Dias

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As noites de chuva e os dias tenebrosos irão passar. Espere, pois o arco-íris logo virá para fazer sua vida florescer.

Mesmo que em passos de tartaruga ande todos os dias, não precisa ser tão veloz quanto as lebres, mas mantenha sempre a constância nos propósitos e a firmeza em suas ideias e ideais.

A PERMANÊNCIA DO CONVITE MORAL. DE ONTEM AOS DIAS ATUAIS.
A frase "vai e não peques mais" atravessou séculos sem perder a sua força interior. Ontem, quando foi pronunciada diante de uma mulher humilhada pela condenação pública, ela representava uma ruptura moral com a cultura da punição imediata e do julgamento implacável. Hoje, permanece como uma das mais profundas orientações éticas já dirigidas à consciência humana.
No cenário antigo, a multidão estava pronta para apedrejar. A lei, interpretada de maneira rígida, exigia punição. A sociedade daquela época estava acostumada a julgar rapidamente e a condenar sem introspecção. A intervenção de Jesus interrompeu esse automatismo moral. Ele deslocou o centro do julgamento para o interior de cada indivíduo. Antes de acusar o outro, cada um deveria olhar para si mesmo.
Esse deslocamento moral inaugurou uma nova forma de compreender o erro humano. O erro deixou de ser apenas motivo de castigo externo e passou a ser compreendido como oportunidade de despertar da consciência.
Ontem, aquela mulher recebeu a liberdade de continuar vivendo. Mas essa liberdade não era uma absolvição inconsequente. Era uma responsabilidade nova diante da própria existência. Ao dizer "vai", Jesus devolve à criatura o direito de caminhar. Ao acrescentar "não peques mais" ele recorda que toda liberdade exige vigilância moral.
Se observamos a sociedade atual, percebemos que a mesma dinâmica continua presente. A humanidade progrediu em ciência, tecnologia e organização social. Contudo, no campo moral, muitos comportamentos ainda repetem o espírito da antiga multidão. Julga-se com rapidez. Condena-se com severidade. Pouco se examina a própria consciência.
Nas redes sociais, nos debates públicos e até nas relações pessoais, frequentemente repete-se o impulso de acusar, expor e punir. A diferença é que as pedras de ontem transformaram-se em palavras, ataques morais e condenações coletivas. O mecanismo psicológico, porém, permanece semelhante.
Nesse contexto, a frase evangélica continua extraordinariamente atual. Ela recorda que o erro humano deve ser tratado com lucidez e responsabilidade ,não com crueldade moral.
Do ponto de vista psicológic...

"Há dias em que o amanhã repousa tão perto do coração que já se pode ouvi lo-respirar."

" Recorda-te com sobriedade e firmeza. Já atravessaste dias que julgavas impossíveis. Já suportaste dores que acreditavas insuportáveis. Já venceste batalhas que ninguém viu, mas que definiram quem te tornaste. Não te subestimes diante do caminho que ainda se impõe. Há em ti uma força comprovada pela própria experiência. E é sobre essa verdade silenciosa que se constrói toda grandeza futura. "

NOS DIAS ATUAIS - PALESTRANTES OU EXPOSITOR?
O CONSOLADOR QUE ESCLARECE E LIBERTA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

