Digo que te Amo
"Quando estou inspirado escrevo sem pensar,digo coisas que não sei de onde vem,falo muito,pareço um doido.Eu disse pareço? Me desculpe eu sou um.
Um doido pela vida,escrevendo sem pensar que a vida é muito curta pra ser perdida.
Que é muito ruim ficar normal,a loucura faz parte da vida,
só os loucos sonham,amam,tenta viver realmente a vida...
Amor,vou viver minha vida !
Me importar mais comigo !
Mais uma coisa eu digo
Sempre levarei no meu coração
Todos momentos contigo
(...) Sendo o efeito mais forte em mim... É tanta onda de paixão no ar, que digo:
Você é um convite pra alma dançar. É até o suspiro que impacta o coração e deixa a saudade feliz... É o impregnado marcante daquela festa, daquela cama, daquela noite, daquela viagem, daquela história, daquele amor...
Você cria sonhos que vão e voltam... Cria até sol nos olhos e clarão no sorriso...
É o "Quando Te Vi Pela Primeira Vez ..." que virou o "Pra Sempre..."
Sou responsável por aquilo que eu digo e escrevo, mas não sou responsável, por aquilo que os outros entendem erradamente, pois a lógica do entendimento é minha, e o não entendimento cabe aos outros e não a mim, logo é bem melhor perguntar o que não se entende, do que sair atacando igual fera com raiva mortal de si mesmo!
Amor amor amor, digo três vezes
porque são ás vezes que costumamos
bater na porta para que alguém nos atenda,
Vida vida vida, digo três vez porque
acho ter ouvido um refrão parecido
em uma novela que contava uma historia clichê de amor.
Mas o clichê eu digo só uma vez, porque se tratando de amor nada deve ser remetido a essa palavra.
O amor tem que ser renovado, tem que ser reenergizado
O amor tem que ser como aquela ressaca que te faz perder
a vontade de beber no coração de qualquer outra pessoa nesse mundo,que não seja uma única apenas, que mesmo depois de tantos porres e dores de cabeça, ainda te desperta uma sede infinita a cada amanhecer.
Se aceito que me queres
E te digo que lhe quero
Não deves recear pelo afeto
Se te digo que te amo
E se me dizes que é recíproco
Não deves fugir dos sentimentos
Se te falo que te necessito
E responde-me que estarás lá
Não deves mentir e ir embora
Se te peço que não me machuques
E diz-me que não irá
Não deves fazê-lo
Se pergunto-te quando fostes sincero
E fala-me que sempre o fora
O que devo esperar de ti agora?
Porque o Amor?
EU digo que de nada valeria viver mil anos sem ter amado alguém.
Porque o amor acaba?
O verdadeira amor nunca acaba... E mais feliz quem amou...
Porque o Amor doí?
Porque o amor e Forte, tudo sofre, tudo suporta...
Porque o amor machuca?
Porque ele não e de pedra tudo ele sente...
Porque o amor doí tanto?
Porque e o sentimo mais sincero...
Porque o amor pode esta do seu lado?
Porque o amor e cego, ele não ve apenas sentir...
Porque o amor existe?
Porque todos podem ter o amor, ele não pode ser comprado...
Porque o amor e assim?
Porque não se explica o amor, apenas se senti...
Porque o amor nos faz sofrer?
Porque ela ama, sem esperar nada em troca...
" De nada valeria viver a vida toda, sem poder sentir o verdadeiro amor"
Helen e Flavio
Tudo que digo tem uma pontinha de vida por de trás. Pontinhos da minha vida, que se você ligá-los vai saber como eu sou e me aceitar.
Pelas experiências da vida que eu tive, hojé eu digo que existe palavras diferentes mas semelhante mas dependem cada uma da outra exemplos: "Amor e Vida" para viver é necessário ter o amor para sentir a vida e para amar é necessário ter a vida para viver o amor...!!!
