Dias da Semana
Quinta-feira em Rodeio
Sobrevoou a minha casa
o Canário-da-telha,
Enquanto coloquei
o Hino ao Frei Bruno
para tocar e o Sol
começou a raiar,
É Quinta-feira em Rodeio,
não vejo a hora da gente
virar a se encontrar,
Você nasceu para mim
e eu nasci para te amar.
Viver a poesia
da quinta-feira
pede tranquilidade
e muita alegria,
Uma atitude
ímpar neste dia
num tempo onde
todos têm razão:
beber água de côco
ou um suco de fruta
para acalmar o coração.
NA QUINTA ESTAÇÃO...
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A chuva não caía — ela tocava.
E cada gota era uma nota.
Cada nota, um passo de Camille no silêncio do mundo.
A música não vinha de fora: ela nascia da própria água que se desfazia no ar, tocando vidraças com um compasso que parecia ensaiado por um maestro ausente. Mas eu sabia — era ela.
A chuva era a música.
Não se podia distinguir quando o som virava líquido ou quando o líquido virava lembrança.
A canção se dissolvia em gotas finas e melancólicas, e cada uma delas trazia uma sílaba do teu nome, Camille, como se o céu sussurrasse teu rastro.
E eu, ali, imóvel, encharcado de ti.
Tudo vibrava em uma mesma frequência: os pingos, as cordas invisíveis do violino que eu jamais vira, a harmonia do teu perfume — absinto e jasmim — que emergia do asfalto molhado como se a cidade também te procurasse.
Não era nostalgia.
Era possessão.
Aquela música que chovia estava viva, e era tua.
E pela primeira vez compreendi o que é uma presença não ser corpórea, mas sonora. Camille não veio. Camille aconteceu.
Como se a tua existência tivesse sido reduzida a uma partitura de água, tocada pelas nuvens, naquela quinta estação onde só nós dois existimos — tu, dispersa em som e chuva... eu, diluído em espera.
E toda vez que chove assim, ainda que ninguém perceba, a mesma melodia volta.
A mesma. Sempre a mesma.
Como se a quinta estação não tivesse acabado —
ou como se eu nunca tivesse saído dela.
Recolhimento de Camille
Então ela surgiu.
Não com passos. Não com palavras.
Mas com um sorriso.
Um sorriso em delírio, feito de algo que o mundo desaprendeu:
viver sem saber que se vive.
Ser por inteiro sem a obsessão de se compreender.
Camille, ali, diante de mim — e ainda assim inatingível — era o retrato vivo daquilo que a humanidade perdeu quando começou a pensar demais.
Ela sorria como se o sorriso não lhe fosse emprestado pela razão.
Sorria porque o coração dela não sabia fazer outra coisa senão dançar com a música invisível da existência.
E era ali, na chuva já quase cessa, que eu compreendia:
Camille não se dava conta de que vivia.
E por isso vivia mais do que qualquer outro ser.
Se existiam partituras, haviam sido abandonadas.
Porque a melodia dela era espontânea.
Porque a música que ela era dispensava pauta, regência ou intenção.
Camille era um som antes de ser um nome.
Era um momento antes de ser uma história.
E talvez seja por isso que nenhum sofrimento a tocava como a nós.
Porque só sofre profundamente quem se vê como personagem.
E Camille...
Camille era o próprio enredo sem precisar de roteiro.
Observei-a por um longo instante —
recolhi sua imagem não com os olhos,
mas com o que resta de fé em mim no que ainda é sagrado.
Naquela quinta estação, eu soube:
todo ser humano deveria ser assim.
Quinta-feira de Endoenças (dores e temores), bem vindos todos os Cavaleiros Rosa Cruz espalhados pelo mundo, nesta data reunidos em Conclave. O sangue e o vinho, fortalece cada jornada em direção ao GADU. A luz tênue de cada cavaleiro, em união sob a cruz, vence toda escuridão.
O mundo desapareceu naquele momento. Não havia copa, quinta-feira, processos ou concurso. Só havia nós e naquele instante mais nada importava. Eu era dele ele era meu e o mundo poderia acabar lá fora que eu não iria me importar.
Quarta-feira anunciando nuvens de preguiça pela manhã, ondas de tédio à tarde e trovoadas de desejos à noite.
