Direito do Trabalho
Canta de um estudante de Direito
"Prezada, vossa excelência que me tirou o juízo,
peço-te a máxima atenção para esta humilde petição inicial.
A saber:
quando poderemos arrolar nosso processo?
Requeiro vista da minha confessa ignorância
para saber se devo ipetrar a ti um
abscorpos ou absdata,
que nos assegure o acórdão de tal data,
sem litígios, sem recursos
e, se possível, com sentença favorável
ao coração." (CH²)
A ESCOLA É UMA PIADA. NÃO ENSINA DIREITO AS 4 OPERAÇÕES E NEM A LER O DICIONÁRIO PARA EXPANDIR VOCABULÁRIO. SÓ FALA DE VILÕES QUE MASSACRARAM A HISTÓRIA!! SACANAGEM. AS 4 OPERAÇÕES, ENVOLVE EMPREENDEDORISMO. ENSINAR A SE COMUNICAR COM AS PALAVRAS CORRETAS, FAZ AS PESSOAS SEREM EDUCADAS E CIVILIZADAS. O SISTEMA NÃO ENSINA CONCORRENTES. ELE ENSINA OBEDIÊNCIA, NADA MAIS!!
TUDO O QUE APRENDI NA VIDA ADULTA, FOI DEPOIS DE PESQUISAR E APRENDER SOZINHA.
ATÉ LER E ESCREVER, EU APRENDI COMPLETAMENTE SOZINHA. TODOS OS DIAS, CHEGAVA DA ESCOLA E TENTAVA LER UM LIVRINHO DA PREFEITURA, SOBRE CÓLERA, EM UMA SEMANA, EU CONSEGUI. NUNCA VOU ESQUECER DISSO.
TIVE UMA ÓTIMA PROFESSORA NO JARDIM. A ELIETE. ELA ME DEU MEU PRIMEIRO CADERNO BONITO, E A MINHA PRIMEIRA CARTILHA, COM A PERSONAGEM LAILA, NA CAPA AMARELA. FOQUEI TANTO A ATENÇÃO NAS LETRAS QUE ELA ENSINAVA, NAS CHAMADAS EM SUA MESA, QUE LER, FOI COMO ANDAR DE BICICLETA PELA PRIMEIRA VEZ SOZINHA, ENQUANTO SE SOLTA OS BRAÇOS.
OBRIGADA PROFESSORA ELIETE!! SEMPRE DIGO QUE A AMO, PORQUE É VERDADE. ELA NÃO FOI O SISTEMA. ELA REALMENTE AMAVA O QUE FAZIA. OBSERVAR AQUELES QUE NUNCA SERIAM IGUAIS AOS DEMAIS, ERA O QUE ELA FAZIA.
“Acredito em Deus, mas não acredito que uma instituição humana tenha o direito de monopolizar minha relação com Ele.”
"O direito de defesa não se satisfaz com a simples oportunidade formal de manifestação. Pressupõe condições concretas para que os argumentos defensivos apresentados possam influenciar a decisão."
Vivo tantos nos corre, corre que nem consigo escrever direito as palavras, oxalâ! até as máquinas me ajudem.
“Há experiências que carregam em si um direito sagrado: o de serem reveladas no tempo escolhido por quem as vive. A pressa alheia, quando invade esse espaço, não fere apenas a ordem dos acontecimentos, mas a dignidade de sentir cada etapa em sua plenitude. O silêncio, a espera e a delicadeza são guardiões da intimidade. Rompê-los é negar ao outro a liberdade de florescer no seu próprio ritmo. Respeitar o tempo de alguém é mais do que cortesia — é reconhecer sua humanidade.”
O passado explica parte de quem somos, mas não recebe o direito de decidir sozinho quem ainda podemos ser.
O direito de estar
Há quem carregue nos ombros
o peso de muitas gerações,
quem aprendeu, ainda criança,
que os sonhos também têm preço
e que nem todas as portas
se abrem para todas as pessoas.
Há quem estude depois do trabalho,
quem divida o tempo entre livros e ausências,
quem atravesse cidades,
madrugadas,
incertezas,
levando na mochila
mais do que cadernos:
a esperança de uma vida diferente.
Há quem seja o primeiro da família
a atravessar os portões de uma universidade,
a ocupar uma cadeira
onde antes só lhe permitiam imaginar-se.
E há tantas histórias interrompidas,
tantas inteligências desconhecidas,
tantos sonhos que não chegaram
por falta de condições,
nunca por falta de capacidade.
É por isso que, quando eu vejo alguém
Vindo de baixo e insistindo em estudar
Eu não consigo enxergar apenas um estudante.
Eu vejo alguém rompendo com uma realidade
Que, durante toda a vida, ensinou
Que aquele lugar não era para ele! *
Mas não quero chamar de superação
aquilo que também é injustiça.
Não quero transformar a fome em coragem,
a privação em virtude,
o sofrimento em requisito
para merecer um lugar no mundo.
Porque estudar deveria ser um direito,
não uma batalha pela sobrevivência.
E permanecer deveria ser tão possível
quanto chegar.
