Dias da Semana
A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.
Hoje é quarta feira e é dia da Palavramiga! E o sapinho mochileiro Gabiróba estava pensando no quanto nós nos queixamos da vida, da situação atual do mundo, das coisas e da política. Então ele descobriu que este é o momento propício para eu e você começar fazer algo a respeito, sim pode começar já a reorganizar seus pensamentos, suas ideias e seus projetos, evite ser negativo e entrar em desentendimentos e vamos juntos consertar o que está errado, endireitar a rota do presente e alcançar os objetivos cuidadosamente planejados. O sapinho mochileiro Gabiróba está começando agora mesmo a eliminar toda crítica, toda amargura e toda negatividade dos seus pensamentos, venha com ele e viva o seu melhor momento!
Estou caindo na folia, no bloco dos endividados. Só volto na quarta-feira com o velho bordão: as contas vencidas não pago, e as novas vou esperar envelhecer.
Benê Morais
Quarta-Feira de Cinzas
Acabou a folia.
Que o fogo apenas se aquiete em brasas,
para que da melancolia das cinzas
renasçam corações e almas vibrantes de boas energias.
1782
"Alguém sabe se os Caminhantes de Agora são os mesmos que Acamparam à Porta dos Quartéis? Alguém sabe?"
Quarta-feira, 10 de setembro de 2025.
Para hoje:
Que seja um dia muito especial, repleto de alegria, paz e boas notícias.
Beba água, faça uma prece e principalmente, agradecer por tudo que se tem.
Força, foco e Fé.
Coragem e felicidade.
Bom dia 🌺
Quarta, 31 de dezembro de 2025.
Tudo o que aconteceu contribuiu para o seu crescimento, mesmo o que você não entende ainda.
2025 te moldou para o teu melhor, te ensinando que confiança é um bem precioso e que você não deve depositar a qualquer um, te preparou para enfrentar grandes desafios e acima de tudo te deu grande livramento. 2026, você estará leve e em paz e preocupada para viver o extraordinário, terá adversidades com certeza, mas você já sabe o que vale ou não a pena cultivar na vida, te desejo um ano cheio de coisas boas e acima de tudo te desejo paz... Feliz 2026🍾🥂 vamos que vamos ✋
23:51 quarta - feira 14 de fevereiro de 2024 Deus se importa comigo e me deu um recado em sonho... ( A mulher drogada ficou sóbria e me deu o recado)
Enquanto meu marido desceu para pegar água pra gente, na casa dos pais dele, às 10 horas da noite, eu aproveitei e acabei tendo um encontro com Deus.
Orei pelos meus amigos, que já não falam mais comigo, mas mesmo assim eu os amo demais.
Entreguei a vida deles, nas mãos de Deus.
Orei pela minha família, orei pelo meu relacionamento e entreguei a Deus todos os meus problemas e pedi pra ele me ajudar.
Contei sobre o rompimento na relação com meus pais, por eles serem muito problemáticos conosco.
Pedi á Deus pra me ajudar a resolver essas questões familiares, orei pelos meus irmãos e pedi pra Deus cuidar de todas as áreas de suas vidas.
Depois eu disse pra Deus que estou muito confusa, em relação á tudo o que está acontecendo na minha vida.
Pedi pra ele me ajudar a resolver todas essas questões, porque eu não consigo.
Por outro lado, a vida financeira está complicada, pedi pra ele me ajudar nisso também!
Pedi pra ele me responder em sonho, o que devo fazer, o que eu posso fazer para resolver isso, pra ele falar comigo.
O que aconteceu mais ou menos umas 2 horas depois?
Enquanto meu esposo estava no banheiro, eu estava na cama, lendo um pouco a bíblia, mas minha cabeça estava doendo muito por algum motivo. Parei de ler, e nisso acabei cochilando e tendo um sonho confuso, maluco e enigmático.
