Desprezar
É preciso estar atento, deixar que as coisas mudem, sem desprezar os pequenos acontecimentos. Não perca tempo com coisas banais e nem sofra antecipado, viva o presente com os olhos no futuro esqueça o passado ele não volta, já é passado.
Profª Lourdes Duarte
(...) A linha tênue da vida é meio que nebulosa, portanto faz-se necessário desprezar a crise existencial, e, voltar a reviver a VIDA COMO UM DOM GRATUITO DE DEUS...
O único porto onde pode abrigar-se esta vida agitada e conturbada está em saber desprezar as casualidades, em mantermo-nos firmes, em estar preparados para receber em pleno peito os golpes da fortuna sem nos encolhermos nem virarmos as costas.
O mundo pode até distorcer ou desprezar o papel que um pai faz.
Só não pode mensurar a saudade que um verdadeiro pai traz
Quem anda com a bússola do seu tempo tem a opção de desprezar as armadilhas das veredas dos espinhaços
-Nunca deixe o seu ego desprezar os pequenos que estão no começo do caminho, mas sim os mostre as coordenadas corretas a seguir, pois até Deus com toda sua grandeza se faz pequeno para nós ouvir.
Vingamos o intelecto quando enganamos um tolo, e isso é uma vitória a não desprezar.
Desprezar é dar a maior distância impossível. Amar é trazer para perto mesmo o que é inalcançável. Alternar esses dois é movimentar muita energia. Em que sentido compensa?
AMADO E O CÃO LEÃO
Um amigo de verdade
Não se pode desprezar
Falo do bom cão Leão
Que cansado de andar
Parou em nosso rancho
Querendo descansar.
Estava bem magro
Triste e machucado
Mas aos cuidados de Amado
Logo estava recuperado
E voltou a se alegrar.
Saíam juntos procurando por Sereno
Mas o pasto era pequeno
E assim viviam lá.
Ao lado deles
Também tinha o Lampião
Que era um pequeno cão
Pra acabar de completar.
Era assim que eles viviam lá
Correndo, brincando
E não paravam de sonhar
Viviam com alegria
Até o dia se acabar.
A vaca Cumbuca
Anunciava o amanhecer
O cavalo Sereno relinchava
A bicharada se alvoroçava
Esperando Amado aparecer.
E assim
Mais um dia começava
Lampião se espreguiçava
O cão Leão se levantava
Era mais um dia
No fim de uma longa jornada.
Desprezar algo aparentemente inútil num conjunto é o mesmo que jogar fora uma peça de um quebra-cabeça.
A imagem nunca ficará completa.
Quanto tempo gastamos com coisas vãs, a desprezar ideias e possibilidades norteadoras da emancipação espiritual, psicológica e material.
Tudo é vida se você souber viver, tanto pra aproveitar, como pra equilibrar e pra desprezar o que não te traz nenhum bem!
Pense um pouco sobre o que vc aproveitando o suficiente, equilibrando a quantidade necessária e desprezando o que não precisa ter vez em sua rotina, pode proporcionar uma melhora na sua qualidade de vida!
Para muitos, se permitir envelhecer é se desprezar.
E com essa visão buscam-se alternativas tecnológicas para distrair o tempo: procedimentos cirúrgicos, recursos usados para conservar ou restabelecer a pele, preenchimentos, aplicações de toxinas, etc.
Não sou contra que se tenham cuidados com a pele.
Quem não gostaria de retardar o envelhecimento ou mesmo evitá-lo?
A questão é até onde devemos ir nessa busca incessante pela eterna juventude?
Pelo excesso de vaidade, as mulheres estão envelhecendo fora dos padrões convencionais da chamada melhor idade. Podemos, sim, nos cuidar.
Afinal de contas, estamos em novos tempos, em que as mulheres se tornaram mais joviais, e muitas se vestem como suas filhas.
Porém, no que se refere aos exageros em busca da eterna juventude muitas mulheres preferem a ilusão de uma juventude inexistente, e não é incomum vermos faces totalmente descaracterizadas.
E o que elas enxergam no espelho não é a verdadeira manifestação da verdade.
A palavra dignidade ganhou uma nova conotação, nesse mundo onde a aparência física se tornou mais importante que a interior.
Se permitir envelhecer é, nos dias de hoje, perder a dignidade.
As indústrias do rejuvenescimento aliadas à pressão das mídias, que estão sempre nos impondo o modelo ideal do corpo feminino acabam por influenciar àquelas que não se sentem dentro do padrão estabelecido pela ditadura do corpo e/ou da eterna juventude.
A pergunta era: com que roupa eu vou?
Em tempos atuais é: com que cara, ou corpo eu vou?
