Distante
Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.
Estou distante de mim agora
Nesse espaço que me subtrai
Sinto que parte de mim se vai
e outra teima em ficar
É um quase choro e um quase sofrer
Nos dias nublados de lembranças
Imersa num imenso vazio
Fico misturada às promessas feitas em vão
na tentativa de esquecer
e de não sentir o que sinto
É tão profundo, tão absoluto, tão sempre o mesmo
que agora começo a desistir
Fiquei perdida no tempo e nas lembranças
Nada disso passou, nada mudou
Sou eu e o meu amor ainda e sempre aqui
Queria te encontrar quando estiveres, distante de você e eu distante de mim!!!! Ali na esquina, em um entardecer de outono e também nós, distante de nossa cidade...
"Eu estava acorrentado a um passado distante de mim e, graças a isso, o meu futuro se encontra inalcançável, como se as correntes do ontem moldassem a prisão do amanhã."
Talvez o destino mais distante que a Oração Sem Ação alcance seja os ouvidos dos tolos que a fazem.
Nunca houve Independência mais urgente e necessária do que a da nossa mente.
Ainda distante, mas possível, é essa que incomoda os “grandes pensadores do país”.
Onde você estás amor?
Seus olhares andam tão longe.
Minhas mãos estão distante das tuas mãos
Tua cintura estão distante das minhas mãos
Sua cintura são como algemas para as minhas mãos
Não há possibilidade alguma de escapar e desprende-las da tua cintura.
Quando estás em cima minhas mãos desliza por ela,
Quando estou por cima minhas mãos desliza por ela,
E quando você estás de quatro minhas mãos se agarra a ela de uma forma estranhamente assustadora e selvagem.
Você tem o gosto de me assustar com a tua cintura e eu claramente abro desta liberdade provisória.''
Eu desejo você todos os dias,
Todos os dias após eu ter conhecido você
Estamos tão distante
A distância entre nós, é semelhante a 384.400km
A mesma distância entre a "Terra e a Lua"
As vezes, eu faço companhia para a Lua
Quando na verdade,
É para você que eu gostaria de fazer companhia.
Droga, que injustiça! Não acha?
As vezes, eu penso em dar um basta em tudo que sinto,
Mas a emoção ao desejar você todos os dias falam mais alto,
E eu me sinto um covarde."
Clamar por uma alma, que tão perto distante se dissolve, reedita como notas de música, sentimentos aflorados pela chuva que escorre entre os vãos do telhado de barro e do frio ensurdecedor, como as cores que unificadas mostram magia e escudos, modelando nosso moderado som, batemos asas nos simples pensamentos, vivenciando a luz de diferentes formas, contemplando o silêncio da noite com delicadeza, caminhando sobre a estrada do desconhecido.
Avistar o horizonte distante, numa longa estrada, não nos desobriga de colocar os pés no chão bem abaixo de nós, passo a passo, para chegar onde queremos.
Um passo de cada vez, com fé no nosso propósito, e segurando na mão de Deus, qualquer estrada pode ser percorrida.
O princípio da imparcialidade deveria impedir que o próximo fique com o bônus e o distante fique com o ônus. Deveria. Quando isso não for possível ao menos disfarça, senão fica feio demais.
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
Como se desperta para um sonho:
temos que nos descobrir.
Como se voa para um país distante:
temos que nos seguir.
Sem nada a temer, e nada a dever;
Temos que nos entregar...
Os outros podem até nos condenar,
É preciso não perder tempo,
e escrever a poesia galante que
celebre o verão amante.
O amor tem um caminho próprio,
Ele se faz lar por duas pessoas,
O amor tem uma lógica própria,
Ele transforma notícias ruins em
notícias boas - e sem retórica,
Transforma o ébrio em sóbrio.
Como se voa ao ponto mais alto céu:
temos que nos amar.
Como se desperta para a vida:
temos que nos transformar em mel.
Sem nada a resistir, e nada excluir;
Temos que nos servir...
Numa servidão doce, mútua e terna,
É preciso não ter limites,
e traçar o destino (com devoção);
Para eternizá-lo em versos de paixão.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Chuva de líridas
caem nos meus
cabelos castanhos,
Mesmo distante
como a Lua lírica
no teu pensamento
a cada instante
e em ritmo do tempo,
Passo minhas noites
tentando imaginar
o próximo inefável
passo que venha
a nos aproximar;
Ocupei a gala fina
de ser a estrela
para você no teu
íntimo espacial,
E assim me fiz
acima dos séculos
melodia atemporal:
Sempre que escuta
o meu nome o teu
sorriso não oculta
diante de ninguém
que a gente se tem,
Numa vontade una
irrefreável de tudo
a todo momento
e o tempo todo,
E aquela crença
que no final irá
dar tudo certo
para todo mundo,
e tudo acabará bem.
Envolventes palmas,
na testa marcada
e nos pés descalços
há os sinais da mais
brilhante e distante
das galáxias nomeadas
e tempos de roseirais:
Cosmos RedShift 7
e o zodíaco na pele
de quem nem mesmo
o mau tempo teme.
Desconfiava sempre
que eu era diferente,
e sempre soube
que estava certa
com o coração voltado
para a Lua e o infinito:
O meu rosto carrega
a herança visível
de um povo perdido,
e da minh'alma gêmea.
Nas mãos bailarinas
que trazem acenos
para a imortalidade,
eu sei e você sabe,
e assim nos queremos
com pacientes segredos.
Muito distante
de ser uma ilha
segundo o poeta
de Timboema
busquei por ti
para falar tudo
o quê eu senti
sobre o quê vi.
Desta vez foi
muito diferente
para nós dois,
não sei se foi
a Lua ou o quê
aconteceu,
(só sei que você
não saiu mais
da minha mente).
Transformaste
a tranquilidade
em inquietação,
meu precioso
(olhar de azeviche
e doçura insana
que me incendiou
de ciúme e gana).
Desta vez para
nós foi diferente,
pois não saí de ti
simplesmente;
a solidão não
é e nem nunca
foi feita para gente,
(você não tem
saído da mente).
Tornada a tua
Eta Aquarídeas,
a tal dançarina
em celebração,
divindade elegida,
no teu Universo
(não passageira,
ocupação sensorial,
romântica e etérea).
Você me chama
e só o tempo dirá
se de mãos dadas,
almas aninhadas
e idéias alinhadas
em tempo aberto
(abraçados e ternos
na Fortaleza de Santa
Cruz de Anhatomirim).