Sonhei que passava ao lado da praça Melo Uchôa, na rua esquerda em vertical. Na esquina, havia uma garotinha de cabelos loiros e lisos, olhos azuis e bem sujinha. Ela cuidava de uma bacia de carne muito temperada, que estava reservada em uma bacia grande azul, em cima de uma banqueta de madeira, ela abanava suas mãozinhas para as moscas não pousarem na carne. Eu ia passando toda arrumada de calça preta e roupa bem elegante, quando àquela menina me chamou a atenção e comecei a pensar "nossa, quanta carne! Esse povo tá vivendo melhor que eu." Então, nesse momento, a menina levantou sua mãozinha direita dizendo "me dá dinheiro?" Então, eu continuei seguindo sem dar importância, porque ela não estava com fome e provavelmente queria dinheiro para a mãe comprar drogas. Por isso não dei. Só falei "hoje, só comi ovo. Não tenho dinheiro, tô desempregada, não tenho trabalho, não tenho nada" e quase disse "vocês estão vivendo melhor que eu" a menininha perguntou em seguida "Por que você só tá comendo ovo, moça?"
Aí continuei seguindo, após ter já respondido a pergunta.
Então, quando olhei pra trás a mãe dela, estava vindo em minha direção.
E apontando o dedo indicador para mim e falando "ore a Deus. Você vai conseguir" eu fiquei surpresa, porque ela parecia bem debilitada das drogas, quando eu argumentava com a garotinha dela.
E veio muito sorridente em minha direção e eu respondi "estou orando, eu estou orando sempre" então dei meia volta e pedi um abraço para ela, em forma de gratidão.
Quando a abracei, ela parecia estar em transe alucinógeno. Ela estava muito sobria há segundos atrás, e agora mudou instantaneamente, só me deu o recado e já ficou em transe.
Eu a soltei, porque ela estava rindo muito, sem motivo e me babava no ombro, enquanto isso. Segui em frente e era como se eu estivesse passando pelo vale da sombra da morte, porque o lugar estava lotado de pessoas usuárias que roubavam bastante.
Mas, eu segui adiante e apesar do medo, percebi que ninguém me enxergava ali naquele lugar.
Eu era como um fantasma, passando por cima do corpo deles.
Eu passava totalmente despercebida. Em cada meio metro, via pessoas muito drogadas, mas nenhuma delas me viu.
Eu acordei e aqui Estou escrevendo para relatar e não esquecer.
Deus existe e sua conexão com quem têm total confiança nele, é extrema!
Obrigada por tudo meu Deus! Gratidão, eu te adoro
PS: EM JULHO DE 2024 TIVE UM COLAPSO SÉPTICO QUE ME FEZ MORRER, E RETORNAR. FOI QUANDO ENTENDI ESSE SONHO, SOBRE O VALE DA SOMBRA DA MORTE.
Passaram por nós
o nosso Carnaval,
a Quarta-feira de Cinzas
e as lindas nostalgias,
Não esqueci de manter
vivas as alegrias,
e tudo o que faz
o coração se derreter.
Os sambas deste ano
continuo ouvindo,
Quero acreditar que
o teu amor está
escrito no destino
para deixar a chama
intensa, envolver
e de amor bamba.
Porque se não for por
amor que ao menos
vire um bom samba,
Para não deixar perder
a beleza deste tempo
que é ver pelo caminho
o Jacarandá de espinho
florindo e o teu sorriso
para mim se abrindo.
PENSAMENTOS DA QUARTA:
Para eu encontrar maior saúde, riqueza e prosperidade em minha vida, devo cavar e me conectar bem fundo dentro de mim. Lá no fundo do meu ser reside a raiz de toda disfunção que tenho e que estou ancorado até este momento. Eu deverei senti-la, entende-la, digeri-la e possuí-la, e assim eu mesmo manipular o remédio que irá curar-me de todos os meus questionamentos.
Mar de poesias
Era o final da manhã do dia 16 de novembro numa quarta-feira cinzenta, típica da cidade de São Paulo. Não podia passar de amanhã, pensei. Faltavam apenas dois dias para o evento.
