Desprezo pela Amante
Hoje não
"" Não dê muito valor ao passado, mas não o despreze.
Lá estão todos nossos erros e acertos
Lá ficaram algumas desilusões, muitos medos e sonhos também
Vamos deixá-los lá... Não os podemos mudar. Podemos é usá-los como experiência para não errarmos outra vez.
É certo debruçarmos em lembranças e vermos como fomos crianças.
Como fomos sonhadores, pois poderíamos ter mudado tudo e esperamos o destino guiar o nosso caminho.
Hoje não, não podemos e nem queremos ser passageiros de um barco sem condutor, somos quem comanda o rumo que queremos seguir as vitórias que queremos conquistar.
Somos quem pode definir onde queremos chegar
Quanto ao caminho, ele pode sim ser cheio de pedras, mas pedras constroem castelos, pedras podem ser lapidadas, podem ser usadas na construção de nosso sonho.
O que incomoda é a pedra pequena, como um minúsculo grão de areia dentro do sapato. E esse grão de areia a doer pode ser as lembranças que tanto podem machucar. Livremo-nos delas o quanto antes.
Lembremos da vontade que tínhamos de ser melhor, de vencer, de ser alguém. Pensemos que somos infinitamente capazes de superar os desafios que hão de vir e os vençamos. Vamos com a força que temos no coração.
E ao futuro, damos a ele o presente, presente da luta, de coragem, presente de ousadia.
E se nessa caminhada muita coisa floresceu, foi pelas boas sementes que plantamos. Colhamos agora seus frutos. É assim que tem que ser.
Talvez agora, somente agora, entendamos o porquê o tempo é o carrasco dos sonhos, mas ele não é o dono do nosso amanhã.
Acreditemos então em nossa vontade, nossa vida nos pertence e só assim determinados poderemos conquistar a felicidade. Façamos um novo curso, um novo corte de cabelo. Tomemos um rumo que nos de prazer, sonhemos mais, vivamos intensamente. Amanhã pode ser que não estejamos mais aqui, mas isso pode ser amanhã, hoje não.
P E P I T A
Quando me foges ao longe
Fico tão triste, desprezado,
Torno-me em vida de monge,
Nesta solidão do meu fado.
Foste sempre o meu outro lado,
O calor no frio dividido em dois,
No aconchego do nosso estrado,
Erguido no antes para o depois.
Fica-me no olfato o perfume,
Do teu cheiro de puro ciúme
Tão louco e canil que agita.
E queima como o forte odor
Dos teus sonoros flatos de amor,
Minha terrier cadelinha, Pepita.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-01-2023)
"O seu relacionamento com Deus não deve desprezar a caridade com o vizinho, que não deseja ouvir o seu hino no último volume".
Não despreze os espinhos!
São eles quem garantem proteção e segurança. Fazem parte do percurso e somente os atentos e persistentes poderão alcançar o objetivo final.
Não despreze os espinhos!
Eles nos tornarão mais fortes e sábios, deixarão mais preciosos e valiosos cada movimento e etapa da vida.
Não despreze os espinhos!
Ainda que por um descuido, possam nos machucar.
Dói, mas passa.
Fere, mas sara.
Uns dão mais trabalho, entram na carne e fazem sangrar. Mas as marcas deixadas servirão de exemplo para os próximos que virão.
Não despreze os espinhos!
Suas pontas afiadas revelam uma falsa beleza, não se engane! Seu principal objetivo é nos manter distantes.
Não despreze os espinhos!
Você verá que valeu a pena quando tocar na rosa, linda e doce rosa.
Com suas pétalas macias, desenhadas uma a uma. Delicadas e donas de um perfume inigualável. Suas cores e formato as tornam únicas em meio a tantas outras flores.
Agradeça aos espinhos! Pois ao final, são eles os responsáveis por guardar o melhor para nós.
Tem gente que se sentem atraído por quem os despreza e acabam por desprezar quem dá amor, atenção e carinho.
O beija-flor adornou
O refolho de minha alma
Na luz do sol cravejou
Uma saudade desprezada.
O beija-flor enfeitou
As cinzas de meu jardim
Meu amor acenou
E ninguém acenou pra mim.
O beija-flor cintilou
O feio, o trágico e o obsceno
Num jardim virginal e ingênuo
De onde horrorizou-se o amor.
Mate-me aos poucos,
a poesia é uma apologética densa,
desprezível e execrável.
Mas é a nostalgia inquieta de um desgraçado,
o êxtase de uma loucura equivocada,
pois, somos, somos equivocados.
Somos, pois.
Poetizaram as próprias incorreções,
que covardia para com a língua bandeiriana,
os sinônimos são covardes desde sempre.
dede sempre.
São equivocados mesmos,
pois a poesia que tenho é uma voz,
o sangue coalhado dos revolucionários de Princesa.
A minha voz não se equivoca,
os equivocados se equivocaram pois tinham verdades,
apenas verdades que as tinham.
Enobreço-me, pois, a minha mentira,
e o meu sangue, é da cor de todos,
mas que se alva, e se? se alva!
Na comelança dos dias ocos,
dias de talvezez e dias já diários que se doutrina:
— a farsa zuadenta de minha alma,
a poesia surda da duvidada esquina
queria ter sido o último dia do ano de sua vida mas somos desprezíveis para ser a última alegria de alguém tão especial para outra pessoa.
A capacidade humana é inimaginável, ao ponto de um ser merecer o desprezo de outro ser, um dos piores sentimentos que a raça racional sente.
Que nesta belíssima festa da Sagrada Família Deus possa renovar nossos familiares, sejamos felizes e que em cada lar não exista uma anaconda para te devorar mesmo sendo da mesma escala filogenética.
Coração despedaçado, sente a dor por inteiro, por ter sido amado e desprezado, por um amor não verdadeiro.
