Dias
Hoje é um daqueles dias em que a minha rebeldia aflora de uma forma Incontrolávelmente selvagem 🐺💕LadyRed❤️
A vida trouxe dias
Que pensei que fossem primaveras
Mostrou cores que enxerguei azuis
Me ensinou palavras doces
Conduziu-me só pelas estradas, crendo estar acompanhado
Fez sentir calor
Quando era frio
E não havia nada pra se ver nesse denso nevoeiro
A voz gasta do silêncio ensina mais
O aroma, a brisa de verão
Não precisa dizer nada
Era eu que gostava da vida
Dessas coisas que alegravam o caminho
Nem sempre era estrada
A vida não trouxe nada
Era a gente que acreditava
E foi feliz assim
Compreendi
Que a vida é uma cantiga
Que não liga pra onde o vento leva
Olhe bem, tem dias que nada adianta
E tudo acaba em uma terça-feira
Quase sempre o sol nascente escuro
Alguma coisa faltando
Aquilo que era, não era
Parecia doce, primavera
Confundia
Pensei que fosse azul
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Edson Ricardo Paiva
Te ofereço flores amarelas, pequenas estrelas do meu carinho, para perfumar teus dias, aquecer tua alma e fazer florescer sorrisos em teu coração.
Quem é Ela?
Tem o abraço quente como o verão,
Para aquecer os corações em dias de inverno!
Ela veste as cores da primavera,
E seu sorriso, faz cair as folhas da inveja como no outono!
A Presença Silenciosa no Deserto
Foi nos dias mais difíceis, no auge das nossas maiores provações, que a nossa visão espiritual clareou. Quando tudo ao redor parecia desabar e a solidão batia à porta, foi que percebemos, com a mais absoluta certeza, que Deus sempre esteve ali. Ele não se manifesta apenas nos dias de sol, mas é o sustento invisível nas noites mais escuras da nossa alma. Quando achávamos que as forças iam se esgotar, uma porta inesperada se abria, um amparo surgia e o fôlego era renovado. Olhar para trás hoje e reconhecer que nunca estivemos sós é o maior testemunho de fé que podemos carregar. O Criador não evita o nosso deserto, mas caminha lado a lado conosco em cada centímetro dele.
Hoje
Os dias são de inverno
No inverno
os dias sempre são mais curtos
Mas existe a solidão lá fora
Embora
ela esteja aqui dentro há tempos
Pois os tempos não voltam
E as lembranças remontam
O meu dia aos avessos
E a cada dia mais frio
Tão frio quanto a madrugada
Desses dias de frio inverno
Resta escrever poesia
Fria, em seus mornos versos
O latido de cães
E as cantigas de roda de outrora
Agora, tudo isso
é coisa por demais antiga
Saudade verdadeira
Verdade da boa
O forno de pão
O chão de terra batida
Violão e conversa
Lembranças tão dispersas
Quanto estrelas no Céu
Isso é a vida
No início
Um papel em branco
... e bonito
No final
Um livro escrito de qualquer jeito
Com direito à notas de rodapé
Em tempos de outra estação
Infância de poetas
São sempre as mais felizes
ou talvez as mais tristes
de vez que o poeta existe
Pra que elas sejam sempre algo mais
Mesmo que sejam somente
as mais distantes
tão distantes que agora
Não existe diferença
entre as verdades e as mentiras
O vento sopra e a roda gira
Uma longa lista de lembranças
As quadras,
cantigas de roda
e canções pra lá de antigas
Pondero
Que nunca mais eu cantei como antes
Pois a dura vida de ontem
vivida de hora em hora
Eu vejo agora
Parece que durou
somente um mero instante.
Edson Ricardo Paiva.
"Para ser feliz e próspero basta falar com Deus por 10 minutos todos os dias e não passar mais que 10 minutos sem falar com Deus"
O avião sobrevoava a fazenda a alguns dias fazendo os marcos das divisas, espanhol agrimessor também era o piloto daquele pequeno monomotor Piper fazia o mapeamento e levantamento fotográfico de toda aquela área que ainda era nativa e precisava ser derrubada para o plantio de café.