Eu tinha concordado com a ideia do lançamento do meu primeiro e único livro de poesias, junto dos meus amigos e alunos, para a noite do dia 18 daquele mês. Na escola em que trabalho como professor de história haveria um concurso de poesias e crônicas escritas pelos alunos e, ao mesmo tempo, como parte da programação do evento literário articulado pelo bibliotecário local, o meu batismo no mar de poesias. Tudo programado: convites, um pequeno coquetel, a divulgação via Internet... Apesar da timidez que acompanha desde sempre, não poderia ventilar a ideia de faltar naquele evento. Minha ausência do trabalho já se estendia por cinco meses. Estava careca e inchado, porém não me importava com minha aparência. Apenas a vida me importava naquele momento.
Apesar de uma leve situação febril que me deixou deitado e indisposto na maior parte do dia anterior, acordei bem naquela quarta-feira. Por isso resolvi levar meu filho ao aeroporto de Congonhas, de onde embarcaria para o Rio Grande do Sul, estado no qual estuda cinema de animação. Ele viajou bem cedo, no início da manhã. Só voltaria a revê-lo apenas em meados de dezembro, após o término das aulas regulares. Já sentia saudade de sua presença adolescente e de sua leveza juvenil.
Depois disso, ainda tive forças para passar no laboratório do hospital e retirar alguns exames gerais solicitados pelo oncologista que acompanha o tratamento do meu linfoma. Ainda era bem cedo, entre 8h30min e 9h00min. Um desconforto abdominal e certa indisposição já me acompanhavam. Antes de dirigir-me à consulta marcada com a nutricionista especializada em pacientes com câncer resolvi passar em meu apartamento e fazer uma breve pausa, estratégica. Poderia ser um resquício daquela terça-feira cinzenta.
Não foi suficiente para minimizar o descontrole físico. Ainda assim, guiado por meu carro, fui ao encontro da nutricionista. Atendeu-me rapidamente. No decorrer da conversa, entre cardápios mais adequados para indivíduos com meu tipo de enfermidade e detalhes solicitados sobre as especificidades do tratamento, tive um súbito mal estar. Brusca queda da pressão arterial e uma sensação de que não aguentaria manter-me devidamente íntegro e sentado naquela cadeira. Fui imediatamente acomodado em uma maca para recuperar-me. Quando a enfermeira da clínica chegou para um pronto atendimento, já me sentia melhor e com os sinais razoavelmente recompostos. Prosseguimos com a consulta. A nutricionista finalizou suas orientações - as quais eu já não ouvia com atenção – e, além disso, sugeriu que me dirigisse ao Pronto Socorro do hospital no qual tratava do linfoma há pelo menos seis meses. Segundo ela, poderia ser alguma reação negativa à sessão de quimioterapia realizada há duas semanas.
Não segui sua orientação. Na esperança de que meu corpo reagisse sozinho aquele descontrole, sem auxílio médico e/ou medicamentoso, voltei para meu apartamento e resolvi deitar-me novamente.
Já recolhido no sofá da sala recebi um telefonema do meu amigo Murilo perguntando-me se poderia passar em casa para retirar os convites do lançamento do livro e distribuí-los para nossos colegas professores do colégio. Dissera-lhe que sim, porém o alertei que se não estivesse em casa deixaria os cinquenta convites na portaria do condomínio.
Nesse momento o termômetro já marcava 37,5º. Em menos de uma hora a temperatura do meu corpo atingira 38,2º. Não podia mais adiar, já havia passado da hora de deslocar-me para o Pronto Socorro. A orientação prévia do meu médico oncologista era bastante precisa: “com febre acima de 37,8º dirija-se imediatamente ao PS do hospital”.
Deixei os convites na portaria do prédio com o Sr. Isaac. Era meio dia quando cheguei ao hospital. Como de costume, passei pela triagem com a enfermeira e, em seguida, fui atendido pela Dra. Ana, médica plantonista. Soro, medicação, mais exames (sangue, urina, RX) e, naturalmente, muita espera e paciência.
Os resultados prontos e o diagnóstico mais indesejado. Dra. Ana foi direta e precisa: - Seu índice de neutrófilos está muito baixo, apenas 40. Com essa neutropenia precisaremos interná-lo para controlarmos a infecção e impedir que ela se alastre. Você ficará internado por pelo menos cinco dias.
