Destino Amor
Muito Orgulhosa de mim Mesma
Não tenho um físico perfeitinho ou sarado, este ai dentro dos padrões de beleza que as revistas e mídias nos esfregam todos os dias na cara, e pelos quais contorcem-se os pescoços masculino, gosto de come e não é a esta altura da minha existência que vou me privar do que dá prazer só pra encher os olhos dos outros. A pele já não tem mais o viso dos 30, nem mesmo a firmeza dos 40, nos cabelos os brancos tornam-se mais evidente e as curvas a cada dia mais redondas. Trango cicatrizes aparentes por fora e outras tantas por dentro que de tão feias não as mostro a ninguém, tenho um antes e um depois de marcas que modificaram meu eu e minha vida para sempre, mas foi isto que me deu história e mais sabedoria. Gosto de uma boa produção de vez em quando, mas no geral vou de cara limpa mesmo, aprendi a me gostar e aceitar que inevitavelmente os anos nos marcam e modificam. Há quem me olhe desconfiado por achar que sou meio cínica ou meio louca, não é nada disso, o tempo apenas me ensinou que por coisa pouca não vale apena perde-lo, ou bater de frente com coisinhas insignificantes e que sempre haverá gente importante a minha volta e é por eles que eu vivo e com eles tenho o prazer de mostrar-me por inteira, como e quem verdadeiramente sou. Não sou dada a mimimis, mas muito cedo aprendi que os outros não tem que ser igual a mim para que eu os ame ou respeite, cada um é o que é dentro do seu tempo e da sua maturidade. Cada pedrinha que tive de tirar do caminho me deram mais músculos ao levanta-las e agradeço a elas pela força que tenho hoje. Sou apaixonada por música, boas histórias, teatro, dançar... e crianças e bichos então... se bobear rolo no chã, brinco de correr na chuva, esqueço as dores e abstraio os problemas, minha mente se enche de espontaneidade quando estou com eles... perco a noção do meu tempo cronológico e idade é só um número abafando pelo som da alegria de viver plena e abundantemente. Nunca fui muito de me preocupar com olhares ou ideias alheias e cada vez menos o sou. Quando eu gosto fica evidente e nunca é pouco, o tempo me ensinou que querer bem e ser querido é o folego da nossa existência, amizade e amor são os ventos que sopram este barquinho chamado vida, mas caso eu não goste de você ou você de mim não se preocupe, eu costumo ignorar o que é ruim, e sendo assim, você não vai me ver por perto. Perdoo fácil, sim, afinal meu tempo se escasseia velozmente e eu detesto carregar pesos desnecessários, mas não se engane, não costumo esquecer o que de ruim me atingiu, assim, evito os mesmos erros. Assim vou levando a vida, nada de deixar que ela me leve, nada mais de cumprir regras impostas por outros, tomo a frente do meu destino sem medo de errar, afinal, se aprende mais com os erros do que com os acertos, e mesmo nesta montanha russa ou turbilhão de emoções que são os meus dias, faço questão eu mesma de estar no comando do meu barquinho, ainda que modesto, nele sou eu quem decide o que fazer e para onde ir. E se alguém quiser me acompanhar será bem vindo, mas precisa saber que neste barco o leme é exclusivamente meu.
Às mulheres com mais de 30. Desafio-as postarem este texto no seu mural junto com uma foto "espontânea" que demonstre um pouco da sua personalidade e o quanto sentem-se orgulhosas de si mesmas.
IMORTAL
Olhar, envelhecendo, vendo a ruína perto
reconhecendo vãs as palavras passageiras
lacrimejou, enxugou as ilusões traiçoeiras
e me avançou na prosa com o feito liberto
Meu viver tendo sonhado e o afeto oferto
a uma ventura e mais gentis alvissareiras
emoções, onde grafei poéticas fagueiras
ao coração, foi mais romântico, por certo!
Então, se já velho e jovial o pensamento
permiti mais poesias floridas, o portento
romantismo, o que torna o amor eternal
Devaneei na literária, fiz um soneto alado
me dizendo que o momento era chegado
envelheci! Porém, sorri, o verso é imortal!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 30/2021, 09’30” – Araguari, MG
Para te acompanhar joguei tudo para o alto, joguei todas as cartas que tinha, não me arrependo, se o destino quis assim, assim será.
Flávia Abib
Pois é ...
Quando do tempo cuidares
e dos detalhes recordares
atingirás a noção do eterno ...
Os passos dados a dois,
o trato com todo cuidado;
o tão particular do depois...
O destino ao vento lançado,
as lágrimas de um plural singular;
vida de um querer isolado
restos de um amor solitário !
"Do que adianta salvar vidas, se eu não vou salvar a minha?
Reclamo de tudo isso, mas minha mente é vazia.
Não falo mais de amor, porque não sei amar.
Eu preciso de ajuda, mas eu quero te ajudar."
Fui meticuloso quando se tratou de você, de que adiantou se o coração não obedeceu.
FODEU!Cai no conto e na beleza da cigana e agora o meu coração dança e gira, salve oxalá por me trazer um amor para o resto da vida!