O Espiritismo, compreendido em sua inteireza doutrinária, não se limita a consolar pelo sentimento, mas eleva-se como o Consolador por excelência porque esclarece. Eis o ponto axial que não pode ser negligenciado. Aquilo que não esclarece não consolida consolo verdadeiro. Pode, quando muito, produzir alívio transitório, semelhante a uma emoção fugaz que se dissipa ante o primeiro embate da dor real. O consolo legítimo nasce da compreensão. Somente quando a inteligência assimila a lei divina, o sofrimento encontra sentido, e o espírito encontra serenidade.
Sob essa perspectiva progressiva, impõe-se o dever de divulgar os princípios espíritas com lucidez e responsabilidade. Não basta repetir conceitos ou ornamentar discursos com passagens edificantes. É necessário esclarecer. E esse esclarecimento deve operar-se simultaneamente em dois planos. Primeiro, no íntimo daquele que expõe, pois ninguém transmite aquilo que não elaborou em si mesmo. Segundo, na assembleia que ouve, por meio de uma linguagem acessível, coerente e aberta ao diálogo.
É precisamente nesse ponto que se estabelece a distinção essencial entre palestra e exposição.
A chamada palestra, em seu modelo mais comum, tende a cristalizar-se como um monólogo. Nela, o expositor fala, os ouvintes escutam, e o fluxo do pensamento encerra-se na unilateralidade. Esse formato, quando não cuidadosamente conduzido, pode degenerar em repetição, personalismo ou apego a narrativas da vida cotidiana que pouco acrescentam ao edifício doutrinário. O resultado, não raras vezes, é um ambiente onde espíritas falam para espíritas, sem renovação, sem questionamento, e, por conseguinte, sem progresso real. Torna-se, assim, massante e, em certos casos, revela insegurança diante da possibilidade de indagações mais profundas.
A exposição doutrinária, ao contrário, apresenta-se como método mais consentâneo com a natureza do Espiritismo. Ela não se limita a transmitir conteúdo, mas convida à reflexão. Ao abrir espaço para perguntas, estabelece-se um intercâmbio vivo, onde o pensamento circula, aprofunda-se e se depura. Nesse processo, dois efeitos de grande valor emergem.
Primeiro, o expositor é compelido a estudar com maior rigor. Sabendo que será interpelado, prepara-se não apenas para falar, mas para dialogar. Antes mesmo de oferecer aos ouvintes os frutos de sua semeadura, ele próprio já se beneficiou deles, pois o estudo sério transforma aquele que o realiza.
Segundo, os ouvintes deixam de ser receptores passivos e tornam-se participantes ativos do processo de aprendizado. A dúvida, quando respeitada e bem conduzida, é instrumento de iluminação. Perguntar não é sinal de ignorância, mas de busca. E onde há busca sincera, há progresso.
Essa dinâmica harmoniza-se com a própria essência da fé raciocinada, que não impõe, mas propõe. Não exige submissão cega, mas convida à compreensão. Não se satisfaz com respostas prontas, mas estimula o espírito a pensar, discernir e crescer.
Isso não significa abolir toda forma de palestra. Há tempo para cada expressão, para cada método e para cada necessidade. Existem ocasiões em que a palavra contínua, bem estruturada, cumpre função edificante, especialmente em momentos de sensibilização inicial ou em públicos ainda não familiarizados com a doutrina. Contudo, quando se trata do aprofundamento e da vivência espírita em núcleos já constituídos, a exposição dialogada revela-se de maior valia.
Nos Centros Espíritas, onde a finalidade não é apenas consolar, mas educar o espírito, a primazia deve inclinar-se à exposição. É ela que melhor concretiza o ideal do Consolador prometido, pois esclarece enquanto consola e consola porque esclarece. É ela que evita a estagnação e promove o dinamismo do pensamento. É ela que transforma reuniões em verdadeiras escolas da alma.
Monopolizar a palavra ou restringir-se a experiências pessoais pode, inadvertidamente, empobrecer o conteúdo e afastar o propósito maior da doutrina. O Espiritismo não se edifica sobre impressões individuais, mas sobre princípios universais, submetidos ao crivo da razão e da concordância.
Assim, divulgar o Espiritismo é mais do que falar sobre ele. É permitir que ele se cumpra em nós, enquanto o apresentamos com fidelidade e abertura. É semear ideias que germinem no terreno da consciência. É sustentar um ambiente onde o pensamento não seja reprimido, mas orientado.
O Consolador prometido não veio apenas para ser ouvido, mas para ser compreendido. E compreender é um ato vivo, dinâmico, que exige interação, estudo e humildade.
Quando a palavra esclarece, ela ilumina. Quando ilumina, ela consola. E quando consola com verdade, ela transforma destinos.

" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "

A Melodia que vem do Caos

Tenho a oportunidade, nos dias chuvosos, de ir até a janela e desfrutar um pouco de um momento de simplicidade: olhar para o céu e assistir a um lindo espetáculo celeste.

Nesse cenário, os relâmpagos são as luzes — uma iluminação poderosa —, os trovões são os instrumentos, a forte emoção fica por conta da chuva, juntos, estranhamente, numa espécie de sincronia caótica

É uma estrutura sonora perfeita, mesmo sem palavras, letras ou partituras por ser orquestrada por Deus, uma das suas bênçãos que mais se nota — uma apresentação divina, uma das óticas para colorir o céu quando o dia estiver cinza.

A Contrariedade que fez a Morte resultar na Vida
Nos seus últimos dias antes da sua ressurreição, Ele enfatizou que veio a este mundo para contrariar, e não para atender às expectativas. Considerando que através da morte — por muitos imensamente temida —, mostrou que a sua vida era muito mais forte.

Até lá, fez um trajeto árduo de dor e feridas que aparentavam fraqueza, mas que eram na verdade, a força do seu amor em evidência que misturava o seu sangue e o seu suor; o fulgor da sua determinação, sendo o Maior de todos sofrendo a pior humilhação.

