Disputar uma Pessoa
Me sinto sufocado.
Como se estivesse fadado a assumir a responsabilidade de uma vida que não é minha, mas e se a pessoa que eu amo me ama?
Não queria amar, o amor é uma prisão
Estou sufocado por um sentimento que nem queria ter, ou até poderia,
Mudando somente o fato de querer.
E tão patético, e tão verdadeiro
Que chega a ser mesquinho
Esse sentimento imbecil
Que insiste em existir
Deixemos de lado a vergonha do bonito.
O Caio já disse que a gente não deveria.
Vou deixar você saber todas as minhas coisas se você quiser
E te mostrarei quem eu sou realmente
Se você ficar quem sabe a gente....
E nunca seremos nós!
Eu que já vivi todos os seus amores amados
Não tem mais nada que me deixa impressionado.
To do seu lado
Na distância que nos encontramos agora
E se der uma hora
Liga, talvez. Seria impressionante!
A Traição
É o homicídio de uma alma, por uma boa parte da vida…
O adiar ou o eliminar de sonhos.
Quando se furta a paz e ignora-se o amor…
É o auto desvalorizar-se, e tornar-se sombra, passado…
É pobreza de espírito, um desviar de caráter…
Ver no outro, um nada.
Nesse golpe fatal, derrama-se lágrimas e angústia…
Uma dor cortante, constante.
Um náufrago em um mar de tristezas…
Ao traído é o que resta, o desamor, a amargura e a dor.
No melhor dos casos, aconfusão do recomeço.
Se você não definir uma proposta de valor para agregar ao seu produto ou serviço, terá que entrar na injusta briga do leilão de preços baixos com seus concorrentes.
Uma missão de vida, carreira ou negócios, não é resolver problemas que dependam de forças externas. Sua missão é algo que depende exclusivamente de você.
O mundo passa por uma grande turbulência ética e moral. A quebra de paradigma é uma delas, abandonar o velho e aceitar o novo não é fácil, mais necessário. Ou mudamos ou morremos.
O amor não é algo que se possa garantir. Como entregar uma pizza. O amor é imprevisível. E pode nos machucar. Mas também pode nos surpreender das formas mais notáveis.
Optchá cigana
Com os seus cabelos negros
Como uma noite sem luar
Colar de miçangas parece desfilar
Optchá cigana
Faz a tua saia rodar
Optchá cigana
Faz o meu coração pulsar
Dançando no meio da roda
Descalça e saia longa
Postura imponente bate os pés na terra
Mostrando força ao bailar
Mãos para o alto pedem licença
Para exaltar a natureza
A dança se torna um ritual
Que banha a terra
De mistério e beleza
Optchá cigana
Faz tua saia rodar
Optchá cigana
Faz o meu coração pulsar
Falando sério
aqui no meu raciocínio,
sinto uma atração por pensamentos,
aqueles cheios de Reflexões e devaneios...
Acho eles interessantes
e atraentes,
me cativam pela erudição
e sabedoria em divina inspiração.
Prefiro a desigualdade social do capitalismo, do que uma igualdade social certa da pobreza, no socialismo.
A minha emoção, em não ponderar, e agir sem pensar, afunda-me dentro do meu próprio íntimo... uma viagem tênue, ascendente, ou fatal (...).
A igreja não precisa de uma nova definição do Evangelho, precisa da demonstração do poder transformador do Evangelho.
A folha de papel cortante
Não acreditaram quando falei que me cortei com uma folha de papel.
O disse me disse fez ela dizer que era frescura.
Mesmo depois de descrever em detalhes, me ridicularizaram.
Poucos foram aqueles que demonstraram solidariedade.
Apesar da empatia sei que somente aqueles que se cortaram com a folha de papel cortante sabem exatamente o que senti.
@psi.otaviomacedo
Tem dias
Que não vemos
Estrelas no céu
Um choro
Uma dor
O tempo chuvoso
Mas mesmo assim
Procuro fazer meu
Céu
Bem pertinho de mim
Junto a minha janela
Perto da minha cama
Inspiração não falta
Até sinto o cheiro das estrelas
Toco nelas
Não são tão geladas como pensei
Agora sim
Com essa cortina
Enxergo através das nuvens escuras
Meu céu cintilante
Que só está encoberto
Pelo frio dos sentimentos
Mas está e permanecerá
Basta eu olhar
Com os olhos
Da esperança
Um bom charuto
A fumaça de sabor chocolate
Adoça minha mente
Entro em transe
Uma cadeira de balanço
No ritmo do meu coração
E eu
Respiro
E contemplo
Ela
A lua
Estou aqui
Há várias horas
Nesse namoro lunático
Parece uma eternidade
Minha doce amada
Onde estás?
Penso em você a todo
Momento
Até imagino
A tarde você com sede
Queria ser a água para te saciar
E beijar seus lábios da cor
E cheiro de morango silvestres
Queria ser o copo para sentir as suas mãos a me tocarem
Esse toque me aquece
Me desperta
A espera, recompensa
Estou de frente pra lua
Mas sei que chegou
A lua brilha mais na sua presença
A lua será sempre testemunha
Do meu e nosso amor
Já é tarde
Vamos entrar
A velhice chega
Como o vôo de uma ave
Com dores diversas
Ossos fraco
Visão turva
Raciocínio e passos lentos
E junto chega também
A falta de respeito
A falta de amor
Tantos anos dedicados
A criação
A educação
O sustento
Nada de retribuição
Velhos abandonados
Nas ruas
Nos asilos
Nos quartos escondidos
Como bichos
Livres mas enjaulados
Ninguém conversa
Ninguém ouve
Ninguém os querem
A velhice causa medo
Não pelas rugas
Pela falta de amor
Tem certos dias
Que paro
A vida
Parece que estou
Em uma ponte muito alta
Abaixo o abismo
E o rio de tudo
Que já vivi
Caminhos, escolhas
Norte ou sul
Me pergunto se vi
Todas as flores
Se senti todos os cheiros
Ou se só me lembro
Das lágrimas tristes
Somos rodeados de pessoas
Mas no fundo
As decisões são solitárias
São nossas
Vejo o que já percorri
Mas o que falta trilhar
Não imagino
Sonho, sonho muito
Mas meu maior desejo
Não se compra
Se vive