Telefonei imediatamente para o Murilo. Por sorte ele ainda não havia retirado os convites na portaria. Um problema a menos. Solicitei, então, que me ajudasse a desmontar o evento de lançamento do livro. O fazedor de versos não resistira à febre.
É bem verdade que havia pensado em lançá-lo apenas no final do tratamento, em janeiro de 2012. Simbolizaria uma espécie de renascimento, de retomada do cotidiano e das coisas da vida. Porém, o bibliotecário do colégio entrou em contato comigo falando que seria perfeito se pudéssemos fazer o lançamento no dia do concurso de poesia e prosa organizado para os alunos do ensino médio. Acabei aceitando o convite e solicitei para a editora uma revisão nos prazos de entrega. A Adriana prometeu-me entregar os livros até, no máximo, o final da tarde do dia 18/11. Foi perfeito. Os prazos todos encaixados. Porém ninguém contava com o imponderável.
E a vida faz dos prazos o que bem deseja. Ela exige um eterno replanejamento e nos lembra constantemente que nem tudo acontece quando e como queremos ou desejamos. Hoje já é dia 22 de novembro. Estou nesse quarto de hospital há uma semana. Os livros não foram retirados na editora, os amigos foram desconvidados, os convites não foram entregues, os alunos devem ter lido suas poesias e crônicas, as melhores devem ter sido premiadas e eu ainda estou aqui, finalizando o controle da infecção com antibiótico intravenoso e escrevendo essa micro história.
Se tudo der certo - e a gente nunca sabe; só os “médicos sabem”; só a vida sabe; talvez só os deuses também saibam - devo retornar para casa amanhã. Repensar uma nova data e local para o lançamento e replanejar o tempo que me resta. Ainda há tempo para remontar o circo, ainda há tempo para brincar e sentir com as palavras, rir e chorar com as coisas da vida. Ainda haverá tempo de mergulhar, nem que seja uma única vez, no mar de poesias.
Quarta-feira de cinzas.
Cinza no céu, cinza no meu coração.
Cinza de chuva fina e fria.
Cinzas do carnaval que passou,
Da alegria que embriagou corações.
Cinza está o céu, está a emoção.
Cinzas é o que sobrou de um amor de carnaval.
Cinzas é o que sobrou de teu falso amor.
Cinzas, cinza, restos...
Cinzas e fogo, chuva...
Como fênix, vou renascer para um novo amor.
Para um próximo carnaval.
Hierba is life
Era, decerto, a vigésima quarta dieta de emagrecimento a que Hirta se submetia. Fez a da lua, das frutas, da água com limão em jejum, da melancia como alimento-pivô, usava laxantes e, de tanto defecar, passou a andar com o fundo forrado. Perdia peso, ganhava, perdia, perdia, enchia... decidiu radicalizar e tornar-se “vegetariana”. Disseram-lhe que o primeiro passo seria passar por um processo de “desintoxição à base de folhas”.
Convém dizer que Hirta já se tornara desassuntada, posto que só lhe vinha à verbalização assuntos ligados à magreza, dieta & congêneres.
Acordava às quatro, calçava tênis, meias, o uniforme de pista e pegava o beco. Andava, andava que em certos momentos tinha a impressão de que parara e apenas o asfalto se movia. Seu ritual era de tal compenetração que sequer via transeuntes ou carros ao seu lado. Seu sentido era retilíneo e único: seria magra e escultural (espigal).
Numa dessas andanças, concentrada, tropeçou e estendeu-se sobre um cavalo morto atropelado na noite anterior. Foi um susto, muita vergonha! Tentou ser mais atenta a partir do episódio.
Mas, retornando à “desintoxicação”, passou a consumir folha de quase toda espécie. Primeiro foi hortelã triturada, passando à malva, mastruz, cajarana... processava baldes para consumir. Gradativamente, só algumas folhas eram-lhe insuficientes e, nesse estágio do “tratamento”, quebrava galhos inteiros de árvores e arrastava até sua cozinha, aí então, já abarrotada de arbustos.
