Destino poema
No labirinto de Dédalo, obscuro e vasto,
Onde sombras dançam, um destino gasto,
Um intricado enigma, um desafio aterrador,
Nenhum ousaria entrar, seja herói ou explorador.
Suas paredes sinuosas, como serpentes entrelaçadas,
Um labirinto infindável, cercado de ossadas,
Emaranhado de caminhos, onde todos se oponham,
Onde os passos ecoam, e as almas se acanham.
O engenho de Dédalo, um feito sem igual,
Criado para aprisionar o Minotauro bestial,
Mas também uma provação para Teseu, o corajoso,
Em sua busca por triunfar sobre o monstro impetuoso.
Oh, labirinto de Dédalo, mistério e maravilha,
Nas profundezas escuras, o herói enfrenta a trilha,
Onde cada esquina guarda um segredo solitário,
Em busca de um rumo, como uma carta sem destinatário.
Mas, finalmente, a astúcia e a coragem prevalecem,
E o labirinto é desvendado, os caminhos agora conhecem,
Dédalo e Ícaro, em suas formas aladas, saem pela entrada,
Deixando para trás a história do labirinto, eternamente lembrada.
A luz é vivida nas obras do destino...
Súplicas de um amor eterno e verdadeiro...
O luar da seus caminhos a um tempo que amamos e somos amados.
Tendo para si as obras derradeiras do amor.
No precipício escuro do universo somos abençoados pela luz do amor perfeito e único.
A vida preciosa do mundo é cheio de toda felicidade que podemos ter...
Na paz das palavras somos parte do destino que nós apaga da história, do que somos para onde vamos o mistério da eternidade.
No silencioso termo que se decompõe a história de um minuto de silêncio...
Se dá uma nota de roda pé...
Entrei aquele que são imortais das letras palavras passeado num estado monótono,
Nas esquinas frias da cidade seríamos parte da fumaça que sai das galerias pluviais.
Seria parte do tempo ou do momento morto congelado...
O braço pomposo do ar condicionado de uma sala escura...
Barulhos que atravessam as paredes fazem quem passar rir por um instante.
Fio de vida e de linha
correndo em meu tear de infância.
Fui tecendo o meu destino.
Fui tecendo minha infância.
Fui tecendo o fio e o linho
do tear de minha infância.
E os meus olhos se fizeram
tão grandes e tão profundos
para ver no tempo o mundo
do meu próprio passado.
Minha vida ficou presa
em meu tear de menina.
E vou tecendo ainda
no tear do meu passado
os fios de minha vida
e os fios de minha infância.
O tear, velho e desgastado,
mostra sinais de cansaço,
mas continua a tecer
os fios do tempo vivido,
entrelaçando experiências
e memórias de uma vida
Poema: Ao Salvador
Luz do meu caminho
Ilumine o meu destino
Mesmo que eu esteja fraco
Seja o curso do meu barco.
Não quero te perder de vista
Se eu errar me dê uma pista
Mesmo quando eu me perder
Não me deixe esmorecer.
A cada tropeço que eu der
Tua mão sempre me põe de pé
Exemplo de um grande amor
Serás sempre o meu senhor.
Não acredito em destino
Penso que cada um faz o seu
Mas este encontro inusitado
Confesso: me surpreendeu
Eu havia bebido em excesso
Meu Deus, quanto retrocesso
Depois nada me rendeu
Estava eu de mudança
Cuidando de tudo sozinha
Precisava de internet
Aqui na minha casinha
Combinei um horário legal
Nove horas não estarei mal
Eu vou estar boazinha
Depois de tudo combinado
Vieram aqui trabalhar
Às nove horas em ponto
O porteiro ligou pra avisar
Estava em estado vegetativo
Meu corpo já tinha morrido
Sem forças nem pra levantar
Preciso abrir a porta
Pensei com zero energia
Fui lá atender o povo
Com nada de simpatia
Eu só queria dormir
Ou tomar algo pra reagir
E sair daquela agonia
O povo ficou sozinho
Pensei comigo: Oh lasqueira!
Estava deitada e ouvindo
Aquela conversa maneira
Queria ter sido solícita
Mas a desnutrição era explícita
Dormi a manhã inteira
Depois que tudo passou
Pensei em me redimir
Comentei o status dele
Mas logo me arrependi
Apaguei o comentário
Fui arrumar meu armário
Se precisar estou aqui
Respondeu ele do outro lado
Desculpa: mandei sem querer
Fiquei toda atordoada
Sem saber o que ia dizer
O papo foi logo fluindo
A ficha também foi caindo
Meu Deus! O que vou fazer?
Do nada ele sumiu
Parou de me responder
Fiquei foi logo com raiva
Espera que tu vai ver
Apaguei foi logo o contato
Igual a bicho do mato
Nunca mais você vai me ver
Mas a situação se transformou
E com ela voltei a conversar
Entre encontros e desencontros
Senti medo de me apaixonar
Mas depois me tranquilizei
E com outros olhos á avistei
Agora somos dois a sonhar
Se não és feliz com o pouco, não serás feliz com o muito.
A felicidade não é um destino distante a perseguir.
Ela floresce na aceitação
Por vezes, em nossa busca, nos perdemos no caminho, enquanto a verdadeira felicidade reside em nosso próprio ninho.
Em alguns meses atrás o destino me pregou uma peça!
Quando em uma sala de hospital me apresentou aquele que me arrancaria suspiros e faria meu coração disparar.