"respeite a minha poesia
nela alguma coisa ainda valho
o que eu digo é só cortesia
pode até deixar escorrer pelo ralo
mas não pisa no meu calo
eu só minto quando falo."
Falo
O que
Sinto
Vivo
O que
Digo
Sigo
O caminho
Mesmo
Perdido
Encontro
Sorrindo
Aquele
Destino
Sozinho
O vento
A chuva
Memória
A Lua
História
Razão
Permitida
Loucuras
Da vida..
RIVAL
O papai sempre gostava de dizer que “doido não tem juízo.” Eu, já digo que tem sim: apenas, em muitos momentos, “lhes faltam alguns parafusos.”
Há muitas histórias envolvendo esses personagens, com sofrimento mental; nas cidades grandes e pequenas, nesse mundão sem fim. Muitas delas, tristes; outras, engraçadas... Outras, nem tanto.
Em Campos Belos, conheci Rival; forte, de estatura mediana, usava cabelos longos, que nunca viam água. Ainda não totalmente brancos, afinal de contas ele só tinha cinqüenta anos; com uma pequena margem de erro, para mais ou para menos. E, uma imensa barba fechada.
Andava calmamente pelas ruas da cidade, sempre mastigando alguma coisa que a gente não sabia o que era. Andava e parava, ao longo de qualquer percurso que viesse a fazer.
Nessas paradas que fazia, geralmente eram para observar algo que lhes chamava à atenção; e sempre tinha uma coisa ou outra. Olhava os mínimos detalhes de tudo, com muito critério. - Como se tivesse mesmo fazendo uma vistoria minuciosa. E, em muitos casos, parecia discordar de algumas irregularidades que via: ao coçar, e balançar a cabeça negativamente, quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas.
Morava num quartinho isolado na residência de um parente de primeiro grau, na Rua Sete de Setembro, próximo do açougue do Juá.
No final dos anos setenta e início dos anos oitenta, houve uma exploração de Aroeira muito intensa na região. Tempos depois, eu soube que a aroeira fora extinta no Nordeste goiano.
Paulo (in memoriam), o genro do Seu Farina (o italiano do Restaurante), trabalhava no transporte e comercialização dessa nobre madeira; e geralmente o fazia no Sul do Estado de Goiás; Minas Gerais e São Paulo. Em forma de mourões e laxas, muito usados em currais e cercas; pela sua potencial resistência em se decompor, na natureza.
Um belo dia...
Como de costume, Rival, subiu a Rua BH Foreman, atravessou a Av. Desembargador Rivadávia, e chegou ao calçadão em frente à Prefeitura Municipal.
Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando a sua frente, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição.
Era o sacristão chamando os fiéis, para a “encomendação de um corpo.”
O curioso é que, naquele dia, ele não atendeu o apelo religioso, apesar de nunca ter perdido um enterro na cidade (tinha essa boa fama); mas, aproximou-se da Paróquia, e tomou a benção ao Seu Vigário, que estava posicionado à frente do Templo, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.
Riscou o dedo polegar direito na testa, três vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao Pároco, ao Santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num cordão feito de argolas, de lacres de latinhas de alumínio; confeccionados artesanalmente, pelos presos da cadeia púbica local;
Olhava ao longe, o esquife num ataúde com a Bandeira do Brasil sobre ele, próximo ao altar; era um filho ilustre que havia “partido antes do combinado.”
Rogou a Deus por ele em silêncio, estendendo as mãos unidas,uma a outra, e levantadas verticalmente, rumo ao céus.
Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas que insistiam em descer, lentamente dos seus olhos castanhos, se escondendo no emaranhado de sua barba; resultante do impacto da perda irreparável. – O Pároco lhe dissera o nome do falecido anteriormente.
Teve fome...
Já era meio dia e ele ainda não havia forrado o estomago.
Entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro. – “Não preciso de dinheiro: tudo o que vocês vêem, são meus...” deixava isso bem claro nas poucas conversas que tinha com as pessoas,digamos,normais.