Houve ocasião em que uma amiga lhe perguntou se estaria criando alguma “vaca” ou outro herbívoro de porte. Calma, a moça disse que era apenas para consumo pessoal.
Dia a dia não lhe restava tempo pra outra coisa a não ser dedicar-se à pesquisa de receitas de saladas vegetais e hortaliças exóticas. Nesse menu, rolou até palmito com urtigas verdes.
Tantos esforços já manifestavam resultados. Não só se tornara delgadíssima quanto esverdeada. Da base das orelhas às asas do nariz tinha um lastro de cor pardo-verde-oliva.
Adaptara-se aos novos hábitos e, por nada comia outras coisas além de vegetais crus.
No primeiro Natal desse propósito, degustou apenas uma noz, duas uvas e as folhas de alface que guarneciam o pobre peru que pagou o pato da ceia.
Numa festa de casamento na roça, onde rolava carne a granel, farofada e cereais recheados, do tipo fava com mocotó, para não ficar em sumária inanição, da mesma forma que um ruminante, remoeu algumas palhas de vassoura. Lavou-as e, molhadas, facilitaram o deguste.
De resto, cumpre afirmar que mudou de vida e até a forma como observava uma boa pastagem, diferindo-se dos humanos comuns.
Tornara-se herbívora!
Tainará até a quarta série não se falávamos não sei porque implicância mesmo na 4° Série por causa da Lorena começamos a se falar até que fizemos uma dança a e começamos as brigas de novo por causa do lugar paramos de se falar depois de 2 dias a victoria a taynara e a joyce vinheram pergunta se eu queria brincar disse que sim e começamos a brincar e nossa amizade dura até hoje
dedicado a taynara
Quando eu chegar lá na quarta-feira de manhã, eles vão mudar de nome para Charlie Bros. e não Warner Bros. Dã, vencendo! Cara, olha lá o IMDB. São 62 filmes e uma tonelada de sucessos. Ganhei melhor filme aos 20 anos. E eu não estava nem tentando. Não estava nem aquecido.
A QUARTA PRIMAVERA.
A quarta primavera na ausência da flor.
Especie única do meu jardim.
Extinta, órfão meu quintal ficou.
Morando no meu imaginário.
Do polén a lembrança fecundou....
O nectar do quintal não é mais tão doce assim.
O espinho que nunca me feriu,
da flor que exalava o jardim.
O beijo e o carinho regavam a flor.
Mato a saudade ao ver colibris.
A flor que na minha vida passou.
Celeste, Deus, a flor, querubins.
"maternus sempre lembrae"
Científico nome da flor
Do meu sentimento que não jaz.
Brotam as palavras que em poesia lhe dou.
Autor: Carlos Henrique R. de Oliveira.
QUARTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2014
DETALHES OFUSCADOS DA ROTINA ATUAL PAI X MÃE & TRABALHO.
& FILHOS?
Não que eles tivessem necessidade de mais um salário para garantir a confortável vida de sua família, não que isso incomodasse sua esposa. Ela era feliz assim cuidando dos seus filhos, da casa de seu marido. Acompanhando cada fase dos seus. Porém, seu marido nunca aceitou que em pleno século XXI ainda existissem mulheres apenas “donas de casa”. E sabem por que eles não toleram mais isso? Por que simplesmente não reconhecem e nunca reconhecerão a árdua e rotineira tarefa de uma casa. Entretanto, sua família não tinha parentes nem familiares próximos, sempre foram eles os protagonistas de suas histórias, mas sempre com o sufoco de conciliarem seus trabalhos, compromissos e estudos das crianças. Logo de uns tempos para cá, com os meninos já crescidinhos e desgastada das arrogâncias e ofensas do marido, das humilhações e conflitos, que a maioria das mulheres que trabalham em casa passam, sua esposa começa num serviço. Mas sem aquele apoio familiar de perto, deixa seus filhos com a vizinha num período, e no outro o ônibus escolar toma conta. Viva o mundo moderno! Papai agora está feliz! Quanto a casa? Está fica para os fins de semana, não tem problema.E a atenção as tarefas das crianças? Ah elas sabem se virar. E assim se passam os primeiros três meses. O marido este, continua o mesmo, arrogante e ofensivo com todos em casa; pois a realidade de sua esposa trabalhar fora nunca mudaria isso. O que muda são as coisas por fazer. As contas para pagar. As louças acumuladas para lavar, as roupas para passar, os brinquedos e acessórios das crianças jogados no canto e até esquecidos de brincar; porque o tempo encolheu e tudo se deixa mais desorganizado. Na geladeira, aquela comidinha pronta já não é tão certa e a esposa quando chega, são tantas coisas para organizar e fazer, que um lanche agora é tudo de bom e vira rotina. Ainda bem que as crianças não tem gripado, nem faltado às aulas, pois neste caso, um dos dois precisaria faltar o serviço e se explicar. E assim os dias seguem para se ganhar mais dinheiro na vida, alimentando sonhos de um mundo vazio e hipócrita.