Penso nas mãos que trabalharam a terra,
nas mulheres que sustentaram famílias,
nos pais que não conheceram a universidade,
mas reconheceram nos filhos
a possibilidade de outros caminhos.
Penso em quem chega
e ainda precisa aprender
a não pedir desculpas por estar ali,
a não esconder o sotaque,
a origem,
a história,
a maneira de existir.
Porque o conhecimento
não nasce apenas entre paredes acadêmicas.
Também mora nos quintais,
nas roças,
nas cozinhas,
nas conversas de família,
nas experiências de quem aprendeu
a ler o mundo
antes de poder ler os livros.
E quando alguém vindo de baixo
ocupa um espaço historicamente negado,
não é apenas uma vida que se movimenta.
É uma história coletiva
que encontra outras possibilidades
de ser contada.
Que ninguém precise abandonar suas raízes
para ser reconhecido.
Que nenhum diploma apague as mãos
que ajudaram a construí-lo.
Que a universidade aprenda, também,
com aqueles que chegam trazendo
outros saberes,
outras memórias,
outras maneiras de compreender a vida.
Porque ninguém deveria precisar
provar que merece estar onde tem direito.
E que um dia
vir de baixo
seja apenas uma referência
ao lugar de onde se partiu,
e nunca mais
ao lugar onde a sociedade
espera que alguém permaneça.
Nota da autora: A quarta estrofe deste poema contém uma citação direta adaptada do manifesto sobre estudantes da periferia, de autoria do professor Pedro Costa (@_motivaquecresce).
Criança não é a menos inteligente; a criança tem direito a ser cada vez mais inteligente nas tarefas.
Como o Direito e as instituições regulatórias podem responder à condição humana e proteger os indivíduos diante do avanço tecnológico e da burocracia do século XXI?
O Direito ao Vazio
Agilson Cerqueira
A existência reclama o direito ao vazio. Não como ausência, mas como espaço fértil onde a consciência pode repousar e reencontrar a si mesma.
Quando deixamos de refletir apenas o tumulto do mundo, descobrimos que o silêncio também é uma forma de conhecimento.
Por isso, é necessário suspender o excesso, desacelerar o pensamento e, por instantes, desabitar-se das certezas para acolher novas possibilidades.
A lucidez não se alicerça na rigidez das respostas, mas na coragem de alternar entre o entendimento e o mistério.
Há sabedoria em compreender, mas também em aceitar que nem tudo precisa ser explicado. A razão ilumina o caminho; a imaginação revela horizontes que a lógica, sozinha, jamais alcançaria.
Divagar devagar não é perder tempo. É devolver ao espírito a liberdade de criar, contemplar e reinventar o sentido da existência. Em um mundo que mede o valor das pessoas pela velocidade e pela produtividade, o devaneio preserva aquilo que há de mais genuinamente humano: a capacidade de admirar, imaginar e renovar a esperança.
O sono e o sonho não interrompem a vida; eles a restauram. Enquanto o corpo repousa, a mente reorganiza lembranças, cultiva afetos e prepara novos começos. É nesse território invisível que a sobrevivência floresce em plenitude e a existência reencontra sua delicadeza.
Viver, em sua expressão mais profunda, é harmonizar a firmeza necessária para enfrentar os desafios com a leveza indispensável para continuar sonhando.
Sobreviver fortalece o corpo; sonhar amplia a alma. Entre a realidade e o imaginário, entre a razão e a sensibilidade, descobrimos que existir é uma oportunidade permanente de crescimento.
Talvez a maior conquista da consciência não seja compreender tudo, mas conservar a capacidade de maravilhar-se. Enquanto houver espaço para o silêncio, para o sonho e para o pensamento livre, haverá também motivos para renovar o olhar, reinventar os caminhos e celebrar o simples privilégio de existir.
"A pessoa se acha no direito de passar dia e noite tentando nos ensinar quem ou o que é Deus. E acha que está evangelizando pro bem. Alguém assim, na verdade, está enchendo as medidas!"
Frase Minha 0600, Criada no Ano 2012
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
*Ocupar a cama*
vou pra cama hoje
e vou ocupar todos os cantos,
o lado direito, o esquerdo
o meio, o frio onde você não está.
Vou deitar em diagonal,
esticar braços e pernas,
até não sobrar espaço vazio
pra saudade não caber junto.
porque se eu não te tenho aqui,
que eu a tenha pelo menos
no tamanho inteiro da cama,
cheio de você em volta.
(Saul Beleza)
O Direito que desconhece a Literatura perde a sensibilidade; aquele que ignora a Psicologia desconhece o homem; o que despreza a Antropologia esquece a sociedade; e o que se fecha à Administração, ao Marketing e à Economia deixa de compreender as engrenagens do mundo. O verdadeiro pensamento jurídico não termina na lei: começa quando aprende a interpretar a complexidade da existência.
Existe uma grande diferença entre fazer bem feito!
…e oque precisamos de fato fazer direito.
Entre os dois, há uma enorme diferença!
“O direito de não ser humilhado não depende de uma transformação futura.”
Do livro: Psicanálise dos personagens e inconscientes no divã, p. 86.
Da autora: Nina Lee Magalhães de Sá.
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