A cruz representava sua condenação injusta sendo cumprida; entretanto, era e é o símbolo da nossa salvação que se cumpria naquele momento. Mesmo diante da nossa imperfeição, dos nossos inúmeros lamentos — o Sacrifício que não foi em vão.

Depois de sacrificar-se na crucificação, despertou nos incrédulos a ilusão de que havia partido de uma vez: mais um homem de carne e osso, frágil e impuro, sem nada de especial, apenas um moribundo que teve o seu instante final.

O vazio do sagrado sepulcro não significava, de fato, a sua ausência; todavia, o seu corpo tinha sido renovado, pois Ele havia ressuscitado de uma maneira plena para continuar o seu reinado após ter cumprido a sua promessa, provado o seu amor inconfundível e imensurável.

Em alguns dias, você percebe que sustentar uma decisão é muito mais difícil do que tomá-la.

Senhor, nos dias em que minha fé fraquejar e o horizonte parecer fechado, sussurra ao meu coração que o que Tu preparaste para mim é maior do que tudo que minha imaginação ousou sonhar.

Ser pai de vocês é um desafio que aceito todos os dias com muita honra, amor e gratidão.
É também um dos maiores presentes que a vida me deu.
Nem sempre sei se estou fazendo tudo certo, mas em cada escolha existe o desejo sincero de ser um pai melhor para vocês.
Espero que, um dia, vocês olhem para o homem que fui e encontrem nele a referência do amor, do respeito, da cumplicidade e do caráter que desejam encontrar em seus companheiros de vida.
Obrigado por me ensinarem, todos os dias, que ser pai é muito mais do que cuidar: é amar, aprender, crescer e descobrir que o coração pode, sim, morar fora do peito.

Cota De Malha Pertinácia


Equipei-me e saí pelo mundo sombrio.
Todos os dias eram sombras; eu esfaqueava os demônios.
Era como uma guerreira solitária, lutava pelos justos.
Ansiava por justiça diariamente.
Sentia muita dor, e a maior delas habitava em minha alma.
Mas ainda não tínhamos morrido, não é?
"Siga em frente, esperançosa guerreira!", dizia ela para si mesma, mesmo já sem esperança.

"É sempre assim...
Sou de alguém por uns dias...
Ao fim, me mando flores e uma garrafa de vinho...
Me saúdo...
Tim Tim...
Estou de volta prá mim!"
☆ Haredita Angel

Que seus dias sejam sempre descomplicados, leves...
Simples mesmo!
Parabéns e feliz aniversário!

Placebo dos dias
(1Evaristo)

Conflitos íntimos, maus pensamentos meus,
Por favor não diga que é falta de Deus.
O que teria para dizer
Se fosse o mesmo com você?

Conflitos íntimos, ressentimentos meus,
Não. Não é falta de Deus.
O que teria em dizer
Fosse o mesmo com você?

No meu caso em particular
Sei que com certeza posso pirar
Não fosse a mim o placebo dos dias

Que me permite extravasar
Toda essa dor e agonia,
Sim, Deus me cura pela poesia.

feradapoesia.blogspot.com

Dias nublados
Eu gosto dos dias nublados.
Não sei se gosto do cinza
ou do que o cinza faz comigo.
Nesses dias eu fico mais quieta,
mais fechada,
mais dentro de mim.
Tenho vontade de ficar em casa,
de olhar pela janela do ônibus
e deixar o tempo passar.
O céu parece carregar
um pouco do que eu sinto.
Tudo fica mais lento e confuso.
Os pensamentos ficam mais altos.
E eu penso em coisas
que nos dias ensolarados
talvez eu nem lembrasse.
Tem dias que o cinza lá fora
combina demais
com o que existe aqui dentro.
E talvez seja por isso
que eu não tenha tanta pressa
para que o sol apareça.
Às vezes eu só precise
de dias assim.
Um dia sem precisar sorrir,
sem precisar explicar,
sem precisar ser forte.
Só eu,
meus pensamentos
e esse céu nublado
me fazendo companhia.

Apesar do medo. Supere o medo, e vai, vai sim. Você planta o que colhe todos os dias e não a semana que vem.!
Lembre se.




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Pietisa do cerrado

A memória possui uma fidelidade seletiva: esquece os dias comuns e eterniza exatamente aqueles dos quais gostaríamos de escapar.

Há dias em que a dor não se manifesta como um grito estridente, mas como uma infiltração lenta e constante na alma. Ela vai corroendo as certezas que levamos anos para erguer, deixando no lugar apenas a poeira de um tempo que não volta mais. Ainda assim, é na solidez dessa poeira que reaprendemos a pisar para tentar nos manter de pé.


- Tiago Scheimann