Quarta-feira
Faltam poucas horas para acabar o amor, as estrelas de hoje mostrou- me os últimos pingos que restaram, queria estar um pouco longe desse caos, queria sentir essas últimas doses, sentado em qualquer praça, com os pensamentos a uns anos atrás, onde a única coisa que importava era os sentimentos das pessoas. Mas esse gostinho de saudade, aperta em todas as noites, amenizando essas trevas, mas aumentando a dor. Quisera eu que tudo fosse só mais uma ilustração do inimaginável,mas, todo filme foda, sempre tem um fim triste. Não sei o real motivo de rascunhar mais uma vez, não sei mesmo, estou ao ponto de entrar em outra dimensão, usar as magias da ilusão para forçar meros pensamentos, mas a certeza desta noite, será saciada em momentos que nunca existirão, precisamos ir, ainda é quarta-feira.
►Quarta-feira Imprevista
Eu não estava preparado para quarta-feira
De manhã eu perdi a confiança para com um amigo
E a tarde, junto a uma garota, fiz besteiras
Logo cedo eu fui agressivamente traído
Ao entardecer, eu tive um momento íntimo
É difícil explicar, tanto que fiquei deslocado
Ao nascer do sol fui atacado, à tarde, provocado
A história por si só é impossível, inacreditável
Mas irei tentar desenhar tal cenário inimaginável.
As sete da manhã eu estava ocupado
O tal "melhor amigo" conversa comigo
E, lavando o carro, estávamos batendo papo
Melhor do que lavá-lo sozinho
Claro, nada havia sido planejado
Em um certo momento, fui apunhalado
Melhor dizendo, agarrado, enforcado
Brincadeiras à parte, eu fiquei extremamente chocado
Chateado, desconfiado... acabado.
Entristecido e aos prantos, eu saí, descontrolado
Os óculos que deveriam me proteger contra o sol,
Escondia os meus olhos avermelhados
Eu estava desmotivado, cansado
Queria apenas dormir, deitar tudo no passado
Isso para evitar o terrível fato,
Que, sem dúvida, me assombrará.
Depois de algumas horas, voltei para casa
Deprimido, resolvi deitar e tentar apaziguar minha alma
Pensei até em chorar sobre o travesseiro, mas dei um jeito
E, assim que fechei meus olhos, acalmei meus nervos
Meu medo foi passando, um passo por vez
A verdade era que eu queria dormir até as seis da tarde
Mas tinha que ir à praça, encontrar um compadre.
Ao chegar lá, vi ele e uma possível amiga
Conversámos, e depois de uma caminhada tranquila,
Resolvi voltar para a minha casa, ele foi também, com ela
E, em um momento imperceptível, eu e ela ficámos atraídos
Quando me dei conta, a vergonha estava fixada sobre o rosto do amigo.
Tudo o que estava acontecendo estava me assustando
Como não estava previsto, fiquei sem qualquer plano
Mas, o que posso assegurar é que,
O fim daquele dia foi especial, agradável
Por conta disso, dito isso, agradeço ao amigo, Otávio
Obrigado, jovem, muito obrigado
Não há palavra que descreva melhor
Obrigado, usando apenas uma palavra, e logo após
Estarei te agradecendo pessoalmente
Obrigado novamente, por me ajudar em um momento extremo
Momento que imaginei que enfrentaria sozinho
Perdi a confiança, mas garanto ter aprendido
Por tanto, obrigado, aqui sou eu que vos fala
Jamais esqueça dessas minhas palavras.
a chegada
já a quarta estação me rodeia
tece sua cadeia de flores
as trepadeiras na ameia
da temporada dos amores
florescendo toda a aldeia
cada canto, todas as cores
no cerrado o ar perfumado
em um festival derredores
coroando o ciclo propalado
ameno, pintado, amadores
de um tempo dulcificado
mais que bela, quimera
com seus abraços, laços
em botões em espera
da diversidade em maço
a chegada da primavera!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Setembro de 2019
Araguari, Triângulo Mineiro
ASSIM É
Janela que dá pra lugar nenhum
Trevo que perdeu a quarta folha
Concha tirada do mar
Cobertor que não tapa os pés
Assim é aquele que perdeu a voz
Foi negado o saber
Queimada a história.
Mais uma Quarta-Feira terminando, o que eu poderia dizer, a não ser:
Obrigado Senhor por tudo, obrigado pela vida, obrigado pelas bençãos, e muito obrigado meu Deus por mais uma Vitória. Que a minha noite seja tranquila, e que o meu amanhecer seja maravilhoso. Prepara meu coração Senhor para mais um dia de luta, pois no final eu sei que vencerei mais um dia!
Amor de metrô
Era quarta-feira quando eu entrei no metrô, já cheguei e fui sentando ao lado do meu amor.
Comecei a perguntar e ele feliz me respondeu. Tô achando mesmo que o amor da vida dele sou eu!
Me contou tantas histórias que eu nunca me interessei, mas com ele ali falando eu prestei muita atenção. Se eu saísse dali agora já sabia até fazer uma casa um avião, e até transplante de um coração.
