amor da sua vida
Também depende que você o perceba!
Da junção do espermatozoide com o óvulo até a lápide passa rápido demais se ficarmos distraídos por muito tempo nesta jornada.
Élcio José Martins
AUSÊNCIA
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
A apartação do distanciamento,
Foi escasso desaparecimento.
Do sumiço privativo,
Pede a carência o curativo.
A exiguidade do tempo,
Desse seu alheamento,
Fez da vida esquecimento,
Do apertado apartamento.
Esse mundo de apartação,
Unido na separação,
Traz no bojo privação,
Paz e amor, abstração.
Absentismo da carência,
Foge do raio a coerência.
Na exiguidade do tempo,
Trouxe ao indivíduo o esquecimento.
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
A escassez do nada,
Faz o caminho da manada.
Chama os seus de camarada,
Tenda e lona, sua morada.
O distraído tropeçou,
No lapso da consciência.
Sentiu a dor da ausência,
Da total inexistência.
Élcio José Martins
Vou pelo caminho da simplicidade.
É quando distraída...
Escuto a melodia dos pássaros e Deus florescendo a minha vida!
Andava tão distraído que nem percebia os cabelos embranquecendo. Não tinha tempo para olhar o mar e agora jazia sem tempo pra mais nada...
Sigo a vida distraída, tentando esquecer que pessoas sobrepujam outros seres, agridem, matam, desrespeitam, roubam e há doenças, fome e guerra no mundo.
O que pode salvar este mundo distorcido?
O meu sorriso?
O meu café?
O meu poema?
AUSÊNCIA E INCERTEZA
O distraído tropeçou
No lapso da consciência,
Sentiu a dor da ausência,
Perdendo a calma e a paciência,
Da total inexistência,
Aumenta o peso da carência,
Até mesmo a fé e a crença,
Viram fumaça e decadência.
A apartação do distanciamento
Fez na janela, o aparecimento.
Nesse desaparecimento privativo
Mora o tédio, a saudade e o medo.
Na carência do curativo
Surge o questionamento do motivo.
A exiguidade do tempo,
Desse seu alheamento,
Fez da vida esquecimento,
No apertado apartamento.
Nesse momento de apartação,
Unido na separação,
Traz no bojo, privação,
Desesperança e abstração.
No absentismo da carência
Foge do raio, a coerência.
Na exiguidade do tempo,
Força o indivíduo ao afrouxamento.
Na escassez do nada,
A soma do pouquinho constrói morada.
Faz o caminho da manada.
A esperança sai em busca do sagrado,
Mais uma vez aumenta o desespero do desesperado.
Élcio José Martins
VIOLA DESTEMIDA
As cordas afinadas da vida,
São livres e distraídas.
De sonoridade atrevida,
Enche de sorriso e graça, o coração da ESCOLHIDA.
A nota DÓ faz na cabeça um nó,
A nota RÉ dribla a vida com a maestria de Pelé.
A nota MI eleva o poder da fé,
E do fogão caipira que vem o bule de café...
A nota FÁ vem de Belém,
A nota SOL traz a saudade de alguém,
A nota LÁ faz a saudade chorar por ti,
E a nota Si me satisfaz, Faz-me lembrar, que um dia te pertenci.
Oh! Viola destemida que canta a alegria e a tristeza!
Foste tu a lembrança de minha proeza!...
Do tilintar de suas cordas veio uma certeza.
O homem veio ao mundo apenas para amar,
Essa é a sua natureza!
Élcio José Martins
Vista Manhã
Silenciosamente, te olhei.
Admirei:
Seu perfil distraído.
Suas sobrancelhas arqueadamente atrevidas,
Sua boca decidida,
Suas mãos carinhosas.
Você, a minha melhor paisagem.
Sua companhia, a minha maior viagem
SEMPRE.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
Às vezes pego-me pensando, distraído, sorrindo e lembrando de ti.
Tu és como uma explosão de supernova, ilumina tudo à minha volta.
Deixa-me tocar seu corpo, que eu revelo o que faço de melhor.
Em total êxtase verá, que dentre todas versões, essa é a minha melhor.
E sobre essa via infinda, contornando incertezas e solidões.
O tempo passará, e continuarei te amando até em outras reencarnações.
O objetivo dos pensamentos vãs é nos manter distraídos, impedindo dessa forma de nos encontrarmos com a nossa real essência divina que é o Cristo que se faz presente em nós... Mesmo na persistência de buscar o nosso real ser, indo ao deserto interior, os pensamentos não se deixam por vencido e agem ferozmente, manifestando os nosso fantasmas, com seus piores demônios que se originam do nosso ego, dominado(escravo) pelos vicios(prazeres), pela ganância e pela vaidade. O importante é não se abater e nem se desesperar, pois somente com humildade(reconhecer as nossas misérias) e disciplina (perseverança), que se ultrapassa o vale de lágrimas, onde nossas almas ao se encontrar com Cristo libertam-se, tornando um com Ele, sendo um só corpo, uma só alma e um só espírito.
As vezes distraída me encontro pensando em você, me perguntando será que os seus sentimentos bate com os meus, que VOCÊ me ama assim como eu te amo que ficaremos juntos em um futuro próspero, que seremos felizes igual a aqueles contos..