Meses já se passaram desde então; ainda lembro dos cuidados dele, mesmo não sendo meu acompanhante.
Ainda mantemos contato e temos algo que não está definido.
Porém, é inexplicável como ele arranca suspiros meu e faz meu coração acelerar, mesmo só tendo nos visto por uma noite.
Enfim esse tal destino.
Me encontro num destino presa, vagando sem sentido.
Eu não sei mais quem eu sou, para onde vou.
Sinto que não faço mais parte daqui
Que o vazio que se encontra em mim é difícil de lidar.
Desde que você se foi já não sou mais a mesma.
Você levou meu sorriso, minha alegria.
O espaço que você deixou, nunca mais se preencheu.
Que sentido faz, se essa ausência não me trás paz
Já dizia Seu Pereira e Coletivo 401: " A dor do abandono corrói meu peito feito maresia."
Um dia, quem sabe um dia
O destino nos encontre e me traga de volta
Seus beijos, seus jeitos, seus defeitos
Você...
Saudades
O destino me trouxe você,
Mas talvez não era pra ser.
Foi algo tão rápido e surpreendente...
Ao seu lado me sentia vivo,
Sentia que nada mais importava.
Não imaginava oque viria...
Você segurou tanto a barra,
Sua força virou um exemplo para mim.
Hoje vivo por nós...
Maldito dia em que você desistiu,
Quem sabe se eu tivesse em casa no dia,
Se eu pudesse te dar um último abraço,
Um último beijo, um último eu te amo...
Poema: Canto do sabiá
Por que és tão cruel destino?
Por que desta forma me tiraste deste mundo?
Lembrado e esquecido,
Lembrado pelas minhas contribuições
E esquecido em um navio
Nas águas frias me pego a pensar
Nas terras de palmeiras
E no canto do sabiá
Agonizando vou indo ao fundo do mar
Imaginando minha terra de palmeiras
Onde canta o sabiá
Meu pedido atendeste
Me permitiu voltar antes que eu morra
Para ouvir o canto do sabiá
Marcas!
Não desisto, não entrego
nem me furto do destino
nas arengas não errego
onde aponto me defino
as raízes que não nego
são as marcas que carrego
que me faz ser nordestino.
Vivo na esperança de encontrar minha Rosa que o destino cruel levou pra nunca mais volta
Ass CICERO LYRA
Existencialismo
Sinto o peso do destino em cada esquina,
O caos orgânico me faz prisioneiro,
E sinto a solidão do universo inteiro,
O caos cósmico que me destrói e amedronta.
Sou vítima da minha própria liberdade,
No mundo absurdo em que vivo
Não há sentido nem razão,
Mas eu sou o criador do meu próprio ser.
Cada escolha que faço, cada passo dado,
Define meu caminho e meu destino,
E mesmo que não haja um sentido maior,
Eu sou livre e responsável pelo meu ser.
Assim vivo neste mundo paradoxal,
Feito de caos e liberdade,
Onde cada homem é sua própria vítima,
Mas também pode ser seu próprio libertador
CONTINUA
E o versar poético da poesia continua
A sua magia na mesma rota, destino
E, na ventura, várias sensações tatua
Há verso, prosa, rítmica canção, hino
É o compor eterno sobre a alma nua
Os encontros e desencontros, divino
Fado. E no coração a emoção estua
Num cântico de sentimento genuíno
E pelo verso, imerso uma narrativa
Dum acaso e sorte, em expectativa
Entrançado, o qual nunca é restrito
E, o versar continua na sua romaria
Numa intrincada agitada travessia...
Que vai além do poeta, pro infinito!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01 abril, 2023, 12'46" – Araguari, MG
Não tenho destino, tenho sina.
Não tenho finais de semana ou feriados.
Não tenho planejamento a curto, médio ou longo prazo.
Não tenho como afirmar nada, "só sei, que nada sei."
Não tenho certeza do amanhã, não sei se chegará.
Mas tenho a certeza, que no hoje, fiz meu melhor.
OUTRO ALENTO ...
Encontrei-te em um desejo tão divino
E o destino das emoções nos levaram
Pela mão da sensação, em um desatino
Que no peito afáveis sentidos brotaram
Outra estrada, outro sonho, descortino
Os poemas descontentes se alegraram
Pirralho como menino e de novo a pino
Pois, as invocações ao amor positivaram
Antes, a poesia, sem ousadia e a esmo
Compartindo a tristura comigo mesmo
Via cada trova marcada com torpe pó
Agora, alentado por teus gentis cortejos
Teus beijos, tenho motivo, vivas e festejos
E já não amargo, atrofio e nem sorrio só! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/01/2021, 05’45” – Triângulo Mineiro
Seja a minha luz
Seja o meu caminho
Seja a minha vida
Seja o meu destino
Seja a minha força
Não me deixes andar sozinho.
Nós não podemos nos perder ...
O destino fugiu de ter lavras
Nos rabiscos de nosso amar
O que ficou em meias palavras
Podemos escolher o recomeçar
Quero ainda de te saber
Tenho fome desta vontade
Satisfação de poder te ter
Por total, não só metade
Se último for este passo
Levando-me ao início do fim
Saudosar-me-ei do teu abraço
Mas antes, brandarei pra valer
Na voz do poetar, a ti saber:
- nós não podemos nos perder!
(é amor! e amor tem que viver!)....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 de maio de 2010, 10’00” - Rio de janeiro, RJ