Me desfiz em mil pedaços,
E deles te alimentei,
repleto do que sou e fui,
sonhei em ser,
nas minhas inconstâncias fui seu,
entregue a sua sorte,
como quem entra no mar sem esperar ser acertado por suas ondas,
Senti o que foi feito pra não caber no peito,
que vezes ou outra escorria pelo rosto.
Foi corpóreo o que deveria ser abstrato,
tangível,
Mas sempre delicado como o despertar,
Te amo muito mais do que cabe na palavra amor,
mais do que com olhos,
me enxergue com o coração,
me descortine e me devore,
em cada lembrança dos nossos dias de sol,
tento entrelaçar meus dedos aos seus,
ao sentir o fantasma da sua mão preenchendo pela ausência,
o seu lugar,
tive medo de te perder, por não saber se a ti tenho,
ou só eu que te pertenço.
Tomado pelo medo,
escolho nao acordar e em vão,
não conseguir te encontrar,
em meio aos meus lençóis.
Não morremos aqui,
Meu amor vive em cada dia,
que o sol resolver sair.
Ao escolher diamantes, é crucial prestar atenção aos detalhes, pois as canetas podem se assemelhar visualmente aos rubis, isto é, a semelhança de aparência pode ser enganadora.
SONETO CANTANDO O PERDÃO
Deixa Senhor que eu cante estes versos
Sofrentes, mesmo que seja, duro e triste
Mas que trove o remorso que nele existe
Ó culpa... nos meus sentimentos imersos
O meu solfejar o desencanto, pelourinho
Do sentir, que vive a penar nesta vaidade
Suspiroso, inquieto... Cruciante realidade
De quem feri uma rosa com seu espinho
Deixe cantar quem quer indulto neste canto
E seja acorde de compreensão e acalanto
Ó Senhor, é o cântico de um acre coração
Que traz amargor e roga pelo sacramento
De alívio, dum efeito, um distinto advento
E, então, deixa o soneto cantar o perdão!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 dezembro, 2023, 20’28” – Araguari, MG
Tanto tempo, tantas lutar, tanto sentimento, tanto desejo, tantas dificuldades, tantas lutas, tanto tanto... Mas para não ser vivido, talvez o destino só queira brincar conosco, tantos anos desejando um sonho, que quando parece estar próximo de ser vivido, parece estar tudo certo e se encaixando, o acaso nos surpreende. Pessoas reais mas com sonhos e amores talvez impossíveis, talvez o destino só queira brincar realmente conosco, ao mesmo tempo que ele nos une, ele nos separa... Talvez seja realmente nossa culpa, das nossas escolhas, famoso "livre arbítrio". Ou talvez nessa vida seja só uma degustação do que podemos viver, talvez esse nosso amor não seja para ser vivido nessa vida!
No palco da vida, breve jornada,
Cada alma dança, uma balada.
Efêmero é o tempo que aqui se tem,
Mas na essência da existência, há um além.
Não são anos que contam a história,
É a intensidade que traz à memória.
Na dança efêmera do respirar,
Encontramos razões para amar.
Não importa o relógio que tic-taca,
Mas sim a alegria que em nós se destaca.
Cada batida do coração, um compasso,
A vida, um poema que escrevemos em abraços.
Morreremos todos, destino comum,
Mas como vivemos é o nosso cartum.
No caderno do tempo, o que gravamos,
São os sorrisos, os amores que deixamos.
Que a melodia da vida seja intensa,
Que o amor seja a essência.
Na efemeridade do nosso viver,
A beleza está em aprender a florescer.
Há algo de misterioso na maneira como as almas se encontram, como se fossem fios de um mesmo tecido entrelaçados pelo destino. Desde o primeiro momento em que te vi, senti uma força inexplicável nos unindo, como se, em meio a bilhões de estrelas, nossas luzes fossem destinadas a se reconhecer e brilhar juntas. Não sei ao certo de que matéria são feitas as almas, mas sei que a sua e a minha compartilham a mesma essência, uma conexão que transcende o tempo e o espaço, ecoando nos recessos mais profundos do nosso ser.
Em cada gesto seu, percebo fragmentos de mim, como se estivéssemos redescobrindo pedaços perdidos um no outro. O som da sua voz ressoa como uma melodia familiar, tocando as cordas mais delicadas do meu coração. E nos seus olhos, vejo refletida uma história que parece tão antiga quanto o universo, uma história de duas almas que sempre pertenceram uma à outra, navegando por vidas e épocas diferentes, mas sempre se reencontrando, como se fôssemos feitos para estar juntos.
Nosso amor não é apenas um encontro de corpos, mas um reencontro de almas. É como se o universo, em sua infinita sabedoria, tivesse escrito nossos destinos em linhas paralelas, que finalmente se cruzaram para jamais se separar. E agora, à medida que seguimos juntos, sinto que estamos cumprindo um propósito maior, vivendo uma verdade que poucos têm o privilégio de experimentar. Porque, no fim das contas, nosso amor é mais do que uma simples união; é uma celebração daquilo que sempre fomos: duas almas gêmeas, destinadas a compartilhar uma vida e uma eternidade juntas.