A atendente lhe deu um pão dormido, sem manteiga mesmo - como sempre o fazia, e um café num copo descartável.
- “Capricha senhora!... É para dois tomar.” A moça colocou mais um pouquinho.
E ficou sem entender: pois não o viu acompanhado de mais ninguém!...
Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, parou diante do caminhão em que Paulo trabalhava; que estava encostado junto ao meio fio, logo à frente; e conversava seriamente com ele. Sim! Com o caminhão.
Que estava cheio de laxas de Aroeira. Com uma ponta de eixo quebrado. Na porta do Armazém de Seu Natã.
O proprietário do caminhão, já havia pedido ao papai que desse uma olhada no mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal, para comprar a referida peça. Pois não a encontrava na região, para repô-la.
Ainda que as faculdades mentais de Rival não funcionasse cem por cento; ele tinha um coração piedoso. Com certeza, aquilo era um Reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.
O sol estava a pino e não havia uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade.
Rival, por sua vez, continuava parado em frente ao caminhão, dando andamento na prosa...
Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançava a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação.
E conversava baixinho, de maneira que só o caminhão ouvia:
- “Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso!”...
Falava com sigo mesmo:
- “Coitadinho!... quanta judiação!... Quanto tempo sem comer e sem beber; já cheirando mal, e cheio de poeira, com esse calor tremendo que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho para refrescar; como tem sofrido!”...
“Não tenho mais tempo a perder: tenho mesmo de fazer alguma coisa.” Pensava ele.
E, lhe sobreveio uma iluminura, procedente do seu coração grandioso: então, deu o seu lanche para o caminhão comer.
Antes de despedir-se, balbuciou quase imperceptivelmente, algumas palavras:
- “Tenha um bom apetite! Voltarei amanhã para ti ver.” E, foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.
Repetiu o gesto de alimentá-lo, durante mais de quinze dias.
Todos os dias, sempre nos mesmos horários, ele deixava próximo à placa, um pão e um cafezinho, para o aquele pobre e faminto caminhão, alimentar-se; porque a “fome é negra”.
- 13.04.16
Chego agora aos meus 50 e poucos anos e digo que a vida não é nada do que me contaram que seria quando eu tinha 16. Alcancei a minha independência muito jovem. Mas chegou um momento que resolvi mudar. Outros sonhos, novas escolhas. Vi minha vida ficar de ponta cabeça. E, sim, tive as melhores lições durante este momento de turbulência. Vi amigos de momentos se afastando. Claro, neste mundo de mascarados, você é o que você tem, e o que você tem é o que você vale. Aceite a condição que muitos vão te seguir apenas até quando você tiver o que oferecer. Depois disso, você se torna passado. Então, preste atenção: cuide de todos que estão ao seu lado por admiração e respeito. Porque para estas pessoas o seu valor está naquilo que você é e não no que você tem. Sem mais.
Esse pessoal do eu digo o que eu penso, eu sou assim e me aguente, do eu sou certo e o resto do mundo errado, do eu sou descolado e ninguém é melhor que eu, do eu sou melhor que os outros, do eu julgo qualquer um mas não posso ser julgado, enfim, dos alienados que se acham assim, uma novidade: a morte nivela todos por iguais. Um e cada um vão descer à terra com seus discursos e a única coisa que vão deixar mesmo é sua memória. Se vão ser lembrados ou não depende de seus pares, pois quem os ovaciona hoje são exatamente seus iguais. Cada um tem a plateia que merece. Podem significar muito, mas a história sempre nos contradiz dizendo que não significaram nada. Quem viver, verá.
Eu estranho? como ousas? digo a ti! Sou normal como qualquer outro, faço o que quero, em meio ao que me limitam. como qualquer um, sou assiom, afinal sou normal, pois ajo como todos os outros estranhos, E se faço igual, Sou Normal.