No silêncio, a buzina do ônibus avisa que os filhos chegaram. A mãe corre na direção deles. Que alivio! O pai assistindo TV continua com os pés levantados para relaxar. Um grande abraço parece dizer tudo entre mãe e filhos. E todo cansaço do dia parece findar. As crianças chegam tão cansadinhas que nem tem mais aquela disposição para brincar em família, fazer gracinhas ou papear; vão direto para o banho enquanto a mãe acelera a refeição. Conversas sobre como foi o dia de alguém parece indiferente, todos estão cansados demais para se darem atenção.
-Como foi seu dia, filho? Quantas vezes se esqueceram de perguntar.
Mas para a mãe, tudo é inevitável perceber, e enxerga no olhar de seus filhos o desagrado pela agitação em suas vidas.
- Vamos Helena, vamos Gustavo! Terminem logo seus banhos e venham comer. Helena com seus quase cinco anos grita:
- Pode vir mãe, terminei... E sua mãe corre para lhe vestir. Tomou seu banho sozinha.
Gustavo já maiorzinho (8a) aparece vestido com seu pijama.
-Pai, tem recado na agenda para o senhor. Mas o pai concentrado na TV, apenas diz que agora é a hora do noticiário.
E a mãe com sua doçura pergunta:
- O que houve na escola Gustavo?
-Eu bati num colega, mãe; mas foi ele quem começou aquele chato do Jonas, lembra? Que estudou na minha turma ano passado. Dessa vez eu o peguei e não fui bobo.
Jonas era um menino muito implicante com todos, e sempre que podia, fazia algo contra Gustavo que era gentil. Seria consequência de toda essa mudança em nossas vidas, o comportamento de meu filho? A mãe se põe a pensar... Mas tantas coisas tinham mudado em suas vidas, que as que não aconteciam eram as que mais a preocupava...
Gustavo revidou uma briga na escola e foi chamado á direção. O que teria ocorrido realmente? Mas Helena já não brincava com sua boneca preferida... E a mãe muito mais cansada, já não contava àquelas histórias que ela gostava antes de ir para cama. Depois do jantar, a mãe foi conversar com seu filho, e embora o pai tenha se pronunciado com o seu “Muito bem, filho!”, agora ele vai lhe respeitar! Completou dizendo que estava muito cansado, e que ia dormir. Tudo ficou na mente de ELISA como um pisca pisca sem parar. Pois ela não tinha mais aquele tempo de dedicação com as crianças, com conversas e histórias, risadas e brincadeiras... E às vezes chorava sozinha por isso.
Quando procurou Helena, para lhe dar atenção, sua filhinha dormia no sofá. Leva sua filha para o quarto e com um beijo de boa noite lhe dá sua benção. Boa noite meus filhos! Mas um dia se vai. Tudo, tudo por uma vida melhor! Pensava, pensava e pensava... Uma vida de gente moderna e consumista que se alimenta do desejo de outros, de suas matérias e modas passageiras. Esse é um pouco do perfil da família de hoje, de seus filhos e de seus pais.
O fruto de tudo que plantamos , um dia vingará ! Enquanto temos tempo , o tempo passa, mas quando não temos, ele voa. Andrelina Oliveira
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