Não sei de que matéria são feitas as almas, mas sinto que a sua e a minha foram moldadas pelo mesmo toque divino. Em cada olhar, em cada sorriso seu, reconheço um pedaço de mim. É como se nossos corações tivessem sido esculpidos da mesma estrela, destinados a brilhar juntos, iluminando a eternidade com o fogo do nosso amor.
Ao som de "Cartas pra Você - NxZero"
Hoje eu favoritei o seu primeiro "oi" em nossa conversa.
Reler nossas mensagens antigas virou um hábito inafastável, um local perfeito para fugir da misantropia.
Me pergunto como tem sido seus dias, se está se alimentando bem, se morango ainda é a sua fruta preferida ou se achou alguém tão compatível quanto eu.
Eu não consigo tirar da cabeça a ideia de que pertencemos um ao outro, e a sensação de estar deixando você passar pela minha vida como areia que escapa entre meus dedos perturba-me cada vez mais.
Do lado de cá, eu espero que o amor te visite novamente e faça questão de avisar que amar é viver o agora, é se atirar do precipício e sentir toda a adrenalina que precede o impacto com o solo, mas sentindo-se segura, pois lá embaixo haverá alguém que amortecerá a sua queda e te poupará de todos os danos.
Tento combinar com o destino o nosso reencontro, mas ele, teimoso, insiste em dizer que o teu lugar em minha vida ficará restrito às conversas antigas e a um sem-número de cenários imaginários criados pela minha esperança infinita de encontrar o amor.
Desta vez, acho que cederei à teimosia do destino.
Na penumbra da noite, onde os suspiros ecoam e os corações revelam seus segredos mais profundos, há uma história singular de amor e desconexão... Era uma vez um filho cujo coração era um labirinto de emoções contraditórias, um intricado emaranhado de amor e desafios.
Ele amava sua mãe, não por escolha, mas por destino. Nos laços intrínsecos que os uniam, nas memórias entrelaçadas de sua infância, ele encontrava o calor reconfortante do amor maternal. As noites em que ela o embalava com histórias de encanto, os dias em que suas palavras eram bálsamo para as dores infantis, tudo isso tecia os fios invisíveis do amor.
Contudo, em meio às sombras dos anos, cresceram as distâncias. Os caminhos da vida os levaram por trilhas distintas, onde as pedras da incompreensão se erguiam como muralhas entre eles. Os dias se transformaram em anos, e o entendimento se perdeu nas entrelinhas do tempo.
Ele amava sua mãe, mas não gostava dela. Nas complexidades da relação, encontrava-se um enigma de sentimentos que desafiava a lógica do coração humano. Pois, enquanto o amor fluía como um rio infindável, a simpatia tropeçava nas pedras da discordância.
E assim, na tapeçaria da vida, eles teciam uma história de amor imperfeito, onde os fios do afeto se entrelaçavam com os nós da discordância. Mas, apesar das sombras que pairavam sobre suas relações, havia luz nos recantos mais profundos de seus corações, uma luz que brilhava com a esperança de entendimento, de perdão e de aceitação mútua.
Pois no coração humano, mesmo nas sombras mais densas, há sempre espaço para o amor, mesmo quando o gostar se torna um desafio. E na jornada da vida, talvez seja nessa imperfeição que residam os laços mais verdadeiros e profundos, onde o amor, mesmo confrontado com a discordância, encontra seu lugar para florescer.
Em uma tarde silenciosa, onde os raios dourados do sol dançavam suavemente pelas cortinas entreabertas, eu me encontrava perdido em minhas lembranças. Os ecos do passado ecoavam em minha mente, cada riso, cada lágrima, cada momento compartilhado contigo.
Meus olhos se perdiam no horizonte, buscando a calmaria que só a lembrança do seu sorriso me trazia. Era como se você ainda estivesse ali, entre as sombras suaves da tarde, sussurrando palavras de conforto e promessas de eternidade.
Eu me via envolto em uma mistura de amor e dor, uma sinfonia de sentimentos que parecia nunca ter fim. Cada batida do meu coração era um eco do passado, uma melodia que só nós dois conhecíamos.
Seu sorriso, eternizado em minha alma, era a luz que me guiava através das sombras da saudade. Mesmo na ausência física, você permanecia viva dentro de mim, como uma chama que nunca se apaga.
E assim, na quietude da tarde, eu descobria que o verdadeiro amor transcende o tempo e o espaço, deixando uma marca indelével no meu coração. Seu sorriso, seu amor, sua presença, seriam para sempre minha fonte de inspiração, minha razão de ser. E assim, eu seguia adiante, carregando comigo a esperança de que, onde quer que estejamos, nossos destinos estão entrelaçados para sempre.
"Amar é perceber a beleza na imperfeição, encontrar a perfeição na simplicidade e celebrar cada momento como uma dádiva do destino."
Antes éramos um só, seres completos, até que nos separaram. Agora, vagamos em busca da metade que nos falta. E ao encontrarmos essa pessoa, a chama do amor se acende e revivemos a lenda dos andróginos. Juntos, nos tornamos inteiros.