Foi ao sul próximo a um grande rio que espanhol pensou ter visto umas casinhas construidas com materiais naturais, eram poucas, talvez umas sete casinhas feitas uma de frente com a outra de forma que lembrava uma ferradura. Espanhol ficou intrigado e voltou a sobrevoar as margens do rio mandu para conferir se eram habitadas aquelas casinhas e tirou várias fotos do local. Passaram alguns dias até que as fotos fossem reveladas e ele não descobriu apenas que era uma região habitada, mas viu nas margens do rio um grupo de crianças que pareciam estarem tendo uma aula de artezanato, pois a professora estava com as mãos cheias de barro e ainda assim era a figura mais intrigante e atraente que espanhol ja havia visto em uma fotografia suas formas reveladas pareciam que dançavam na beira daquele rio e giravam ao vento seus longos e lisos cabelos pretos, e ainda que fosse pouca a imagem que ele via ele se apaixonou pela expressão do seu rosto alegre que sorria. E tudo isso o deixou curioso, senão fascinado. Por aquela desconhecida que o seu pequeno avião havia fotografado.
efervescência.
Uma estação meteorológica no meio do oceano passa os dias registrando o que acontece ao redor dela, embora ninguém esteja realmente ali para olhar. Ela fica sozinha, recebendo vento, chuva, mudança de pressão, correnteza, e mandando números para algum lugar muito distante, onde alguém provavelmente olha para aqueles dados tentando descobrir se o que está acontecendo no meio do mar vai chegar até a costa. Gosto de imaginar que, em algum momento, alguém começou a perceber pequenas alterações nos registros e passou a acompanhá-las com mais atenção do que deveria, não porque houvesse uma tempestade, mas porque havia alguma coisa diferente acontecendo e a diferença, quando a gente não entende de onde veio, costuma ser suficiente para ocupar mais espaço do que deveria.
Por isso que eu tenho tanta facilidade para me perder em pequenas coisas. Não é preciso que o céu fique preto ou que o mar se levante para eu começar a prestar atenção, as vezes basta uma mudança tão pequena que ninguém mais percebe, uma direção diferente do vento ou uma nuvem que parece estar se formando mais longe do que de costume, e de repente aquilo que era apenas parte da paisagem começa a parecer uma mensagem que eu ainda não consegui decifrar. Eu sei que existe uma diferença enorme entre observar e interpretar, mas quando alguma coisa importa de verdade parece que o cérebro esquece dessa diferença e começa a tratar qualquer detalhe como se tivesse sido colocado ali especialmente para ser encontrado.
O curioso é que, quando a gente está longe, tudo parece maior do que realmente é. Um barco se transforma num ponto no horizonte e, justamente por ser pequeno demais para enxergar direito, passa a carregar todas as possibilidades que a distância permite. Você não sabe quem está dentro, não sabe para onde vai, não sabe se está indo embora ou apenas seguindo uma corrente que você não consegue ver, e mesmo assim existe uma vontade de continuar acompanhando aquele ponto até que ele desapareça, como se olhar por tempo suficiente pudesse finalmente revelar alguma coisa.
Eu acho que é aí que começa a confusão, porque não existe nada de errado em querer entender o que está diante dos olhos, mas existe alguma coisa profundamente cansativa em sentir que só consegue ficar tranquilo depois de entender tudo. A pessoa passa a observar o próprio pensamento como se estivesse tentando encontrar uma rachadura numa parede, e quanto mais procura, mais pequenas imperfeições aparecem. Uma palavra que poderia ter sido dita de outro jeito, um intervalo que poderia ter sido menor, uma mudança que talvez nem tenha acontecido, e tudo isso vai sendo colocado lado a lado até formar uma imagem que parecia não existir antes.
Depois vem aquela sensação desagradável de ter ido longe demais, e
eu queria que fosse diferente. Queria conseguir deixar certas coisas simplesmente existirem sem precisar acompanhar o tempo inteiro, porque existe uma maturidade muito bonita em quem consegue confiar no que não está vendo e continuar vivendo sem transfomar a distância numa ameaça. admiro isso nas pessoas. Essa capacidade de deixar uma janela aberta sem precisar passar a noite inteira verificando se ainda está aberta, de saber que existe um mundo acontecendo fora do próprio campo de visão e não sentir que precisa conhecer inteiro para permanecer em paz.
Ainda estou aprendendo essa parte,
porque existe uma coisa muito estranha em perceber que, as vezes, a vontade de proteger alguma coisa começa a se parecer com a vontade de apertá-la. É parecido com uma sutura que você fica examinando porque está preocupado com a cicatrização e, sem perceber, passa a mão perto demais, encosta onde não devia, sente aquela queimadura fina que vem de dentro e imediatamente quer mexer outra vez para descobrir se está tudo bem. Só que a pele não entende preocupação como a gente entende. Ela só entende que foi tocada antes da hora, e aquilo que estava fechando começa a reclamar.
pode ser que, certas partes de nós funcionem assim também.