Ele falava inglês, francês e um pouco de chinês, eu ainda apanhando das diferenças dos porquês. Tocava guitarra, baixo, contrabaixo e violão, e eu ainda precisava marcar o tempo com a mão.
Mas eu sei até fazer pudim que ele disse que ama.... Tô achando mesmo que o amor da vida dele sou eu!
Ele disse que morava bem pertinho da igreja, e eu já pensando que era ali onde a gente ia se casar. Eu cheguei até dizer bem alto um “SIM” e ele ouviu. E eu tive que completar com algo que eu inventei.
E tudo que ele falava eu quase de tudo sabia. Nem que fosse algo que eu ouvi da tia da minha tia. Mas bem no meio da história chegamos na estação, e ele sorriu, deu um tchau e ainda pegou na minha mão.
E eu fiquei ali sentada pensando naquele cara.... Tô achando mesmo que o amor da vida dele sou eu!
E que o amanhã chegue logo trazendo logo o metrô, porque eu vou procurar o meu amor pelo metrô.
E assim que o encontrar já vou logo dizer de cara.... Tô achando mesmo que o amor da sua vida sou eu!
Bom dia
Iniciando bem nossa quarta com alegria e vibração...
e que venha então:
Pão da alegria,
acompanhado com café de harmônia,
misturado com boa dose de manjar em melodia... hummmm, bom isso,
sabe .... aquela emoção que brota de mansinho
vai crescendo devagarinho
à medida que abrimos os olhos para a realidade deste novo dia,
que nos é dado a exalar o doce perfume do amor;
abraçar o dia com vigor e energia,
vontade de vencer as dificuldades que surgirem,
e com mestria realçar seu doce charme de
mulher linda e maravilhosa!!!
ESTAÇÕES, DIAS E CORES
Quero ser sábado
E gostar de ser uma quarta-feira
Um dia qualquer
Ser ensolarada
Também saber chover
Gotejar quando quiser
Quero ser azul infinito
E achar bonito me acinzentar
Quero ser cada dia da semana
Todas as estações
Saber ser todas as cores
Só não quero ser a mesma
Quando acordar amanhã.
Vem quarta-feira, vem de mansinho e começar a despejar as bençãos que o senhor reservou pra mim, inunda meu ser, transborda meu coração, enche de alegria a minha vida e a vida de quem esta lendo essa mensagem e que tenhamos uma jornada recheada de bençãos e surpresas! Priscilla Rodighiero
Há pessoas que usam máscaras de janeiro a janeiro. O carnaval não se acaba na quarta- feira de cinzas. Dói saber !
BOM DIA QUERIDOS E BONS AMIGOS!!!
Manhã chuvosa
Nesta quarta feira
Há quem fique nervosa
Há quem fique faceira
Eu gosto de dias assim
Fazem muito bem pra mim...
mel - ((*_*))
A grande viajem
Feliz foi o dia em que embarquei naquele trem,era num anoitecer de uma Quarta-feira.Levava comigo apenas meu desejo de aventura,e à partir daí foi a minha mais viva e doce aventura.Me lembro do cheiro do pequeno medo que me rodeava naquele dia,eu estava um pouco assustado e radiante pra que o trem partisse.Comigo eu não levava blusa de frio e nem um guarda-chuva...Pra quê me prevenir do desconhecido pensava eu.No dia 13 de março,naquela doce Quarta-feira,assim então algo iria mudar pra mim,de uma forma divina e sublime de se viver.Desde aí grandes paisagens enfeitariam a minha janela,além do mais,uma linda moça de olhinhos fechados se sentou na poltrona,ao meu lado.Fui me acostumando tanto com a presença dela conforme o trem seguia viajem.E assim quando amanhecia,a cada curva eu podia sentir o poder das coisas mais lindas e belas que a vida tinha pra oferecer do lado de fora daquela janela.Pois o motivo da minha apreciação já era a linda imagem que ela me trazia ali sentada.Era tão lindo olhar apaixonado para aquelas doces mãos que estavam sobre o colo da tal moça.Eu já podia sentir aquelas mãos passando pelo meu pescoço na madrugada à fora,dentro daquele trem.Quando menos eu esperava,aquela doce voz me acordava,me convidando pra descer em uma desconhecida ferroviária,as vezes estava sol e outras vezes havia garoas...Mas eu nem me importava mais,eu já não tinha medo de me molhar,pois eu estava tomando os melhores pingos que eu jamais tinha tomado.E se quer saber eu estava amando me molhar por causa daquela doce moça...Quando voltávamos pra dentro do vagão,grandes risos e olhares já não poderiam deixar de existir entre a gente...Era tipo a piada e o riso,assim era eu e ela...E no decorrer da viajem,aquelas dedos que ficavam no colo dela,no início,já preenchia o espaço pequeno