A gente sente uma coisa, tenta descobrir de onde veio, volta nela, procura outra explicação, encontra uma terceira, e quando percebe já está cansado de uma história que começou pequena demais para merecer tudo aquilo. O que torna tudo pior, porque ninguém gosta de admitir que passou tempo demais olhando para uma nuvem tentando descobrir se ela significava chuva quando talvez ela estivesse apenas passando.
Eu gostaria de conseguir fazer diferente sem precisar deixar de sentir. Não quero me tornar alguém indiferente, porque acho que a indiferença seria uma solução muito fácil para um problema que não deveria precisar de solução. O que eu quero é aprender a não transformar aquilo que sinto em uma obrigação de agir, aprender que uma inquietação pode existir dentro de mim sem precisar virar pergunta, investigação ou resposta, e que nem toda coisa que queima precisa ser aberta para descobrir por que está queimando.
E seja isso que o tempo faça quando finalmente consegue trabalhar sem a nossa interferência, ele pega aquilo que parecia impossível de deixar quieto e, pouco a pouco, ensina o corpo a não procurar mais a ferida.
Enquanto isso, a estação continua no meio do oceano registrando o vento, a pressão e a temperatura, mandando seus números para algum lugar que não consegue enxergar o mar inteiro de uma vez. Alguém recebe aqueles registros e passa horas tentando descobrir o que eles significam, talvez alguém simplesmente arquive tudo e espere a próxima medição. O oceano continua existindo nos dois casos, indiferente à quantidade de atenção que recebe, e talvez haja alguma paz escondida justamente nisso, em entender que nem tudo precisa ser acompanhado para continuar sendo verdadeiro.
Eu ainda olho para o horizonte mais vezes do que gostaria, ainda existe uma parte de mim que tenta encontrar formas nas nuvens e imaginar o que existe depois delas, mas estou começando a entender que crescer talvez não seja deixar de olhar. E sim olhar e conseguir permanecer onde estou, sem transformar aquilo que não alcanço em alguma coisa que preciso possuir, explicar ou impedir.
E, quem sabe, depois de algum tempo, o céu volte a ser apenas céu, o mar volte a ser apenas mar e aquilo que hoje parece tão urgente consiga finalmente passar por mim sem deixar a mesma queimadura.
Nos meus dias não tão bons, duas perguntas fundamentais vieram à mente, sendo:
- Quem me serviu como jantar aos leões?
- Quando fui servido de jantar aos leões, quem me ajudou?
Foi aí que adquiri plena ciência de quem sou...
"101 Dias de gratidão"
Agradeço hoje por minhas falhas, elas existem para me tornar um ser melhor, agradeço ao senhor por todos os dias da minha vida.
"96 Dias de Gratidão"
Senhor, obrigada por mais esse livramento, estou me sentindo assim, amparada pelos teus braços. A verdade é única e justa.
Que Deus seja sempre louvado. E que tua obra perpetue em cima de mim, me livrai dos enganosos, me livrai dos mentirosos, me livrai senhor assim, como sempre faz. Me trazendo a verdade a cada dia.
Fase difícil, tem dias que a gente se senti na obrigação de acordar, quando você esta doente e lutando para ser forte, encarando que a pessoa que você imaginava que nunca iria te machucar... É a unica que arranca seu coração sem dó. Sem medo, sem pena! Por cuidar dela mesmo. - Não, eu não vejo como um erro, fique em paz, eu vejo como um ato cruel de não olhar para traz. Mas para a alegria do futuro, o mundo da voltas e eu desejo à você algo bem diferente do que desejou pra mim, eu desejo sua felicidade.
Com o passar dos dias me sinto escalando o mundo, o sangue ferve em minha veia. E todo o sentimento se transforma em garra, luta, fé e força.
... a Fé
acima de tudo é ação;
é trabalho duro; é diligência
em busca por melhores dias...
É vivê-la em si; reafirmá-la em si;
a ponto de, oferecer-se ao
outro sem nada
em troca!
A dádiva de se arrumar todos os dias reside no poderoso ato de cultivar a autoestima e honrar a si mesma.