entre os dedos da minha mão.E o trem ia seguindo por longas madrugadas e amanheceres.Muitas vezes eu acordava antes pra ficar olhando ela dormir,poxa dormia como um anjo,era tão linda que muitas vezes eu sentava na poltrona de frente só pra apreciar ela adormecida,junto com a claridade da lua que passava pela janela do vagão.Ah!Acordava tão bem,não me lembro dos momentos em que ela acordou de mal humor,ela sempre acordava com um sorriso lindo de se ver,era tão contagiante e bendita a presença dela em mim já que eu não me imaginava sem ela de forma alguma.As vezes quando o trem passava devagar perto das árvores,eu colhia com o meu braço estendido algumas flores pra ela...E como de lei enquanto eu dormia,mais uma vez ela me chamava pra mim descer em mais uma parada,e ali seria mais um palco de grandes e quentes travessuras que amávamos fazer...Tinha vez que estava frio e outra vez um calor que fazia a gente soar muito...E depois de loucuras a gente sempre voltava novamente pro nosso cantinho,aquele vagão.Já sabíamos chegar de olhos fechados em nossas poltronas e sempre era ruim de passar abraçado com ela pela porta estreita que ele possuía...Sem a gente perceber,aquelas paisagens já era ela pra mim,tudo que eu olhava de belo tinha ela estampada no reflexo do vidro da janela,tipo mesmo eu olhando pra paisagem,eu via ela bem fraca refletindo no vidro,ela muitas vezes assim estava sobre o mar ou sobre o por do sol que eu olhava pelo lado de dentro...Grande história essa,o mais incrível é que ela foi real,foi tão real que todos meus pensamentos me levavam pra ela,só pra ela e mais ninguém nesse mundo.Nossa dentro do trem servia uma coisa que ela amava comer quando estava comigo.Havia um pastel de banana que ela lambia até seus delicados dedos,claro,junto com um suco de laranja sem açúcar que ela amava também...Ah quanta coisa que estudei sobre ela nessa viajem,ela nem imagina quanto que aprendi a aprender sobre ela...Eu me lembro quando descemos por três dias,numa cidade chamada Americana.Poxa como que foi bom passar três dias longe de tudo,só eu e ela pra se amar e amar...São tantos detalhes escondidos nessa doce aventura que será impossível de não me lembrar e chorar de verdade.Quantas noites eu e ela nos amamos loucamente com lindas músicas de fundo...Quantas promessas eu fiz enquanto ela dormia em meus braços,quantas lágrimas eu estava disposto a enxugar do rosto dela quando ela acordasse triste...Como ela me fez bem enquanto estive com ela.Como aprendi a amar a presença e os beijos dela viu...São coisas tão especiais pra mim que tenho dela que tudo isso me faz repensar em tudo e em todas as horas...Minha viajem ao lado dela durou um pouco mais de seis meses,com ela ao meu lado eu pude conhecer o mundo inteiro mesmo não percorrendo ele por completo.Foram os seis meses mais lindos e prazerosos que eu ainda não tinha conhecido.Ela me fez amadurecer muito e me fez ser tão paciente e bom.Num dia assim ela infelizmente teve que descer do trem que eu estava pra pegar um outro trem.Eu já nem sei como será a próxima curva,a próxima chuva que eu ter que passar,me molhar,sem ela...Tudo está tão estranho,as cores que descobrimos já não são tão especiais sem ela ver,ao meu lado.A poltrona que ela esteve sempre agora parece estar faltando um lindo corpo pra se completar nela.E agora estou olhando pela janela,já não posso evitar que a minha dor derrame lágrimas pela falta que ela me faz,a tarde já está caindo e não há mais reflexos permanentes dela sobre o vidro,só resta ela bela e linda aqui dentro de mim,estampada no meu coração e no meu amor que é dela,só dela...Agora só resta o silêncio e o barulho das rodas sobre o trilho em que vou seguindo...Quando amanhecer nem sei como e onde vou estar,só sei que ela segue a frente,minha alegria ainda é poder sentir o perfume que ela deixou há pouco nesse lugar que estarei em breve...Assim vou seguindo meu rumo,foi linda essa viajem...Mesmo se eu for sozinho vou seguindo junto ao meu o teu coração.Sei que chegamos na hora,seguimos nossos destinos e assim ela(você) estará sempre por perto de mim e eu de você...Viajar contigo nesse lindo trem foi minha grande satisfação,foi lindo poder colorir essa viajem com as lindas cores que criamos juntos...
